Categoria: Política

RICARDO JUNQUEIRA QUER REDUZIR SALÁRIOS DE VEREADORES

Reproduzo, abaixo, o que foi publicado pelo jornalista Deonel Rosa Júnior, na coluna Fique Sabendo, a respeito da intenção do auditor-fiscal Ricardo Junqueira de iniciar uma campanha entre os eleitores jalesenses visando a apresentação de um projeto de iniciativa popular para reduzir os salários dos futuros vereadores que tomarão posse em janeiro de 2021.

Um projeto de iniciativa popular necessita da adesão de 5% do eleitorado. Jales possui, hoje, 38.707 eleitores aptos, mas desse total, 5.070 títulos – de eleitores que não fizeram a biometria – deverão ser cancelados nos próximos dias, diminuindo o eleitorado para 33.637 aptos a votar. Ou seja, Junqueira – uma das apostas do presidente do PSDB local, Osvaldo Costa Júnior – precisaria juntar cerca de 1.700 assinaturas.

Eis o que foi publicado pelo JJ:

REBULIÇO – O irrequieto Ricardo Junqueira, auditor-fiscal da Prefeitura de Jales e pré-candidato a vereador pelo PSDB, começou a semana agitando os bastidores da política local. Em tom indisfarçavelmente zombeteiro, ele mostrou à coluna, na tarda da última segunda-feira, dia 3, cópias de dois requerimentos endereçados à Justiça Eleitoral e à presidência da Câmara Municipal, respectivamente. O teor de ambos não tinha nada que chamasse a atenção, mas o próprio Junqueira acabou entregando o ouro.

ÁGUA NO CHOPE – Em resumo, depois que receber as informações requeridas, o polêmico personagem pretende iniciar uma campanha que tem tudo para azedar a marmita dos 7 vereadores que já se declararam candidatos à reeleição e dos outros 70 ou 80 que pleitearão cadeiras na Câmara Municipal em 4 de outubro. Junqueira vai propor a redução dos subsídios dos vereadores, hoje em torno de R$ 5.000,00, para o equivalente aos vencimentos de professores da rede municipal de educação com carga de 25 horas/aula, hoje por volta de R$ 2.484,18.

A PRAÇA É NOSSA – Para derrubar o valor dos subsídios dos futuros vereadores, o pré-candidato pretende apresentar um projeto de iniciativa popular. No melhor estilo Carlos Alberto de Nóbrega, do programa “A praça é nossa”, ele revelou que promover a coleta de assinaturas instalando um mesa e um banquinho na Praça João Mariano de Freitas, ainda hoje chamada de Praça do Jacaré, ao lado da Banca do Edu. Mas, precavido, adiantou que tudo isso só será feito a partir de 4 de abril, como reza a legislação eleitoral. Como se sabe, servidores públicos que desejarem disputar as eleições têm que pedir afastamento das funções que ocupam seis meses antes do pleito. 

ALEXANDRE FROTA DIZ QUE HÁ COINCIDÊNCIAS DEMAIS NA MORTE DO MILICIANO LIGADO AOS BOLSONAROS

Repare bem que o sujeito que está ironizando o caso do miliciano não é um esquerdista qualquer, mas alguém que conviveu com o bolsonarismo até há pouco tempo. Deu no Brasil 247:

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) alertou para relações promíscuas entre políticos do PSL e o miliciano Adriano da Nóbrega Silva, ligado à família Bolsonaro e morto no domingo (9), após uma troca de tiros com policiais na Bahia. 

“Coincidências: matadores de Marielle um morava no condomínio do Bolsonaro e o outro só frequentava. O capitão morto ontem estava hospedado no sítio do vereador do Psl, mas o vereador não sabia. São tantas coincidências que nem Manoel Carlos autor da Globo pensaria nesse roteiro”, escreveu o parlamentar no Twitter.

O ex-militar integrava o Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel (criminosos “contratados” para cometer assassinatos), com sede em Rio das Pedras, zona oeste do município do Rio. A milícia é suspeita de envolvimento com a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), morta pelo crime organizado em março de 2018.

Os atiradores (não foi Adriano) efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras e haviam perseguido o carro dela por cerca de três quilômetros. Marielle era ativista de direitos humanos e denunciava a truculência policial nas favelas, bem como a atuação de milícias.

De acordo com registros da Alerj, Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual, foi o único a votar contra a proposta do então deputado estadual Marcelo Freixo (PSol), atual deputado federal, para conceder a medalha Tiradentes em homenagem à vereadora quando o pessolista ocupava um cargo no Legislativo do estado do Rio. 

Em 2005, o então deputado Jair Bolsonaro defendeu Adriano, acusado de homicídio, e disse que o ex-militar era um “brilhante oficial”.

Dois suspeitos de serem os assassinos de Marielle estão presos: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz. O primeiro é acusado de ter feito os disparos e o segundo de dirigir o carro que perseguiu a parlamentar. 

Lessa morava no mesmo condomínio de Bolsonaro. Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado. 

O ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega Silva também foi citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A mãe do policial trabalhou no gabinete do parlamentar no Legislativo do estado do Rio.

De acordo com o Ministério Público, Adriano controlava contas bancárias para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador e amigo de Jair Bolsonaro. Queiroz está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Alerj quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Ele movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf.

BOLSONARO TRAVA BOLSA FAMÍLIA EM CIDADES POBRES E FILA CHEGA A UM MILHÃO DE FAMÍLIAS

Com o marido desempregado e sem dinheiro do Bolsa Família para comprar o gás, Ivanete está usando lenha para cozinhar feijão e mandioca para a filha. Deu no Blog da Cidadania:

Segundo a Folha de S. Paulo, o governo de Jair Bolsonaro estagnou o programa até mesmo nas regiões mais carentes do Brasil. Uma a cada três cidades mais pobres do país não teve auxílio liberado nos últimos cinco meses.

A pesquisa feita pela Folha, que considerou os 200 municípios de menor renda per capita do Brasil, indica que houve diminuição na cobertura de atendimento e ingresso de novas famílias.

Desde o ano passado, por falta de dinheiro, o governo começou a controlar a entrada de beneficiários no Bolsa Família. Com o congelamento do programa em todo o país, a fila de espera, que havia sido extinta em julho de 2017, voltou e não há previsão para ser zerada novamente.

Bolsa Família enfrenta, sob Bolsonaro, o período mais longo de baixo índice de entrada de novos beneficiários da história do programa.

Sem dinheiro, o casal Ivanete, 19, e Denilson dos Santos, 22, teve que trocar o gás de cozinha pela lenha na hora de cozinhar mandioca e feijão para a filha Ágata dos Santos, 1 ano e 9 meses. Em situações excepcionais, eles matam um dos frangos que rodeiam a residência, localizada num bairro fora da área urbana.

DOCUMENTÁRIO DE PETRA NÃO GANHOU OSCAR MAS MOSTROU AO MUNDO DEMOCRACIA BRASILEIRA EM PERIGO

Deu no Brasil 247:

Na disputa pelo prêmio de Melhor Documentário no Oscar 2020, o brasileiro Democracia em Vertigem não levou a estatueta na noite deste domingo 9, durante cerimônia no Dolby Theatre, em Los Angeles (Califórnia), mas a cineasta Petra Costa conseguiu o feito de repercutir em todo o mundo a narrativa sobre a farsa que foi o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A produção de Petra Costa tinha concorrentes fortes: Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert; The Cave, de Feras Fayyad; For Sama, de Waad Al Kateab e Edward Watts; e Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov. Quatro dos cinco indicados eram dirigidos por mulheres, algo inédito na premiação.

No pré-Oscar, chamado de ‘tapete vermelho’, a cineasta declarou, em entrevista ao canal TNT: “O filme é uma carta de amor ao Brasil, ao país que eu sonhava que eu ia ter, e que eu cresci tendo a certeza de que a democracia era uma coisa certa né, resultado de uma vida de luta dos meus pais, e foi muito triste perceber desde aquela primeira manifestação que eu filmei, aquilo acontecendo, semente de fascismo que tava brotando nas ruas em alguns momentos e se alastrando. Então eu acredito que isso não é da alma brasileira. Eu acho que a gente é um povo que consegue lidar com as diferenças. Claro que tem algumas perversidades institucionais, como o racismo institucional, mas esse ódio não é da alma brasileira e eu espero que a gente consiga se curar disso”.

Questionada se o Brasil tem cura, Petra defendeu a política: “A cura do Brasil depende do voto de cada um. Eu não aguento mais ouvir as pessoas falando que político é tudo igual, que todo político rouba. Isso é o segredo para a gente continuar perpetuando desigualdades que a gente tem no Brasil”.

Um trecho inédito do filme foi divulgado neste domingo 9, com uma fala do então deputado federal Jair Bolsonaro, de 2016, dizendo que cortaria fundos para as artes já que os filmes brasileiros nunca chegam ao Oscar. “Aqui está o meu presente para o presidente do Brasil”, provocou a cineasta no Twitter, compartilhando reportagem do jornalista Jamil Chade, do UOL, que divulgou o trecho.

A matéria do premiado jornalista Jamil Chade, com o trecho inédito de Democracia em Vertigem, no qual o Bozo desdenha do cinema nacional, pode ser visto aqui

DELEGADOS DA PF SE REVOLTAM COM PAULO GUEDES, QUE CHAMOU SERVIDORES DE PARASITAS

Deu no Brasil 247:

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal criticou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou funcionários públicos a ‘parasitas’, durante evento no Rio de Janeiro. A entidade afirma repudiar “a estratégia sistemática de apontar os servidores públicos brasileiros como culpados dos problemas nacionais, silenciando sobre as causas verdadeiras, bem como a de difundir notícias inverídicas a respeito”.

“Qualquer manual básico de gestão consideraria a declaração do Ministro como assediante e desestimuladora. Trata-se de uma verdadeira tragédia acompanhar reiterados ataques daquele que deveria estimular o bom funcionamento da máquina pública. Paulo Guedes, com suas falas, parece nutrir ódio crescente pelos agentes públicos. E com ódio nada se constrói”, dizem os delegados.

Em palestra no seminário Pacto Federativo, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Guedes afirmou, nesta sexta-feira (7), que “o funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo”. “O hospedeiro está morrendo. O cara (funcionário público) virou um parasita e o dinheiro não está chegando no povo”, disse o titular da pasta. 

Os delegados da PF rebatem. “Não bastasse a ofensa, o Ministro desinforma e confunde a sociedade ao afirmar que servidores públicos têm reajustes salariais automáticos e acima da inflação. A última negociação salarial para a maioria do serviço público federal se deu há mais de quatro anos e apenas repôs parte da inflação até então. No caso específico da Polícia Federal, há perdas inflacionárias desde o ano de 2016. Cada centavo de correção inflacionária decorre de extenuantes e prolongadas negociações com os governos, da mesma maneira que costuma ocorrer na iniciativa privada entre patrões e empregados”.

“Certamente os servidores da Polícia Federal, que em pesquisas recentes foi identificada como a instituição de maior confiabilidade no conceito dos brasileiros, assim como os demais honrados agentes públicos, merecem mais respeito e valorização. Não há Estado forte sem instituições fortes. Demonizar o servidor público é destruir as instituições e o próprio país. A quem interessa a desvalorização do serviço público?”, questiona a entidade.

PREFEITURA DE SÃO PAULO RECEBE R$ 34,9 MILHÕES DESVIADOS POR MALUF

A notícia é do UOL:

A Prefeitura de São Paulo recebeu R$ 34,9 milhões de recursos desviados na gestão de Paulo Maluf, das autoridades judiciárias da ilha de Jersey, no Reino Unido.

De acordo com o Ministério Público, a devolução do dinheiro se refere a desvios nas obras de construção da Avenida Água Espraiada – atual Avenida Jornalista Roberto Marinho – e do Túnel Ayrton Senna, realizadas quando Maluf era prefeito de São Paulo.

De acordo com o promotor de Justiça Sílvio Marques, a ação ajuizada em Jersey contra as empresas offshore Durant e Kildare. Ambas receberam dinheiro que tinha sido desviado pelo então prefeito.

Marques disse que ainda há valores a serem recuperados. “O ex-prefeito Paulo Maluf desviou cerca de US$ 340 milhões dos cofres municipais entre 1993 e 1998, época em que ele foi prefeito”, disse o promotor.

“Esse valor (R$ 34,9 milhões, devolvido para a prefeitura) é uma pequena parte do total movimentado em Jersey”, acrescentou.

 

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