Categoria: Música

MARIA RITA: MENTE AO MEU CORAÇÃO

O Célio Baião me mandou o vídeo em que a Maria Rita canta “Mente ao Meu Coração”, uma música do Francisco Malfitano, que já foi gravada também pelo Paulinho da Viola.

A Maria Rita carrega a grande responsabilidade de ser filha da Elis Regina, e, exatamente por isso, ela demorou um pouco prá começar a cantar, embora quisesse ser cantora desde criança. Se eu não estiver enganado, as primeiras gravações dela foram num disco do Milton Nascimento. O Milton sempre foi agradecido a Elis Regina, a primeira grande cantora a gravar uma música composta por ele, e, como retribuição, o Bituca convidou Maria Rita para cantar três músicas em seu CD “Pietá“.

Agora estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10:00 às 14:00, apresento o Brasil & Cia, com muita MPB. A Rose Mininel, da Escola Musical “Santa Cecília”, é ouvinte e sempre liga pedindo músicas da Maria Rita. Vamos, então, ao vídeo que o Célio mandou:

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TICO-TICO NO FUBÁ, COM O “DUO SIQUEIRA LIMA”

Falemos de coisas boas. O Poletto me mandou um vídeo e o texto abaixo, que eu, com alguns pequenos adendos, divido com vocês.

“Tico-Tico no Fubá” é uma canção de choro composta por Zequinha de Abreu, o bonitão da foto aí do lado. Com o tempo, tornou-se uma das canções brasileiras mais conhecidas de todos os tempos. Foi gravada por Carmem Miranda e Ray Conniff, entre outros.

Foi apresentada pela primeira vez em um baile da cidade de Santa Rita do Passa Quatro, em 1917 (o Célio Baião tava lá), sob o nome de Tico-Tico no Farelo. A canção recebeu o nome atual em 1931, uma vez que já existia outra de mesmo título, composta pelo violonista Canhoto. No mesmo ano, foi incluída, pela primeira vez, em disco, gravado pela Orquestra Colbaz.

Atingiu o ápice de sua popularidade nos anos 1940, quando foi incluída em cinco filmes americanos: Saludos Amigos, A Filha do Comandante, Escola de Sereias, Kansas City Kitty e Copacabana, em versão interpretada por Carmem Miranda. Em 2009, foi regravada por Daniela Mercury em seu décimo terceiro álbum de estúdio, Canibália.

Pitaco deste aprendiz de blogueiro: além da Daniela Mercury, outros grandes artistas da nossa MPB deram lindas interpretações ao “Tico-Tico no Fubá”. Recomendo ouvir as releituras do João Bosco, da Roberta Sá, do Ney Matogrosso e da deputada Leci Brandão. Todas muito bonitas. Vamos ao vídeo com o Duo Siqueira Lima. Vale a pena conferir:

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YOU’VE GOT A FRIEND

O Célio Baião me mandou o vídeo abaixo, com quatro divas da música cantando o sucesso do James Taylor (James Vernon Taylor – 12/03/48). As canadenses Celine Dion (Céline Marie Claudette Dion – 30/03/68) e Shania Twain (Eilleen Regina Edwards – 28/08/65), a americana Carole King (Carole Klein – 09/02/42) e a cubana Gloria Estefan (Gloria Maria Milagrosa Fajardo – 01/09/57), interpretam You’ve Got a Friend. Vale a pena ver.

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DE BRAÇOS ABERTOS

“De Braços Abertos” é o tema que celebra a nova assinatura da TAP (Linhas Aéreas de Portugal). A portuguesa Mariza, o angolano Paulo Flores e a brasileira Roberta Sá juntam-se para dar voz à música que se assume como um “hino” à união das culturas lusófonas. “De Braços Abertos” ilustra a proximidade e complementaridade entre esses três povos, que partilham entre si a língua, a cultura e a história. A esses artistas juntaram-se, em coro, alguns trabalhadores da TAP.

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ROBERTO CARLOS “OUTRA VEZ”

O professor José Antonio de Carvalho me mandou um email, hoje, com várias canções do Roberto Carlos, que comemorou 50 anos de carreira em 2009. E o Zé fez um breve comentário sobre a música “Outra Vez“,  um dos poucos clássicos do repertório do Roberto Carlos, que não foi composto por ele e pelo Erasmo. E o comentário do Zé me fez correr ao livro “A Canção no Tempo“, do Zuza Homem de Melo e do Jairo Severiano, para reler a história dessa canção, uma das mais românticas da MPB. É uma história interessante.

Em 1976, o Roberto incluiu duas músicas dos irmãos Isolda e Milton Carlos no seu disco daquele ano: “Pelo Avesso” e “Um Jeito Estúpido de Te Amar“. Infelizmente, na noite em que os irmãos comemoravam esse fato, aconteceu na Via Anhanguera o desastre de automóvel que matou Milton Carlos. Arrasada com o desaparecimento do irmão, Isolda sentiu-se comprometida, mesmo sem ele, a continuar enviando composições para Roberto.

Um dia, em 1977, estando com amigos num barzinho na avenida Europa, em São Paulo, surgiu de uma conversa sobre ex-namorados a idéia para a melodia e boa parte da letra de “Outra Vez“, que a compositora anotou num guardanapo: “Você foi o maior dos meus casos / de todos os abraços / o que eu nunca esqueci / você foi dos amores que eu tive / o mais complicado / e o mais simples prá mim…”.

Naquela noite, ao chegar em casa, Isolda completaria, ao violão, a romântica canção “Outra Vez“. Como não tinha refrão e a letra era muito extensa, ela julgou a música inadequada ao estilo de Roberto, ficando realmente surpreendida ao saber que o cantor a incluíra no disco de 1977. Precedida pelos sucessos de “Amigo” e “Falando Sério“, faixas do mesmo disco, “Outra Vez” só despontaria nas paradas a partir de abril de 1978. Abaixo, uma das dezenas de interpretações do Rei para essa música:

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VÍDEO: RAY CHARLES E BARBRA STREISAND INTERPRETANDO “CRYING TIME”

A qualidade do vídeo não é das melhores, mas vale a pena ver e ouvir. Ray Charles e Barbra Streisand são dois ícones da música americana e mundial. A história de Ray Charles, que nasceu em 1930, ficou cego aos 07 anos e morreu em 2004, já virou filme e não é necessário, portanto, ficar repetindo. Barbra Streisand é a cantora que mais vendeu discos e CDs nos Estados Unidos. O seu disco mais vendido foi Guilty, de 1980, produzido por Barry Gibb, um dos irmãos do conjunto Bee Gees. Cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica, Barbra é uma das pouquíssimas estrelas a conquistar prêmios em diversas áreas da arte – Oscar (cinema), Grammy (música), Tony (teatro) e Emmy (televisão). Para se ter uma idéia da idolatria dos americanos por Barbra, os ingressos para os shows dela se esgotam, normalmente, com dois anos de antecedência. Vamos ao vídeo feito em novembro de 1973, em que Ray Charles e Barbra Streisand cantam “Crying Time“:

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ATRÁS DA PORTA

E já que eu falei da minha amiga Ellis, certamente que a mãe dela, dona Maria Helena, deve ter se inspirado na Elis Regina, a nossa maior cantora, para escolher o nome da filha. Personalidade forte, Elis Regina ganhou do Vinícius de Moraes o apelido de Pimentinha. Decidida a ser cantora, veio de Porto Alegre prá São Paulo com pouco mais de 18 anos de idade e, um ano depois, já fazia sucesso. Foi a responsável pela “descoberta” de grandes compositores, como Milton Nascimento, João Bosco, Belchior, Renato Teixeira e outros, que ficaram conhecidos depois de gravados por Elis. No vídeo abaixo, uma interpretação emocionada de “Atrás da Porta“, uma obra-prima do Chico Buarque e do Francis Hime. E, prá você que gosta de boa música, eu linkei o Blog da Suéllen Karla na relação aí do lado direito. A Suéllen é uma jovem aqui de Jales, neta do Onofre Pedro Pinto e filha do Carlinhos Cabeleireiro, que posta coisas interessantes sobre música no seu blog. Veja agora a Elis:

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QUANDO O AMOR ACONTECE

João Bosco é um dos meus compositores e cantores favoritos. Aprendi a gostar de suas músicas num vinil de uma coleção de MPB, editada pela Abril Cultural, que eu comprava na Livraria Marisa, nos anos 70. Lembro-me de ter lido nessa coleção, que um dos primeiros parceiros do João Bosco foi o Vinícius de Moraes. Quando o poetinha esteve em Ponte Nova(MG), para um show, um garoto daquela cidade pegou o violão e mostrou uma música que o Vinícius gostou de cara e, no boteco mesmo onde estavam, já fez uma letra prá ela. Nascia ali o “Samba do Pouso“, uma parceria de João Bosco e Vinícius de Moraes, de 1967. Em 1970, o João conheceu Aldir Blanc, que, naquela época, fazia medicina na mesma Universidade em que estudava o doutor José Favaron, oftalmologista aqui em Jales. O sucesso, para o João, só chegou de verdade depois que a Elis Regina gravou uma parceria dele com o Aldir, “Dois Prá Lá, Dois Prá Cá”. No vídeo abaixo, João Bosco interpreta “Quando o Amor Acontece”, dele e do Abel Silva, outro grande letrista.

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DANÇA DA SOLIDÃO

Marisa de Azevedo Monte, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 01/07/67. Cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, já vendeu mais de 10 milhões de discos. Ela é considerada pela revista Rolling Stone como a maior cantora do Brasil. Marisa Monte tem dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos cem maiores discos da música popular brasileira. Avessa a badalações, ela não aparece muito na TV, não se envolve em escândalos midiáticos, mas é o terceiro maior cachê do Brasil, perdendo apenas para Roberto Carlos e Ivete Sangalo. Portelense, Marisa produziu, em 2009, um filme sobre a Velha Guarda da Portela. Deve estar triste com o incêndio dessa semana, que destruiu 2.800 fantasias da Portela. No vídeo, ela canta “Dança da Solidão”, com Paulinho da Viola, outro portelense convicto.

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