Categoria: Música

GAL COSTA DEIXA TWITTER DEPOIS DE ATACAR “PREGUIÇA BAIANA”

Deu no Terra Magazine:

A cantora baiana Gal Costa já arrebatou mais de 39 mil seguidores no Twitter, mas anunciou que vai deixar o microblog, depois de chamar os baianos de “preguiçosos” e ofender muitos dos fãs que a acompanhavam.  Gal reclamou da dor de cabeça de um técnico de ar condicionado. “Como na Bahia as pessoas são preguiçosas! Técnico do ar-condicionado não pode terminar o trabalho pq está com dor de cabeça. Essa é a Bahia!!!”, tuitou. E seguiu-se uma série de ataques à reclamação considerada preconceituosa.

Logo apareceram vários críticos que chamaram a atitude de “racista”. A discussão foi longe até que a baiana sentenciou: “Tomei a decisão de ficar distante do twitter porque não aguento a intolerância das pessoas e a grosseria”. Ela se queixou do jornal baiano “Correio”, que fez uma reportagem sobre o desabafo de Gal, que atualmente reside em Salvador.

Gal defendeu-se em posts seguintes: “@CarolFelidae – ñ é racismo meu filho, é REALIDADE!!!!”. “Tem gente mais preguiçosa em cidades q tem mar”, teorizou a cantora, ressaltando que também morou 23 anos no Rio de Janeiro e tem autoridade para falar.

As críticas às tuitadas não cessaram e ela protestou: “Gente, chega! Acabou o assunto da preguiça. Ñ se pode falar nada aqui q tudo vira polemica. Sou baiana e falo pq posso. Vou sair. Tchau.”  Apesar das pedradas, surgiu o movimento “#ficagalcosta”, para que ela volte a tuitar.

(Cláudio Leal e Dayanne Souza, Terra Magazine)

Os baianos que se entendam, mas, cá entre nós, a Gal tem razão quanto à intolerância. A preguiça dos baianos é algo que já virou folclore, muita gente faz piadas sobre ela, então por que essa conversa de racismo e preconceito? Talvez por isso mesmo é que a Gal não gosta muito de falar. Ela prefere cantar. E faz isso divinamente e, às vezes, maravilhosamente preguiçosa.

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REGIONAL CARIOCA

Domingo, logo pela manhã, recebi a visita de um velho amigo, o Luiz Carlos Seixas, filho do “seu” Bernardino e da dona Teresa, que, já faz alguns anos, mora em Ourinhos. Foi uma visita rápida, como tem que ser as visitas nos domingos de manhã. Mas foi o suficiente para ele me falar sobre o CD do grupo Regional Carioca, e, o que é melhor, para deixar um exemplar do CD, onde o filho dele, o Glauber Seixas é um dos destaques.

O Regional Carioca é um grupo de samba e choro, formado por jovens músicos e compositores com faixa etária de vinte e poucos anos. Mas, apesar de jovens, já são músicos reconhecidos. O próprio Glauber participou da gravação do último CD da Maria Bethânia, o que não é pouco. Ele e outro violonista do grupo, Rafael Maumith, são hoje, segundo os especialistas, grandes esperanças do violão brasileiro.

Os outros componentes, Thiago Souza, Ana Rabello e Julião Pinheiro são nascidos em familia de músicos de choro. Thiago é filho do também bandolinista Ronaldo Souza (ex integrante do conjunto Época de Ouro). Ana e Julião são filhos de Luciana Rabello e sobrinhos de Raphael Rabello. Ana já é apontada por Luciana como sua verdadeira herdeira no cavaquinho. Julião, como não poderia deixar de ser, é discípulo de mestre Dino e do tio Raphael Rabello – os maiores mestres na arte de tocar violão de 7 cordas! Além deles, tem também o pandeirista Marcus Thadeu, que aprendeu a tocar o instrumento com Celsinho Silva e Jorginho Silva, mestres do pandeiro do Brasil. 

O meu amigo Seixas deve estar orgulhoso do rebento que tem. Quando éramos meninos, jogávamos bola e cometíamos pequenas subversões – como distribuir, na madrugada, jornais contra o regime militar – mas o grande sonho do Bochecha, como o chamávamos, era ser músico e compositor. Ele ganhou festivais de música e chegou a compor umas duas ou três canções com o Toquinho, mas depois achou melhor fazer um concurso público e – ironia do destino – foi trabalhar na polícia. Abaixo, a faixa número um do CD do Regional Carioca, “Alumiando”, uma composição do Maurício Carrilo. Vale a pena ouvir!

01-Alumiando

MY SWEET LORD

Recebi, ontem, um email do amigo José Antonio de Carvalho, também chamado por alguns amigos pela alcunha de Zebu – ele vai me xingar, mas será um xingamento carinhoso, eu sei – onde ele diz que já visitou o nosso blog, o que muito me honra. O Zé Antonio ficou famoso como árbitro internacional de vôlei, ofício no qual, para orgulho de todos nós jalesenses, ele demonstrou, ao longo de sua carreira, competência e honestidade. Ele foi também, nos tempos do glorioso time da EFA, aqui de Jales, um quase intransponível quarto-zagueiro. Mas acho que foi, como beatlemaníaco que o Zé Antonio chegou pela primeira vez às telinhas. Ele foi alvo de matéria do Fantástico, após ficar uns quatro ou cinco dias acampado na porta do Maracanã, em abril de 1990, à espera do primeiro show que Paul McCartney faria no Brasil. A segunda noite do show teve 185 mil pessoas, o que é considerado pelo Guiness Book como o maior público pagante para um único artista em todo o mundo. (A foto abaixo é do show. O Zé Antonio tava bem próximo ao palco). 

Em consideração ao Zé, estou postando aí embaixo um vídeo onde Billy Preston(reparando bem, é a cara do Silas), acompanhado por Paul McCartney, Ringo Star, Eric Clapton e outras feras, interpreta My Sweet Lord, durante histórico concerto em homenagem ao George Harisson, que, àquela altura do campeonato, já tinha ido pro outro lado do mistério. Billy Preston, que também já se foi, era considerado o quinto beatle, pois cabia a ele tocar teclados – o órgão, no estilo gospel em Let It Be, é famoso – nas gravações dos Beatles. Vejamos o vídeo, que vale a pena.

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TRILHA SONORA

Não vejo novelas, mas gosto de curtir a trilha sonora de algumas delas.  A de “Gabriela“, por exemplo, é uma das melhores. Na minha opinião, é claro! Pelo que eu sei, a Globo ainda não divulgou a trilha da próxima novela “Insensato Coração“, mas, pelo menos duas músicas já estão sendo divulgadas. Uma delas “Só Louco“, de Dorival Caymmi, parece ter inspirado o nome da novela e também a imaginação de alguns internautas, que já providenciaram uma simulação da abertura da novela, conforme se pode ver e ouvir aqui. “Só Louco” foi composta em 1956, mesmo ano em que Caymmi compôs “Maracangalha“, outro de seus impagáveis clássicos.

A outra música que, parece, vai estar na trilha da novela, é “Coração em Desalinho“, dos compositores Mauro Diniz e Ratinho. Sites especializados divulgaram ontem, que esse samba deverá ser o verdadeiro tema de abertura, em uma nova interpretação da Maria Rita, gravada especialmente para a novela e ainda não disponível em áudio ou vídeo.

O samba “Coração em Desalinho” ficou conhecido com Zeca Pagodinho, que aparece cantando neste vídeo, ao lado da Velha Guarda da Portela e de sambistas da nova geração, como Teresa Cristina, Nilze Carvalho, Dorina e Juliana Diniz (filha de um dos compositores, Mauro Diniz). Além do Zeca Pagodinho, a cantora paraense Leila Pinheiro também interpreta “Coração em Desalinho” em uma faixa do CD/DVD Mais Coisas do Brasil (2001), o primeiro álbum ao vivo de sua carreira, cuja capa reproduzimos aí do lado direito. Apesar de gravada ao vivo, uma belíssima interpretação da Leila, o que não chega a ser novidade.

VANESSA DA MATA

AS ROSAS NÃO FALAM, CANTAM

No vídeo abaixo, a cantora matogrossense Vanessa da Mata interpreta “As Rosas Não Falam“, um dos grandes clássicos do compositor carioca Cartola. Ajudante de pedreiro, lavador de carros, vigia de edifícios, semi-analfabeto, Cartola conseguia escrever versos e compor melodias fantásticas, como essa. Paradoxalmente, ele só conseguiu gravar o seu primeiro disco quando já tinha mais de 60 anos de idade. E, cá entre nós, a Vanessa da Mata cantando é muito bonito de se ver e ouvir.

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CASUARINA

SWING DE CAMPO GRANDE

Casuarina é um grupo de samba e choro da nova geração, formado pelos músicos João Cavalcanti (tan tan e vocal), Gabriel Azevedo (pandeiro e vocal), Daniel Montes (violão de sete cordas), João Fernando (bandolim) e Rafael Freire (cavaquinho).  O grupo começou a se apresentar nas rodas de samba do Rio de Janeiro em 2001, mas somente quatro anos depois, em 2005, gravou o primeiro CD batizado simplesmente de Casuarina. Em 2007, foi lançado Certidão, o segundo CD, e, dois anos depois, em 2009, o grupo chegou ao primeiro DVD,  gravado pela MTV, com participações especiais de Roberto Silva, Wilson Moreira, Moska, Frejat e do Moinho. No vídeo abaixo, extraído do show apresentado pela MTV, o Casuarina interpreta Swing de Campo Grande, música que fez sucesso nos anos 70, com os Novos Baianos. Uma curiosidade: João Cavalcanti, o vocalista de camiseta vinho, é filho do cantor e compositor pernambucano Lenine.

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ROBERTA SÁ

 FOI ELA

A cantora Roberta Sá nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, onde, por influência dos pais, ouvia muita MPB, Beatles e músicas regionais. Aos nove anos, em virtude do segundo casamento de sua mãe, ela se mudou para o Rio de Janeiro. Aos 18,  entrou em um programa de intercâmbio e foi para o Missouri, nos Estados Unidos, onde estudou canto durante um ano. De volta ao Rio, Roberta continuou fazendo aulas de canto, enquanto cursava Jornalismo e trabalhava como balconista. Depois de participar do programa Fama, de onde foi eliminada na quarta semana, Roberta gravou uma fita demo com cinco músicas. A fita foi parar nas mãos do autor de novelas, Gilberto Braga, que, tendo gostado da voz da cantora, pediu que ela gravasse a música “A Vizinha do Lado“, de Dorival Caymmi, para a trilha da novela Celebridade. Em 2005, Roberta gravou seu primeiro CD, com participações de Ney Matogrosso e do conjunto MPB-4. Em 2007, ela gravou o CD “Que Belo Estranho Dia Prá Se Ter Alegria“, com o qual ganhou dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA: melhor cantora e melhor álbum. No vídeo, Roberta Varela Sá aparece cantando a música “Foi Ela“, durante homenagem do programa Som Brasil ao compositor Ary Barroso.

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TERESA CRISTINA

Um Calo de Estimação

Teresa Cristina é uma das cantoras mais representativas da nova geração do samba. A carreira dessa carioca teve início em 1998, quando ela começou a se apresentar no Bar Semente, no Rio de Janeiro. Em 2004, o reconhecimento da crítica veio com a gravação do primeiro CD, que rendeu a Teresa Cristina o prêmio Rival BR e Prêmio TIM de música, como cantora revelação, além da indicação ao Grammy Latino de melhor disco de samba de 2003. Ao longo de 12 anos de carreira, Teresa Cristina  não só conquistou os palcos brasileiros, como levou o legítimo samba de raiz para países como Japão, Alemanha, França, Índia, Espanha, Holanda, Itália, África do Sul e Rússia, entre outros. No vídeo abaixo, Teresa Cristina e Pedro Miranda interpretam Um Calo de Estimação, dos sambistas Zé da Zilda e José Thadeu.

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