Categoria: Música

JOÃO BOSCO – “PAPEL MARCHÊ”

O poeta João Carlos Capinam foi fazer uma visita ao João Bosco, numa tarde de sábado, e ficou encantado com algumas esculturas em papier marché, feitas pela mulher do anfitrião, a artista plástica Ângela Bosco. Com aquelas esculturas na cabeça, ele foi prá casa e compôs os versos de “Papel Marchê” e depois deu para o João Bosco colocar a melodia. Assim surgiu um dos maiores sucessos do mineiro João Bosco. A canção alcançou maior popularidade ainda, quando foi incluída na trilha sonora da novela “Corpo a Corpo”, exibida em 1984/85. No vídeo abaixo, uma das interpretações de “Papel Marchê”:

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MARIA GADU – “FILOSOFIA”

E agora estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas. Antes, lembro que, nesta semana, tivemos o Prêmio da Música Brasileira, onde o grande homenageado foi o compositor Noel Rosa, pelo centenário de seu nascimento. Noel de Medeiros  Rosa viveu apenas 26 anos (11/12/1910 – 04/05/1937), o suficiente para deixar uma das obras mais admiráveis da música popular brasileira. No vídeo abaixo, a cantora Maria Gadu dá uma roupagem nova para “Filosofia”, um dos clássicos do Noel. Ah!, a maior vitoriosa do Prêmio da Música Brasileira deste ano foi a Roberta Sá, que faturou os prêmios de melhor cantora e de melhor disco. Vejamos a Gadu:

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SANDRA DE SÁ E FUNDO DE QUINTAL – “LEVA MEU SAMBA”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas, com o melhor da MPB. Deixo com vocês um vídeo onde a Sandra de Sá e o grupo Fundo de Quintal interpretam “Leva Meu Samba”. Esse magnífico samba do Ataulfo Alves tem 70 anos, já que foi composto em 1941, mas continua merecendo regravações das novas gerações de sambistas.

Além da interpretação da Sandra de Sá com o Fundo de Quintal, no YouTube podem ser encontradas outras versões de “Leva Meu Samba” com Nilze Carvalho e Marcos Sacramento, Roberta Sá e Arlindo Cruz, e outros. Vale a pena dar uma olhada:

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VÍDEO: THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY

A Ellis me mandou um vídeo com uma interpretação curiosa e bonita para música do Ennio Morricone, tema do filme “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do faroeste, que tinha Eli Wallach (the good), Clint Eastwood (the bad) e Lee Van Cleef (the ugly, evidentemente) como protagonistas. Vale a pena dar uma olhada:

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CHICO BUARQUE – “APESAR DE VOCÊ”

Conta a lenda que o samba “Apesar de Você” foi feito para o general Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil de outubro de 1969 a março de 1974, durante o regime militar. Dizem que foi um dos piores momentos da ditadura. Por conta de problemas com o regime, Chico Buarque – que está completando 67 anos hoje passou pouco mais de um ano na Europa e, influenciado pelo diretor de sua gravadora, André Midani, retornou ao Rio de Janeiro em março de 1970.

Midani tinha assegurado que “a situação no Brasil estava melhorando”, mas, ao chegar por aqui, Chico descobriu que, muito pelo contrário, as coisas haviam piorado. Ele externou seu desapontamento escrevendo “Apesar de Você” e a censura do regime militar, não percebendo o recado à ditadura, liberou a música, sem cortes.

Resultado: o samba estourou nas rádios e já se aproximava da cifra de cem mil discos vendidos, quando o governo entendeu a mensagem e, imediatamente, proibiu a música, recolheu e destruiu os discos, e, para completar, puniu o censor incompetente. Daí em diante, e até o final da ditadura, Chico Buarque seria implacavelmente marcado pelos censores, sofrendo suas letras os mais absurdos vetos e rejeições.

E agora, estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.  Abaixo, um vídeo com “Apesar de Você”, uma música que, apesar do fim da ditadura, continua atual. Afinal, como diria o blogueiro Murilo Pohl, sempre é possível encontrar-se um ditadorzinho entre os políticos que estão à solta por aí. Ah!, amanhã tem um especial com as canções do Chico Buarque, das 12:00 às 15:00 horas, na WebRádio Brasil & Cia, que você pode acessar, clicando na bandeira do Brasil, aí do lado direito.

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DOMINGO É DIA DE CHICO BUARQUE

Amanhã, 19 de junho, um domingo, Chico Buarque de Hollanda estará completando 67 anos. Um dos chicólatras da nossa cidade, o Poletto, escreveu um lindo artigo, chamado “Chico Eterno”, para a Tribuna de domingo. De minha parte, vou tentar fazer, no domingo, uma programação especial na Rádio Brasil & Cia, com o Chico e seus intérpretes cantando suas músicas. 

Fica difícil dizer qual das canções do Chico é a minha preferida. Acho que tenho umas 40 preferidas. Uma delas é “Todo Sentimento”, que ele fez em parceria com o maestro Cristóvão Bastos, e que está no vídeo abaixo. Mais abaixo ainda, está a notícia da Folha Ilustrada, sobre o novo disco do Chico e o lançamento de sua obra digitalizada.

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Instituto Tom Jobim lança acervo de Chico Buarque on-line

Chico criança, Chico cabeludo, Chico de bigode. Em Lisboa, em Buenos Aires, em Roma. Com Tom, com Caetano, com Milton, com Vinicius. Em família, entre amigos, em manuscritos e, como se espera, em canções, todas as que gravou.

Enquanto aguardam o novo disco de Chico Buarque –cuja pré-venda começa na segunda-feira–, seus fãs ganham amplo acesso ao passado do cantor e compositor com o lançamento de seu acervo digital no site do Instituto Antonio Carlos Jobim (www.jobim.org).

A obra digitalizada do artista será lançada oficialmente na rede nesta sexta-feira, e seus números dão uma dimensão do volume acessível: são 1.044 imagens, 7.916 letras e partituras e 26.152 textos, entre cadernos, documentos pessoais, reportagens de imprensa, roteiros para cinema e teatro, correspondências.

  Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem  
Chico Buarque
Chico Buarque terá obra completa disponibilizada no site do Instituto Antonio Carlos Jobim

O filé, no entanto, são as gravações de áudio e vídeo, que somam cerca de 600 arquivos e incluem toda a discografia de Chico, com cada uma de suas canções –algo que nem mesmo o site oficial do artista disponibiliza.

Paulo Jobim, presidente do instituto que leva o nome de seu pai, diz que o cantor foi consultado sobre a digitalização de seu acervo, que custou R$ 200 mil e foi bancada pela Vale com uso da Lei Rouanet.

O acervo de Chico é o terceiro que o instituto coloca na internet, depois dos de Tom Jobim e Dorival Caymmi. O mesmo projeto está em andamento com a obra de Gilberto Gil e começará em breve com a de Milton Nascimento.

Além do lançamento do acervo on-line, acontece amanhã a abertura de uma exposição com parte do material no Espaço Tom Jobim (r. Jardim Botânico, 1.008, Rio). A mostra, gratuita, fica em cartaz por três meses, de terça a domingo, das 10h às 18h.

CAETANO VELOSO – “EU E A BRISA”

Hoje, 12 de junho, é Dia dos Namorados. E, em uma pesquisa realizada por uma rádio, há alguns anos, chegou-se à conclusão que a canção mais romântica da MPB é “A Noite do Meu Bem“, da Dolores Duran. Mas a canção “Eu e a Brisa“, do Johnny Alf, tem uma história que talvez se encaixe mais com o espírito do Dia dos Namorados.

Essa balada romântica foi feita, sob encomenda, para o casamento de um amigo do Johnny Alf, mas, por algum motivo não muito bem explicado, o padre oficiante do casório vetou a execução da música. No entanto, o destino de “Eu e a Brisa” acabou sendo cumprido: depois do veto inicial, ela tornou-se uma das composições mais frequentemente executada em cerimônias de casamento.

E eu já estou aqui na Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas. Deixo com vocês, um vídeo onde Caetano Veloso interpreta “Eu e a Brisa“. Aliás, essa é uma das músicas preferidas da minha querida professora Lourdinha Figueira e do doutor Antonio Figueira Filho:

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ROBERTA SÁ – “CICATRIZES”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 hs. Vou deixar mais um vídeo com a Roberta Sá, uma das boas cantoras da nova geração da MPB. Neste vídeo, ela canta “Cicatrizes”, um samba do Paulo César Pinheiro e do Miltinho, que fez sucesso nos anos 70. O meu amigo Gersi Bertolo, por exemplo, tá sempre pedindo prá que a gente coloque essa música lá no Brasil & Cia, prá ele ouvir.

RÁDIO BRASIL & CIA ESTÁ NO AR, EM FASE DE FORMATAÇÃO

Os amigos que acompanham este blog devem ter percebido que, nos últimos dias, a produção do blogueiro caiu um pouco. Mas eu tenho uma razoável justificativa: é que, há uns dez dias, venho me dedicando – com a ajuda do amigo Renato César Pereira e do meu filho número quatro, o KeKo – à criação de uma Rádio Web, coisa que tem me tomado bastante tempo.

Ontem, terminei a escolha das 4.200 músicas que, inicialmente, servirão de base à programação da Rádio. Foi um processo um pouco demorado, mas prazeroso. A programação terá, basicamente, muita MPB e alguns flash backs internacionais, mais ou menos aquilo que fazemos no Brasil & Cia, da Regional FM. A idéia é rodar apenas músicas e vinhetas.

A Rádio Brasil & Cia, que também terá um portal de notícias, ainda está em fase de formatação, mas já pode ser ouvida. Me daria imenso prazer, se vocês entrassem no endereço http://radiobrasilecia.com/, ouvissem e fizessem suas sugestões.


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