Categoria: Política

UM PADRE SEM PAPAS NA LÍNGUA

Eu nunca entendi como pessoas que se dizem cristãs e vivem elevando suas preces a Deus podem ter votado em um sujeito que adora torturadores. Sendo que Jesus Cristo, o filho do Deus em quem eles dizem crer, morreu torturado.

A mim me parece incoerente pedir a misericórdia de um homem que foi torturado até a morte e, ao mesmo tempo, defender quem apoia a tortura. Mas, vamos ao padre:

FRASE

“O número de pessoas que morreram de H1N1 no ano passado foram (sic!) da ordem de 800 pessoas. A previsão é não chegar a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”.

(do presidente Jair Bolsonaro, no dia 22 de março, explicando ao “gado” que o coronavírus não passaria de uma gripezinha. Naquele dia, o Brasil tinha pouco mais de 1.200 infectados e 25 óbitos por covid-19. Hoje já são mais de 64 mil óbitos)

JORNALÕES BLINDAM JOSÉ SERRA E VERÔNICA, QUE TIVERAM R$ 40 MILHÕES BLOQUEADOS NO EXTERIOR

Vejam só a diferença de tratamento: em março de 2016, os pedalinhos dos netos do Lula foram manchete principal de capa na Folha de S.Paulo, enquanto, agora, os R$ 40 milhões do Serra mereceram apenas uma manchetezinha de canto. No Estadão foi pior ainda: a manchete foi estrategicamente colocada num canto, na parte de baixo da capa. 

E o professor Marco Antonio Villa, sempre tão crítico quando aparece alguma suspeita envolvendo petistas, não soltou um pio sobre o caso do Serra, em seu comentário de ontem, no Youtube. Já o Reinaldo Azevedo e o acidentado José Nêumane Pinto, que são tidos como tucanos, não perdoaram o Serra.

Importante lembrar que, depois de anos escarafunchando a vida do Lula, a Lava Jato não encontrou nenhuma conta vinculada a ele no exterior.

Deu no Brasil 247:

O senador José Serra (PSDB-SP), que foi prefeito e governador de São Paulo, além de ministro da Saúde, continua relativamente blindado pela mídia corporativa nacional.

Mesmo tendo sido denunciado pelo Ministério Público Federal após a descoberta de que empreiteiras pagaram propinas por corrupção nas obras do Rodoanel nas contas do lobista José Amaro Pinto Ramos, cujos recursos depois foram transferidos para sua filha Verônica, num esquema internacional de lavagem de dinheiro, ele não ganhou a manchete principal da Folha de S. Paulo, do Globo ou do Estado de S. Paulo.

Nos três jornalões, o caso mereceu apenas uma chamada menor na primeira página – o que apenas confirma a seletividade da mídia brasileira. A ação judicial conseguiu, inclusive, bloquear R$ 40 milhões numa conta utilizada no esquema.

Em tempo: o ex-procurador da República em Jales, Thiago Lacerda Nobre, é um dos nove procuradores do MPF paulista que assinam a denúncia contra Serra e a filha. Por sinal, a denúncia – com 35 páginas – é cheia de detalhes e pode ser lida aqui.

A PEDIDO DO PT LOCAL, DEPUTADO ALEXANDRE PADILHA DESTINA R$ 100 MIL PARA SAÚDE DE JALES

A notícia é da assessoria de imprensa do PT de Jales:

O presidente do Partido dos Trabalhadores de Jales, Hilton Marques, confirmou nesta sexta-feira, 03, a destinação de R$ 100 mil para o enfrentamento da COVID-19.  O recurso foi um pedido feito ao ex-ministro da saúde e deputado federal, Alexandre Padilha, que será liberado do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde de Jales, com  objetivo de ajudar no custeio neste momento de pandemia.

Hilton Marques, informou que gostaria que o recurso chegasse até a Santa Casa de Jales, uma vez que ela é uma das entidades que é afetada diretamente, pois precisa dar sempre respostas rápidas ao enfrentamento à COVID-19, atendendo assim a população de nossa cidade e região.

Hilton ainda informou que esta é uma das ações que tem trabalhado ao longo dos últimos anos, inclusive conseguiu junto ao ex-deputado estadual Zico Prado uma emenda de R$ 100 mil para custeio, que foi liberada em novembro do ano passado para a Santa Casa de Jales.  

“O PT de Jales esteve e sempre estará de portas abertas para receber as demandas da sociedade independente de qual seja, pois o nosso papel enquanto partido e dirigente deste partido é sempre dar voz e ser ferramenta da discussão de políticas públicas.  Temos uma ótima relação de amizade e trabalho com o deputado federal Alexandre Padilha e também com o deputado estadual Paulo Fiorilo, bem como, com tantas outras lideranças, que sempre tem nos atendido pontualmente em nossas reinvindicações”, assegurou o presidente do partido.

“Uma outra ação do PT de Jales, foi quando instalaram radares inteligentes ao longo da Rodovia Euclides da Cunha. Nós fizemos um pedido ao deputado estadual Paulo Fiorilo, que nos atendeu prontamente e requereu informações sobre os objetivos desses radares, se seria apenas para fiscalizar ou se também seria para levantar dados para uma futura instalação de pedágios em nossa região, algo que seria inaceitável, principalmente agora após o caos da pandemia em nosso país”, concluiu Hilton Marques.

LAVA JATO VAI PRA CIMA DE JOSÉ SERRA COM UMA DÉCADA DE ATRASO

Do jornalista Leandro Fortes, no portal Jornalistas pela Democracia:

No momento em que a Lava Jato, em ruínas, é denunciada pela Agência Pública por ter mantido um relacionamento ilegal e incestuoso com o FBI, a facção de São Paulo lança-se sobre o moribundo José Serra, do PSDB, com pelo menos uma década de atraso.

Seria cômico, não fosse trágico.

Sabe-se, desde sempre, que Serra e a filha, Verônica, estavam enfiados em mil falcatruas de corrupção, blindados – também, desde sempre – pelo aparato tucano dentro do Poder Judiciário e do sistema de segurança pública de São Paulo.

Havia anos, a esquerda denunciava essa blindagem e as ligações de Serra, um farsante profissional, com esquemas de corrupção e com grupos golpistas. Não à toa, foi ministro das Relações Exteriores de Michel Temer, após o impeachment de Dilma Rousseff.

A Lava Jato decidiu partir para cima desse defunto insepulto porque não tem mais nada.

Sérgio Moro não passa de um zumbi do Twitter, lutando desesperadamente para não ser esquecido, escrevendo artigos anódinos para uma revista eletrônica de quinta categoria.

Os ratos da República de Curitiba zanzam apavorados, investigados, agora, pelas arbitrariedades e crimes perpetrados ao longo de uma trajetória infame.

Deltan Dalangnol, o menino prodígio do Ministério Público, segue um caminho inexorável em direção ao escárnio público – senão à cadeia, também.

Depois de destruir a indústria pesada nacional, entregar as riquezas do País a estrangeiros e trair as leis com a ajuda de agentes dos Estados Unidos, a Lava Jato caminha para o cadafalso.

É o preço que se paga, por se perder no caminho.

BOLSONARO CLONA PROGRAMA DE HUGO CHAVEZ E FALA COM PESSOAS QUE NÃO EXISTEM

Nesse desgoverno Bolsonaro, quase tudo é falso. Deu no portal Metrópoles:

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) postou em suas redes sociais na quarta-feira (1º/07) o vídeo de uma campanha intitulada “Alô, presidente”. Na peça, Bolsonaro conversa com supostos moradores da Região Nordeste sobre a transposição do Rio São Francisco no Ceará e sobre a ampliação dos serviços ferroviários no Rio Grande do Norte.

As fotos dos personagens usadas no vídeo, no entanto, foram compradas de bancos de imagens e usadas para representar as pessoas com quem Bolsonaro estaria conversando.

A primeira ligação do vídeo seria com “Dona Maria Eulina”. A foto que ilustra a pessoa com quem o presidente interage custa R$ 45 no banco de imagem iStock.

O homem que se identifica como Francisco Valmar também é um modelo. A foto dele já havia sido utilizada na campanha “O Brasil não Pode Parar”, idealizada pela Secretaria de Comunicação da presidência (Secom), mas que não chegou a ser lançada oficialmente.

Dessa maneira, as pessoas não existem, ou, no mínimo, as fotografias usadas não pertencem a elas. Quanto ao título do programa – “Alô, presidente” – ele existiu em 1999, com o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chavez.

Metrópoles questionou a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República sobre o uso de fotos de pessoas de bancos de imagens no vídeo que simula conversas com Bolsonaro. Até a publicação deste texto, a Secom ainda não havia se manifestado.

IRMÃ DE PAULO GUEDES DIZ QUE FGV “FOI COVARDE COM DECOTELLI”

Da jornalista Camila Mattoso, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo:

Presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes (foto) diz que o ex-ministro da Educação Carlos Decotelli passou por achincalhe “absurdo”. Ele pediu demissão do cargo nesta terça-feira (30).

Irmã do ministro Paulo Guedes (Economia), Elizabeth conhece Decotelli há 30 anos, quando o contratou para dar aulas no Ibmec-SP, do qual foi uma das fundadoras. Ela refuta a nota da FGV que diz que Decotelli não foi professor da instituição. “A FGV foi covarde. Ele coordena MBA e é professor lá, sim”.

Após deixar o cargo, Decotelli disse que a nota da instituição foi a pá de cal sobre sua permanência no ministério. “A FGV fazer diferença entre professores efetivos e professores colaboradores é uma piada. Se ela for ver quais são os efetivos vai dar 1/5 dos professores que ela tem lá. Todo mundo é PJ”, diz Elizabeth.

Ela diz que Decotelli errou ao mentir no currículo, atitude que a surpreendeu, mas classifica a reação pública como fora de proporção. “Houve um aproveitamento político e foi esquecida a dimensão profissional dele”, afirma, chamando-o de professor exemplar e pessoa íntegra.

Ela disse que os cursos ministrados por Decotelli no Ibmec, em São Paulo, sempre foram tidos como um sucesso.

BOLSONARISTAS FALSIFICAM ATÉ FOTOS DE OBRAS PÚBLICAS

Deu no Brasil 247:

Fotos de obras supostamente realizadas pelo governo Bolsonaro têm inundado as redes sociais nas últimas semanas, impulsionadas por bolsonaristas. Todas elas têm a mesma característica: são falsas.

As fotos que mostram as obras são todas tiradas no período dos governos do PT. As que mostram situações de obras abandonadas, equipamentos estragados e outras do gênero e que foram divulgadas como referidas “aos 14 anos do PT” são todas anteriores ao governo Lula.   

Uma das fotos mais disseminadas pela rede de fake news bolsonarista mostra soldados do Exército trabalhando em um dos trechos da transposição do rio São Francisco e afirma que seria um fato recente, durante o governo Bolsonaro.  No entanto, uma checagem realizada pela agência AFP constatou que a foto é de 2012, quando a presidente era Dilma Roussef,: “a foto em questão aparece na página do Exército brasileiro no Flickr com data de 12 de maio de 2014″.

O mesmo acontece com uma série de outras fotos distribuídas nas redes bolsonaristas nas últimas semanas. 

Em outra delas, aparecem locomotivas sucateadas, numa comparação entre os “14 anos de PT” e os “18 meses de Bolsonaro”. A checagem da AFP mostrou, a partir de uma busca reversa no Google, que a imagem é de 2002, portanto, anterior ao governo Lula -no governo FHC- e foi feita pelo chargista Carlos Latuff, colaborador do Brasil 247.

À agência, Latuff esclareceu que as fotos foram feitas em 2002 na oficina da companhia ferroviária MRS Logística no Horto Florestal, em Belo Horizonte, Minas Gerais. “São sucatas de locomotivas da antiga Rede Ferroviária Federal”, afirmou.

A mesma falsificação apresenta-se em uma série de montagens bolsonaristas.

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