Categoria: Música

DJAVAN – “FALTANDO UM PEDAÇO”

O alagoano Djavan Caetano Viana, nasceu numa família pobre e, aos 16 anos, começou a tocar violão, que aprendeu de ouvido. Ainda em Maceió, ele formou o grupo LSD (Luz, Som, Dimensão), que tocava o repertório dos Beatles. Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro, quando foi contratado como crooner de uma boate. Em 1976, Djavan gravou o seu primeiro LP, que incluía a canção “Flor-de-Lis”, um de seus maiores sucessos. A canção “Faltando Um Pedaço”, que ele canta no vídeo abaixo, faz parte do disco Seduzir, gravado em 1982.

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BENITO DI PAULA – “RETALHOS DE CETIM”

O Poletto e o professor José Antonio Carvalho não vão gostar disso, mas acho que devo essa pro Ziquinho. O Ziquinho, também conhecido por Paulo César Turazza, é um dos maiores fãs do Benito Di Paula e, durante a semana, me presenteou com uma cópia do primeiro disco do Benito, gravado em 1971. Por conta desse disco, o Benito teve problemas com o regime militar, que censurou e retirou a bolacha das lojas, porque, entre as músicas gravadas, estava “Apesar de Você”, do Chico Buarque.

Depois dessa primeira experiência, o Benito, que nasceu com o nome de Uday Veloso e cantava na noite prá garantir o leite das crianças, gravou um segundo disco, que não foi censurado, mas também não fez nenhum sucesso. Mas no terceiro, gravado em 1973, ele acertou a mão. A bolacha chamava-se “Um Novo Samba” e trazia a música “Retalhos de Cetim”, que estourou nas paradas. Às vesperas de completar 70 anos (28/11/1941), Benito já tem 35 discos gravados. Abaixo, um vídeo recente, onde ele e a platéia cantam “Retalhos de Cetim”:

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RENATO TEIXEIRA E CHICO TEIXEIRA – “PAI E FILHO”

Renato Teixeira de Oliveira nasceu em Santos, passou parte da infância em Ubatuba e, aos 14 anos, mudou-se para Taubaté, onde começou a compor. Em 1967, transferiu-se para São Paulo atrás do sonho de ser artista. Participou de festivais, gravou discos, mas a fama só veio depois que ele teve a canção “Romaria” gravada por Elis Regina. No vídeo abaixo, que me foi enviado pelo amigo Zé Luiz Nunes, Renato Teixeira canta com seu filho, Chico Teixeira, a canção “Pai e Filho”, uma versão de “Father and Son”, do lendário Cat Stevens. E agora, eu estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.

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ZÉ RAMALHO – “O QUE É, O QUE É?”

Conta a lenda que a inspiração para que o Gonzaguinha escrevesse os versos de “O Que é, O que é?” veio num reveillon. A família toda reunida para comemorar a virada do ano (acho que 1980/81) e Gonzaguinha resolveu sair perguntando prá criançada – filhos, sobrinhos, etc – o que eles achavam da vida. Por isso mesmo, na versão original, ele começa cantando: “eu fico com a pureza da resposta das crianças/e a vida é bonita, é bonita e é bonita”. Essa canção já foi regravada por vários cantores/as, como a Ângela Maria, a Beth Carvalho, o Daniel Gonzaga (filho), o Emílio Santiago, a Maria Bethânia, o MPB4, a Selma Reis e a Zizi Possi (na minha opinião, a melhor releitura). No vídeo abaixo, a versão do Zé Ramalho para “O Que é, O Que é?”.  E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.

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TOQUINHO E VINÍCIUS – “TARDE EM ITAPOAN”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia. Deixo com vocês um vídeo com o Toquinho e o Vinícius cantando “Tarde em Itapoan”, uma das primeiras parcerias dos dois compositores. A parceria Toquinho/Vinícius iniciou-se com a canção “Como Dizia o Poeta”, composta em 1970. Depois de fazer mais duas composições, Toquinho convenceu Vinícius a entregar-lhe uma letra que o poeta tinha feito para Dorival Caymmi musicar. Depois de dois meses, Toquinho mostrou a canção ao parceiro, que se apaixonou por ela. “Foi aí que ganhei o Vinícius”, revelou o violonista em um livro. A parceria durou até 1980, quando o poeta morreu. Vejam o vídeo:

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JOÃO BOSCO – “PAPEL MARCHÊ”

O poeta João Carlos Capinam foi fazer uma visita ao João Bosco, numa tarde de sábado, e ficou encantado com algumas esculturas em papier marché, feitas pela mulher do anfitrião, a artista plástica Ângela Bosco. Com aquelas esculturas na cabeça, ele foi prá casa e compôs os versos de “Papel Marchê” e depois deu para o João Bosco colocar a melodia. Assim surgiu um dos maiores sucessos do mineiro João Bosco. A canção alcançou maior popularidade ainda, quando foi incluída na trilha sonora da novela “Corpo a Corpo”, exibida em 1984/85. No vídeo abaixo, uma das interpretações de “Papel Marchê”:

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MARIA GADU – “FILOSOFIA”

E agora estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas. Antes, lembro que, nesta semana, tivemos o Prêmio da Música Brasileira, onde o grande homenageado foi o compositor Noel Rosa, pelo centenário de seu nascimento. Noel de Medeiros  Rosa viveu apenas 26 anos (11/12/1910 – 04/05/1937), o suficiente para deixar uma das obras mais admiráveis da música popular brasileira. No vídeo abaixo, a cantora Maria Gadu dá uma roupagem nova para “Filosofia”, um dos clássicos do Noel. Ah!, a maior vitoriosa do Prêmio da Música Brasileira deste ano foi a Roberta Sá, que faturou os prêmios de melhor cantora e de melhor disco. Vejamos a Gadu:

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SANDRA DE SÁ E FUNDO DE QUINTAL – “LEVA MEU SAMBA”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, apresento o Brasil & Cia, das 10:00 às 14:00 horas, com o melhor da MPB. Deixo com vocês um vídeo onde a Sandra de Sá e o grupo Fundo de Quintal interpretam “Leva Meu Samba”. Esse magnífico samba do Ataulfo Alves tem 70 anos, já que foi composto em 1941, mas continua merecendo regravações das novas gerações de sambistas.

Além da interpretação da Sandra de Sá com o Fundo de Quintal, no YouTube podem ser encontradas outras versões de “Leva Meu Samba” com Nilze Carvalho e Marcos Sacramento, Roberta Sá e Arlindo Cruz, e outros. Vale a pena dar uma olhada:

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VÍDEO: THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY

A Ellis me mandou um vídeo com uma interpretação curiosa e bonita para música do Ennio Morricone, tema do filme “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do faroeste, que tinha Eli Wallach (the good), Clint Eastwood (the bad) e Lee Van Cleef (the ugly, evidentemente) como protagonistas. Vale a pena dar uma olhada:

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CHICO BUARQUE – “APESAR DE VOCÊ”

Conta a lenda que o samba “Apesar de Você” foi feito para o general Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil de outubro de 1969 a março de 1974, durante o regime militar. Dizem que foi um dos piores momentos da ditadura. Por conta de problemas com o regime, Chico Buarque – que está completando 67 anos hoje passou pouco mais de um ano na Europa e, influenciado pelo diretor de sua gravadora, André Midani, retornou ao Rio de Janeiro em março de 1970.

Midani tinha assegurado que “a situação no Brasil estava melhorando”, mas, ao chegar por aqui, Chico descobriu que, muito pelo contrário, as coisas haviam piorado. Ele externou seu desapontamento escrevendo “Apesar de Você” e a censura do regime militar, não percebendo o recado à ditadura, liberou a música, sem cortes.

Resultado: o samba estourou nas rádios e já se aproximava da cifra de cem mil discos vendidos, quando o governo entendeu a mensagem e, imediatamente, proibiu a música, recolheu e destruiu os discos, e, para completar, puniu o censor incompetente. Daí em diante, e até o final da ditadura, Chico Buarque seria implacavelmente marcado pelos censores, sofrendo suas letras os mais absurdos vetos e rejeições.

E agora, estou indo lá prá Regional FM, onde, todos os domingos, das 10:00 às 14:00 horas, apresento o Brasil & Cia.  Abaixo, um vídeo com “Apesar de Você”, uma música que, apesar do fim da ditadura, continua atual. Afinal, como diria o blogueiro Murilo Pohl, sempre é possível encontrar-se um ditadorzinho entre os políticos que estão à solta por aí. Ah!, amanhã tem um especial com as canções do Chico Buarque, das 12:00 às 15:00 horas, na WebRádio Brasil & Cia, que você pode acessar, clicando na bandeira do Brasil, aí do lado direito.

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