Categoria: Administração

A “REVITALIZAÇÃO” DO CENTRO, SEGUNDO JULIANO MATOS

O amigo Juliano Matos enviou email, que reproduzo abaixo:

Saudações a todos!
 
As fotos em anexo mostram os sintomas de uma mazela anunciada. Afinal, todos sabiam que mais cedo ou mais tarde o serviço de má qualidade executado na obra de revitalização do centro da cidade mostraria a sua cara.
 
A pergunta é: Até quando os responsáveis pelas obras e o poder público fecharão os olhos para este acontecimento? Quantas pessoas mais precisarão tropeçar e cair nos desníveis de uma obra imperfeita?
 
Foram gastos mais de R$300 mil em uma obra que provavelmente terá que ser refeita parcial ou totalmente.
 
Conivência é uma palavra que não podemos aceitar! Principalmente do poder público, responsável pelos gastos do dinheiro público, O NOSSO DINHEIRO!
 
Estamos de olho!
 
Um grande abraço a todos
 
Juliano Matos

E o que é pior: a mesma empresa que está executando esta “obra”, ganhou a licitação para construção do ginásio poliesportivo do Arapuã. Mas sobre isso, falarei em outro post. E agora, as fotos que o Juliano anexou, mostrando local próximo ao Magazine Luiza, às quais acrescento outras duas obtidas por este aprendiz de blogueiro: 

RUA PEDRO DUTRA DA SILVA

A Rua “Pedro Dutra da Silva“, na Vila Talma, recebeu esse nome em 1991, através da Lei Municipal n. 1886/91, assinada pelo então presidente da Câmara, Dr. Antonio Figueira Filho. Antes de receber esse nome, aquela rua era conhecida como Rua São José. Como se vê, pela foto abaixo, parece não ter sido um bom negócio essa troca de nome. Se ainda estivesse sob a proteção de São José, o santo “protetor da Igreja Católica Romana” e “padroeiro dos trabalhadores”, talvez a rua estivesse em melhores condições.

NOVO CONTRATO DA MERENDA ESCOLAR AINDA NÃO FOI ASSINADO

Apesar de já ter transcorrido quinze dias da publicação no Diário Oficial do Estado, dando conta da vitória da Gente Gerenciamento em Nutrição Ltda na concorrência aberta para fornecimento da merenda escolar em Jales, o novo contrato com a empresa ainda não foi assinado pelo prefeito Humberto Parini.

Como já dissemos por aqui, o prefeito deve estar numa sinuca de bico. Se assinar um novo contrato com a empresa Gente Ltda – que está sendo investigada pelo Ministério Público e pela Câmara, por supostos malfeitos no fornecimento da merenda – Parini poderá estar assinando também o seu atestado de incompetência. Se, por outro lado, ele não firmar o contrato, vai arrumar uma encrenca com a empresa que, certamente, levará o caso para a Justiça. Como foi possível perceber, a Gente não está a fim de largar o osso.

Segundo informações, o novo contrato ainda não foi assinado porque a empresa não entregou um documento faltante. Por outro lado, o prefeito deve estar dando um tempo, para refletir sobre o assunto, no que ele faz muito bem. Afinal, se o Lula demorou meses para decidir sobre o caso Cesare Battisti, por que Parini não poderia analisar o caso da merenda escolar um pouco mais. Um único problema: enquanto Parini estuda o caso – dizem, por sinal, que ele é o estudante mais aplicado da cidade – a Prefeitura está pagando R$ 1,64 por refeição, e, como se sabe, sob o novo contrato, a Gente terá que fornecer a alimentação por R$ 1,39. Vocês acham que ela vai ter alguma pressa em entregar o documento que está faltando?

RUA ITÁLIA

A foto abaixo é de um pequeno trecho da Rua Itália, entre as ruas Elizabeth e Nova Iorque, na Vila Santa Inês. Aliás, sempre é bom lembrar que a Vila Santa Inês e a Vila Inês são bairros próximos, porém distintos, separados pela Rua Nova Iorque. Num desses bairros – não me lembro exatamente qual deles, se na Vila Inês ou na Vila Santa Inês – os proprietários dos imóveis estão obrigados ao pagamento do laudêmio, aquele imposto que se paga à nossa família imperial (família Jalles), toda vez que se faz alguma transação imobiliária. Além de uma dessas vilas e do chamado perímetro central da cidade, apenas um outro bairro é atingido pelo laudêmio. Trata-se do Bairro Santo Expedito, um dos primeiros bairros de Jales. 

Voltando à Rua Itália, a situação mostrada pela foto não é nova. Já faz, no mínimo, uns quinze anos que a rua vem sendo remendada. Recape, que é bom, nenhum.

AS PARTICIPAÇÕES DA DEMOP

Li no blog do amigo Murilo Pohl, uma notícia que não é recente, mas que é interessante e, por isso mesmo, ele deve ter postado. Afinal, é importante que as pessoas saibam o que anda acontecendo por aí. Diz a notícia que a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo (PGE), instaurou inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e enriquecimento ilícito contra a empresa Demop Participações Ltda., por conta do contrato firmado com a prefeitura de Olímpia, no valor de R$ 8 milhões. O inquérito foi aberto em setembro do ano passado e, de lá para cá, não se tem mais notícias das investigações. Pode ser que tenham dado em nada, mas pode ser também que ainda não tenham terminado.

A Demop Participações é uma empreiteira de Votuporanga, com ótimos contatos em gabinetes de Brasília. No ano passado, além de Olímpia, a empresa venceu outras licitações para execução de serviços de recapeamento asfático em cidades como Votuporanga, Icém, Bastos e, é claro, Jales, onde a Prefeitura e a Demop firmaram uma Ata de Registro de Preços em torno de R$ 5,9 milhões. Foi a primeira licitação desse tipo – Registro de Preços – realizada pela Prefeitura de Jales. E, por coincidência, foi também, se não me falha a memória, a primeira licitação vencida pela Demop na administração Parini. O edital da licitação, segundo fiquei sabendo, é muito parecido com o de Olímpia, o que pode ter sido apenas outra agradável coincidência, embora não seja recomendável acreditar em coincidências quando o assunto é licitação.

Mas o atento leitor deve estar se perguntando o que seria uma Ata de Registro de Preços. Ela é uma espécie de pré-contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa, válido por doze meses.  À medida em que a Prefeitura vai obtendo os recursos, aí então é assinado um contrato no valor da verba ou do convênio obtido e executados os serviços. Em Jales, se a minha pesquisa ao Diário Oficial estiver correta, foram assinados quatro contratos entre a Prefeitura e a Demop, totalizando R$ 2,7 milhões, ou seja, quase a metade do valor ajustado na Ata de Registro de Preços.

Um dos amigos que deixei na Prefeitura – conhecido por suas profecias nem sempre otimistas – me disse, há algum tempo, que, se tudo corresse bem, esse pré-contrato de quase R$ 6 milhões seria a redenção da administração municipal no quesito asfalto, uma vez que, segundo ele, iriam sobrar pouquíssimos buracos nas ruas de Jales. Pois é, como se pode ver, quase metade dos recursos já foram contratados e, provavelmente, executados pela Demop. E a cidade parece cada vez mais esburacada. Ou não?

AS IMAGENS DO DESCASO

As fotos que ilustram este post representam mais um exemplo de como a administração Parini trata com descaso iniciativas que, se levadas a sério, poderiam trazer inúmeros benefícios para a população. As fotos são de protótipos dos coletores solares de baixo custo, doados ao município pelo pesquisador da Unicamp, Renato César Pereira. A primeira foto foi tirada em 20/07/2009, quando do lançamento do projeto no JACB. Renato, que é constantemente requisitado por outras prefeituras para desenvolver o projeto – e ele cobra bem por isso! – deixou a família em Campinas, num domingo, para montar os protótipos na sede da Associação dos Moradores do JACB, sem cobrar um tostão. Afinal, Jales é a sua terra natal.

A segunda foto foi tirada ontem e mostra a situação de abandono, não apenas dos protótipos, mas também do projeto em si, que não vem recebendo nenhum apoio do poder público municipal. Atualmente, apenas o jornalista Deonel Rosa Júnior e o Jornal de Jales ainda lutam prá manter a idéia do projeto de pé. O prefeito e a primeira-dama que, no início, prometeram apoio, através do Fundo Social de Solidariedade, presidido por dona Rosângela Parini, parece que tiraram o time de campo. Ultimamente, pelo que ouço dizer, o pesquisador não consegue nem falar com o casal. Como diria o próprio Renato, Deus dá osso prá cachorro banguela!

Se você ainda dispõe de um tempinho, dê uma olhada aqui, na matéria veiculada pelo Jornal de Jales, em julho de 2009, após o lançamento do projeto no JACB. Repare bem no sorridente casal da foto que ilustra a matéria.

JALES X FERNANDÓPOLIS

O Dalua e outros esportistas, como o Garça e o professor Dias, são testemunhas de que, nos tempos em que o Perigo e o Vagnão vestiam a camisa do CAJ, nossas disputas com Fernandópolis eram bem mais equilibradas. Senão vejamos…

O prefeito Luiz Villar(DEM), de Fernandópolis, que entregou 2.400 dentaduras durante o ano de 2010, já iniciou 2011 dando bons motivos para que os seus munícipes continuassem sorrindo à vontade.  No dia 03/01, ele anunciava a assinatura de convênio no valor de R$ 1,1 milhão, para reforma e construção de campos de futebol em bairros da periferia. Desde aquela data até ontem, 17/01, a assessoria de imprensa de Villar já veiculou outras 24 notícias na página oficial da Prefeitura de Fernandópolis, das quais, quatro se referiam a assinaturas de convênios. No total, os cinco convênios anunciados por Villar em 2011, já alcançam R$ 6,4 milhões.

Estou linkando, aqui, a página oficial de Prefeitura de Fernandópolis, prá não dizerem que estou mentindo. Podem conferir! E reparem que na notícia do dia 05/01, além de anunciar um convênio de R$ 2,7 milhões, Villar propagandeia – feito galinha ao botar um ovo – outros cinco convênios que, somados, chegam a R$ 7,5 milhões. Quer dizer, somente neste início de ano, o prefeito de Fernandópolis já assinou convênios no valor total de R$ 13,9 milhões.

Bem, mas e o prefeito de Jales, o que será que ele anunciou neste início de ano? Uma visitinha ao site da Prefeitura de Jales vai nos mostrar que, em 17 dias, a assessoria de Comunicação do prefeito conseguiu produzir apenas duas notícias e um comunicado. E nem sombra de alguma notícia sobre assinatura de convênio.  Culpa da assessoria de Comunicação? Claro que não! É que não existe nada mesmo prá ser noticiado. A assessoria faz o que pode e até inventa alguma coisa, prá não ficar muito feio.

Reparem na notícia “Prefeito vistoria obras de infra-estrutura“. O que vemos?  O prefeito, um pouco desanimado, observando funcionários que capinam uma avenida (foto ao lado). Onde está a vistoria a uma obra de infra-estrutura? Desde quando capinação é obra de infra-estrutura? O prefeito Humberto Parini faria melhor se empreendesse uma vistoria à “obra” que está sendo feita no nosso centro comercial.  Mas, pelo que se comenta, faz muito tempo que o prefeito não dá o ar de sua graça no centro da cidade. Espera-se que ele compareça ao menos na “inauguração”.

SOBRE AS ECONOMIAS DA CÂMARA

Apesar da assessoria do prefeito Parini não ter divulgado, informações obtidas por este aprendiz de blogueiro dão conta de que o ex-presidente da Câmara, Luís Especiato, devolveu cerca de R$ 236 mil à Prefeitura, ao final de 2010. O dinheiro não utilizado pelo Legislativo e devolvido por Especiato ao Executivo, representa 14,75% do valor repassado pela Prefeitura à Câmara (R$ 1,6 milhão), durante o ano de 2010. A devolução do dinheiro não utilizado pela Câmara é uma exigência da Lei e acontece todos os anos.

Em 2008, a então presidenta Aracy de Oliveira Murari Cardoso, a Tatinha, devolveu cerca de R$ 188 mil e, além disso, abriu mão de mais R$ 66 mil, que deveriam ter sido repassados pela Prefeitura à Câmara. Os R$ 254 mil economizados pela Câmara, sob a presidência da vereadora Tatinha, representaram, naquela época, 18,14% do valor reservado ao Legislativo no orçamento de 2008 (R$ 1,4 milhão).

Apesar da economia feita pela Câmara em 2008, e apesar de a presidenta Tatinha não ter exigido o repasse de R$ 66 mil, o prefeito Parini ainda queria mais: ele pediu – quase exigiu – que a vereadora assinasse um documento onde ela abriria mão também do repasse devido pela Prefeitura em dezembro, mas não foi atendido.

MAIS ADERJ

Acabo de receber a edição desta semana do jornal Folha Regional. Uma gentileza do Cuca, certamente, porque minha assinatura venceu há alguns dias e eu ainda não cuidei de renová-la, o que prometo fazer na semana que entra. Sempre que recebo a Folha Regional, corro ao segundo caderno para ver quem é a Garota da Semana. O Douglas Zilio tem demonstrado tremendo bom gosto na escolha das garotas. Até parece que ele aprecia! E o fotógrafo, Marcos Oliveira, a quem não conheço, me parece um excelente profissional. A garota desta semana, prá você que ainda não viu o jornal, se chama Luciana Récio da Silva, muito bonita, por sinal. Mais bonita que a moça da foto, que eu não conheço e só coloquei aí do lado prá ilustrar o post.

Depois de ver a Garota da Semana, eu sempre vou ao caderno das publicações oficiais. O jornal Folha Regional é quem publica os atos oficiais da Prefeitura de Jales e de mais uma porção de prefeituras da região. De modo, que é sempre bom tê-lo guardado.

Nesta edição, estou vendo que a Prefeitura prorrogou mais meia dúzia de Termos de Parceria firmados com a ADERJ. Num post anterior, vocês viram que já havia sido prorrogado o maior deles, aquele que terceiriza a administração e operacionalização dos PSFs. Agora, vejo que foram prorrogados também os termos de parceria referentes ao CEO-Centro de Especialidades Odontológicas (R$ 483 mil); ao NASF-Núcleo de Apoio à Saude da Família (R$ 356 mil); ao PAM-Plano de Ações e Metas da Aids (R$ 36 mil); ao PAIF-Programa de Atenção Integral à Família (R$ 242 mil); ao PROJOVEM (R$ 50 mil) e, finalmente, ao CREAS-Centro de Referência de Especialidades da Assistência Social (R$ 134 mil).  Pelas minhas contas, ainda falta prorrogar os termos de parceria da Dengue e do Lixo Reciclável.

Voltemos à Garota da Semana, que é um assunto muito mais palpitante: o Douglas e o Marcos bem que podiam republicar as fotos da Janete, que trabalha numa farmácia ali da Rua Dez. Ela ficou muito bem naquelas poses sensuais.

DENGUE EM JALES: CASOS SE MULTIPLICARAM EM 2010

Os casos de dengue em Jales tiveram um substancial aumento em 2010, comparativamente com 2009, quando a cidade havia registrado apenas 31 casos confirmados. Relatório da Equipe Municipal de Combate à Dengue indica que, em 2010, tivemos 310 casos confirmados de dengue em Jales. No entanto, a responsável pela divulgação das atividades de combate ao mosquito Aedes Aegypt, Vanessa Luzia da Silva, confirmou que os números de 2010 registram, na verdade, 349 casos de dengue no município. Esses números representam uma elevação de 1.125% em relação aos 31 casos registrados em 2009.

Visto assim, o resultado de 2010 parece ter sido dos piores. Mas, uma simples comparação com os números de outras cidades vizinhas, demonstram que, em Jales, o trabalho de combate ao mosquito que transmite a dengue, pode ser considerado eficiente. Na opinião do vice-prefeito Clóvis Viola, presidente do Comitê de Combate à Dengue, o resultado, diante das circunstâncias, foi muito bom, mas poderia ter sido melhor, se houvesse mais colaboração por parte da população. Abaixo, os números da dengue na região, em 2010:

Catanduva            813
Cosmorama            349
Fernandópolis         1.166
Jales            349
Mirassol         1.119
Santa Fé do Sul            427
São José do Rio Preto      25.013
Votuporanga            911

 À pertinente opinião do Clóvis Viola, sobre a imprescindível colaboração da população, acrescento a minha: a Equipe de Combate à Dengue, comandada pelo vice-prefeito, está fazendo um bom trabalho, mas, além da colaboração da população, é importante também que a administração municipal faça a sua parte. Não basta que o prefeito Humberto Parini encha as ruas de agentes de saúde. É preciso que ele coloque também fiscais nas ruas e faça valer a lei 3.719/10, que obriga os donos de imóveis a manter limpos e conservados os respectivos terrenos. Ou então, prá que ficar criando leis?

A charge acima é do Newton Silva, do Jangadeiro On Line. E aqui você poderá ler artigo da profissional de I.E.C, Vanessa Luzia da Silva, a respeito da dengue em Jales, publicado no jornal Folha Noroeste, edição de 26/06/2010.

Em Tempo: nestes primeiros 15 dias de janeiro/2011, já foram feitas cinco notificações de casos suspeitos. Uma delas deu resultado negativo, enquanto as demais aguardam o resultado.

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