Categoria: Política

WASHINGTON POST PUBLICA ARTIGO QUE DEFENDE IMPEACHMENT DE BOLSONARO

A notícia é do UOL:

O jornal Washington Post, considerado uma das publicações mais importantes dos Estados Unidos, abriu espaço para artigo da antropóloga Rosana Pinheiro Machado, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que defende abertamente o impeachment do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido).

Sob o título “Bolsonaro está colocando o Brasil em risco. Ele deve ser retirado” (na tradução livre), Rosana Pinheiro cita a sua “alarmante incapacidade de governar” e o acusa de ter “comportamento irresponsável e divisivo”.

“Enquanto o novo coronavírus se espalha no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou uma incapacidade alarmante de governar o país, minando a pandemia e os esforços para proteger e salvar vidas. E como resultado de seu comportamento irresponsável e divisivo, ele jogou o Brasil em uma profunda crise. Ele deve ser removido do cargo”.

No texto, a antropóloga diz que Bolsonaro participou de atos, apertando as mãos de apoiadores, contradizendo até mesmo especialistas em saúde. “E ele ignorou as recomendações para praticar o distanciamento social depois que membros de sua própria equipe deram positivo para o vírus. É claro que Bolsonaro abandonou seu dever de proteger a população”, afirma.

Rosa Pinheiro concluiu dizendo que Bolsonaro representa uma ameaça existencial. “Deve haver profunda articulação política e legitimidade social para realizar sua remoção, e uma transição deve ser cuidadosamente planejada”.

BOLSONARO PERDE A PACIÊNCIA COM SÉRGIO MORO E CHAMA EX-JUIZ DE EGOÍSTA

O imparcial de Curitiba andava mais sumido que político depois da eleição, mas, na semana passada, deu uma entrevista exclusiva à Globonews, o que deve ter irritado ainda mais o Bozo. Deu no Conversa Afiada:

Jair Bolsonaro já não esconde a sua irritação com o ministro da Justiça, Sergio Moro, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Segundo reportagem do Estadão, o presidente disse a interlocutores neste fim de semana que Moro é “egoísta” e não atua para defender suas posições de enfrentamento aos governadores e prefeitos que aplicam medidas de isolamento social.

De acordo com o jornal, Bolsonaro reclama de estar desassistido juridicamente. Em grupos de WhatsApp bolsonaristas, Moro inclusive já é alvo de montagens que o mostram com uma máscara na boca, nos olhos e nos ouvidos.

Além disso, Bolsonaro tem dito que Moro “só pensa nele” e “não está fazendo nada” para ajudar o governo na batalha com estados e municípios. 

Como se sabe, o ministro da Justiça tem evitado defender o chefe nas redes sociais. Nesta segunda-feira, 30, publicou apenas a seguinte mensagem no Twitter:

“Está na ordem do dia a virtude passiva dos juízes e a humildade judicial de reconhecer, em muitos casos, a ausência de expertise em relação à Covid-19. Trecho de excelente artigo publicado pelo Min Luiz Fux no O Globo. Prudência no momento é fundamental”, escreveu, com o link do artigo em questão.

OUTRA FRASE

“Meu diagnóstico é que o Brasil se defronta com duas patologias, duas doenças. Uma, no sentido estrito da palavra, que são as síndromes derivadas do coronavírus. A outra doença é uma patologia política que atende pelo nome de bolsonarismo. Temos que cuidar de uma de cada vez”.

(Do governador do Maranhão, Flávio Dino, em entrevista ao UOL)

CARREATA É CANCELADA EM SANTA FÉ DO SUL APÓS MANIFESTAÇÕES CONTRÁRIAS NAS REDES SOCIAIS

O momento não é para julgar ninguém, principalmente os comerciantes que gostariam de ver seus estabelecimentos de portas abertas, não obstante os perigos da Covid-19. É bem possível que muitos deles estejam preocupados e alguns até desesperados com o fechamento do comércio, de forma que não podemos condenar os legítimos comerciantes – sobretudo os micro e pequenos – por saírem em carreatas pedindo o fim do isolamento.

O problema é que muitas dessas carreatas foram politizadas e contaminadas pelo vírus do bolsonarismo, tão maléfico quanto o corona. Muitos dos participantes estão ali não porque sejam comerciantes, ou porque estejam preocupados com a situação do comércio, mas apenas porque querem fazer prevalecer a opinião anti-científica de um presidente ignorante.

Aqui em Jales, por exemplo, um “carro guia” ostentava, no capô, uma foto de Bolsonaro. Os bolsominions – tão ignorantes quanto o ídolo deles – gritam que “o povo quer voltar a trabalhar”. Sem dúvida, o povo preferia estar trabalhando a ficar trancado em casa. Mas será que a maioria das pessoas está mesmo disposta a ignorar as orientações dos cientistas e das autoridades de saúde? Parece que não!

Em Santa Fé do Sul, segundo relata o portal Informa Mais, do Ilson Colombo, a carreata que estava prevista para o sábado, 28, foi “abortada” na última hora. O motivo do cancelamento, explicou um comerciante, foi a reação da sociedade nas redes sociais, repudiando o movimento. Algumas postagens diziam que os participantes seriam filmados e fotografados para, no futuro, serem responsabilizados pelos efeitos letais do coronavírus.

Em algumas cidades, a carreata foi proibida pela Justiça. Em outras, pessoas contrárias ao fim do isolamento foram às janelas para bater panelas enquanto os manifestantes passavam com seus carros de luxo. Em Santa Catarina, uma carreata teria sido atacada com cocô de cavalo, mas, a bem da verdade, a notícia tem todo o aspecto de fake News.

No Pará, manifestantes tiveram seus veículos apreendidos após o governador Helder Barbalho autorizar que as forças de segurança impedissem aglomerações. De acordo com o UOL, o proprietário de um dos veículos apreendidos em Belém estava devendo R$ 22 mil em multas.

Enquanto os seguidores de um presidente irresponsável, infiltrados em carreatas, disseminam a ideia de que o povo tem que voltar a trabalhar, ele próprio – o Bozo – desmente que tenha autorizado a veiculação do vídeo da campanha “O Brasil não pode parar”. Segundo ele, o vídeo teria sido vazado por uma TV. E os bolsominions acreditam…

Os bolsominions – que acreditam em mentirosos compulsivos, como é o caso do clã – só não acreditam em instituições sérias, como por exemplo o Imperial College, de Londres. Um estudo dessa instituição revela que a troca do isolamento horizontal pelo isolamento vertical, como quer o Bozo, pode causar 12 vezes mais mortes no Brasil.

A charge lá de cima é do Genildo. E o vídeo abaixo mostra a carreata realizada em Curitiba. Reparem nos veículos.

JUSTIÇA SUSPENDE CAMPANHA DE BOLSONARO CONTRA O ISOLAMENTO

Não há, porém, motivos para comemorar. Sempre haverá um desembargador ou um ministro disposto a derrubar liminares e agradar o Bozo. Deu no Brasil 247:

Por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro, o governo federal deve suspender a veiculação da campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que defende o fim do isolamento social determinado por governadores de diversos estados.

A medida liminar atendeu ao pedido apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) e em descumprimento, o governo deverá pagar multa de R$ 100 mil.

A juíza federal Laura Bastos Carvalho determinou que “a União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha ‘O Brasil não pode parar’, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública”.

CAMINHONEIROS BOLSONARISTAS AMEAÇAM PARAR SE COMÉRCIO NÃO REABRIR

No Estadão, a mesma notícia diz, também, que os caminhoneiros estão ameaçando o governador João Dória. Deu no Brasil 247:

Líderes de caminhoneiros estão fazendo circular nas redes sociais vídeos criticando o isolamento social estabelecido como forma de combater o coronavírus, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).  

Em um deles, fazem uma ameaça direta: não mandar caminhões para as ruas e as estradas. Não vão abastecer a mesa da população, alegando que eles próprios “passam fome”. 

O Brasil 247 teve acesso a vídeos de grupos de caminhoneiros bolsonaristas anunciando que vão fechar todas as estradas e que a população passará fome por falta de produtos. 

O tom dos caminhoneiros é ameaçador para com manifestantes que têm feito diariamente panelaços contra o governo de Jair Bolsonaro.

Em paralelo, o governo lança a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”. Isso significa que Bolsonaro decidiu dobrar a aposta e partir para o tudo ou nada. De um lado, estimula caminhoneiros a parar. De outro, faz terrorismo contra a sociedade que deveria proteger.

 

PARA LIMA DURTE, BOLSONARO QUER DEIXAR OS VELHOS MORREREM

A notícia é do Metrópoles:

Completando 90 anos no próximo domingo (29/03), o ator Lima Duarte refugiou-se em um sítio, no interior de São Paulo, para evitar problemas com o novo coronavírus. De lá, no entanto, ele teceu várias críticas ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ao jornal Extra, Lima Duarte mostrou que não aprovou a fala de Bolsonaro. Em discurso, o presidente defendeu o fim do confinamento em massa, alegando que a Covid-19 é perigosa apenas para adultos.

“O discurso dele é uma coisa trágica para mim. Ele quer dizer: ‘deixe o velho morrer’. Os jovens estão bem, os meninos estão bem, então, deixa o velho morrer. Ele quer salvar a economia a murros, a facadas, a tiros. Ele só quer o confronto”, falou Lima Duarte.

CANAL ARGENTINO DIZ QUE BOLSONARO É UM IMBECIL. E O PROFESSOR VILLA PERGUNTA: “O QUE FAZER COM BOLSONARO?”

Durante pronunciamento na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que o país deve retornar à normalidade, criticou governadores por causa da quarentena, questionou o fechamento de escolas e disse que a imprensa espalhou pânico em torno do coronavírus, chamado por ele de ‘gripezinha’.

Em diversos momentos do pronunciamento, Bolsonaro distorceu o cenário de pandemia do novo coronavírus, e contrariou medidas de controle adotadas em dezenas de países e órgãos de saúde, além do próprio discurso do Ministério da Saúde, que orienta evitar aglomerações.

O discurso foi alvo de panelaços em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a posição de Bolsonaro era “grave” e que “o país precisa de uma liderança séria”.

Diversos governadores criticaram o pronunciamento. “Desconectado da realidade, desconectado da ação do Ministério da Saúde, atrapalha o trabalho dos governadores e menospreza os efeitos da pandemia”, disse Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

Por meio das redes sociais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que, se Bolsonaro não se calar, “estará preparando o fim”. “E é melhor o dele que de todo o povo”, escreveu.

Na contramão de Bolsonaro, o comandante do Exército, general Edson Leal Pujo, disse que “o momento exige união, organização e especial cuidado com a própria saúde e das pessoas que nos cercam”. Disse ainda que o combate ao coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”.

E na Argentina, o apresentador de um jornal no canal de notícias de maior audiência – o C5N – afirmou que Jair Bolsonaro “é um imbecil” e ressaltou que os eleitores brasileiros que o colocaram na cadeira presidencial precisam fazer uma autocrítica.

No vídeo abaixo, o professor tucano Marco Antonio Villa pergunta: “O que fazer com Bolsonaro?”

EM MEIO A CRÍTICAS, BOLSONARO REVOGA TRECHO DE MP QUE DEIXAVA TRABALHADORES SEM SALÁRIOS POR QUATRO MESES

Esse Bozo é patético! De manhã, ele defendeu sua Medida Provisória. Agora à tarde, ele revogou o artigo polêmico. Deu no Brasil 247:

Jair Bolsonaro determinou a revogação do artigo 18 da MP 927, que permite que empresário pague qualquer valor ao empregado durante quatro meses em meio à crise do coronavírus.

“Durante o estado de calamidade pública, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, pelo prazo de até quatro meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional não presencial oferecido pelo empregador, diretamente ou por meio de entidades responsáveis pela qualificação, com duração equivalente à suspensão contratual”, determina o artigo 18 da MP 927.

O artigo ainda diz que a suspensão do contrato “não dependerá de acordo ou convenção coletiva; poderá ser acordada individualmente com o empregado ou o grupo de empregados; será registrada em carteira de trabalho física ou eletrônica”.

Enquanto o governo Bolsonaro cogita permitir a suspensão do contrato de trabalho entre empregadores e empregados durante a crise do coronavírus, a Inglaterra pretende pagar 80% dos salários dos trabalhadores que ficarão em casa e os Estados Unidos discutem uma renda mínima de US$ 1 mil para cada cidadão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já tinha manifestado opinião contrária à medida provisória de Jair Bolsonaro: “medida provisória capenga”. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) havia dito que iria ao STF contra a MP de Bolsonaro.

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