Categoria: Política

JORNALISTAS DENUNCIAM RECORD POR PRESSIONÁ-LOS A FAVORECER BOLSONARO

Do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) recebeu denúncias de vários jornalistas da Rede Record – televisão, rádio e portal de notícias R7 – de que estão sofrendo pressão permanente da direção da emissora para que o noticiário beneficie o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e prejudique o candidato Fernando Haddad (PT). A entidade torna público, como exige seu dever de representação da categoria, o inconformismo desses profissionais com as pressões inaceitáveis e descabidas em uma empresa de comunicação.

A pressão interna para favorecimento do candidato do PSL tem origem no anúncio feito em 29 de setembro passado, pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, proprietário da emissora, de que passava a apoiar Bolsonaro à Presidência. A partir daí, o noticiário começou a dar uma guinada, ainda antes do primeiro turno eleitoral. Um momento importante foi a entrevista com Jair Bolsonaro levada ao ar em 4 de outubro, no mesmo momento em que sete outros candidatos à Presidência realizavam um debate na TV Globo, com a ausência do líder nas pesquisas.

Outras expressões dessa virada são decisões de não colocar em rede reportagens relevantes – exibidas em afiliadas – barradas na grade de noticiário nacional da emissora, por avaliações de que poderiam prejudicar Bolsonaro ou ajudar Haddad. O portal R7 também passou a ser dirigido a favor do candidato do PSL de forma explícita: por vários dias seguidos, os destaques da rubrica “Eleições 2018” na home se dividiam entre reportagens favoráveis a Bolsonaro e reportagens negativas a Haddad.

As pressões internas pela distorção do noticiário tomaram a forma de assédio a diversos jornalistas. A tensão na redação tornou-se insuportável para alguns profissionais. O fato já foi divulgado por sites jornalísticos.

Em defesa do direito à informação correta e equilibrada na cobertura das eleições, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo repudia as pressões feitas pela direção da Record e exige o respeito à autonomia de apuração e edição dos jornalistas da empresa. Em função da situação, adota ainda as seguintes providências:

a) respeitando a autonomia da Comissão de Ética do SJSP, reforça o pedido para que a direção da Record endosse o “Protocolo Ético para o Segundo Turno das Eleições 2018”, enviado pela Comissão de Ética para a chefia do jornalismo de todas as empresas de comunicação do Estado;

b) solicita uma reunião imediata com a empresa para expressar diretamente sua posição e reivindicar garantias de que as pressões sobre os jornalistas serão interrompidas o quanto antes;

c) insiste desde já com as empresas de rádio e televisão do Estado para que, nas negociações da campanha salarial deste ano (data-base em 1º de dezembro), seja incluída a cláusula de consciência, integrante da pauta de reivindicações;

d) decide inserir as denúncias relativas à Rede Record no dossiê que prepara para entregar ao Ministério Público dos Direitos Humanos sobre a violação de garantias profissionais dos jornalistas no atual período eleitoral; e

e) coloca-se à disposição de todos os jornalistas da emissora para fazer debates, reuniões e adotar todas as medidas necessárias para garantir o respeito à autonomia profissional a que todos os jornalistas, e cada um, têm direito.

PROGRAMA DE HADDAD APRESENTA O CORONEL USTRA, O TORTURADOR HOMENAGEADO POR BOLSONARO

A campanha de Fernando Haddad (PT) produziu a sua mais forte peça televisiva  até aqui, com denúncias graves sobre o adversário Jair Bolsonaro (PSL) – que ainda não são de total conhecimento da população brasileira. Pergunta-se ao espectador: “você sabe mesmo quem é Bolsonaro?”.  

A peça traz, então, a figura do coronel Ustra, agente torturador que espalhou o terror pelo país com as mais violentas e desumanas técnicas de tortura já feitas pelo regime militar. O depoimento de Amelinha Teles, ativista torturada pelo coronel – que é ídolo de Bolsonaro – complementa o grave tom de denúncia e esclarecimento oferecido pelo programa.

  

LÍDER DA KU KLUX KLAN DECLARA APOIO A BOLSONARO: “ELE SOA COMO NÓS”

Matéria atrai matéria. A notícia é do Brasil 247:

O historiador norte-americano David Duke, ex-líder e tido como o “rosto” da Ku Klux Klan (KKK), mais conhecido grupo racista dos Estados Unidos, declarou sua simpatia pela candidatura de Jair Bolsonaro. “Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse Duke em seu programa de rádio. “Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, disse o líder racista da KKK.

Diante da repercussão negativa, Bolsonaro postou no Twitter: “Recuso qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas. Sugiro que, por coerência, apoiem o candidato da esquerda, que adora segregar a sociedade. Explorar isso para influenciar uma eleição no Brasil é uma grande burrice! É desconhecer o povo brasileiro, que é miscigenado”, postou. O candidato da frente democrática, Fernando Haddad (PT), comentou em entrevista ao Pânico, da Jovem Pan. “Meu adversário também está compondo com aliados e somando forças. Hoje ele recebeu o apoio da Ku Klux Klan…”.

A KKK surgiu nos Estados Unidos em 1865. Utilizando capuzes brancos, eles torturavam e enforcavam negros em árvores e tinham como um dos símbolos de suas atrocidades uma cruz em chamas. Segundo reportagem da BBC Brasil, atualmente, Duke costuma qualificar o líder negro sul-africano e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela como “terrorista”, além de negar a ocorrência do Holocausto praticado contra os judeus na Alemanha nazista. Nesta linha, ele criticou as declarações de aproximação com Israel feitas por Bolsonaro. 

Duke, que foi um dos organizadores do protesto em prol da “supremacia branca” em Charlottesville no ano passado – que descambou para a violência e deixou ao menos 33 feridos e um morto -, além de ter apoiado a candidatura de Donald Trump à presidência dos EUA, disse que Bolsonaro faz parte de um “fenômeno nacionalista global”, apesar de sua aproximação com Israel. Na década de 1960, Duke integrou o extinto “Partido Nazista da América”, posteriormente renomeado de Partido Nacional Socialista das Pessoas Brancas.

DOM REGINALDO: “CRISTO ENSINOU A AMAR-NOS E NÃO A ARMAR-NOS MUTUAMENTE”

Deu no portal da Rede Brasil Atual:

Na análise de Dom Reginaldo Andrietta, bispo da Diocese de Jales (SP), a atual disputa eleitoral tem revelado um clima fortemente emocional que sugere a perda de objetividade por parte das pessoas, ajudando a explicar a atual onda violência que tem impedido a paz social e a defesa de causas comuns. 

Em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual, nessa segunda-feira (15), Dom Reginaldo criticou esta divisão que, para ele, é resultado da manipulação de propagandas que falseiam a ideia de patriotismo e levam as pessoas a defenderem o autoritarismo “em nome de religiões cristãs”. “Se um católico utiliza-se de linguagem ou de gestos violentos como um determinado candidato está fazendo, na verdade, isso não corresponde à ética e à espiritualidade cristã”, afirma o bispo, em referência aos discursos do candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).

Para o religioso, a sociedade brasileira, que já é marcada pelo excesso de violência, ao compactuar com um aparato repressor militarista, pode ignorar toda a mensagem de redenção da prática cristã.

“Ele sofreu a condenação injusta, a morte injusta, mas cremos na vitória do amor na sua plenitude, que é Deus manifestado em Jesus Cristo”, disse. “Se hoje acontecesse do mesmo jeito, será que não seríamos cúmplices também da condenação de Jesus Cristo, como tantos estão equivocadamente fazendo? Optaríamos por ser soldados ou aliados deles, escolheríamos o militarismo do Império romano ou Cristo ressuscitado vencedor em relação ao sistema que o condenou e o matou?, questionou. “É bom lembrar que Cristo nos ensinou a ‘amar-nos mutuamente’ e não a ‘armar-nos mutuamente’.”

BARCELONA RETIRA STATUS DE ‘EMBAIXADOR’ DE RONALDINHO APÓS APOIO A BOLSONARO

Deu no Metro1:

O Barcelona-ESP anunciou hoje (16) a retirada do status de embaixador de Ronaldinho Gaúcho, ex-jogador do clube catalão e da seleção brasileira. O motivo foi o apoio do craque ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República.

Em manifestação nas redes sociais, o jogador publicou uma foto vestindo a camisa amarela do Brasil e com o número 17, em alusão a Bolsonaro. “Por um Brasil melhor, desejo paz , segurança e alguém que nos devolva a alegria. Eu escolhi viver no Brasil, e quero um Brasil melhor para todos”, escreveu o jogador.

Segundo o jornal espanhol Sport, o Barcelona não deve se posicionar publicamente, mas reitera que a manifestação não está de acordo com os valores da entidade. A participação do ex-atleta em eventos oficiais do Barça está suspensa.

“A questão é que o clube tem visto com preocupação não é posicionar-se e pedir o voto democraticamente, mas dar o voto explícito a posições totalitárias contra a defesa dos direitos humanos, independentemente do que acabará sendo sua ação governamental”, afirma a publicação, ressaltando que Bolsonaro apresenta posições de homofobia, misoginia e racismo em 30 anos de vida pública. 

EX-CRAQUE FRANCÊS CRITICA JOGOS DO BRASIL NA ARÁBIA: “AGORA ENTENDO PORQUE VOTAM NO BOLSONARO”

Em nações que já passaram pelo flagelo do fascismo e do nazismo, as pessoas não conseguem entender o Brasil votando no Bolsonaro. A notícia é do UOL:

O francês Eric Cantona criticou o fato de a seleção brasileira ter aceitado jogar na Arábia Saudita, um país acusado de ser autoritário e com violações de direitos humanos. Em um vídeo postado em seu Instagram, o ex-jogador diz agora entender o porquê de as pessoas estarem dispostas a votarem em Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência – o candidato convive com acusações constantes de ser autoritário.

“Quando vejo a seleção brasileira de futebol aceitar jogar um amistoso na Arábia Saudita – por muito dinheiro, tenho certeza -, consigo entender por que milhões de brasileiros estão dispostos a votar em Bolsonaro”, afirmou Cantona, que colocou na legenda a hashtag “#EleNão”, do movimento contrário a Jair Bolsonaro.

A Arábia Saudita convive no momento com o desaparecimento de um jornalista local. Jamal Khashoggi sumiu após entrar no consulado do país em Istambul, na Turquia. O Governo de Riad chamou de “mentirosas” e acusações “sem fundamento”, as informações sobre o possível assassinato do jornalista dentro do consulado.

Neste sábado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu a verdade sobre o desaparecimento de Jamal Khashoggi.

A seleção brasileira está na Arábia Saudita para dois amistosos. O primeiro aconteceu na última sexta-feira (12), quando os comandados de Tite venceram os donos da casa por 2 a 0. Na terça-feira (16), o adversário será a Argentina.

INSTITUIÇÕES SÃO PICHADAS COM FRASES PRECONCEITUOSAS EM VÁRIAS PARTES DO BRASIL

A notícia é do UOL:

Muitas mensagens machistas, racistas, homofóbicas e preconceituosas contra diferentes grupos têm se espalhado pelas faculdades, universidades e escolas de todo o país. Em um local onde o debate e a troca de ideias deveria imperar, o que parece dominar é a ignorância e falta de diálogo.

O mais recente ataque aconteceu na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Uma das portas do banheiro trazia a mensagem “Bolsonaro vai limpar essa faculdade de preto e viado”, seguido do número 17, que representa a candidatura do presidenciável. Abaixo do número ainda estava escrito “preto vai morrer”.

Menos de 12 horas depois do término do primeiro turno da eleição deste ano, pichações racistas foram flagradas em um banheiro unissex da Universidade São Judas Tadeu, no Butantã. Na ocasião, foram escritas nas paredes frases como: “vão se f**** seus negros e feministas de merda, gays do demo, burn jews (queime judeus)”, além de uma grande suástica (símbolo do nazismo). Em outra cabine “ideologia de gênero é o c******” era o que estava pichado.

Cursinhos e escolas também não escaparam. No curso do Anglo Tamandaré, no bairro da Liberdade, em São Paulo, as pichações diziam “Bolsomito 17. Morte aos negros, gays e lésbicas. Já está na hora desse povo morrer!”.

A coordenação do curso publicou uma nota oficial sobre o caso. “A atitude covarde e belicosa de quem opta por tal postura nos causou tristeza e indignação. Não basta uma nota formal de repúdio às pichações: Como educadores, não podemos parar por aqui e achar que esta nota esgotaria nossas responsabilidades em torno do tema. A democracia e a defesa dos Direitos Humanos exigem esforços constantes de todos nós. Sem medo e sem descanso”.

No Rio de Janeiro, em um colégio da Zona Sul, uma pichação homofóbica também foi encontrada. A frase “Sapatas vão morrer kkkk” estava em um prédio anexo do Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras.

“É uma escola de 103 anos e não vamos admitir nenhum tipo de preconceito nem pichação. Nosso papel é formar um cidadão crítico, trabalhar com valores, somos uma escola laica. Sei que pode ter sido só uma brincadeira, mas não vai ser permitido, o aluno precisa aprender a respeitar”, disse a diretora-pedagógica Celuta Reissmann.

Apesar das denúncias virem à tona recentemente, desde o ano passado essas pichações já se propagavam. Em fevereiro de 2017, por exemplo, os banheiros dos prédios 4, 6, 24 e 25 da Universidade Presbiteriana Mackenzie também foram atacados. “Gay não é gente, fora do Mackenzie. Bolsonaro 2018”, dizia uma das escritas. Em outro o ataque, a frase era “Viado e feminista no Mack não!! Bolsomito 2018”.

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