Categoria: Música

DIANA KRALL – “GAROTA DE IPANEMA”

Casada com o cantor britânico Elvis Costelo e mãe de gêmeos, a pianista e cantora canadense Diana Krall já esteve no Brasil quatro ou cinco vezes e até já tentou cantar em português (veja aqui). No vídeo lá de baixo, Diana canta “Garota de Ipanema“, que, na versão dela, em inglês, se chama “The Boy From Ipanema“. 

“Garota de Ipanema“, composta em 1962, é uma das músicas brasileiras mais regravadas e tocadas no mundo inteiro e, por incrível que pareça, uma das últimas criações da parceria Tom Jobim – Vinícius de Moraes.

Vinícius fez a letra inspirado por uma garota de quinze anos – Heloísa Eneida Pais Pinto que, depois de casada, ficou conhecida como Helô Pinheiro – que todos os dias passava em frente ao “Bar Veloso”, em direção a Ipanema. Por sinal, ele escreveu duas letras para Helô, mas descartou a primeira, que se chamava “A Menina Que Passa”.  

Segundo Vinícius, ele e Tom ficavam emudecidos enquanto, do posto de observação de ambos – uma mesa do bar, onde enxugavam algumas cervejinhas – apreciavam a linda visão proporcionada pela passagem de Heloísa. 

Ainda que emudecido, Tom – ao musicar o poema de Vinícius – compôs uma de suas mais originais melodias, alegre ao exaltar a beleza da moça, e triste ao lamentar a solidão do poeta.

Vejam o vídeo:

MERCEDES SOSA, CHICO, CAETANO, MILTON E GAL – “VOLVER A LOS 17”

“Volver a Los 17“, canção da compositora chilena Violeta Parra – que se suicidou em 1967, aos 50 anos, por causa de uma desilusão amorosa – foi um hino da esquerda latino americana nos penosos anos de chumbo que praticamente todo o continente conheceu.

A letra deixava claro que a canção tinha o sentido de luta, de encorajamento e de inconformismo. Por isso mesmo, “Volver a Los 17” permaneceu proscrita da programação das rádios chilenas durante a ditadura de Augusto Pinochet, junto com “Gracias a La Vida”, outro clássico de Violeta que, aqui no Brasil, mereceu uma regravação definitiva da Elis Regina.

Artista desde criança, Violeta Parra cantou em todos os cantos do Chile, pesquisando e apresentando a cultura dos povos pobres de seu país, seu modo de ver o mundo, suas tristezas, suas alegrias e seus sonhos. Chegou a dar aulas em universidades chilenas sobre cultura popular e participou ativamente da luta política do povo.

No vídeo abaixo, uma das inúmeras versões de “Volver a Los 17”, com Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Costa. E uma versão mais recente, com Fagner e Ava Rocha, pode ser vista aqui.

TOM JOBIM, CHICO BUARQUE E TELMA COSTA – “EU TE AMO”

Na semana passada, por conta do “Dia dos Namorados” que ocorreria na terça-feira, 12, postei aqui no blog um vídeo de “A Noite do Meu Bem”, que é tida como a nossa música mais romântica.

Nos comentários, o amigo Ademar Amâncio, de Populina, lembrou que o tema do amor-romântico é o mais visitado na música de todo o planeta e, por conta disso, muitas vezes predominam os versos clichês, nos quais a dupla Sullivan & Massadas são expoentes.

O Ademar citou, em contrapartida, uma música – “Eu Te Amo”, parceria do Chico Buarque com o Tom Jobim – que trata do assunto (o amor, ou, no caso, o desamor) com versos nada clichês, muito pelo contrário.

Composta em 1980 para a trilha de um filme, “Eu Te Amo” fala da dor de uma separação com imagens líricas e versos inusitados. Chico começa dizendo à pessoa amada que “ao te conhecer dei pra sonhar, fiz tantos desvarios; rompi com o mundo, queimei meus navios”. Depois de dizer isso, ele pergunta inconformado “me diz pra onde é que ainda posso ir?”.

Gênio, Chico – que estará completando 74 anos na terça-feira, 19 – não escreve nada por acaso. O verso “queimei meus navios”, por exemplo, faz referência à impossibilidade de voltar atrás, baseado na história de Francisco Pizarro, conquistador do Peru, que costumava atear fogo às próprias embarcações para evitar que seus soldados fugissem.

“Eu Te Amo” não está entre as músicas mais populares do Chico, mas é, sem dúvida, uma das mais bonitas. Há alguns anos, o jornal gaúcho Zero Hora pediu a 10 jornalistas e críticos musicais que fizessem suas listas com as dez melhores canções do Chico. “Eu Te Amo”, incluída em seis listas, foi a segunda mais citada. A primeira foi “Construção”, com sete citações

No vídeo abaixo, gravado em 1984, Chico e Telma Costa – acompanhados pelo maestro Tom Jobim – interpretam “Eu Te Amo”. Telma Costa, a moça lá de cima, morreu prematuramente em 1989, dez dias antes de completar 36 anos e cinco anos depois de gravar seu único disco. Ela foi encontrada morta em um quarto de hotel e, segundo o laudo médico, teria sido fulminada por um ataque cardíaco.

 

SIMONE – “A NOITE DO MEU BEM”

Terça-feira, 12, é o “Dia dos Namorados”, que em outros países é comemorado no dia 14 de fevereiro. Aqui no Brasil, a data começou a ser comemorada em 1949, graças ao publicitário João Dória – isso mesmo, o pai do candidato tucano – que trouxe a ideia dos Estados Unidos para aumentar as vendas do comércio.

Evidentemente que a data nos faz lembrar músicas românticas, como é o caso de “Endless Love“, música gravada originalmente em 1981, por Lionel Richie e Diana Ross. Há alguns anos, a revista Billboard resolveu fazer uma pesquisa entre seus leitores sobre qual seria a música mais romântica do planeta. Deu “Endless Love”.

Gosto não se discute. Frank Sinatra, por exemplo, dizia que a melhor música de amor que ele cantou foi “Something”, que o George Harisson fez para sua então esposa, Pattie Boyd. A mesma Pattie que, anos depois, trocou o George pelo Eric Clapton e inspirou outra linda canção (“Layla”).

Aqui em terras tupiniquins, uma emissora de rádio também resolveu perguntar a seus ouvintes qual seria a mais romântica das músicas brasileiras. Deu “A Noite do Meu Bem”, da Dolores Duran, lançada por ela em setembro de 1959.

Dolores não conheceu o sucesso de sua música, uma vez que, um mês depois do lançamento, a cantora e compositora morreu. Ela tampouco conheceu o sucesso de “Eu Sei Que Vou Te Amar”, do Vinícius e do Tom – outra classificada entre as mais românticas – que, igualmente lançada em 1959, já tinha, um ano depois, nada menos que 24 regravações de diferentes intérpretes.

“A Noite do Meu Bem” também tem diversas regravações. Alcione, Maria Creuza, Cauby, Clara Nunes, Leila Pinheiro, Jair Rodrigues, Elizeth Cardoso, Leila Pinheiro, Jessé, Nelson Gonçalves, Nana Caymmi, Bethânia e Quarteto em Cy estão entre seus intérpretes. A versão de Milton Nascimento é uma das mais bonitas, mas, no vídeo abaixo, quem canta é a Simone:

CÁSSIA ELLER E NOITE ILUSTRADA – “VOCÊ PASSA EU ACHO GRAÇA”

Composta em 1968, por Ataulfo Alves e Carlos Imperial, “Você Passa Eu Acho Graça” foi gravada pela primeira vez por Clara Nunes, naquele mesmo ano. Foi o primeiro disco de samba de Clara, que, ainda em início de carreira, era mais dada a cantar coisas românticas.

Antes, porém, da gravação de Clara, “Você Passa Eu Acho Graça” já era mais ou menos conhecida, uma vez que seus autores a inscreveram em um festival da TV Excelsior, onde, defendida por Ataulfo, ficou em quinto lugar.

Ataulfo, moço de origem simples, foi um de nossos maiores compositores, autor, entre outras coisas, de “Ai, Que Saudades da Amélia”, música que, nos dias de hoje, deixaria as feministas de cabelos em pé. Não sei se houve uma Amélia na vida de Ataulfo, o fato é que ele foi casado com uma Judite e teve com ela cinco filhos.

O certo, também, é que ele gostava de cantar suas saudades. Em “Meus Tempos de Criança”, Ataulfo cantou as saudades da professorinha que lhe ensinou o beabá e de seu primeiro amor, uma certa Mariazinha. Na mesma música, ele revelou a saudade do seu “pequenino Miraí”, cidadezinha mineira onde nasceu em 1909 e onde era feliz e não sabia.

Ataulfo morreu em 1969, antes de completar 60 anos, e mereceu homenagens até aqui em Jales, onde uma rua do Jardim Aclimação foi batizada com seu nome. Certa vez, perguntei a uma moradora da citada rua se ela sabia quem tinha sido Ataulfo Alves. A moça – uma fã de Rick e Rener – arriscou: “é um ex-vereador aqui de Jales”.

Voltemos, porém, a “Você Passa Eu Acho Graça”, que, no vídeo abaixo, é interpretada por Cássia Eller e Noite Ilustrada. Eu dedico o vídeo ao meu amigo Botina, fã do cantor e violonista Noite Ilustrada – nome verdadeiro, Mário de Souza Marques Filho – que era um especialista no repertório de Ataulfo.

ANITA E DIOGO NOGUEIRA – “EX-AMOR”

Eu já postei um vídeo aqui no blog com a Simone e o Martinho da Vila cantando “Ex-amor“, mas acho que vale o repeteco, pelo inusitado da parceria improvável entre Anita e Diogo Nogueira. E como já é tarde e estou com sono, não vou me alongar.

Direi apenas que “Ex-amor” foi lançada por Martinho em 1981, no LP “Sentimentos”, em cuja contracapa ele agradeceu “aos que rezaram por mim ou se preocuparam comigo na crise de saúde do ano passado“. É que no ano anterior, Martinho passou mal durante uma excursão a Angola e foi trazido de volta ao Brasil, às pressas, em um voo especial.

Na época, as revistas de fofocas diziam que ele nunca mais voltaria a ter uma vida normal e que estava terminantemente proibido de beber e de praticar a boêmia. Felizmente para Martinho, essas previsões pessimistas não se confirmaram, de modo que, aos 80 anos, ele continua curtindo a noite e bebericando suas cajibrinas.

Voltando a “Ex-amor“, o livro “O Melhor de Martinho da Vila” garante, lá pela página 130, que essa composição foi a primeira manifestação musical brasileira explícita sobre a masturbação. Vamos ao vídeo:

 

ZÉ RAMALHO – “ADMIRÁVEL GADO NOVO”

Como explica o livro “A Canção no Tempo“, o paraibano José Ramalho Neto é autor de uma obra surrealista, que funde o rock com o repente nordestino. Ele atingiu um de seus melhores momentos com “Admirável Gado Novo” que, gravada no LP “A peleja do diabo com o dono do céu”, de 1979, o tornou conhecido em todo o país.

Inspirada no título de um livro do escritor britânico Aldous Huxley, a composição comenta a sina do povão, que se repete a cada geração, manipulado pelos interesses dos poderosos. Lançada há quase 40 anos, a música de Zé Ramalho continua atualíssima.

Em sua composição, Zé Ramalho traça um paralelo entre a vida de parcela da nossa sociedade e a vida do gado, que não tem pensamento, nem ideologia e nem mesmo o senso crítico. O gado, como os manipulados de agora, apenas segue ordens, sem nenhum questionamento.

No vídeo abaixo, versão ao vivo de “Admirável Gado Novo”, que já tem mais de 23 milhões de visualizações no Youtube:

 

LUIZA POSSI E ZIZI POSSI – “JOÃO E MARIA”

Hoje é “Dia das Mães” e creio ser um bom dia para postar um vídeo em que a Luiza Possi canta com sua mãe, a Zizi. São várias as canções que elas cantam juntas. A música do Sérgio Endrigo que deu ao Roberto Carlos, em 1968, o primeiro lugar no Festival de San Remo, Canzone per Te, por exemplo, ganhou uma linda versão de Luiza e Zizi, que pode ser vista (e ouvida) aqui. 

Eu escolhi, no entanto, “João e Maria”, do Chico e do Sivuca, que elas cantam divinamente. “João e Maria” tem um história curiosa, a começar pelo nome, que remete a um conto de fadas dos irmãos Grimm, no qual duas crianças se perdem na floresta e terminam capturadas por uma bruxa malvada. 

O pernambucano Sivuca começou tocando sanfona em programas de rádio no Recife. Em 1959, ele foi para a França, onde ficou até 1964. Logo que Sivuca voltou ao Brasil, veio a revolução e ele – que era filiado ao Partido Comunista – ficou com receio de ser apanhado pelo regime militar. Quando surgiu um convite, ainda em 64, para ir tocar nos Estados Unidos ele não titubeou. Foi e ficou por lá até 1976. 

Em 1977, o dramaturgo Paulo Pontes preparava o repertório de um show da Elizeth Cardoso e achou que seria uma boa ter uma música do Sivuca com letra do Chico. Ele tratou, então, de colocar os dois em contato e o Sivuca, por sugestão de sua mulher, Glorinha Gadelha, enviou para o Chico uma fita com uma valsa romântica que ele tocava em serenatas. 

A fita chegou com um recado: “Fiz essa música em 1947”. Ao ler aquilo, Chico pensou: “Poxa, essa música tem quase a minha idade”. Ele conta que esse detalhe o remeteu naturalmente para um tema infantil. Segundo Chico, “a letra saiu com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha, o Sivuca dizia que a música era de 1947”. 

De seu lado, Sivuca conta que, duas semanas depois de mandar a música, recebeu um telefonema de Chico, que cantarolou para ele a letra que havia feito. Sivuca diz que ficou mudo diante da letra surpreendente. “A letra levou a música por um caminho completamente diferente do que eu pensava”, confessou. 

Elizeth Cardoso, no entanto, nem ficou sabendo da composição que teria sido feita pra ela. Chico pediu e Sivuca concordou que a música fosse entregue a Nara Leão. Assim, “João e Maria” foi gravada por Nara no álbum “Os Meus Amigos São Um Barato”, de 1977, que contou com a participação de Chico e Sivuca – o primeiro no dueto, o segundo tocando sanfona e violão (sim, além de sanfoneiro, ele era exímio violonista). 

Uma curiosidade: quando fez a letra de “João e Maria”, o próprio Chico não entendeu o que ele quis dizer com o verso “E o meu cavalo só falava inglês”. Ele levou o enigma a Francis Hime, que arriscou: “Eu acho que é um cavalo muito educado”. 

Outra curiosidade: Sivuca – que saiu do Recife em 1951 – não se lembrava mais, mas ele já tinha entregue a mesma melodia para um grande poeta pernambucano – Ruy de Moraes e Silva – colocar letra. E o poeta escreveu uma bela letra, mas a canção, que se chamava “Amanhecer”, nunca foi gravada. 

Acho que já escrevi demais. Vamos ao vídeo com Luiza Possi e mamãe Zizi:

 

FAFÁ DE BELÉM – “CORAÇÃO DO AGRESTE”

“Coração do Agreste” foi composta especialmente para a trilha sonora da novela “Tieta do Agreste“, adaptação da obra do grande Jorge Amado. A canção, composição de Aldir Blanc e Moacyr Luz, foi o tema da escultural Tieta, que, no dizer do bem-dotado Osnar – personagem do José Mayer – era uma “plantação de xibiu”.

Moacyr Luz brinca com os amigos que seu apartamento se chama “Coração do Agreste“, porque teria sido comprado com o dinheiro que ele ganhou com essa música. Ele explica que ouviu boatos dando conta de que a Globo estava procurando uma música inédita para a trilha sonora de “Tieta do Agreste”.

O compositor se inteirou do tema e após receber a sinopse da novela – que teria Beth Faria no papel de Tieta, uma jovem que foi expulsa de sua cidade e depois voltou rica e famosa – procurou seu parceiro Aldir Blanc para a empreitada. A canção, com melodia de Moacir e letra de Aldir, ficou pronta em um final de semana.

Em princípio, o pessoal da Globo gostou da letra, mas achou que a melodia deveria ser mais vibrante. Moacyr pediu um dia para resolver essa questão e, depois de reler os versos de Aldir algumas vezes, a música ficou pronta, com novos acordes e outra cadência.

Com arranjos do maestro Julinho Teixeira e uma interpretação magistral da Fafá de Belém – àquela altura bem mais magra do que se verá no vídeo abaixo – a música, transformou-se em sucesso retumbante e ganhou o Prêmio Sharp de melhor canção popular de 1989.

Confiram, agora, uma versão ao vivo de “Coração do Agreste“:

GISELA JOÃO – “AS ROSAS NÃO FALAM”

Eu estava com uma dúvida atroz sobre qual vídeo postar aqui neste blog para apresentar – a quem ainda não conhece – a fadista portuguesa Gisela João. “Maldição” ou “As Rosas Não Falam”? Optei por esta última, até porque o áudio está um pouco melhor.

“Maldição” foi gravada aqui no Brasil pela Maria Bethânia em 1973, no LP “Drama”, e foi a primeira música da Abelha Rainha incluída na trilha sonora de uma novela. A música era o tema do Tonho da Lua, personagem icônico de “Mulheres de Areia“, da extinta TV Tupi.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, “Maldição” não é uma música brasileira. Na verdade, é um dos mais famosos fados portugueses, popularizado nos anos 50 pela Amália Rodrigues e regravado por grandes fadistas da atualidade, como a Mariza, a Ana Moura, a Mara Pedro e, é claro, a Gisela João. Quem quiser ouvir “Maldição“, com a Gisela é só clicar aqui.

“As Rosas Não Falam” faz parte do último CD da Gisela João – “Nua” – de 2016. O CD traz, ainda, outra canção do Cartola, “O Mundo é Um Moinho“, também em ritmo de fado.

“As Rosas Não Falam” foi composta em 1975 e lançada por Cartola – a essa altura já com 68 anos – em seu segundo LP, gravado em 1976. Conta o livro “A Canção no Tempo” que, numa tarde de 1975, Cartola e dona Zica, acompanhados por um amigo, resolveram dar uns bordejos pela Barra da Tijuca.

No meio do passeio, decidiram comprar umas mudas de roseira para plantar no quintal de casa. Tempos depois, as flores desabrochadas arrancaram uma entusiástica indagação de dona Zica: “Como é possível, Cartola, tantas rosas assim?”. A resposta veio rápida: “Não sei, as rosas não falam”. E assim nasceu um clássico.

Confiram, então, a Gisela João, cantando “As Rosas Não Falam“:

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