Categoria: Música

LADY GAGA E TONY BENNETT – “THE LADY IS A TRAMP”

Na quinta-feira, 11, estreou nos cinemas o filme “Nasce uma Estrela” (A Star is Born), cujos protagonistas são Bradley Cooper – no papel de Jackson Maine, um cantor famoso, porém decadente – e a extravagante Lady Gaga, no papel de Ally, uma cantora muito talentosa, porém insegura (ela se achava feia).

Essa não é a primeira atuação de Lady Gaga (nome verdadeiro: Stefani Germanotta) como atriz. Na verdade, ela até já ganhou um Globo de Ouro de melhor atriz por seu papel na série “American Horror Story: Hotel”.

Também não é a primeira vez que “Nasce uma Estrela” é encenado. Em verdade, esta é a quarta versão desse drama musical. A primeira versão é de 1937, com Janet Gaynor e Fredric March. A segunda é de 1954, com Judy Garland e James Mason.

A terceira versão, de 1976, traz Barbra Streisand e Kris Kristofferson nos papeis principais. Nas três versões, a personagem principal se chama Esther. A diferença é que, nas duas primeiras, Esther sonha em ser uma grande atriz. E na terceira versão, a Esther interpretada por Barbra queria ser uma estrela da música.

Na quarta versão – essa que está estreando – a personagem de Lady Gaga não se chama Esther, mas, assim como a personagem de Barbra, também sonha em fazer sucesso como cantora.

Falando em sucesso, a versão de 1976 consagrou várias canções de Barbra Streisand, principalmente “Evergreen”. De seu lado, a trilha sonora da versão recém-estreada também promete: em poucos dias, ela já ocupa o primeiro lugar das paradas britânicas.

E não é para menos! Quem assistir ao filme verá, logo no início, uma interpretação arrebatadora de Lady Gaga para o clássico francês “La Vie em Rose”(aqui).

Fiquemos, porém, com a interpretação de outro clássico, que não está na trilha sonora de “Nasce uma Estrela”. Trata-se de “The Lady is a Tramp”, que Lady Gaga canta com Tony Bennett.

O vídeo me foi sugerido pelo amigo Manoel Carlos Martinez Iglesias, jalesense que há muito tempo está radicado em Brasília, onde foi gerente da agência do Banco do Brasil localizada no Palácio do Planalto.

PROJETO GURI DE JALES PARTICIPA DO ‘GURI NA ESTRADA’, COM APRESENTAÇÃO EM ITURAMA

A notícia é da Secretaria Municipal de Comunicação:

No dia 5 de outubro (sexta-feira), o Grupo de Canto Coral Infanto-juvenil e Camerata de Cordas Dedilhadas do Polo Jales (Projeto Guri de Jales) esteve na cidade de Iturama/MG para apresentar seus dons musicais que envolveram percussão corporal e voz, além de percussão com objetos sonoros e instrumentos musicais. A ação contou com apoio da Prefeitura de Jales.

O evento aconteceu na Praça Santa Rosa da cidade mineira, onde aconteceu a última rota do projeto itinerante “Guri na Estrada” que contou com oficinas e espetáculos para crianças de 6 a 14 anos da rede pública de ensino, realizados com o suporte de um caminhão-palco. O projeto percorreu seis municípios, sendo cinco paulistas (Mococa, Boraceia, Guaimbê, Macedônia e Guarani D’Oeste) e um mineiro (Iturama), entre os dias 24 de setembro e 5 de outubro.

O Guri de Jales se apresentou com 32 crianças do projeto (12 no violão e 20 no coral juvenil), orientados pelos educadores musicais Otoniel e Francismir. O repertório incluiu músicas como Fênix, Emotions Guitar, Sweey Child O’mine, Estrela, Estrela, O Trem da Serra, O Som da Pessoa, Vem Cantar, Há, Bate Canela, Eu Só Quero um Xodó, Catira do Passarinho e A Lua.

A coordenadora do Polo Jales, Cristiane Beletti, falou do quanto foi gratificante a participação dos alunos de Jales no evento. “Foi um dia especial para os nossos alunos que tiveram a oportunidade de participar pela primeira vez como protagonistas em um concerto musical fora do Estado. Os dias que antecederam a apresentação estavam sendo maravilhosos, víamos o brilho nos olhos deles, a vontade de fazer bem feito, o senso de responsabilidade que foi despertado em cada um”, disse a coordenadora.

“E para alcançarmos esse resultado satisfatório, nossos alunos foram bem amparados, oferecemos espaço físico adequado, alimentação e transporte com segurança. Agradeço a parceria com a Prefeitura e a todos os envolvidos nesse projeto, deixo nosso obrigado em nome da equipe do Projeto Guri de Jales”, completou Cristiane.

JAMELÃO E ALCIONE – “NUNCA / VINGANÇA”

O carioca José Bispo Clementino dos Santos (1913-2008), o Jamelão, começou sua carreira cantando em gafieiras do Rio de Janeiro, ficando conhecido como cantor de samba. Mangueirense, ele foi o principal puxador de samba da Verde e Rosa durante 54 carnavais, de 1952 a 2006.

Mas não foi só por conta do samba e da Mangueira que Jamelão ficou conhecido. Ele sabia cantar também a melancolia, ficando conhecido como o principal intérprete da “dor de cotovelo” do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974). Por sinal, Lupi (ao lado) – que escrevia canções inspirado em suas experiências amorosas – tinha Jamelão como seu cantor preferido.

No vídeo abaixo, Jamelão canta com Alcione – outra mangueirense – dois dos maiores clássicos de Lupicínio: “Vingança” e “Nunca”. As duas músicas foram inspiradas na mesma mulher – Mercedes, conhecida como dona Carioca – que viveu seis anos com o compositor.

Certa vez, ao voltar de uma viagem, Lupicínio descobriu que Mercedes tentou traí-lo com um rapazote de 17 anos. A traição só não foi consumada porque o garoto, com medo de Lupicínio, pulou fora da empreitada. E foi o próprio rapaz quem contou a Lupicínio a tentativa de traição, mostrando a ele, como prova, um bilhete escrito pela mulher, propondo um encontro.

Lupicínio não falou nada para a mulher. Apenas chegou em casa, arrumou a mala, apanhou a escova de dentes, despediu-se do cachorro e se mandou. Dias depois ficou sabendo por amigos que Mercedes se encontrava bêbada, em um bar, perguntando por ele. Aí nasceu “Vingança”, em 1951.

Mais algum tempo e Lupicínio tomou conhecimento de que Mercedes andava  visitando alguns babalorixás de Porto Alegre, aos quais ela pedia “trabalhos” visando fazer as pazes e reatar o caso com o compositor. E aí nasceu “Nunca”, em 1952, que se tornou o maior sucesso da carreira da cantora Linda Batista.

Eis o vídeo:

MULHERES DECIDIRÃO QUEM SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE

O Datafolha de sexta-feira, 28, mostrou o crescimento do candidato Fernando Haddad entre os eleitores que estudaram até o Ensino Fundamental. Nesse segmento, ele subiu de 17% para 27% em uma semana, enquanto Bolsonaro oscilou de 19% para 18%.

Da mesma forma, entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, Bolsonaro oscilou de 19% para 18%, enquanto Haddad saiu de 20% para 28%. Entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, Haddad subiu 11 pontos em uma semana, chegando a 25%. E entre os eleitores de 35 a 44 anos, Haddad passou de 18% a 24%, enquanto Bolsonaro caiu de 30% para 27%.

Como se vê, Haddad está subindo em vários segmentos, mas o voto feminino é quem poderá definir a eleição a favor dele. As mulheres representam 52,5% do eleitorado, ou seja, elas são maioria (77,3 milhões de eleitoras contra 69,9 milhões de eleitores)  e vão decidir as eleições de 2018.

E, se depender da professora Vanda Spínola (ao lado), as mulheres irão escolher Haddad. Vandoka é um fenômeno das redes sociais. Pessoa simples, aposentada, morando em uma pequena chácara em Aparecida D’Oeste, Vandoka mantém, sozinha, uma página no Facebook que já tem quase 45 mil seguidores.

Para se ter uma ideia, o deputado Itamar Borges, que conta com toda uma retaguarda para administrar suas páginas em redes sociais, possui pouco mais de 8.000 seguidores.

Se depender também da baiana Ludimila Teixeira, Bolsonaro não irá muito longe. Há um mês, ela resolveu criar um grupo no Facebook para mobilizar as mulheres. Até ontem, 28, o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” já contava com quase 4 milhões de mulheres.     

E, se depender das milhares de mulheres que foram às ruas neste sábado, por conta do movimento #EleNão, a rejeição a Bolsonaro deverá aumentar nas próximas pesquisas. No último Dafolha, a rejeição ao capitão reformado subiu de 49% para 52%, entre as mulheres. E no Ibope, a rejeição de Bolsonaro entre as mulheres foi de 41%, em 20 de agosto, para 54%, em 24 de setembro.

E já que as mulheres são o assunto do post, que tal um vídeo com a Joyce Moreno cantando “Mulheres do Brasil”. Há cerca de 50 anos, tida como feminista, Joyce foi vaiada por um Maracanãzinho lotado por 50 mil pessoas. Ela teve, ainda, músicas censuradas pela ditadura militar simplesmente por usar palavras como “grávida”, “parir” e outras.

Joyce tinha tudo, segundo a ótica destrambelhada do general Mourão, para ser uma desajustada. Os pais delas se separaram quando Joyce ainda estava na barriga da mãe. Coube a dona Zemir, a mãe, criar sozinha a filha e os dois irmãos. 

Em tempo: no vídeo, Joyce canta com as filhas Clara Moreno e Ana Martins. 

 

NO CEARÁ, CHICO BUARQUE RECEBE FÃ AUTISTA DE QUATRO ANOS

O vídeo com a entrevista da mãe pode ser visto lá embaixo. A matéria é do jornal cearense O Povo:

Sexta-feira, às 18h30min, Davi já estava pronto para o compromisso daquela noite. Camisa branca com versos musicais estampados, calça comprida e um sorriso ansioso que não largava o rosto: o menino de apenas 4 anos tinha um encontro marcado com seu ídolo, o cantor Chico Buarque.

“Uma das maiores dificuldades do autismo é a comunicação. Então, ver meu filho se comunicar de forma forte, certa e objetiva foi maravilhoso. Ele expressou um desejo e eu corri atrás de realizá-lo”, comenta a mãe de Davi, Carol Andrade.

Chico recebeu Davi em seu camarim enquanto fazia fisioterapia no joelho, preparando-se para o show logo mais. Segundo Carol, a família passou cerca de 10 minutos com o cantor. ”Davi disse ‘o Chico é meu amigão’ e o Chico respondeu que o Davi também era amigão dele.

“O Chico é maravilhoso, um amor de pessoa, super gentil com o meu filho. Eu senti o sorriso de um para o outro, a sinceridade, a leveza. Foi um encontro calmo, tranquilo. Fiquei altamente honrada, lisonjeada por ter sido recebida com meu filho e o pai dele pelo Chico de uma forma muito simples”, comemora Carol. A família foi convidada para assistir ao show na plateia A.

“Quero agradecer especialmente ao Chico e à sua equipe. O Davi não falava de outra coisa, ele se expressou de uma forma muito clara e foi a coisa mais linda do mundo. Ele batia palmas, sorria, se balançava. Ele curtiu. No dia seguinte, o Davi não me deu ‘bom dia’: ele disse ‘o Davi viu o Chico’”, emociona-se a mãe.

ARTISTAS INTERNACIONAIS ADEREM À CAMPANHA #ELE NÃO

A campanha #EleNão contra o candidato Jair Bolsonaro extrapolou os limites do território brasileiro e está chegando a outras plagas, com a adesão de vários artistas internacionais. Ontem, por exemplo, o vocalista Dan Reynolds, da banda de pop rock Imagine Dragons, foi ao iHeart Festival com uma camiseta do movimento.

Ele comentou, em seu twitter, que Bolsonaro “não representa o Brasil que eu conheço e amo“. A lista de artistas internacionais que já se posicionaram contra Bolsonaro já está chamando a atenção da imprensa gringa. A Billboard, por exemplo, publicou uma matéria sobre os artistas que estão se manifestando contra o “coiso”.

A lista dos contrários ao candidato homofóbico e machista, que defende o combate da violência com mais violência, já inclui até a maravilhosa Nicole Scherzinger, ex-Pussycat Dolls. Em seu twitter, a cantora e atriz mandou um recado:

“Para todos os meus fãs no Brasil: estou enviando muito amor. Levante-se pela igualdade, respeito e amor. Certifique-se de votar nas próximas eleições presidenciais e ser ouvido”.

Só nos resta torcer para que ela não seja ameaçada. No vídeo abaixo, o Pussycat Dools – ainda com Nicole – interpreta o clássico “Sway“, na versão que foi tema do bonito filme “Dança Comigo“, com o Richard Gere e a Jennifer Lopez.

 

LEILA PINHEIRO – “VERDE”

A cantora, compositora e pianista Leila Pinheiro surgiu para o grande público em 1985, no Festival dos Festivais, da Globo. Nascida em Belém do Pará, em 1960, ela abandonou o curso de Medicina no segundo ano, em 1980, quando decidiu seguir a carreira artística.

“Verde“, seu primeiro sucesso, é uma composição de Eduardo Gudin e João Carlos Costa Netto. Em 1985, depois de assistir a uma manifestação pelas “diretas já”, no Vale do Anhangabaú, os dois compositores resolveram registrar em música aquela sensação de retorno à democracia, vivenciada pelo povo brasileiro naquela ocasião.

Assim nasceu “Verde“, que foi inscrita no Festival dos Festivais, concorrendo com outras 10.314 músicas, das quais 48 seriam classificadas para as quatro eliminatórias. Em princípio, o intérprete de “Verde” – que ficou entre as 48 escolhidas – seria o cantor Lula Barbosa, mas ele já tinha sido escolhido para cantar “Mira Ira”, outra classificada.

Por isso, por sugestão de César Camargo Mariano, que gostou da interpretação de Leila em outra música, não classificada, Gudin e Costa Netto convidaram a cantora paraense para interpretar “Verde” no Festival.

Leila levou “Verde” à terceira colocação, ficando atrás apenas de “Escrito nas Estrelas” e “Mira Ira”, e, de quebra, faturou o prêmio de revelação do festival. No vídeo abaixo, ela canta “Verde”, em show de 2015:

“CIRANDA DA BAILARINA” – ADRIANA CALCANHOTO

Em 2004, a Adriana Calcanhoto – usando o pseudônimo de Adriana Partimpim – gravou um disco infantil e, entre as músicas escolhidas, incluiu a “Ciranda da Bailarina”, o que fez muita gente pensar que a canção seria dela.

Não é! “Ciranda da Bailarina” foi composta pela dupla Chico Buarque/Edu Lobo para a trilha sonora do balé “O Grande Circo Místico”, espetáculo inspirado no poema homônimo de Jorge de Lima, publicado no livro “A Túnica Inconsútil”.

O sucesso do espetáculo levou Chico e Edu a gravarem um disco, lançado em 1983, com a trilha sonora de “O Grande Circo Místico”, interpretada por artistas como Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Simone, Tim Maia, Jane Duboc, Zizi Possi e, é claro, Chico e Edu.

O disco traz pérolas como “Beatriz”, uma homenagem de Chico a Beatrice, paixão de Dante de Alighieri. Como contraponto aos sete infernos de Dante, a Beatriz de Chico dança no “sétimo céu”. Traz, também, “Sobre Todas as Coisas”, onde Chico aborda a questão metafísica, questionando se o Criador nos criou para adorarmos a Ele.

“Ciranda da Bailarina” é a oitava faixa do disco, interpretada por um coral infantil formado por filhos e sobrinhos do Chico e do Edu. A música fala sobre a bailarina porque essa figura costuma ser associada à ideia de perfeição. Ou seja, fora ela, todo mundo tem algum problema.

O detalhe curioso é que, na versão gravada em 1983, foi suprimida uma palavra por imposição da censura da ditadura militar. “Pentelho”, que o Chico rimou com vermelho e o Faustão rima com qualquer coisa, era – pasmem! – um palavrão, segundo os estranhos critérios da ditadura militar, que, em “Fado Tropical”, proibiu a palavra “sífilis”.

Outro detalhe: “O Grande Circo Místico” virou filme em 2018 e está sendo indicado para disputar uma vaga no Oscar 2019, concorrendo na categoria “Melhor Filme de Língua Estrangeira”.

Vejamos, agora, o vídeo em que a Adriana Calcanhoto – ou Partimpim – interpreta a “Ciranda da Bailarina”:

LUCY ALVES – “SABIÁ”

Em 2012, antes mesmo de se tornar conhecida como cantora por sua participação no The Voice, em 2013, e como atriz, por sua performance na novela global Velho Chico (2016), Lucy Alves já tinha sido apresentada aos leitores deste modesto blog, cantando com Alceu Valença (aqui). 

Com a imagem associada ao acordeon, Lucy, na verdade, é uma multi-instrumentista que toca, com competência, violino, violão, guitarra, viola, bandolim, baixo, cavaquinho, rabeca, piano e, é claro, sanfona. 

Tamanha versatilidade não acontece por acaso. De família musical, a paraibana Lucyane Pereira Alves começou a tocar violino aos quatro anos de idade. Aos 16, ela integrava o grupo Clã Brasil, ao lado de duas irmãs – Larissa e Lyzete – da mãe Maria José e do pai José Hilton. 

No vídeo abaixo, Lucy Alves interpreta “Sabiá”, um dos clássicos da dupla Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Gravada pela primeira vez em 1951, pelo Rei do Baião, o compositor faz um apelo ao sabiá pedindo que o pássaro símbolo do Brasil, que tanto já voou, alivie a sua dor e lhe diga por onde anda o seu amor. 

Os pássaros, por sinal, estão muito presentes na obra de Gonzagão e seus parceiros. A asa branca e o assum preto são dois exemplos. Até o sinistro acauã e mítica carimbamba – aquele pássaro que encantava donzelas e desaparecia com elas em uma lagoa – serviram inspiração para Gonzagão. 

As aves pareciam ser mesmo importantes para Gonzagão. Seus biógrafos contam que, em certa ocasião, consciente de que a asa branca estava sumindo do Nordeste, ele resolveu fazer uma visita ao general João Figueiredo – último presidente da ditadura militar – para falar sobre o assunto.  

Gonzagão teria comparecido ao encontro vestido todo a caráter e com duas aves nos ombros, mas não conseguiu falar com Figueiredo. Segundo os biógrafos, a assessoria do presidente não aprovou a indumentária do Velho Lua e tratou de expulsá-lo do Palácio do Planalto. 

No vídeo abaixo, Lucy Alves canta “Sabiá”:

JOÃO BOSCO E DJAVAN – “CORSÁRIO”

Um dos letristas mais engenhosos da música popular brasileira, o compositor e escritor Aldir Blanc Mendes está completando 72 anos neste domingo, 02. Nascido em setembro de 1946, ele estudou Medicina, especializando-se em Psiquiatria. Em 1973, no entanto, ele abandonou a medicina para dedicar-se exclusivamente à música. 

Notabilizou-se por sua parceria com João Bosco, mas suas primeiras músicas foram compostas com Sílvio da Silva Júnior, incluindo seu primeiro sucesso, “Amigo é Prá Essas Coisas”, vice-campeã no Festival de Música da TV Tupi, em 1970. 

Conheceu João Bosco em 1971 e inauguraram a parceria com “Agnus Sei”. O dado curioso é que, durante algum tempo, a parceria deles foi à distância. Aldir escrevia os versos e os enviava a João Bosco, que se incumbia de musicá-los. 

Uma das músicas mais conhecidas da parceria Aldir Blanc/João Bosco é “O Bêbado e a Equilibrista”, que, lançada em 1979, se tornou um hino contra a ditadura militar. Nela, Aldir pedia “a volta do irmão do Henfil”, o sociólogo Betinho, àquela altura exilado no exterior. 

Outra das canções mais conhecidas da dupla, “Corsário”, foi gravada originalmente por Elis Regina e, no vídeo abaixo, é interpretada por João Bosco e Djavan. Nessa música, Aldir se utiliza de muitas figuras – o coração, por exemplo, foi comparado a um cofre gelado – para explicar o drama provocado pelo afastamento que se dá entre o poeta e a mulher amada.

 

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