Categoria: Música

SIMONE E DANIEL GONZAGA – “COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ”

Agora já estou aqui na Regional FM, onde, até às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia, com o melhor da MPB. E, por falar em MPB, um dos compositores que mais gosto é o Gonzaguinha. Aluno da Faculdade de Ciências Políticas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, onde se formou em Economia, Luiz Gonzaga Júnior foi um participante do grupo que dominou os primeiros festivais universitários, no final dos anos sessenta. Aliás, ele estaria, ao lado de Chico Buarque e Taiguara, entre os compositores mais perseguidos pela censura da ditadura.

Fruto de uma aventura amorosa de Gonzagão com uma bailarina, Gonzaguinha foi criado por um violonista (Baiano) do Morro de São Carlos, no Rio.  O bolero “Começaria Tudo Outra Vez”, lançado por Maria Bethânia, foi o primeiro grande sucesso de Gonzaga Júnior, como compositor. No vídeo abaixo, a música é interpretada pela Simone e pelo Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha. Notem a emoção da Simone. A emoção é explicável: a voz do Daniel é igualzinha à do pai, um dos amigos/compositores prediletos da Simone.

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MPB4 & CHICO BUARQUE – “RODA VIVA”

Agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10:00 às 14:00, apresento o Brasil & Cia, com o melhor da nossa MPB. Deixo com vocês, um vídeo com o MPB4 e o Chico Buarque cantando “Roda Viva”. Essa canção ficou em terceiro lugar no III Festival da TV Record, em 1967, mas não foi como música e sim como tema de uma peça homônima que “Roda Viva” entraria para a história. Escrita por Chico em 25 dias e montada por José Celso Martinez Correa, a peça estreou no Teatro Princesa Isabel, no Rio, em 15/01/1968.

Acontece que, apresentada no agitado ano de 1968, quando a radicalização da ditadura caminhava para a edição do AI-5, “Roda Viva” gerou intensa reação de grupos de direita ligados ao regime militar, que culminou com a agressão aos atores e a destruição dos cenários no Teatro Galpão, em Porto Alegre, em 17/07/1968. Isso determinou o final das encenações, sendo os atores da peça – Marília Pêra, entre eles – enfiados em um ônibus e despachados para São Paulo, com a recomendação de não retornarem.

Mas, voltando à canção, “Roda Viva” é uma longa e muito bem elaborada composição, com uma melodia soturna que realça e complementa o pessimismo fatalista do poema. A canção foi defendida no festival e gravada pelo próprio Chico Buarque, com o apoio do MPB4, numa versão que pode ser considerada definitiva. A versão que está no vídeo abaixo é bem mais recente, mas tão bonita quanto a original. Vale a pena dar uma olhada:

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PAULA TOLLER – “À NOITE SONHEI CONTIGO”

Paula Toller Amora foi criada pelos avós paternos Paulo e Renée, ele cirurgião aposentado, ex-assessor da presidência da República e do governo do Estado da Guanabara, historiador e autor de vários livros; ela dona de casa e gerente de uma pensão de senhoras idosas. O pai de Paula também morava com eles, já a mãe abandonou-a quando ainda era criança. Ela tinha tudo para ser uma professora de inglês, até que um dia…

Ela mesma é quem conta: “Eu estava em meu quarto. Na sala de visitas, meu namorado e meus avós assistiam TV. Ouvi um som legal e corri para ver o que era. Era a Gang 90 e as Absurdettes cantando ‘Perdidos na Selva’, num festival da Rede Globo. Ninguém percebeu, mas, naquele momento, minha vida mudara completamente e tive certeza de que cantaria aquele tipo de música“. Para nossa sorte, é ou não é?

E agora, estou indo lá prá Regional FM, onde apresento, das 10:00 às 14:00, o Brasil & Cia, com o melhor da MPB. No vídeo abaixo, a Paulinha canta “À Noite Sonhei Contigo”:

ZÉLIA DUNCAN – “NAQUELA MESA”

“Naquela Mesa” é um samba canção feito pelo jornalista e compositor Sérgio Bittencourt, numa homenagem póstuma ao seu pai, o grande Jacob do Bandolim. Originalmente, a música foi gravada pela Elizeth Cardoso, com participação especial do próprio Sérgio. Recentemente, como parte do projeto “Samba Social Clube”, juntaram-se dois dos maiores instrumentistas da atualidade para acompanhar a Zélia Duncan, numa nova e bonita releitura de “Naquela Mesa”. Abaixo, o vídeo, com Zélia cantando, acompanhada pelo cavaquinho de Nilze Carvalho e pelo bandolim do Hamilton de Hollanda. Vale a pena ver e ouvir:  

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MARIA BETHÂNIA – “VOCÊ”

Em 1994, a Maria Bethânia gravou o CD “As Canções Que Você Fez Prá Mim”, somente com músicas da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Com certeza, o CD mais romântico e um dos mais bonitos da grande cantora baiana. Pessoalmente, gostei da interpretação da Bethânia para algumas músicas menos conhecidas da dupla, com é o caso de “Você Não Sabe”, gravada em 1983 pelo Roberto, ou de “Palavras”, uma canção linda, que parece ter sido feita prá ela cantar. Mas a música mais tocada do CD da Bethânia, foi, sem dúvida alguma, “Você”, que pode ser ouvida no vídeo abaixo:

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ROBERTO CARLOS – “EMOÇÕES”

Hoje, 19 de abril, Dia do Índio, é o dia do aniversário da minha amiga Nadir Mazette dos Santos, gerente do Banco do Brasil. Mas quem também está fazendo aniversário hoje, é o rei Roberto Carlos. Quem está trabalhando, provavelmente, não está vendo, mas, durante todo o dia, vários programas de TV prestaram suas homenagens ao Roberto Carlos, inclusive o Globo Esporte, onde cada reportagem tinha como fundo musical uma canção do rei. No vídeo abaixo, a abertura do Especial 2007, da Rede Globo, onde Roberto Carlos canta “Emoções”, um dos seus clássicos.

Obs.: o Dia do Índio foi instituído em 1943, através de decreto-lei assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

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OLHA SÓ QUEM ESTÁ COMPLETANDO 70 ANOS TAMBÉM

Nascido em 1941, na pequena Cachoeiro do Itapemirim(ES), o “rei” Roberto Carlos comemora sete décadas de vida no próximo dia 19 de abril (terça-feira). Uma trajetória que pode ser descrita nas canções de seu próprio repertório, eternizado na vida de cada brasileiro.

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BETH CARVALHO: ‘O MUNDO É UM MOINHO’

Mais uma música fantástica do Cartola, “O Mundo é Um Moinho” já foi regravada por vários dos nossos cantores, de Nelson Gonçalves a Cazuza, passando por Fagner, Joanna e Leny Andrade. Pessoalmente, gosto muito da interpretação de Ney Matogrosso, mas a reprodução dos dois vídeos disponíveis no YouTube está muito lenta. Então, vamos de Beth Carvalho, que também interpreta lindamente a música do Cartola:

PS.: a leitora Ana mandou um comentário dizendo que eu me esqueci de citar o grande Emílio Santiago, que também interpreta “O Mundo é Um Moinho”. E a Ana tem razão! A interpretação do Emílio é muito bonita e, além disso, ele juntou a música do Cartola a outro clássico da MPB – “A Flor e o Espinho” – do Nelson Cavaquinho e do Guilherme de Brito. Quem tiver o Windows Media Player e quiser ouvir o Emílio, é só clicar em  05-O Mundo E Um Moinho-A Flor E O Espinho.  

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LUIZA POSSI – FOLHETIM

Ela é uma fofura. E cantando Chico, então, fica divina. Luiza Possi nasceu em 26 de junho de 1984, no Rio de Janeiro e é filha da também cantora Zizi Possi e do produtor musical e diretor artístico Líber Gadelha. Em 1999, Luiza foi convidada para subir ao palco e cantar uma música com a banda que estava abrindo o show do Skank no Credicard Hall, em São Paulo. O público consistia de 12 mil pessoas, e a cantora interpretou a música “O Vento”, do Jota Quest, apenas ao som do piano e de sua voz.

Ela seguiu cantando com algumas bandas, tocando de maneira informal, até que, em 2001, participou do Programa do Jô, exibido na Rede Globo, ao lado de sua mãe, Zizi Possi, e interpretou a música “Angel”, tema do filme Cidade dos Anjos. No dia seguinte recebeu convites para gravar e assinar contratos.

Luiza foi casada duas vezes, a primeira com Nelson Rubens Junior, filho do Nelson Rubens, por seis anos, e posteriormente com o ator Pedro Neschling, filho do maestro John Neschling e da atriz Lucélia Santos, com quem ficou casada por três anos. Recentemente namorou também o humorista Marco Luque, do CQC.

No vídeo abaixo, Luiza Possi canta “Folhetim”, de Chico Buarque. Agora eu estou indo prá Regional FM, onde apresento – das 10:00 às 14:00 horas – o Brasil & Cia, com muita MPB. Mais tarde posto outras novidades.

NORAH JONES E WILLIE NELSON, OU A BELA E A FERA

Norah Jones nasceu na cidade de Nova Iorque, filha do tocador de sitar indiano Ravi Shankar, tendo vivido sua infância com sua mãe, Sue Jones, que se mudou para Dallas, Texas, quando Norah tinha quatro anos. Em novembro de 2010, Norah realizou quatro shows no Brasil, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Sua apresentação em São Paulo rendeu um público de 40 mil pessoas, sendo que 18 mil ficaram nas ruas e calçadas ao redor do parque porque chegaram tarde demais. A artista cantou quase todas as faixas do álbum de The Fall, sem se esquecer das músicas mais antigas. A apresentação durou 1h30 e em algumas falas com o público, Norah deixou sua conhecida timidez de lado. Ela mostrou um ótimo sotaque português ao dizer: “Obrigada por virem, acho que esse é o maior público para quem já cantei”. 

No vídeo abaixo, que eu vi no blog do Renato César Pereira e resolvi postar aqui também, Norah Jones canta com Willie Nelson. Essa canção, “Wurlitzer Prize”, rendeu a ela uma indicação para o Grammy.

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