Categoria: Música

BETH CARVALHO: ‘O MUNDO É UM MOINHO’

Mais uma música fantástica do Cartola, “O Mundo é Um Moinho” já foi regravada por vários dos nossos cantores, de Nelson Gonçalves a Cazuza, passando por Fagner, Joanna e Leny Andrade. Pessoalmente, gosto muito da interpretação de Ney Matogrosso, mas a reprodução dos dois vídeos disponíveis no YouTube está muito lenta. Então, vamos de Beth Carvalho, que também interpreta lindamente a música do Cartola:

PS.: a leitora Ana mandou um comentário dizendo que eu me esqueci de citar o grande Emílio Santiago, que também interpreta “O Mundo é Um Moinho”. E a Ana tem razão! A interpretação do Emílio é muito bonita e, além disso, ele juntou a música do Cartola a outro clássico da MPB – “A Flor e o Espinho” – do Nelson Cavaquinho e do Guilherme de Brito. Quem tiver o Windows Media Player e quiser ouvir o Emílio, é só clicar em  05-O Mundo E Um Moinho-A Flor E O Espinho.  

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LUIZA POSSI – FOLHETIM

Ela é uma fofura. E cantando Chico, então, fica divina. Luiza Possi nasceu em 26 de junho de 1984, no Rio de Janeiro e é filha da também cantora Zizi Possi e do produtor musical e diretor artístico Líber Gadelha. Em 1999, Luiza foi convidada para subir ao palco e cantar uma música com a banda que estava abrindo o show do Skank no Credicard Hall, em São Paulo. O público consistia de 12 mil pessoas, e a cantora interpretou a música “O Vento”, do Jota Quest, apenas ao som do piano e de sua voz.

Ela seguiu cantando com algumas bandas, tocando de maneira informal, até que, em 2001, participou do Programa do Jô, exibido na Rede Globo, ao lado de sua mãe, Zizi Possi, e interpretou a música “Angel”, tema do filme Cidade dos Anjos. No dia seguinte recebeu convites para gravar e assinar contratos.

Luiza foi casada duas vezes, a primeira com Nelson Rubens Junior, filho do Nelson Rubens, por seis anos, e posteriormente com o ator Pedro Neschling, filho do maestro John Neschling e da atriz Lucélia Santos, com quem ficou casada por três anos. Recentemente namorou também o humorista Marco Luque, do CQC.

No vídeo abaixo, Luiza Possi canta “Folhetim”, de Chico Buarque. Agora eu estou indo prá Regional FM, onde apresento – das 10:00 às 14:00 horas – o Brasil & Cia, com muita MPB. Mais tarde posto outras novidades.

NORAH JONES E WILLIE NELSON, OU A BELA E A FERA

Norah Jones nasceu na cidade de Nova Iorque, filha do tocador de sitar indiano Ravi Shankar, tendo vivido sua infância com sua mãe, Sue Jones, que se mudou para Dallas, Texas, quando Norah tinha quatro anos. Em novembro de 2010, Norah realizou quatro shows no Brasil, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Sua apresentação em São Paulo rendeu um público de 40 mil pessoas, sendo que 18 mil ficaram nas ruas e calçadas ao redor do parque porque chegaram tarde demais. A artista cantou quase todas as faixas do álbum de The Fall, sem se esquecer das músicas mais antigas. A apresentação durou 1h30 e em algumas falas com o público, Norah deixou sua conhecida timidez de lado. Ela mostrou um ótimo sotaque português ao dizer: “Obrigada por virem, acho que esse é o maior público para quem já cantei”. 

No vídeo abaixo, que eu vi no blog do Renato César Pereira e resolvi postar aqui também, Norah Jones canta com Willie Nelson. Essa canção, “Wurlitzer Prize”, rendeu a ela uma indicação para o Grammy.

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PAULO DINIZ CANTANDO DRUMMOND: E AGORA, JOSÉ?

Paulo Diniz nasceu em Pesqueira(PE), em 24 de janeiro de 1940 e, ainda adolescente, foi para o Recife trabalhar como crooner e baterista em casas noturnas. Foi locutor e ator de rádio e televisão, em Pernambuco e no Ceará. Em 1964, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Tupi, passando a compor com mais frequência. Sua primeira gravação saiu em 1966, com a música O Chorão.

Quatro anos depois, lançou dois LPs, e, em seguida, dedicou-se à tarefa de musicalizar poemas de língua portuguesa de autores como Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?), Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), Jorge de Lima (Essa Nega Fulô) e Manuel Bandeira (Vou-me Embora pra Pasárgada).

Suas músicas foram gravadas por Clara Nunes, Emílio Santiago, Simone e outros. Entre seus sucessos destacam-se Pingos de Amor, gravado por vários intérpretes, Canoeiro, Um Chopp pra Distrair, I Want to Go Back to Bahia (uma homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres) e Quem Tem um Olho É Rei, todas em parceria com Odibar.

Nos seus tempos de Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, Paulo Diniz trabalhou com um jalesense, o saudoso radialista Marcos Alberto. Marcão dizia que alguns colegas de Paulinho, na Rádio Tupi, duvidavam que ele pudesse virar um cantor de sucesso, já que sua voz, na opinião deles, não ajudava. Atualmente, Paulo Diniz continua realizando apresentações, com a mesma voz vibrante de antes, porém, numa cadeira de rodas, já que contraiu uma misteriosa doença em 2005 que paralisou seus membros inferiores. No vídeo abaixo, a poesia de Carlos Drumond de Andrade, que Paulinho musicou.

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MARIA RITA: MENTE AO MEU CORAÇÃO

O Célio Baião me mandou o vídeo em que a Maria Rita canta “Mente ao Meu Coração”, uma música do Francisco Malfitano, que já foi gravada também pelo Paulinho da Viola.

A Maria Rita carrega a grande responsabilidade de ser filha da Elis Regina, e, exatamente por isso, ela demorou um pouco prá começar a cantar, embora quisesse ser cantora desde criança. Se eu não estiver enganado, as primeiras gravações dela foram num disco do Milton Nascimento. O Milton sempre foi agradecido a Elis Regina, a primeira grande cantora a gravar uma música composta por ele, e, como retribuição, o Bituca convidou Maria Rita para cantar três músicas em seu CD “Pietá“.

Agora estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10:00 às 14:00, apresento o Brasil & Cia, com muita MPB. A Rose Mininel, da Escola Musical “Santa Cecília”, é ouvinte e sempre liga pedindo músicas da Maria Rita. Vamos, então, ao vídeo que o Célio mandou:

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TICO-TICO NO FUBÁ, COM O “DUO SIQUEIRA LIMA”

Falemos de coisas boas. O Poletto me mandou um vídeo e o texto abaixo, que eu, com alguns pequenos adendos, divido com vocês.

“Tico-Tico no Fubá” é uma canção de choro composta por Zequinha de Abreu, o bonitão da foto aí do lado. Com o tempo, tornou-se uma das canções brasileiras mais conhecidas de todos os tempos. Foi gravada por Carmem Miranda e Ray Conniff, entre outros.

Foi apresentada pela primeira vez em um baile da cidade de Santa Rita do Passa Quatro, em 1917 (o Célio Baião tava lá), sob o nome de Tico-Tico no Farelo. A canção recebeu o nome atual em 1931, uma vez que já existia outra de mesmo título, composta pelo violonista Canhoto. No mesmo ano, foi incluída, pela primeira vez, em disco, gravado pela Orquestra Colbaz.

Atingiu o ápice de sua popularidade nos anos 1940, quando foi incluída em cinco filmes americanos: Saludos Amigos, A Filha do Comandante, Escola de Sereias, Kansas City Kitty e Copacabana, em versão interpretada por Carmem Miranda. Em 2009, foi regravada por Daniela Mercury em seu décimo terceiro álbum de estúdio, Canibália.

Pitaco deste aprendiz de blogueiro: além da Daniela Mercury, outros grandes artistas da nossa MPB deram lindas interpretações ao “Tico-Tico no Fubá”. Recomendo ouvir as releituras do João Bosco, da Roberta Sá, do Ney Matogrosso e da deputada Leci Brandão. Todas muito bonitas. Vamos ao vídeo com o Duo Siqueira Lima. Vale a pena conferir:

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YOU’VE GOT A FRIEND

O Célio Baião me mandou o vídeo abaixo, com quatro divas da música cantando o sucesso do James Taylor (James Vernon Taylor – 12/03/48). As canadenses Celine Dion (Céline Marie Claudette Dion – 30/03/68) e Shania Twain (Eilleen Regina Edwards – 28/08/65), a americana Carole King (Carole Klein – 09/02/42) e a cubana Gloria Estefan (Gloria Maria Milagrosa Fajardo – 01/09/57), interpretam You’ve Got a Friend. Vale a pena ver.

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DE BRAÇOS ABERTOS

“De Braços Abertos” é o tema que celebra a nova assinatura da TAP (Linhas Aéreas de Portugal). A portuguesa Mariza, o angolano Paulo Flores e a brasileira Roberta Sá juntam-se para dar voz à música que se assume como um “hino” à união das culturas lusófonas. “De Braços Abertos” ilustra a proximidade e complementaridade entre esses três povos, que partilham entre si a língua, a cultura e a história. A esses artistas juntaram-se, em coro, alguns trabalhadores da TAP.

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ROBERTO CARLOS “OUTRA VEZ”

O professor José Antonio de Carvalho me mandou um email, hoje, com várias canções do Roberto Carlos, que comemorou 50 anos de carreira em 2009. E o Zé fez um breve comentário sobre a música “Outra Vez“,  um dos poucos clássicos do repertório do Roberto Carlos, que não foi composto por ele e pelo Erasmo. E o comentário do Zé me fez correr ao livro “A Canção no Tempo“, do Zuza Homem de Melo e do Jairo Severiano, para reler a história dessa canção, uma das mais românticas da MPB. É uma história interessante.

Em 1976, o Roberto incluiu duas músicas dos irmãos Isolda e Milton Carlos no seu disco daquele ano: “Pelo Avesso” e “Um Jeito Estúpido de Te Amar“. Infelizmente, na noite em que os irmãos comemoravam esse fato, aconteceu na Via Anhanguera o desastre de automóvel que matou Milton Carlos. Arrasada com o desaparecimento do irmão, Isolda sentiu-se comprometida, mesmo sem ele, a continuar enviando composições para Roberto.

Um dia, em 1977, estando com amigos num barzinho na avenida Europa, em São Paulo, surgiu de uma conversa sobre ex-namorados a idéia para a melodia e boa parte da letra de “Outra Vez“, que a compositora anotou num guardanapo: “Você foi o maior dos meus casos / de todos os abraços / o que eu nunca esqueci / você foi dos amores que eu tive / o mais complicado / e o mais simples prá mim…”.

Naquela noite, ao chegar em casa, Isolda completaria, ao violão, a romântica canção “Outra Vez“. Como não tinha refrão e a letra era muito extensa, ela julgou a música inadequada ao estilo de Roberto, ficando realmente surpreendida ao saber que o cantor a incluíra no disco de 1977. Precedida pelos sucessos de “Amigo” e “Falando Sério“, faixas do mesmo disco, “Outra Vez” só despontaria nas paradas a partir de abril de 1978. Abaixo, uma das dezenas de interpretações do Rei para essa música:

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