Categoria: Música

PROJETO “ANTIBAIXARIA” EM MÚSICAS GANHA APOIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA

A notícia está no UOL e pode ser lida, por completo, aqui

O MP-BA (Ministério Público da Bahia) manifestou apoio a um projeto de lei que pretende proibir a contratação, pelo poder público, de artistas que cantem músicas “com ofensas às mulheres”. A lei “antibaixaria”, como ficou conhecida, tramita na Assembleia Legislativa desde março e deveria ir a votação na próxima quarta-feira (26). Porém, por falta de uma discussão na Comissão de Constituição e Justiça, a sessão para aprovação da lei deve ser remarcada.

O projeto de lei que tramita na Assembleia baiana prevê uma proibição polêmica: artistas que cantem músicas ofensivas às mulheres não poderiam mais ser contratados por governos. A ideia ganhou uma série de apoios desde que foi lançada, entre eles o do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), de prefeitos e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 

Abaixo, alguns exemplos de letras de músicas com grande apelo cultural: 

“Bomba no Cabaré”
(Mastruz com Leite)

“Jogaram uma bomba no cabaré/ Voou pra todo canto pedaço de mulher/ Foi tanto caco de puta voando pra todo lado/ Dava pra apanhar de pá, de enxada e de colher/ Aí juntei tudo e colei bem direitinho/ Fiz uma rapariga mista/ Agora todo homem quer!”

 “Locadora de Mulher”
(Aviões do Forró)

“Eu descobri uma locadora de mulher/ Lá tem mulher do tipo que o homem quiser/ Lá tem mulher do tipo que o homem quiser/ E tem mulher de cara linda/ Tem mulher de cara feia/ Mulher tipo violão, mulher do tipo baleia/ Lá tem mulher carinhosa/ Mulher cheia de frescura/ Mulher rabo de peixe/ da bunda de tanajura.”

 “Rala a Tcheca no Chão”
(Black Style)

“Se vê um trio elétrico/ Elas seguem logo atrás/ E na bobeira samba batendo caminhão de gás/ Não tá na Internet, nem na televisão/ Deve tá no pagode ralando a tcheca no chão”

ATRIZ DA GLOBO ACUSA PMs DE ABUSO DE AUTORIDADE

A notícia é do portal carioca O Repórter:

No fim da tarde dessa sexta-feira(14) a atriz Thalma de Freitas voltava da casa do namorado, que fica em um condomínio perto da comunidade do Morro do Vidigal, no Leblon, Zona Sul do Rio, quando foi abordada pelos policiais.

Os PMs que a revistaram não encontraram nada de ilegal e levaram a atriz para a delegacia, onde passaria por uma revista íntima feita por policiais femininas. Na revista íntima, realizada na 14ª DP (Leblon) mais uma vez, nada foi encontrado. Após o constrangimento, Thalma de Freitas decidiu então registrar a queixa contra os PMs, que vão responder por abuso de autoridade.

A atriz Thalma de Freitas também é cantora e já fez participações no programa “Som Brasil” da TV Globo. Ela iniciou a carreira profissional de cantora fazendo musicais na cidade de São Paulo em 1992 com o espetáculo “Noturno” da Cia dos Menestréis, dirigida por Oswaldo Montenegro. Thalma de Freitas também atua como crooner da big band Orquestra Imperial.

Abaixo, a participação de Thalma no “Som Brasil” realizado em homenagem ao compositor Noel Rosa:

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PAULA FERNANDES SE SURPREENDE COM VAIAS DURANTE PREMIAÇÃO

E agora, uma notícia que vai deixar o Poletto chateado e, ao mesmo tempo, alegre. Segundo eu fiquei sabendo, ele tem todos os CDs da Paula Fernandes, e, certamente, não vai gostar de saber que sua musa foi vaiada.  Mas, de outro lado, ele vai gostar de ficar sabendo que a moçoila continua sem namorado. Vamos ao registro da revista Contigo:

Além de Restart e NX Zero, Paula Fernandes também faturou duas estatuetas no 18º Prêmio Multishow, que aconteceu, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Ao subir no palco para receber o prêmio na categoria Sertanejo a cantora foi vaiada e disse que se sentiu surpresa com a reação do público.

 “Fiquei surpresa com as vaias e não entendo, pois estou aqui para curtir a festa e estar com o pessoal da música e não para competir”, disse a cantora.

Solteira, Paula desmentiu mais uma vez o romance com Roberto Carlos.

“Estou há 2 anos sozinha. Nesse tempo até rolou um namorico, mas não foi com o Roberto”, esclareceu.

DJAVAN – “FALTANDO UM PEDAÇO”

O alagoano Djavan Caetano Viana, nasceu numa família pobre e, aos 16 anos, começou a tocar violão, que aprendeu de ouvido. Ainda em Maceió, ele formou o grupo LSD (Luz, Som, Dimensão), que tocava o repertório dos Beatles. Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro, quando foi contratado como crooner de uma boate. Em 1976, Djavan gravou o seu primeiro LP, que incluía a canção “Flor-de-Lis”, um de seus maiores sucessos. A canção “Faltando Um Pedaço”, que ele canta no vídeo abaixo, faz parte do disco Seduzir, gravado em 1982.

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BENITO DI PAULA – “RETALHOS DE CETIM”

O Poletto e o professor José Antonio Carvalho não vão gostar disso, mas acho que devo essa pro Ziquinho. O Ziquinho, também conhecido por Paulo César Turazza, é um dos maiores fãs do Benito Di Paula e, durante a semana, me presenteou com uma cópia do primeiro disco do Benito, gravado em 1971. Por conta desse disco, o Benito teve problemas com o regime militar, que censurou e retirou a bolacha das lojas, porque, entre as músicas gravadas, estava “Apesar de Você”, do Chico Buarque.

Depois dessa primeira experiência, o Benito, que nasceu com o nome de Uday Veloso e cantava na noite prá garantir o leite das crianças, gravou um segundo disco, que não foi censurado, mas também não fez nenhum sucesso. Mas no terceiro, gravado em 1973, ele acertou a mão. A bolacha chamava-se “Um Novo Samba” e trazia a música “Retalhos de Cetim”, que estourou nas paradas. Às vesperas de completar 70 anos (28/11/1941), Benito já tem 35 discos gravados. Abaixo, um vídeo recente, onde ele e a platéia cantam “Retalhos de Cetim”:

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RENATO TEIXEIRA E CHICO TEIXEIRA – “PAI E FILHO”

Renato Teixeira de Oliveira nasceu em Santos, passou parte da infância em Ubatuba e, aos 14 anos, mudou-se para Taubaté, onde começou a compor. Em 1967, transferiu-se para São Paulo atrás do sonho de ser artista. Participou de festivais, gravou discos, mas a fama só veio depois que ele teve a canção “Romaria” gravada por Elis Regina. No vídeo abaixo, que me foi enviado pelo amigo Zé Luiz Nunes, Renato Teixeira canta com seu filho, Chico Teixeira, a canção “Pai e Filho”, uma versão de “Father and Son”, do lendário Cat Stevens. E agora, eu estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.

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ZÉ RAMALHO – “O QUE É, O QUE É?”

Conta a lenda que a inspiração para que o Gonzaguinha escrevesse os versos de “O Que é, O que é?” veio num reveillon. A família toda reunida para comemorar a virada do ano (acho que 1980/81) e Gonzaguinha resolveu sair perguntando prá criançada – filhos, sobrinhos, etc – o que eles achavam da vida. Por isso mesmo, na versão original, ele começa cantando: “eu fico com a pureza da resposta das crianças/e a vida é bonita, é bonita e é bonita”. Essa canção já foi regravada por vários cantores/as, como a Ângela Maria, a Beth Carvalho, o Daniel Gonzaga (filho), o Emílio Santiago, a Maria Bethânia, o MPB4, a Selma Reis e a Zizi Possi (na minha opinião, a melhor releitura). No vídeo abaixo, a versão do Zé Ramalho para “O Que é, O Que é?”.  E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.

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TOQUINHO E VINÍCIUS – “TARDE EM ITAPOAN”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia. Deixo com vocês um vídeo com o Toquinho e o Vinícius cantando “Tarde em Itapoan”, uma das primeiras parcerias dos dois compositores. A parceria Toquinho/Vinícius iniciou-se com a canção “Como Dizia o Poeta”, composta em 1970. Depois de fazer mais duas composições, Toquinho convenceu Vinícius a entregar-lhe uma letra que o poeta tinha feito para Dorival Caymmi musicar. Depois de dois meses, Toquinho mostrou a canção ao parceiro, que se apaixonou por ela. “Foi aí que ganhei o Vinícius”, revelou o violonista em um livro. A parceria durou até 1980, quando o poeta morreu. Vejam o vídeo:

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JOÃO BOSCO – “PAPEL MARCHÊ”

O poeta João Carlos Capinam foi fazer uma visita ao João Bosco, numa tarde de sábado, e ficou encantado com algumas esculturas em papier marché, feitas pela mulher do anfitrião, a artista plástica Ângela Bosco. Com aquelas esculturas na cabeça, ele foi prá casa e compôs os versos de “Papel Marchê” e depois deu para o João Bosco colocar a melodia. Assim surgiu um dos maiores sucessos do mineiro João Bosco. A canção alcançou maior popularidade ainda, quando foi incluída na trilha sonora da novela “Corpo a Corpo”, exibida em 1984/85. No vídeo abaixo, uma das interpretações de “Papel Marchê”:

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MARIA GADU – “FILOSOFIA”

E agora estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas. Antes, lembro que, nesta semana, tivemos o Prêmio da Música Brasileira, onde o grande homenageado foi o compositor Noel Rosa, pelo centenário de seu nascimento. Noel de Medeiros  Rosa viveu apenas 26 anos (11/12/1910 – 04/05/1937), o suficiente para deixar uma das obras mais admiráveis da música popular brasileira. No vídeo abaixo, a cantora Maria Gadu dá uma roupagem nova para “Filosofia”, um dos clássicos do Noel. Ah!, a maior vitoriosa do Prêmio da Música Brasileira deste ano foi a Roberta Sá, que faturou os prêmios de melhor cantora e de melhor disco. Vejamos a Gadu:

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