Categoria: Política

RÉU EM 27 AÇÕES, EX-PREFEITO DE MESÓPOLIS DIZ AO ‘ESTADÃO’ QUE SOFRE DE ‘TRAUMA DE POLÍTICA’

O jornal Estado de S.Paulo publicou, ontem, longa matéria sobre os aborrecimentos que o ex-prefeito de Mesópolis, Otávio Cianci, vem sofrendo desde que resolveu entrar na política. O Estadão bem que podia tentar ouvir, também, o ex-prefeito de Dolcinópolis, José Luiz Inácio de Azevedo, outro recordista em ações de improbidade.

Eis a matéria:

O ex-prefeito Otávio Cianci (PTB), de 65 anos, se orgulha de ter sido o administrador que mais colocou placas de inauguração em Mesópolis, cidade de 1,9 mil habitantes, na região norte do Estado de São Paulo, que ele administrou em duas gestões (2005 a 2012). De outro recorde ele não se envaidece: é um dos ex-prefeitos paulistas que mais se tornaram réus em ações civis públicas, a maioria por improbidade administrativa.

São ao menos 27 processos movidos apenas na Justiça de Jales, sede da comarca. O ex-prefeito se diz injustiçado. “De tanto pagar advogado e devolver dinheiro sem dever, tive de vender tudo o que tinha e peguei trauma de política”, disse. 

Otávio Cianci apoia o pleito de prefeitos e governadores por mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. Segundo ele, a lei é “impiedosa” quando ataca o patrimônio dos administradores denunciados por suposta má gestão.

“Mesmo não sendo culpado, a gente acaba pagando muito mais do que deveria. Vejo pelo meu caso. Quando fui prefeito pela primeira vez, em 2005, eu tinha um bom patrimônio em imóveis, veículos e gado. Por conta dos processos, que eu considero injustos, meu patrimônio foi todo consumido, tanto por advogados quanto pelo dinheiro que a Justiça bloqueou e retirou de mim.” 

Segundo ele, os políticos novos que se candidatam a cargos executivos não imaginam a “dor de cabeça” que os espera. “São leis que engessam o administrador. Ele não consegue fazer nada e o eleitor cobra. O candidato novo não sabe o rigor da lei. Eu não volto a me candidatar nem que seja a última pessoa de Mesópolis.”

Em 17 ações, Tavinho, como é conhecido, foi acusado de improbidade administrativa. Três processos são da esfera criminal, em que ele é acusado de crimes contra as finanças públicas e a lei das licitações. O ex-prefeito se diz vítima de um “denuncismo exagerado”.

“Não podia passar um pássaro e lá vinha uma denúncia. A maioria era sem fundamento, por supostos erros em que eu não tive culpa.” É o caso, segundo ele, do processo que sofreu pelo pagamento de gratificação por nível universitário a um assessor sem curso superior. “Ele garantiu que tinha, mas não apresentou o diploma e quem devia exigir, não exigiu. É culpa do prefeito?”

Em outro processo, o ex-prefeito e outros réus foram acusados de contratar uma farmácia de manipulação que fornecia medicamentos superfaturados. “Eles já forneciam antes de eu assumir e só continuaram fornecendo. Ao meu ver estava tudo ok. Na denúncia, colocaram que um remédio estava 1.000% acima do preço normal. Quem teria de avaliar os preços é a comissão que fazia a compra. Como o prefeito vai saber o preço dos remédios?”, disse. 

Tavinho também se defende no caso em que a padaria de um sobrinho ganhou licitação para fornecer pão à prefeitura. “A vida toda a prefeitura só comprava dele. Eu entrei e a comissão de licitação disse que eu não poderia impedir ele de participar. Houve denúncia e, como meu sobrinho tem trauma de fórum, foi proposto um acordo e ele aceitou. Devolveu R$ 70 mil, mais do que recebeu fornecendo pão o ano inteiro.”

O ex-prefeito vai se lembrando de outros casos, como o da empresa do genro contratada para serviços de limpeza da prainha da cidade, que fica à beira do Rio Grande. Um inquérito apontou que a licitação fora fraudada, inclusive com uso de documentos falsos. Depois que o genro conseguiu passar em concurso da prefeitura, também sob suspeita de fraude, um ex-empregado dele foi contratado para a limpeza da prainha. “Quando houve a licitação, meu genro era apenas namorado da minha filha. Eles se casaram depois. Em dois anos, ele recebeu R$ 60 mil. Agora querem que ele devolva quase R$ 1 milhão.”

Tavinho foi absolvido em quatro processos, mas o Ministério Público recorreu. Em outros dois, fez acordos e paga parcelas mensais de R$ 500 e R$ 200, respectivamente. 

Os processos criminais por fraudes em licitações, falsidade ideológica e associação criminosa já renderam ao ex-prefeito condenações em primeira instância que somam 22 anos e 8 meses de prisão. Tavinho entrou com recursos, mas uma das condenações, por contratar sem licitação o fornecimento de peças automotivas para a prefeitura, foi mantida no Tribunal de Justiça.

O ex-prefeito também teve bloqueados cerca de R$ 100 mil em contas bancárias para ressarcimento do erário, mas alega que o dinheiro era resultado da venda de bens para pagar advogados. “Cada denúncia que o juiz aceitava, eu tinha que pagar R$ 6 mil para a defesa. Vendi um sítio com gado, casa, caminhão, carro, tudo declarado na Justiça Eleitoral. Hoje, moro de favor com um filho. Minha advogada me defende de graça. Ela sabe que não tenho como pagar.”

DE ALEXANDRE FROTA PARA EDUARDO BOLSONARO: “VERGONHOSA É A RACHADINHA DO SEU IRMÃO E DO QUEIROZ”

Deu no portal Metrópolis:

O deputado Alexandre Frota, ex-PSL e agora no PSDB-SP, saiu em defesa de João Doria e rebateu os comentários do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ironizando a sua indicação como embaixador, afirmando que “papai deu de presente uma embaixada nos Estados Unidos”.

O motivo foi um comentário do filho de Bolsonaro sobre João Doria, governador de São Paulo, afirmando que “é um político que muda a favor do vento”. “Infelizmente, o Doria tem se apresentado para a sociedade como político que é a favor do vento. Pega carona com PT, com Bolsonaro. É lamentável, vergonhoso. Precisamos um lado. Isso divide voto, mas demostra muito do caráter da pessoa”, disse Eduardo.

Frota não gostou. “Já te vi querendo fechar o STF com Jipe, com soldado. Depois o vento soprou para outra direção e você se calou diante da decisão do Gilmar Mendes para salvar o teu irmão. Vergonhosa é a rachadinha que o seu irmão [o senador Flávio Bolsonaro] e o Queiroz [Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio] fizeram”, disse Frota.

O deputado enfatizou que mudar de opinião é comum no mundo político e lembrou que “seu pai, Bolsonaro, pensou em substituir os ministros do STF, lembra? Agora, ele é Toffoli desde criancinha. Depois da eleição, todos mudaram de opinião. Teu pai mudou nove vezes de partido já votou com PT, PSC e agora com PSL“.

O ex-ator insinuou má-fé do presidente Bolsonaro ao mexer no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), na Receita Federal e na Polícia Federal. “Isso sim é lamentável”, destacou.

AUDITOR PRESO POR EXTORSÃO QUASE FOI NOMEADO SECRETÁRIO DA RECEITA DE BOLSONARO

Deu no Brasil 247:

O auditor fiscal Marco Aurélio Canal, preso por extorquir investigados da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, foi cotado para ocupar o cargo de secretário-geral da Receita Federal. Ele chefiou uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, para uma devassa nas contas do Instituto Lula, que resultaram em penalidades que ultrapassam os R$ 18 milhões. O instituto informou que o valor é quase 50 vezes maior do que o valor que os próprios auditores consideraram desalinhado ao propósito da entidade.

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, o nome dele foi apresentado ao ministro Paulo Guedes (Economia), que escolheu o economista Marcos Cintra para o cargo.

Em delação premiada, o empresário Lelis Marcos Teixeira afirmou que teriam sido pagos R$ 4 milhões de propinas a Marco Aurélio Canal para barrar uma fiscalização que estava sendo conduzida contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). 

Canal era supervisor de Programação da Receita no Rio que tinha acesso a informações sensíveis da Operação Lava Jato. A ordem de prisão do auditor foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal no Rio. Bretas conduz a Lava Jato Rio.

O auditor também teve atrito com o Gilmar Mendes. De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Canal foi a pessoa que “coordenou a operação” em que seus dados e de sua mulher, Guiomar Feitosa, foram acessados.

Um dos dossiês elaborados pela equipe de auditores que investigou Gilmar e outros 133 agentes públicos foi enviado para Canal, apontaram documentos enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela própria Receita.

LULA É HOMENAGEADO COM TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE PARIS

Além de Lula, Mandela e Dalai Lama, apenas outras 15 personalidades mundiais já foram homenageados com o título. Deu no Brasil 247:

O ex-presidente Lula acaba de ser confirmado como Cidadão de Honra de Paris, por ter retirado milhões de brasileiros da miséria e por ter sido um grande exemplo internacional.

A decisão representa uma grande derrota para Jair Bolsonaro, que só é presidente porque Lula foi artificialmente barrado da disputa presidencial, para Moro, que operou a farsa judicial, e para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que ajudou a articular a prisão de Lula e, embora tenha apartamento à disposição em Paris, jamais mereceu tal honraria.

A notícia já foi até publicada pelo jornal francês Le Figaro: “A cidade de Paris decidiu na quinta-feira conceder cidadania honorária ao ex-presidente brasileiro Lula, que atualmente está cumprindo pena de prisão, por seu compromisso de reduzir a ‘desigualdade social e econômica’ em seu país”.

Esse compromisso “permitiu que quase 30 milhões de brasileiros escapassem da pobreza extrema e acessassem direitos e serviços essenciais”, afirmou a Prefeitura de Paris em comunicado, após uma votação favorável do Conselho da capital francesa. 

“Lula é conhecido por sua política proativa de combater a discriminação racial particularmente acentuada no Brasil”, acrescenta o comunicado, dizendo que “através de seu julgamento político, todos os defensores da democracia no Brasil são atacados.”

A carta da Prefeitura destaca ainda a perseguição judicial movida por Moro contra Lula, o posicionamento de parlamentares franceses, juristas e ex-chefes de Estado no entendimento de que Lula teve seu direito de concorrer à presidência em 2018 barrado e cita o The Intercept e a revelação de que houve um conluio entre o então juiz e autoridades da Operação Lava Jato para condená-lo e prendê-lo.

VEREADOR DE PORTO ALEGRE É PRESO POR FAZER ALGO PARECIDO COM FLÁVIO BOLSONARO: FICAR COM DINHEIRO DE ASSESSORES

Deu no Diário do Centro do Mundo:

O vereador de Porto Alegre André Carús (MDB) foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (1º). O parlamentar é suspeito de obrigar assessores a tirarem empréstimos consignados e entregar o dinheiro a ele. O político nega as acusações.

Nesta manhã, a Polícia Civil cumpriu outras duas ordens de prisão temporária e 10 de busca e apreensão, inclusive na casa e no gabinete de Carús na Câmara Municipal. As buscas também atingiram uma instituição financeira — que ainda não teve o nome divulgado — e os departamentos de Água e Esgoto (Dmae) e de Habitação (Demhab) da prefeitura, onde trabalham cargos comissionados indicados pelo vereador.

Segundo a polícia, a investigação teve início após denúncias de que servidores lotados no gabinete de Carús estariam sendo obrigados a contrair empréstimos com o intuito de saldar “dívidas pessoais alegadamente contraídas pelo agente político”. Há casos em que os valores tomados por servidores superaram os R$ 300 mil.

Por volta das 7h, duas viaturas chegaram ao apartamento do parlamentar, no bairro Santo Antônio. O vereador deixou o local pouco antes das 8h30min.

VEREADORES FORAM A BRASÍLIA PEDIR RECURSOS A DEPUTADOS

A notícia é da assessoria de imprensa da Câmara Municipal:

Os vereadores Fábio Kazuto (PSB), Vagner Selis – Pintinho (Republicanos) e João Zanetoni (PSB) estiveram em Brasília (25 e 26) e protocolaram ofícios nos gabinetes de deputados federais solicitando recursos para obras no município.

Os vereadores protocolaram ofícios nos gabinetes dos deputados Capitão Augusto (PL), Alexandre Frota (PSDB), Ivan Valente (PSOL), David Soares (DEM), Celso Russomano (Republicanos), Roberto Alves (Republicanos), Tábata Amaral (PDT), Guilherme Mussi (PP), Coronel Tadeu (PSL), Ricardo Izar (PP), Vinícius Poit (Novo), Kim Kataguiri (DEM) e Milton Vieira (Republicanos) solicitando recursos para investir em recapeamento urbano.

Ao deputado Coronel Tadeu também foram solicitadas verbas para obras de calçamento de passeio e construção de alambrado nos bairros Conjunto Habitacional JACB e Jardim Alvorada. O montante solicitado é de cerca de R$ 4 milhões.

Os vereadores ainda participaram de uma audiência pública, na sede do Tribunal de Contas da União (TCU), que discutiu a prorrogação antecipada da concessão da ferrovia malha paulista, na qual o prefeito municipal Flávio Prandi Franco discursou representando os municípios paulistas.

A concessão da malha ferroviária teve início em 1999, com contrato vigente até dezembro de 2028. O Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentaram uma proposta para prorrogá-lo antecipadamente por mais 30 anos.

Em contrapartida, a empresa concessionária Rumo se comprometeria a realizar obras para a construção de pontilhões e solucionar conflitos urbanos nas cidades paulistas que são atravessadas pela ferrovia.

INDÚSTRIA DE ARMAS CRITICA EDUARDO BOLSONARO POR DEBOCHE A MONUMENTO DA PAZ NA ONU

A escultura em frente à ONU é uma homenagem a John Lennon – ativista pela paz e pelo desarmamento – que foi assassinado por maluco. Eduardo Bolsonaro, para se defender das críticas que recebeu pelo gesto da arminha, argumentou “e se o John Lennon estivesse armado?”.

Nas redes, a pergunta proporcionou-lhe algumas invertidas. “E se o assassino Mark Chapman estivesse desarmado?”, questionaram alguns, enquanto outros perguntavam: “E se o Adélio estivesse com uma arma de fogo?”. A notícia é da revista Fórum:

Conforme foi apurado nesse domingo (29) por Joana Cunha, repórter da Folha de S.Paulo, a indústria de armas não aprovou a imagem que o candidato a embaixador Eduardo Bolsonaro postou nas redes sociais nesta última quinta-feira (26). Na foto, Eduardo aparece fazendo um gesto de arminha com as mãos em frente ao monumento pela paz na ONU, em Nova York.

Executivos do setor avaliaram que, se a intenção do filho do presidente foi estimular o consumo de armas entre seus eleitores e agradar os fabricantes, ele errou. A imagem, segundo eles, só gera “repercussão negativa e desgaste”.

Na legenda, Eduardo também ironizou o monumento. “As operações de paz da ONU acertadamente usam armas. Mas na entrada do prédio da ONU em NY fica essa escultura desarmamentista. Como todo bom desarmamentista eis a máxima ‘armas para mim, desarmamento para os outros’”, escreveu.

WEINTRAUB FAZ COMPARAÇÃO ESDRÚXULA COM COCÔ DE CADELA

A notícia é do portal do Gilberto Dimenstein, o Catacra Livre:

Abraham Weintraub causou polêmica nas redes sociais, neste domingo, 29, ao fazer uma comparação inusitada – e de gosto duvidoso – a respeito de seus opositores. O ministro da Educação publicou uma foto de um passeio que fez com sua cadela, Capitu, e comparou as fezes do animal com as propostas feitas pela esquerda.

“Os Weintraub são uma família democrática. Temos diferentes opiniões. A Capitu, inclusive, é de esquerda. Porém, sempre recolho suas propostas quando ela as libera em público!”, escreveu o integrante do governo Bolsonaro na legenda da imagem.

Não demorou muito para que os internautas se manifestassem sobre o post do político. Weintraub recebeu uma série de comentários negativos criticando a sua postura que passa longe do esperado para alguém que exerce um cargo tão importante dentro do governo federal.

“O cocô da Capitu não é problema para o Brasil. Já as merdas que o senhor faz na Educação…”, ironizou um internauta no Twitter. 

Sobre Weintraub, vejamos o que diz o professor Marco Antônio Villa:

 

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