Nada como um ano eleitoral para estimular a generosidade dos nossos políticos! O prefeito Humberto Parini mandou para aprovação da Câmara, em regime de urgência, o projeto de lei que concede abono pecuniário aos servidores e empregados públicos que estão ganhando menos que o salário mínimo. Valor do abono: R$ 76,99, para aqueles que recebem o menor  contracheque da Prefeitura.

É o caso, por exemplo, dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias, que ganham, atualmente, R$ 534,03, mais um abono de R$ 10,98. Tudo somado, eles passarão a receber R$ 622,00, brutos. Normalmente, o abono somente seria concedido em abril, mas o nosso premiado estadista, diante do reclamos gerais, resolveu abrir o saco de bondades antecipadamente. Ou tardiamente, se considerarmos que o prefeito já devia ter resolvido essa questão há muito tempo.

Mesmo com a benesse concedida pelo magnânimo estadista, os salários dos agentes de Jales ainda vão continuar sendo os menores da região. E vejam como a generosidade pede pressa: a Câmara, que tem reunião ordinária marcada para a segunda-feira, 27, está sendo convocada para uma sessão extraordinária, na sexta-feira, 24, quando se aprovará o abono.

Não sei qual o motivo de tamanha pressa, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é a constatação, mais uma vez, de que, na administração Parini, não existe nenhum planejamento. O que existe é o improviso, que produz decisões atrasadas e soluções apressadas, nem sempre as melhores.