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CORREGEDORIA INVESTIGA CONDUTA DE DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL QUE TERIA AGREDIDO ESCRIVÃO DE JALES

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicou nota nesta segunda-feira, 06, sobre o delegado que teria agredido um escrivão da Polícia Federal na Delegacia de Jales. Na verdade, o delegado – que já esteve envolvido em outras polêmicas – nunca passou por Jales.

A suposta agressão ocorreu, na realidade, em uma sala da Superintendência Regional da PF, em São Paulo, onde o escrivão da PF de Jales estava em missão especial e foi surpreendido pela atitude do delegado. O fato ocorreu no dia 12 de abril, passado e, três dias depois o Sindpolf-SP já pedia providências.

Em ofício, o Sindpolf lembra que o delegado já participou de uma briga com outro escrivão da PF, no banheiro da Superintendência, quando, supostamente, queria fazer uma busca pessoal no policial. Lembra, também, que o mesmo delegado teria apontado sua arma contra um agente da PF, durante uma greve do órgão, em 2012. Para o Sindicato, o delegado demonstra “instabilidade psíquica”.

Abaixo, a notícia da Folha de S.Paulo:  

A corregedoria da Superintendência da Polícia Federal de SP abriu uma sindicância para apurar se houve conduta abusiva, assédio moral e abuso da condição de policial pelo delegado da PF Carlos Eduardo Pellegrini Magro.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais de SP (Sindpolf-SP), Magro, que já participou de operações como a Satiagraha, em 2008, teria agredido fisicamente um escrivão na delegacia de Jales (SP)

De acordo com a denúncia do sindicato, o escrivão conversava com um colega de trabalho quando teria “sido arremessado violentamente” por Magro, “que gritava impropérios contra” a vítima. O delegado “não teria sequer tentado se justificar ou desculpar-se”.

Ainda segundo a denúncia, o superior teria dirigido ao escrivão “palavras em evidente violência psicológica contra o mesmo, chamando-o de ‘bebê chorão’.  O Sindpolf também acionou o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho. Questionada, a PF diz que os fatos estão sendo “apurados em procedimentos disciplinares”. O delegado não falou com a coluna, como solicitado.  (Mônica Bergamo – FSP)

PASTOR É PRESO POR ABUSAR DE MULHER DURANTE “CURA ESPIRITUAL”

A notícia é do UOL:

Um pastor evangélico de 44 anos foi preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, sob a acusação de abusar de fiéis durante trabalho “espiritual”. Pelo menos quatro mulheres teriam sido vítimas do suspeito que, entre outras coisas, teria acariciado as partes íntimas de uma das vítimas para “expulsar demônios”.

A prisão foi anunciada em entrevista na tarde desta segunda-feira, 29, pela delegada Ana Cristina Marques Bernardes. O pastor foi para a cadeia na última sexta, 26, após ter a prisão decretada pela Justiça.

A delegada contou que ele falava em cura espiritual e quebra de maldição para tentar convencer as mulheres. “Ele aproveitava o momento de fragilidade das vítimas, que enfrentavam problemas pessoais”, explicou.

O caso que o levou à prisão ocorreu em dezembro do ano passado e envolveu uma frequentadora da Igreja Ministério Comunidade da Família, fundada por ele em espaço anexo à sua casa, no Bairro Lídice.

A mulher de 32 anos diz que o homem a convenceu certa vez a se despir para ser ungida com um óleo, ocasião em que tocou suas partes íntimas. Depois disso ele teria voltado a procurá-la outras vezes, mas ela foi aconselhada por amigas a registrar a queixa. Ela gravou algumas conversas que foram entregues à polícia.

MPF QUER O FIM DA POLUIÇÃO SONORA DE LOCOMOTIVAS QUE CRUZAM ÁREA URBANA EM SÃO CARLOS

Parece que não é só aqui em Jales que o apito do trem continua incomodando. A notícia foi postada no portal do MPF:

O Ministério Público Federal recomendou que a Rumo Malha Paulista resolva os transtornos causados por buzinas de locomotivas que percorrem áreas urbanas de São Carlos e Ibaté, municípios de São Paulo. A empresa concessionária é responsável pelas linhas ferroviárias que cortam as duas regiões.

O número de moradores que procuraram a Procuradoria da República no Município (PRM) de São Carlos para prestar queixas sobre os altos ruídos emitidos pelos trens vem crescendo desde o ano passado. Medições realizadas a pedido do MPF pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), comprovaram que o barulho é superior ao permitido pela legislação ambiental (Resolução Conama 01/90).

Na recomendação, o MPF aponta que os níveis elevados de poluição sonora trazem riscos à saúde e ao sossego da população, e solicita que a concessionária adote medidas para solução do problema, em especial no período noturno.

PM DE SÃO PAULO TEM PRIMEIRO POLICIAL TRANSEXUAL EM QUASE 200 ANOS DE HISTÓRIA

A notícia é do Brasil 247:

Pela primeira vez nos seus quase 200 anos de história, a Polícia Militar de São Paulo conta com um policial transexual. Emanoel Henrique Lunardi Ferreira, o soldado Henrique, trabalha em Ituverava, na região de Ribeirão Preto, a 420 km da capital paulista. Em 2018, a corporação reconhece ele como homem depois de ter entrado na PM como mulher dois anos antes.

“Eu entrei como mulher. Eu não sabia das questões transgênero. Eu não sabia sobre transição, nada a respeito. Então eu não sabia que era trans”, afirma o policial Henrique ao G1.

Em 2016, procurou ajuda psicológica, porque ficava incomodado com o corpo de mulher. Durante a terapia acabou se descobrindo transexual.

No ano seguinte, o soldado passou a exigir ser tratado pelo gênero masculino. Depois pediu à PM para mudar o nome. O psicólogo militar ouviu Henrique e concordou em mudar os registros, o que demorou quase um ano para acontecer.

A capitã Cláudia Lança, chefe de comunicação social da PM em Franca, se pronunciou. “A PM, com isso, deseja mostrar que está aberta sim a acolher e a receber pessoas com identidades de gêneros diferente, com opções sexuais diversas”, disse. “A Polícia Militar tem 188 anos e este é o primeiro caso de transexual. Temos casos de homossexuais na PM, mas de transexual é o primeiro caso”.

DIVULGAÇÃO DE ÁUDIOS SOBRE POSSÍVEL ATAQUE A ESCOLA ASSUSTA MIRANDÓPOLIS

A notícia é da Folha da Região:

O pânico tomou conta da população de Mirandópolis (SP), após a divulgação de áudios nas redes sociais sobre um possível ataque a uma escola particular da cidade. Por esse motivo, a Polícia Civil divulgou uma nota de esclarecimento informando que realmente existe uma investigação em andamento envolvendo um aluno de 15 anos, mas que até o momento não foram encontradas provas concretas que confirmem que ele estava planejando esse ataque.

Segundo Silvio Marinho Gimenes, delegado responsável pelo caso, a investigação começou na terça-feira (2) e o aluno já foi ouvido pela polícia ao lado dos pais.

No depoimento, o adolescente alegou que a postagem que fazia alusão ao ataque ocorrido na escola Raul Brasil, no dia 13 de março, em Suzano (SP), era uma brincadeira de mau gosto.

Segundo informações o adolescente está afastado da escola e teve o celular apreendido pela polícia. No aparelho foram encontradas mensagens de cunho nazista e homofóbicas.

DESEMBARGADOR E CANTOR LEONARDO CONSTRANGEM JUÍZAS EM VÍDEO POSTADO NAS REDES SOCIAIS

A notícia está postada no portal MSN:

Um vídeo de 31 segundos que circula nas redes sociais mostra o desembargador Jaime Machado Júnior, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ao lado do cantor Leonardo dizendo que iria ‘comer’ juízas. “Ele segura e eu como.”

“Tá gravando, já? Ô Aline, Mônica, Patricia, Ângela, Karen, minhas amigas juízas, se eu esqueci de alguém… Eu queria apresentar aqui para vocês meu amigo caiobá, também conhecido como Leonardo, que quer mandar um abraço para vocês”, diz o magistrado no início do vídeo.

“Aline, grande beijo para você, doutora, um beijo para todas as suas amigas juízas”, afirma Leonardo.

“Nós vamos aí comer vocês”, diz Jaime Machado Júnior.

“Vamos”, afirma o cantor.

“Ele segura e eu como”, diz o desembargador.

As declarações provocaram reação de internautas e também do Movimento Nacional de Mulheres do Ministério Público e da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas.

As entidades manifestaram repúdio às declarações do desembargador de Santa Catarina.

“Num país em que uma mulher é estuprada a cada 10 minutos, é inadmissível o comportamento sexista adotado pelo desembargador, que, ainda que em tom jocoso, expõe as magistradas destinatárias da mensagem como objetos sexuais e banaliza a conduta de violência sexual, atingindo todas as mulheres, reforçando uma cultura machista e misógina que, infelizmente, ainda insiste em violar os direitos mais basilares da população feminina diariamente”, afirmam os movimentos.

Em nota, o desembargador afirmou que ‘em nenhum momento’ teve ‘a intenção de ofender, menosprezar e mesmo agredir as minhas colegas, nem as mulheres em geral’.

“Reconheço que as colocações foram inadequadas, infelizes e que, de fato, acabam por reforçar uma cultura machista que ainda é latente em nossa sociedade. Assumo os meus erros e com eles procuro aprender. Espero que este episódio sirva de lição não só para mim, mas para todos os homens que tratam um assunto muito sério como se fosse brincadeira”, afirmou.

Jaime Machado Júnior entrou na magistratura catarinense em 20 de julho de 1992, com lotação nas comarcas da Capital, Xanxerê e São Lourenço do Oeste. Em 27 de dezembro de 1994 foi promovido ao cargo de juiz de direito, e atuou nas comarcas de Guaramirim, Sombrio, São Joaquim e Lages. O magistrado tomou posse como desembargador em março de 2017.

MEDO DO BOLSONARISMO: PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS PEDEM AJUDA PARA SAIR DO BRASIL

Deu no portal MSN:

Desde as eleições, as universidades brasileiras têm se tornado um campo de batalha onde crescem as denúncias de assédio, achaques e ameaças contra professores que são identificados como “de esquerda”.

No final de outubro, pouco antes de 17 campi universitários serem invadidos pela polícia por manterem cartazes com mensagens antifascistas, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberam uma carta anônima listando o nome de 15 docentes e estudantes de ciências humanas ameaçados de serem “banidos” da instituição depois da posse de Jair Bolsonaro.

A carta detalha que todas as pessoas nomeadas desenvolvem pesquisas e trabalham com o público LGBT, ou seriam “lésbicas, gays, prostitutas e partidários de esquerda”.

A violência em ambiente universitário já tem alertado a comunidade internacional. Há oito meses, a organização Scholars at Risk, ou Acadêmicos em Risco, em português, tem sido procurada por professores brasileiros que se sentem inseguros no país.

Sediada nos Estados Unidos, a organização é uma rede de instituições de ensino superior que promove a liberdade acadêmica, ajudando pesquisadores e professores ameaçados de morte a sair de seus países por um tempo.

A rede é formada por 520 universidades, como a Universidade de Washington, nos EUA, a Universidade do Chile e a City University, em Londres, no Reino Unido.

Até o ano passado, apenas um brasileiro tinha contatado a organização. Agora, já são 18.

“Devido à mudança significativa para a direita na atmosfera sociopolítica no Brasil que levou à eleição de Bolsonaro, os candidatos do Brasil relatam instabilidade, medo de serem detidos ou presos, assédio e medo de serem mortos ou desaparecerem”, resume Madochée Bozier, assistente do programa de proteção a professores universitários, em entrevista à Pública.

“À luz da mudança na narrativa política e cultural no país, muitos acadêmicos decidiram deixar o Brasil para continuar o seu trabalho fora do país por medo”, completa.

PROFESSOR É AFASTADO DE ESCOLA APÓS UTILIZAR CHARGE DE BOLSONARO DURANTE AULA

Deu no portal MSN:

O professor Marcos Antônio Tavares da Silva foi afastado do colégio  Liceu de Humanidades de Campos dos Goytacazes (RJ) depois de utilizar, durante uma aula de português do 3º ano de ensino médio, uma charge ironizando a relação do presidente Jair Bolsonaro com o presidente dos EUA, Donald Trump.  As informações são do jornal O Globo.

“Sempre usei charges para trabalhar em sala de aula (…) Não há doutrinação nenhuma, eu dei liberdade para que se posicionassem livremente sobre o conteúdo”, disse. A charge foi inicialmente exposta em uma página no Facebook chamada “Direita campista”.

Marcos disse ao Globo que foi informado pela diretora que tinha sido afastado a pedido do governador Wilson Witzel.  Quando foi à Coordenadoria Regional de Educação questionar a decisão, foi informado apenas de que tinha sido afastado por “ordens superiores” para “acalmar os ânimos”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que suspendeu o professor e disse que foi aberta uma sindicância para apurar o caso.

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