Categoria: Política

BRASILEIRA VENCE PRÊMIO LITERÁRIO INTERNACIONAL E AGRADECE A LULA

Deu no Brasil 247:

A brasileira Karina Biondi, professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), venceu o prêmio de melhor livro de 2017 da Associação para a Antropologia Política e Jurídica (APLA na sigla em inglês.

Em discurso de agradecimento, a autora disse que “a expansão do ensino e pesquisa no Brasil promovido pelo Governo Lula” foi o que a permitiu cursar uma pós-graduação.

No texto enviado à APLA, Karina Biondi denunciou o ataque à educação no Brasil promovido pelo governo Temer.

“Infelizmente, essas condições de possibilidade que tornaram este prêmio possível estão neste exato momento ameaçadas. As políticas implementadas nos anos Lula estão sendo rapidamente desmontadas pelos atores políticos que cooperaram para o golpe de Estado ocorrido no Brasil no ano passado. Os investimentos na educação e pesquisa sofreram grandes cortes, as universidades estão vivendo sérias crises financeiras”, disse a antropóloga.

“Ainda assim, estamos na luta, lá no Brasil, para defender o que conquistamos e para tentar evitar a volta daquele modelo colonialista que concentra em poucos centros de pesquisa a prerrogativa de fazer ciência, relegando aos demais o papel de lugares a serem estudados. Ao mesmo tempo, em outra escala, continuamos também na luta para que não sejamos vistos somente como fornecedores de matéria prima para o trabalho intelectual, mas que possamos traçar verdadeiros debates teóricos com nossos colegas do hemisfério norte”, disse.

“Acho que esse prêmio é uma demonstração de vitória de todos aqueles que denunciaram e lutaram contra o colonialismo, na antropologia, nas políticas acadêmicas e nas políticas estatais”, finalizou.

NO SEGUNDO DIA DO DESFILE, CARNAVAL CARIOCA TEM RATOS COM MALAS DE DINHEIRO NA SAPUCAÍ

A notícia é do Congresso em Foco:

O que teve início no domingo (11) com a Estação Primeira de Mangueira e a estreante Paraíso do Tuiuti – que alvejou o governo Temer em seu primeiro desfile na Marquês de Sapucaí – se repetiu de forma ainda mais chocante na avenida do samba carioca (veja o desfile completo abaixo). Com um enredo que caprichou na crítica ao poder e à corrupção no Brasil, a Beijar-Flor de Nilópolis levou ao grande público um Congresso com ratos.

E, para traduzir a revolta popular com os poderosos, retratou a cena em que o ex-governador Sérgio Cabral, preso em desdobramento da Operação Lava Jato celebra a gastança com dinheiro público em uma patética performance com guardanapos na cabeça, acompanhado pela esposa Adriana Ancelmo, também condenada, e alguns de seus aliados na corrupção em um restaurante de luxo em Paris.

Na escolha da simbologia, a Beija-Flor caprichou na ilustração do famoso jantar, em um restaurante luxuoso na capital francesa, em que Cabral, auxiliares e empresários que tinham negócios com o estado confraternizam com guardanapos na cabeça. O episódio ficou conhecido como a “farra dos guardanapos”. E, na triste crônica política do Rio e do Brasil, demonstra a que ponto podem chegar agentes públicos e privados no deboche à sociedade desamparada.

Com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar – Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, a agremiação liderada pelo intérprete Neguinho da Beija-Flor decidiu arriscar e, se não primou pelo rigor técnico, segundo especialistas, privilegiou o impacto. Para tanto, mostrou os efeitos da corrupção para a principal vítima, as classes menos assistidas, de uma forma aguda: crianças em caixões, policiais mortos e até uma encenação de um aluno disparando tiros com arma de fogo em colegas.

No lugar das fantasias luxosas e alegorias suntuosas, farrapos e trapos a conotar a miséria do povo enganado. Nas alas, diversas referências a políticos corruptos com suas malas de dinheiro e cédulas mal escondidas em ternos.

EM DESFILE HISTÓRICO, PARAÍSO DO TUIUTI EXPÕE O GOLPE AO MUNDO E MOSTRA PANELEIROS COMO FANTOCHES

Deu no Brasil 247:

O ponto alto dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro foi a apresentação da Paraíso do Tuiuti. Nela, houve espaço para o “vampirão” Michel Temer que governa o Brasil depois de um golpe parlamentar, para o fim dos direitos trabalhistas e para os paneleiros manipulados pela mídia.

O vampiro foi representado pelo professor de história Léo Morais no último carro da escola. “Sou professor de história e o protesto tem tudo a ver comigo. Esse protesto é a minha cara. Eu acho que é uma retomada dos enredos críticos. A gente está num momento que tem que gritar mesmo”, afirmou. “Eu acho que a gente está fazendo uma coisa que todo mundo quer. Todo mundo quer botar pra fora, as pessoas querem gritar o ‘Fora Temer’, as pessoas querem se manifestar e é forma de manifestar da minha parte”, explicou.

Temer é o governante mais impopular do mundo, com mais de 90% de rejeição, e foi colocado no poder pela aliança PMDB-PSDB.

TAPA NA CARA DA GLOBO

O samba-enredo e o desfile foram um tapa na cara das direitas brasileiras — e da Rede Globo —, com sua defesa explícita da CLT e da Previdência Social.

No enredo da Tuiuti, as precárias condições de vida dos negros e pobres, e a destruição dos direitos trabalhistas e sociais, significam o atual cativeiro social.

E o último carro foi sensacional, com os representantes do grande capital, os rentistas do mercado financeiro, os batedores de panela de verde e amarelo, os médicos que se insurgiram contra o “Mais Médicos” e o “Vampiro neoliberalista”!

Como disseram os carnavalescos, o samba-enredo e o desfile foram um “grito de resistência”!

DESFILE CONSTRANGEU NARRADORES DA GLOBO

O desfile de protesto da Paraíso do Tuiuti na primeira noite do sambódromo do Rio de Janeiro é de longe o de maior repercussão nas redes sociais, desde a madrugada desta segunda-feira 12.

Celebrado pelos militantes e sites de esquerda, o desfile que questionou o fim da escravidão e fez um duro discurso contra o golpe e a perda de direitos trabalhistas sob o governo Temer. E tudo na tela da Globo.

O colunista de TV Mauricio Stycer comentou, em seu blog no UOL, que os narradores da emissora ficaram constrangidos. “Do camarote da Globo, onde narrava o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto, como se estivessem constrangidos”, escreveu.

VEREADOR ZANETONI COBRA INFORMAÇÕES SOBRE CONSTRUÇÃO DE PONTE NO RIBEIRÃO LAGOA

O dado curioso da foto acima não está no atlético perfil do vereador Deley, mas no rapaz de preto, do outro lado do córrego. Trata-se do desembargador Sideni Soncini Pimentel, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que, por coincidência, foi até o Ribeirão Lagoa para mostrar à esposa a escolinha rural onde ele estudou na infância.

Antes de se mudar para o Mato Grosso do Sul, há quase quarenta anos, Sideni foi um razoável meia esquerda do Corintinha e de outros times aqui de Jales. Ele iniciou a carreira na magistratura em Porto Murtinho, em 1981, e passou por Coxim, Aquidauana e Cassilândia, antes de aportar em Campo Grande. Em 2008, foi nomeado desembargador.

Vamos agora à notícia da assessoria de imprensa da Câmara: 

Na Sessão Ordinária de segunda-feira (5), o vereador João Zanetoni (PSB) apresentou um novo requerimento questionando quando a Prefeitura pretende construir uma nova ponte sobre o Córrego do Ribeirão da Lagoa, já que a existente no local está interditada. 

A ponte fica em uma estrada rural que liga duas estradas de terra, que dão acesso ao município de Dolcinópolis e Paranapuã, e está interditada, pois vários pontos de apoio cederam e a ponte corre o risco de desabar. Diariamente, a ponte era utilizada por produtores rurais para escoar a produção agrícola da região e para atender às demandas de uma empresa de agronegócios instalada nas imediações. 

No ano passado, Zanetoni enviou um requerimento à Prefeitura solicitando providências sobre a ponte, no entanto, não foi atendido. 

No novo requerimento, o vereador questionou quando a Prefeitura vai construir uma nova ponte sobre o córrego e se há a possibilidade de mobilizar recursos da Defesa Civil do Estado para a construção.

CÂMARA VOLTA AO TRABALHO E APROVA PROJETO QUE PREVÊ INTÉRPRETE DE LIBRAS EM REPARTIÇÕES PÚBLICAS

A notícia é da assessoria de imprensa da Câmara:

Foi aprovado ontem (5), em Sessão Ordinária, o Projeto de Lei 133/2017, de autoria do vereador Luiz Henrique Viotto – Macetão (PP), que dispõe sobre a obrigatoriedade da presença de Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), ou sistema que supra essa função, em órgãos, entidades da administração pública e concessionárias de serviços públicos.

O intérprete deverá ser habilitado e fazer a tradução simultânea ou consecutiva de LIBRAS e Língua Portuguesa. Os órgãos poderão adotar um sistema de atendimento virtual, através de aplicativo ou central de LIBRAS, instalado em smartphone, tablete ou computador com acesso à internet que, à distância, fará a mediação do surdo com um intérprete de sinais. O atendimento deverá estar disponível nos horários de atendimento das repartições públicas.

O projeto recebeu emenda do vereador Tiago Abra (PP), que institui multa, quando cabível, aos infratores de 2 Unidades Fiscais do Município (UFMs), cerca de R$ 400. Os órgãos têm até 180 dias para se adequarem à lei.

O projeto e a emenda foram aprovados por unanimidade e encaminhados para sanção do prefeito.

ATÉ REVISTA DA GLOBO RECONHECE QUE TRF-4 PESOU A MÃO CONTRA LULA

Deu no Brasil 247:

“Logo que saiu a decisão do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4) sobre a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, apressou-se a disparar nota para afirmar que o partido não se renderá diante da injustiça”, registra matéria dos jornalistas Daniela Simões e Rodrigo Capelo na revista Época.

“Sem entrar no mérito da decisão, até porque frequentemente discursos inflamados não condizem com fatos, pelo menos em um ponto a petista não está de todo errada: as circunstâncias do julgamento do ex-presidente não foram as mesmas encaradas por outros réus da Operação Lava Jato”, reconhece a revista da Globo.

Época diz que “vasculhou” julgamentos similares ao de Lula no TRF4 para mensurar o tratamento dado ao ex-presidente. São apelações criminais em segunda instância, ligadas apenas à lavagem de dinheiro e à ocultação de bens, nas quais condenados tentaram reverter decisões de primeira instância.

Foram 154 casos e 288 réus diferentes, num período de cinco anos, de 2013 a 2017. Todos casos julgados pela Oitava Turma, com relatoria de João Pedro Gebran Neto, mesmo contexto no qual esteve o petista.

“Lula enfrentou circunstâncias mais rígidas do que outros réus em três aspectos: celeridade do julgamento em segunda instância, unanimidade dos desembargadores e severidade da pena. O julgamento de Lula foi o mais rápido entre os de todos os réus da Lava Jato analisados pelo TRF4. A decisão saiu seis meses e meio após a sentença em primeira instância, dada por Sergio Moro. Em média, casos da Lava Jato, que são avaliados mais rapidamente do que os demais, levam 18 meses para ser julgados”, diz a publicação.

O MIMIMI DA MULHER DE SÉRGIO MORO, “TRAÍDA” PELA MÍDIA AMIGA

O casal Moro não suporta nada que não seja elogio. Do jornalista Kiko Nogueira, no DCM:

A mulher de Sergio Moro criticou a imprensa em sua conta no Instagram .

Rosângela postou a foto de um cacho de bananas em cima de uma edição da Folha.

A legenda: “Imprensa… para o bem e para o mal. Separam o joio do trigo e publicam o joio.” 

Rosângela está brava com a revelação de que o marido recebe auxílio moradia apesar de viver a três quilômetros do lugar onde trabalha na Justiça Federal do Paraná.

A advogada estava tão contrariada que se deu ao trabalho de pesquisar uma capa do jornal em comemoração a seus 95 anos para fazer sua montagem. Ódio no coração.

Certamente pensou inicialmente em algo mais malcheiroso que o fruto partenocárpico, mas se conteve (o marido a deteve, talvez?).

Rosana não suportou um dia de noticiário destoante da bajulação de sempre da mídia amiga e abriu o bico. 

É evidente que dói nela mais do que em Lula, que apanha desde 1979 e nos últimos cinco anos foi acusado de todas as barbaridades possíveis e impossíveis — pelos jornais em conluio com Moro.

Ela não esperava virar vidraça jamais.

Rosângela está começando a ver que a festa acabou. Adeus capas de revista, adeus entrevistas, adeus premieres com tapetes vermelhos.

Nem Merval Pereira estendeu a mão nesse momento. Ao contrário, acusou Moro de ter usado um “argumento tosco” para se explicar do penduricalho.

Seu lamento soa um pouco como o de Norma Desmond, a atriz decadente de “Crepúsculo dos Deuses”, ao falar de seu esquecimento. “Não fui eu quem diminuí — os filmes é que ficaram pequenos”, diz ela, os olhos perdidos.

Rosângela e Sergio foram transformados em celebridades. O problema é que acreditaram que isso fosse verdade. Por isso machuca quando um velho parceiro sai do script.

A fila anda. É hora de encarar Sergio e lembrar: “Sempre teremos Curitiba”.

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