Categoria: Administração

FACIP COMEÇA A VENDER MESAS E CAMAROTES

O empresário Oswaldo Costa Júnior, o Bexiga, anunciou em entrevista ao jornal A Tribuna, que a empresa BX Eventos já colocou à venda as mesas e os camarotes para a Facip 2011. Por sinal, essa seria a 42ª Facip, mas os organizadores preferem que ela seja chamada simplesmente de Facip 2011, o que talvez seja uma tentativa de desvinculá-la das edições anteriores – como se isso fosse possível – para evitar futuros problemas. Uma bobagem, já que o responsável pela obscura terceirização – o prefeito Parini, um ex-paladino da transparência – parece ter certeza do que está fazendo.

Pelo menos, é o que se depreende da resposta que o chefe de gabinete, Léo Huber, deu a um requerimento da vereadora Tatinha. Na peça, Huber declara que não foi feita nenhuma licitação para permissão de uso do Recinto de Exposições Juvenal Giraldelli, uma vez que o imóvel não mais pertence ao município, embora o mesmo esteja cedido à municipalidade pela atual proprietária, a UNIMED, pelo prazo de 10 anos. Disse mais o chefe de gabinete: que não foi solicitado nenhum parecer jurídico a respeito da legalidade da permissão de uso.

Quanto à logomarca FACIP, Huber argumenta que não foi encontrado nenhum documento que comprove sua propriedade, portanto, ela pode ser utilizada pela BX Eventos, ou qualquer outra empresa, sem ter que dar satisfações a ninguém. Mas, ao mesmo tempo, Huber diz que, se a experiência com a BX Eventos for positiva, a permissão de uso poderá ser objeto de licitação futura. Alguém entendeu? Não? Nem eu! 

De qualquer maneira, parece que há controvérsias…

DESCULPE, FOI ENGANO!

Na administração Parini acontece de tudo! O vice-prefeito Clóvis Viola, todo mundo sabe, é o presidente do Comitê Municipal de Combate à Dengue e, por conta disso, necessita quase que permanentemente da colaboração de alguns setores da Prefeitura. O Almoxarifado – que, ultimamente, não é um bom exemplo de limpeza – é um desses setores, já que o combate ao Aedes Aegypti exige, muitas vezes, a limpeza de terrenos e outras ações que dependem das máquinas, caminhões e dos servidores vinculados àquele departamento.

Um dia desses, o vice-prefeito Clóvis Viola precisou acionar o Almoxarifado e, ao fazê-lo, utilizou-se do celular de um funcionário da Prefeitura, já que o dele estava sem bateria. Do outro lado da linha, atendeu-o um importante auxiliar do prefeito Parini, que, sem ao menos dizer bom dia e sem esperar que o interlocutor se identificasse, já foi logo soltando os cachorros:

  –  Escute aqui, meu amigo, se você tá me ligando prá fazer algum pedido em nome do Clóvis Viola, pode ir tirando o cavalo da chuva. Eu aqui tenho coisas mais importantes do que ficar atendendo esse vice-prefeitozinho…

E o assessor de Parini seguiu desfiando suas razões para não atender os pedidos do vice, até que o Clóvis, finalmente, conseguiu interrompê-lo:

 – Ô fulano, aqui quem tá falando é o Clóvis Viola…

 – Quem???

 –  O Clóvis Viola! O vice-prefeito!

 – O Clóvis? Caramba! Me desculpe, mas eu pensei que tava falando com o…. Esse telefone não é do…?? 

Em seguida o assessor do prefeito pediu mil desculpas, mas aí a trapalhada já tava feita.

DE COMO A ADMINISTRAÇÃO PARINI “INCENTIVA” A GERAÇÃO DE EMPREGOS

O jornal A Tribuna, edição deste domingo, publicou matéria sobre as desventuras do senhor Manoel, um pequeno empresário, dono da “Distribuidora de Alhos Renata“. Até uns dois anos atrás, o senhor Manoel ocupava uma sala da incubadora localizada na Cohab JACB, onde também já funcionou um Posto da Polícia Militar. Ali, o senhor Manoel gerava cerca de 20 empregos diretos e – durante uma campanha eleitoral – teve a honra de receber a visita do prefeito Humberto Parini que, aparentemente impressionado com o número de funcionários que aquela pequena empresa empregava, prometeu mais apoio ao empresário.

O apoio veio três meses após a reeleição de Parini: numa manhã de janeiro de 2009, o senhor Manoel recebeu uma notificação da Prefeitura, onde o pequeno empresário era convidado a desocupar a sala onde funcionava a “Distribuidora de Alhos Renata“. Depois disso, o senhor Manoel levou sua empresa para um salão, no Jardim Oiti, mas o aluguel e outras despesas foram obrigando-o a diminuir o número de funcionários e, consequentemente, diminuir a produção.

Hoje, a pequena empresa do senhor Manoel funciona em um minúsculo salão, no Jardim Arapuã, nas proximidades da EE “Sueli Marin Batista“. Além do proprietário, apenas mais duas pessoas trabalham na empresa: a mulher dele e um filho do casal. Agora o pior de tudo: a sala na incubadora do JACB, de onde o senhor Manoel foi praticamente despejado, continua vazia até hoje, sem nenhuma utilização, abandonada e depredada, conforme se pode ver na foto lá de cima. Na mesma incubadora, outras salas continuam vazias e, em breve, outras mais estarão também desocupadas, uma vez que, pelo menos duas outras empresas já foram notificadas a deixar o local.

O dono de uma delas, a “Embalagens Tozzo“, não entende essa política da Prefeitura. Afinal, se é prá deixar as salas sem nenhuma utilização, servindo apenas à ação de vândalos, por que não permitir que eles continuem utilizando-as e gerando alguns empregos? A pergunta é pertinente, mas a resposta, só o prefeito Humberto Parini é quem a tem.

EMPREGOS: JALES NA CONTRAMÃO

Já falamos em posts anteriores que Jales teve o pior desempenho no quesito geração de empregos, entre as cidades da região. Talvez um dos piores desempenhos do Brasil. Isso é reflexo da incapacidade da administração Parini de planejar e implantar projetos, além da falta de empenho pessoal do prefeito, um administrador acomodado e centralizador. A edição de amanhã, do jornal A Tribuna, vai mostrar aos seus leitores que Votuporanga e Fernandópolis estão comemorando os números de 2010. Agora leiam a notícia de hoje, publicada pelo Correio Braziliense e sintam como Jales está em descompasso com o resto do Brasil:

Distrito Federal bate recorde na criação de empregos formais em 2010

Diego Amorim

Em sintonia com o cenário nacional, o Distrito Federal bateu recorde na criação de vagas formais em 2010. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última semana pelo Ministério do Trabalho, revelam que ao longo do ano passado a economia local criou 36.787 empregos com carteira assinada — o maior número da série iniciada em 1992. Até então, o melhor desempenho havia sido registrado em 2005, quando 25.356 postos de trabalho foram abertos. Na comparação com 2009, houve aumento de 111%: o total de vagas formais mais do que dobrou.

O economista Carlos Reis, professor da Upis, avalia que os bons resultados não surpreendem. “O DF acompanhou o bom momento da economia nacional. Com o aumento da renda, houve um efeito multiplicador na criação de empregos”, comenta. Em 2010, o DF abriu mais postos de trabalho do que Mato Grosso (30.545) e Mato Grosso do Sul (27.975). Na região Centro-Oeste, só ficou atrás do vizinho Goiás, responsável por 82.935 vagas no período.

Entre janeiro e dezembro de 2010, o Brasil criou 2,52 milhões de empregos com carteira assinada e bateu recorde. Entre 2003 e 2010, o total chegou a 15 milhões. Esta semana, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também confirmou o bom momento do emprego formal. No ano passado, o país registrou o maior percentual de celetistas da história: 46,3% entre o total de ocupados, ou 10,2 milhões de pessoas.

AMANHÃ, NA TRIBUNA

Na esteira da repercussão sobre o fato de Jales ter sido a única cidade da região com resultado negativo na geração de empregos, conforme números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a edição do jornal A Tribuna, de amanhã, trará matéria especial sobre o assunto. A matéria vai mostrar como a administração Parini – principalmente o prefeito -trata com descaso a questão da geração de empregos. O leitor de A Tribuna vai ver como o senhor Manoel, um pequeno empresário que gerava cerca de vinte empregos diretos foi “desalojado” de uma sala da incubadora localizada no JACB, há cerca de dois anos. A sala nunca mais foi utilizada prá nada e se encontra totalmente depredada, conforme comprova a foto acima.

Na mesma matéria, A Tribuna vai falar sobre o Centro de Economia Solidária, localizado nas proximidades do Pronto-Socorro Municipal. Inaugurado em dezembro de 2006, com toda pompa, circunstância e  as presenças ilustres do ex-ministro Luiz Marinho e do deputado federal Devanir Ribeiro, o Centro está praticamente fechado e com a maioria das salas vazias, depois que a Prefeitura tirou de lá três pequenas empresas. No Centro de Economia, deveria estar funcionando – há quatro anos – um projeto de capacitação de trabalhadores e geração de renda, mas a administração Parini – por falta de empenho do prefeito – não consegue tirá-lo do papel. Na foto aí do lado direito, uma das salas que está vazia há quase seis meses, depois que uma pequena confecção foi “convidada” a deixar o local.

PARINI ASSINA CONVÊNIOS QUE TOTALIZAM MAIS DE R$ 8 MILHÕES

Aleluia! Até que enfim a administração Parini conseguiu produzir uma boa notícia neste início de ano. Segundo o site de notícias Região Noroeste, nosso prefeito assinou 11 convênios nesta semana. Agora, é torcer prá que os convênios resultem em alguma coisa. Vamos à notícia do RN:

Na manhã da última terça-feira, dia 25, o prefeito Humberto Parini, de Jales, esteve em reunião no seu gabinete com representantes da Caixa Econômica Federal para realizar o ato de assinatura de 11 convênios, que totalizam R$ 8,1 milhões.
As verbas destinadas a recapeamentos somam cerca de R$ 7 milhões de reais.
Também foram assinados convênios que garantem a modernização de Praças Esportivas, reforma de Ginásio de Esportes e Estádio Municipal; a ampliação da Unidade Básica de Saúde do Jardim São Jorge, com a criação do Banco de Leite e a aquisição de Patrulha Agrícola, com tanques de resfriamento de leite para a zona rural.
Além destes, foi firmado convênio que garante a instalação de semáforo no cruzamento da Rua 17 com a Avenida João Amadeu e na Rua 24 com a Avenida Francisco Jalles, além de iluminação na Marginal Izaura Bertho Venturini. A soma total dacontrapartida do município é de R$ 178.227,06.
De acordo com o prefeito Humberto Parini, todos os convênios assinados passarão por processo de licitação para dar início às obras o mais rápido possível. 

PARA MISSONI, ABERTURA DE NOVAS EMPRESAS APONTAM CRESCIMENTO ECONÔMICO

O secretário municipal de Planejamento e Trânsito, João Missoni Filho, distribuiu nota à imprensa com dados sobre a abertura de novas empresas no município, numa clara tentativa de contestar os números divulgados pelo CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego, relativos à criação de empregos formais em 2010, onde Jales apresentou o pior desempenho entre as cidades da região, perdendo até para Palmeira D’Oeste.

Segundo Missoni, um levantamente efetuado junto à Divisão de Tributação da Prefeitura, aponta a abertura de 513 novas empresas durante o ano de 2010. No mesmo período, de acordo com o levantamento, foram encerradas 141 empresas, o que significa um saldo positivo de 372 novas empresas, em relação ao ano anterior.

Na opinião de João Missoni, o significativo número de empresas – comércios, indústrias, prestadores de serviços e micro-empresários individuais – abertas em 2010, demonstra que os empreendedores continuam acreditando em Jales, o que, certamente, estaria gerando emprego e renda para a população.

Em que pese a argumentação do secretário Missoni, os números divulgados pelo Ministério do Trabalho, como já foi dito aí acima, apontam noutra direção: comparando-se os dois últimos anos, Jales foi a única cidade da região com resultado negativo no quesito “geração de empregos formais”, em 2010. O resto é resto.

WAYNER E RENSI CONFIRMAM QUE VENDAS DE NATAL FICARAM ABAIXO DO ESPERADO

Ontem, o Antena Ligada apresentou uma interessante entrevista com o presidente da Associação Comercial e Empresarial, Wayner Pedrosa, e com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Alexandre Rensi. Vários assuntos foram abordados, mas a mim me chamou a atenção dois pontos da entrevista.

O primeiro: falando sobre a questão da falta de decoração natalina e os reflexos disso sobre o comércio local, Wayner confirmou que as vendas de fim-de-ano estiveram abaixo da expectativa. Segundo ele, as cidades vizinhas apresentaram uma evolução nas vendas, em relação ao ano anterior, enquanto em  Jales, o faturamento do final-de-ano permaneceu nos mesmos patamares de 2009. 

A constatação de Wayner, com certeza baseada em números, é interessante porque, há alguns dias, ele usou os mesmos microfones da Antena 102 FM prá dizer que o comércio de Jales tinha batido recorde na entrega dos cupons da promoção de Natal, fato que, na avaliação dele, teria demonstrado que as vendas de fim-de-ano tinham sido boas. Na ocasião, ele praticamente desmentiu uma comerciante local que, também em entrevista ao Antena Ligada, havia dito que as vendas – provavelmente pela falta de uma decoração atrativa – tinha ficado aquém do esperado. Vê-se agora, que a comerciante tinha razão.   

O segundo ponto: Alexandre Rensi, falando sobre os números do emprego formal de 2010, divulgados pelo CAGED, repetiu o que já repercutimos aqui neste blog, dando conta de que Jales teve o pior desempenho, entre as cidades da região, no quesito criação de novos empregos. Ressaltando que nós ficamos atrás até de Santa Fé do Sul, Rensi afirmou que “alguma coisa está errada com Jales“. Bem, nem é preciso ser um expert para notar que alguma coisa em Jales, como diria o Caetano, “está fora de ordem”. Também não é preciso matutar muito, prá saber onde está o erro.

E para completar o quadro, Rensi deixou transparecer que a Secretaria de Finanças da Prefeitura – ressabiada com o fato de as vendas (leia-se, emissão de notas) terem ficado abaixo das previsões – teria notificado os comerciantes a fim de que eles dêem explicações sobre isso. Se eu entendi bem, a administração Parini, além de não colaborar para que o comércio tenha boas vendas, ainda se dá ao desfrute de desconfiar dos comerciantes, fato que apenas reforça a impressão de que o secretário-fiscal, Rubens Chaparim, é mesmo um despreparado.

RUA MINNESOTA

Hoje fiz uma rápida incursão ao Jardim Estados Unidos, aqui em Jales. O nome do bairro, todos nós sabemos, é uma homenagem ao país do Tio Sam, e, como não poderia deixar de ser, as ruas do Jardim Estados Unidos receberam nomes de estados americanos, como é o caso da Rua Minnesota. Numa pesquisa ao Wikipédia, descobri que a palavra minnesota, na língua dos sioux, significa “‘aguas cor-de-céu”. Aprendi também que, lá entre os americanos,  o estado do Minnesota é conhecido como a Terra dos Dez Mil Lagos.

Se conhecessem a Rua Minnesota, os nossos irmãos americanos, criativos que são, logo a apelidariam de a Rua dos Dez Mil Buracos. Claro que seria um exagero, já que a Rua Minnesota deve ter, no máximo, uns trezentos metros, espaço insuficiente prá caber dez mil buracos, embora a nossa Prefeitura venha se esforçando prá que a rua chegue a essa marca.

Aí embaixo, temos duas fotos da Rua Minnesota, bem na esquina com a Marechal Rondon. Reparem que, nos dois sentidos da rua, o sinal de “Pare” é apenas uma mera formalidade, perfeitamente dispensável. Ou você acha que é possível alguém passar por aquela esquina sem parar?

ACREDITE SE QUISER: PARINI PEDE A SECRETÁRIOS QUE DIMINUAM O RITMO

Se você é um daqueles que está achando a administração Parini meio devagar quase parando, ou, como se diz por aí, com o freio de mão puxado, então prepare-se, porque ainda vai ficar pior. Fontes bastante fidedignas me disseram que o prefeito Humberto Parini reuniu sua equipe neste início de semana para uma troca de idéias. Se for verdade, terá sido a primeira vez que Parini reune todo o seu time nos últimos dois anos.

Mas, se você está pensando que o prefeito chamou seus assessores para pedir mais empenho e trabalho nesta reta final de governo, enganou-se. Pelo que me disseram, o tema da reunião teria sido exatamente o contrário: Parini pediu a seus secretários e correlatos que “diminuíssem o ritmo”, se é que isso seja possível. Ou seja, ao invés de acelerar um pouco, o prefeito deixou claro que a hora é de meter o pé no breque, já que os cofres da Prefeitura andam meio vazios. Despesas, somente aquelas extremamente necessárias.

Resumo da ópera: tudo indica que, além de não melhorar, ainda corre-se o risco de ficar pior.

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