Categoria: Política

“ESSA NEGRAIADA VAI MORRER!”, AMEAÇA ADVOGADO BOLSONARISTA

A OAB diz que vai investigar o caso e o advogado pode perder o registro na Ordem. A notícia é do portal TemLondrina:

Um vídeo que começou a circular na internet está revoltando moradores de Londrina, depois que um rapaz gravou a própria imagem de dentro do veículo enquanto ia votar, neste domingo (28).

O rapaz que é advogado e foi identificado como Pedro Baleotti, gravou o vídeo dizendo que estava indo votar armado e pretendia matar quem encontrasse com camisa vermelha.

“Indo votar… armado com faca, pistola, o diabo, louco pra ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo”, afirmou o rapaz que usava uma camisa do candidato eleito Jair Bolsonaro, do PSL.

Pedro ainda aparece gritando aos berros, ao apontar a câmera para uma pessoa que andava de moto: “Essa negraiada vai morrer! Vai morrer!!! É capitão, caralho!”.

Segundo informações apuradas pela reportagem do Tem Londrina, o rapaz é advogado na cidade de São Paulo e foi demitido pelo escritório na tarde desta segunda-feira (29). Segundo o escritório, Pedro já não faz mais parte do quadro de funcionários.

Eis o vídeo:

DEPUTADA BOLSONARISTA INCITA ALUNOS A DENUNCIAR PROFESSORES

Deu no portal da revista Fórum:

Deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Carolina Campagnolo (PSL) publicou em sua página no Facebook, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial neste domingo (28), uma mensagem para que estudantes catarinenses filmem e denunciem “professores doutrinadores” em sala de aula.

“Segunda-feira, 29 de outubro, é o dia em que os professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológica (SIC)”, afirma, deixando um numero celular para o envio de vídeos e informações, garantindo o anonimato dos estudantes.

Na descrição da publicação, Ana Caroline diz que “professores éticos e competentes não precisam se preocupar”. Confrontada nos comentários por um seguidor que disse que uso de celular em sala de aula é crime, “seria ir contra as leis e os bolsominions são contra isso. Ou era apenas discurso?”, ela respondeu que não era “preciso ter medo”. “É só se comportar direitinho que não precisa ter medo, cidadão”.

ELEITOR DENUNCIA “FRAUDE” AO TENTAR VOTAR EM BOLSONARO PARA GOVERNADOR

E os petistas é que são burros! Um homem denunciou uma suposta fraude em uma urna localizada na Escola Manoel Leite Carneiro, no bairro do Tenoné, em Belém (PA), e virou piada na internet. No vídeo, o eleitor tenta votar em Jair Bolsonaro (PSL), digitando o número 17, porém para o cargo de governador.

“Olha, gente. Eu apertei 17 e está aparecendo nulo aqui. Aqui no Tenoné, viu? Eu sou eleitor do Bolsonaro e votei 17.   Urna adulterada. Pode me prender. Pode chamar a polícia para me prender”, afirma o homem. No conteúdo, ele ainda dá voz a duas testemunhas, presentes na seção. 

Também no vídeo, o homem acusa o ministro da Segurança do governo Temer, Raul Jungmann, de ameaçar os eleitores do candidato do PSL. Além disso, chama Jungmann de “bandido”. 

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) informou que, “a supervisora da mesa receptora de votos tentou impedir a ação de filmagem”, já que a gravação é proibida. No entanto, a mulher teria sido empurrada pelo suspeito, segundo o TRE/PA.

Por causa dos crimes, a Justiça Eleitoral do Pará decretou a prisão do homem, denominado Paulo Roberto Duarte Pereira. A mesária, identificada como Patricia Susy Santos do Amaral do Carmo, registrou boletim de ocorrência.

O caso foi tipificado pelo crime eleitoral de “promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais”, segundo a lei 4.737/1965. A confusão ocorreu por volta das 8h20 (de Brasília), segundo o documento.

O estado do Pará tem 2º turno para o cargo de governador, mas nenhum dos candidatos é do PSL. Portanto, ao digitar o número 17, a urna interpreta o voto como nulo. O governo local é disputado entre Márcio Miranda (DEM) e Helder Barbalho (MDB).

Eis a “denúncia” do bolsonarista:

 

RODRIGO JANOT MANIFESTA APOIO A FERNANDO HADDAD

Algoz de vários petistas, Janot sabe que Haddad é melhor que Bolsonaro. Deu no portal da revista Exame:

Rodrigo Janot, ex-Procurador Geral da República entre 2013 e 2017, manifestou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais contra Jair Bolsonaro (PSL).

Em mensagem no Twitter, Janot disse que seu voto era por “exclusão” pois não pode “deixar passar barato” discurso de intolerância.

À frente da PGR, Janot foi uma das principais frentes da Operação Lava Jato, oferecendo denúncias contra quatro ex-presidentes e 93 parlamentares (63 deputados federais e 30 senadores).

Ele também apresentou ao Supremo Tribunal Federal duas denúncias contra o presidente Michel Temer por organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de Justiça; as duas acusações foram barradas pela Câmara dos Deputados.

PLEITO SERÁ LEMBRADO PELOS CASOS DE VIOLÊNCIA, DIZEM ANALISTAS

Da Folhapress:

Assassinatos, lesões, ameaças e ofensas fizeram destas eleições as mais violentas da história, dizem especialistas em segurança.”É o pleito em que o tema esteve mais presente, tanto no número de agressões quanto nos discursos”, diz Renato Sérgio de Lima, 48, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

“A polarização levou pessoas a quererem impor verdades à força. Isso é ruim para todos, pois no dia seguinte teremos que conviver”, diz Elisandro Lotin de Souza, 45, sargento da Polícia Militar de Santa Catarina e presidente da Associação Nacional de Praças.

“Foi, sim, a eleição mais violenta, tanto na ideologia quanto entre eleitores. E não só desconhecidos, mas familiares, amigos”, diz Beatriz Pedreira, 32, cientista social e cofundadora do instituto Update.

Ela realça o que vê como um fator de agravamento: a recessão que precedeu o pleito. “A crise deixou as pessoas mais inseguras e fomentou medo, individualismo e violência.”

O site Vítimas da Intolerância, das ONGs Open Knowlegde Brasil, Brasil.IO e Agência Pública de jornalismo, totalizou quase 60 ocorrências ligadas às eleições, incluindo 36 homicídios e agressões.

Já a plataforma Violência Política no Brasil, dos portais Opera Mundi, Outras Palavras e De Olho nos Ruralistas, contabiliza 133 agressões por motivos políticos, incluindo oito mortes e 42 lesões corporais.

A maioria envolve ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) contra gays, mulheres e pessoas vestindo símbolos da esquerda, como bonés do MST ou camisetas do PT.

Houve também agressão no sentido oposto: um professor machucou a cabeça após ser agredido e cair, no centro de São Paulo, depois de gritar “Ele sim” a um grupo que protestava contra Bolsonaro.

A violência atingiu a classe política. O próprio Bolsonaro foi esfaqueado em um comício em Juiz de Fora (MG), em setembro. Em março, Marielle Franco (PSOL), vereadora do Rio, foi morta a tiros –a polícia não liga o caso ao pleito, mas investiga razões políticas.

Também em março, agressores atiraram contra um ônibus que levava 26 repórteres que cobriam eventos do PT no Paraná. Ninguém ficou ferido.

O acirramento atingiu também a imprensa. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) registrou 141 ameaças e agressões a jornalistas que cobriam as eleições.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, determinou que a Polícia Federal investigue ameaças a Patrícia Campos Mello, repórter da Folha, e a Mauro Paulino, diretor-executivo do Datafolha. Elas ocorreram após reportagem do jornal mostrar que empresas estavam contratando disparos em massa anti-PT por WhatsApp.

PAULINHO DA VIOLA DECLARA VOTO EM HADDAD: “NEGRO NÃO SE MEDE EM ARROBAS”

A possibilidade de termos um defensor da tortura na presidência da República está fazendo muita gente do mundo da seara musical se manifestar.

Hoje, foi a vez de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) postar vídeos na internet, apoiando Hadd até os sempre discretos Paulinho da Viola e Maria Bethânia, resolveram declarar seus votos.

Bethânia, que, ao contrário do mano Caetano, não costuma dar pitacos na política, publicou em uma rede social a foto aí do lado, em que ela veste uma camiseta com menção a Haddad e Manu.

E Paulinho da Viola não publicou nenhuma foto, mas escreveu um texto onde ironiza Bolsonaro e abre seu voto em Haddad. 

Vejam o que ele postou no Facebook:

Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos.

Não devemos ignorar as ideias que ganharam força nesta eleição. Entendo que tais ideias ganharam este espaço por causa da frustração de muitos brasileiros com o rumo recente do nosso país.

Contudo, não podemos abrir mão do sonho de um Brasil onde se respeitem mulheres, negros, gays, nordestinos e pobres. Negro não se mede em arroba, se mede em batuques, versos, melodias, pinturas e livros, apenas para ficar no mundo das artes. A tortura é absolutamente inaceitável. A maioria deve estender a mão à minoria. A voz de todos deve ser ouvida. A imprensa deve ser livre.

É por isso que, hoje, decido abrir meu voto. Amanhã, votarei em Fernando Haddad.

MAIOR YOUTUBER DO BRASIL ABRE SEU VOTO EM FERNANDO HADDAD

Nestes tempos de brutalidade, um cidadão com tantos seguidores precisa ser corajoso para declarar o voto em Haddad. Vejam, por o exemplo, o caso da atriz Fernanda Paes Leme, que está sendo ameaçada por bolsonaristas.

Aliás, sobre ameaças, o jornalista mais antipetista do Brasil e inventor do termo petralha, Reinaldo Azevedo, disse há alguns dias que “escrevi quatro livros criticando o PT e nunca fui ameaçado de morte. Bastou uma matéria contra o Bolsonaro para que jornalistas fossem ameaçados. A imprensa é sempre a primeira vítima das ditaduras”

A notícia é do Brasil 247:

Com 26,7 milhões de inscritos em seu canal no Youtube, que é um dos maiores do mundo, o comunicador Felipe Neto acaba de declarar seu voto em Fernando Haddad, engrossando a luta contra o fascismo.

“Eu estava neutro no 2º turno pelo meu ódio ao PT. Td mudou qnd Bozo falou, AGORA, q vai varrer os opositores para fora do país ou pra cadeia. Em 16 anos de PT eu fui roubado, mas nunca ameaçado. Autoritarismo nunca mais! Irei de Haddad sem orgulho algum, mas pela Democracia”, diz ele.

Num segundo tuíte, Felipe Neto rebateu algumas acusações comuns contra o PT, lembrando que os partidos da coligação de Bolsonaro tiveram, proporcionalmente, muito mais políticos cassados do que o PT.

Neste sábado, Haddad também ganhou outros apoios de peso, como de Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, e do jornalista Marcelo Tas, um dos maiores influenciadores digitais.

MIRIAM LEITÃO, DA GLOBONEWS: “VOTAR EM BOLSONARO É VOTAR NO DESCONHECIDO”

Miriam Leitão não é petista, muito pelo contrário. Mas ela sabe bem o que é uma ditadura. Quando era estudante, foi presa pelo regime militar porque seu então namorado tinha participado de uma greve (ele também foi preso).

Entregue a um torturador, Miriam – que estava grávida – foi submetida a vários castigos. Num deles, ela foi trancada em uma sala escura com uma cobra. Sem enxergar o réptil e sabedora de que as cobras se orientam pelo movimento, ela teve que permanecer imóvel, de pé, por várias horas, para não ser picada.

São coisas desse tipo que o candidato Jair Bolsonaro defende. A notícia é do blog do Esmael:

A jornalista Miriam Leitão, colunista da GLOBO, afirma neste sábado (27) que votar em Bolsonaro seria votar em um desconhecido.

“Bolsonaro mandou seus assessores e seu candidato a vice ficarem no máximo de silêncio até depois das eleições. Ele está pedindo ao país que vote no desconhecido”, escreve a articulista ao relatar as idas e vindas do candidato do PSL sobre ONU, Amazônia, embaixada em Jerusalém, etc.

Segundo Miriam, Bolsonaro revela um desconhecimento constrangedor na área internacional. Ela explica que o Brasil foi um dos países fundadores da ONU. Como deferência é sempre o primeiro país a falar a cada Assembleia Geral, desde o chanceler Oswaldo Aranha.

“Como ele pode ter achado em algum momento que a ONU é uma “reunião de comunistas”?”, pergunta atônita.

Para Miriam Leitão, a eleição do deputado seria um salto no escuro porque “o programa do candidato Bolsonaro defende uma coisa e ele diz outra. Na área social, tem um discurso de exclusão. Na política externa, de isolamento. Na política ele promete não governar com as forças das quais já está se cercando.”

(…)

Em tempo: No cárcere, Miriam temeu, em vários momentos, perder o filho que esperava, mas ele resistiu às torturas impostas à mãe e também virou jornalista. Trata-se do conhecido repórter da Globo, Vladimir Neto.

JURISTA APONTA MOTIVOS PARA NÃO VOTAR EM BOLSONARO

A polarização tomou conta do país. Nesse ambiente, difícil tomar posição sem criar problemas, rompimentos, ou levar desaforos para o lar. Mas como o silêncio será entendido pela geração futura como conivência com um porvir talvez sombrio, resolvi escrever.

Escrever para deixar registrada minha esperança.

Tenho filhos. Quero que eles cresçam em um país onde homens, mulheres, gays, lésbicas, negros, índios sejam respeitados. Em que pais achem mais importante a felicidade do que a opção sexual de seus filhos.

Tenho alunos. Quero que eles estudem em um ambiente de tolerância, de respeito pela diferença e liberdade de expressão – em que adversários sejam ouvidos e não varridos ou exilados.

Tenho profissão. Sou advogado. E quero que os juízes de meus casos sejam autônomos, independentes. Que decidam de acordo com argumentos e não com medo de cabos ou soldados.

Tenho pais. Quero garantir que o regime político pelo qual eles lutaram, pelo qual alguns de seus amigos desapareceram, não seja levado por um vendaval de ódio.

Enfim, tenho esperança.

Esperança de que segunda feira a democracia amanheça e nos agradeça pelo bom senso. 
Por isso, voto Haddad.

Os argumentos são do jurista Pierpaolo Bottini. E o cartaz é do Pelicano.

 

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