Categoria: Política

JUSTIÇA MULTA SARACUZA & CIA EM R$ 37 MIL, POR PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA

O prefeito de Urânia, Francisco Ayrton Saracuza, vocês sabem, foi reeleito com 3.128 votos, bem mais que a segunda colocada – Neuseli Brito Pires – que ficou com 1.774 votos. A votação de Neuseli não aparece na relação do TSE, pois o registro de sua candidatura está indeferido e ela só continuou na disputa por força de um recurso.

Pois é, mas a reeleição de Saracuzza não está ficando barata. Em agosto, logo no início da campanha eleitoral, ele e sua esposa, a vereadora Marinete Munhoz Borges Saracuza, foram multados pela Justiça Eleitoral, em R$ 10,6 mil, por promoção pessoal em um convite para um baile da terceira idade. Eles, inclusive, já pagaram a primeira parcela da multa.

Agora, os candidatos foram multados novamente, por propaganda eleitoral antecipada. Dessa vez, porém, Saracuza e Marinete estão acompanhados.  Assim como eles, estão sendo multados os  também candidatos Vicente Christiano Neto, Donizete Mussato, David César de Freitas, Orlando Vieira e Gerimécio Martin de Oliveira.

Cada um deles foi condenado – em primeira instância – a uma multa de 5.000 UFIR’s. Total da brincadeira: R$ 37,2 mil. Mas a coisa ainda poderá ficar pior, pois, segundo se sabe, o promotor eleitoral deverá interpor recurso pedindo uma multa um pouco mais – digamos assim – consistente.

O pecado dos candidatos: eles promoveram um evento para entrega de certidões de registros imóveis a um grupo de munícipes, com farta distribuição de lanches e bebidas. Tudo, com muito estardalhaço.   

ARTIGO: “VOCÊ QUER SER ELEITO VEREADOR EM 2016?”

Se o Du Venturini está inconformado, o professor João Batista, também conhecido como professor J.B., parece decepcionado com o eleitorado jalesense. Vejam, abaixo, o artigo que ele mandou para o blog:

 Depois de tantos anos, exercendo um trabalho social voluntário, decidi candidatar-me pela segunda vez ao cargo de vereador. Percorrendo os diversos bairros da cidade de Jales, e neles encontrando tantas situações e pessoas com as mais variadas necessidades, foi possível fazer um diagnóstico e assim lutar pelo que a população mais esperava dos novos vereadores.

Tendo em mente tudo que eu poderia fazer, decidi não usar minhas idéias como “promessas”, mas sim com ação, caso vencesse a eleição.
Mas qual foi minha decepção ao saber do resultado… Tinha como certo, no mínimo, uns 600 votos, mas tive apenas 133, ficando entre os 40 mais votados.

Depois de passada a fase da decepção, saí pelas ruas conversando com as pessoas, e decidi hoje pela manhã escrever um pouco do que ouvi dos eleitores que acreditam na honestidade como forma de vencer uma eleição de maneira limpa. Como dizem, se “a voz do povo é a voz de Deus”, então, minha conclusão foi que, para ser eleito (pelo menos aqui em Jales), o candidato deve:

– FREQUENTAR butecos com a turma da “pingaiada”;
– NÃO trabalhar em nenhuma comunidade e não se envolver em nenhum tipo de trabalho social e voluntário, seja em igrejas, seja em associações de bairro
– MENTIR bastante, e fazer muitas promessas;
–  PAGAR festas de aniversário com direito à cerveja e guaraná à vontade;
– NÃO pensar no social, mas apenas pensar no “salário gordo” que vai receber;
– ENCHER o povo de churrasco e cerveja, porque é só isso que um “bom eleitor” quer e espera de você…

Com essas preciosas dicas, você certamente será eleito, mas não se esqueça: “PROJETOS SOCIAIS NÃO CONVENCEM NINGUÉM, O QUE REALMENTE CONVENCE É A MENTIRA E A DESONESTIDADE”.

Sinto pelas pessoas que acreditaram em mim, as quais eu jamais decepcionaria. E também tenho um desafio a propor a quem se candidate a ser vereador: só o faça se realmente gostar muito do que faz, porque eu faria tudo mesmo sem salário, sabe porquê?

Por que, para quem AMA o que faz, não existe maior salário do que a alegria de fazer algo para amenizar a dor das pessoas, não existe nada mais bonito e verdadeiro do que ajudar o próximo…

                                                                                      (Professor João Batista)
  

DU VENTURINI DIZ QUE FICOU APENAS INCONFORMADO

O tucano Du Venturini enviou comentário no post anterior, onde confirma que “discutiu” com o presidente do PSDB, Carlos Roberto Cardoso da Silva, o Cardosão, mas esclarece que eles são amigos pessoais. Du disse, também, que não estava “transtornado” – como dito pelo aprendiz de blogueiro – mas apenas “inconformado”. Abaixo, o comentário:

Du Venturini
09 outubro 2012 às 12:20

Cardosinho boa tarde, gostaria de fazer algumas correções em suas colocações para que fique melhor explicado. Primeiro, eu e o Cardosão somos amigos pessoais, além de vizinhos. Na verdade, não culpo o Cardosão por não ter sido eleito, mais sim a coligação que foi mal feita, pois deveríamos ter coligado com o PTB. Porém não sou de ficar lamentando, então bola para frente. A outra correção é que no Cartório Eleitoral “discuti” sim com o Cardosão, que estava na minha casa junto comigo antes de nos deslocarmos para lá, porém não estava transtornado, mais sim inconformado, o que são duas coisas totalmente diferentes. Do mais estou muito agradecido pela minha votação, porém chateado pois minha coligação não fez a cadeira.

UM DOS MAIS VOTADOS, DU VENTURINI RESPONSABILIZA CARDOSÃO POR NÃO SE ELEGER

Pelo menos nos próximos trinta ou sessenta dias, é aconselhável não convidar Du Venturini e o presidente do PSDB local, Carlos Roberto Cardoso da Silva, o Cardosão, para o mesmo churrasco.

Com 984 votos, o 4º mais votado, Du Venturini ficou, por enquanto, fora da Câmara. Sua coligação – sem contar a votação dos indeferidos Jota Erre(471) e Jojô(28) – alcançou 2.559 votos. Ou seja, faltaram 122 votos para que Du fosse eleito sem depender da situação de Jota Erre. 

O PSDB foi castigado por ter acreditado numa reviravolta do caso Jota Erre e por ter se coligado com um dos partidos da família Macetão, o PSL. Esperto, Macetão empurrou para o colo dos tucanos, além do indeferido Jojô, outros quatro candidatos que, juntos, obtiveram apenas 98 votos.

Deve ser por isso que Du Venturini está “p” da vida com o Cardosão. Domingo, após a divulgação do resultado final, Du encontrou Cardosão no Cartório Eleitoral. Sentindo-se prejudicado, ele, visivelmente transtornado,  falou poucas e boas ao presidente do PSDB. E quem encontrou Cardosão na segunda-feira, viu que ele – apesar da vitória de Nice – estava meio que chateado.

FALTARAM SÓ 22 VOTOS PARA O PMDB ELEGER MARYNILDA

Numa eleição, não há nada pior do que chegar na porta de entrada e ficar do lado de fora. Foi o que aconteceu com a candidata Marynilda Cavenaghi(PMDB), graças a esse sistema eleitoral esdrúxulo, inventado por deputados e senadores. E pelos partidos, é claro.

Com 829 votos, Marynilda foi a 5ª mais votada, atrás apenas dos eleitos  Tiquinho(1.448), Pérola(1.349) e Claudir(1.010), e do Du Venturini(984), que também ficou de fora. E Marynilda não entrou graças ao mau desempenho de alguns companheiros de partido, que foram muito mal votados. Mesmo assim, ficaram faltando apenas 22 votos para que ela fosse eleita.

Juntos, os candidatos do PMDB tiveram 2.561 votos, que, somados aos 99 votos de legenda, totalizaram 2.660, ou 21 a menos que o quociente eleitoral, que foi de 2.681. Quer dizer, se ela ou algum de seus companheiros de partido tivesse alcançado 22 votos a mais, Marynilda estaria eleita. 

Ela teria sido eleita, também, se o seo Zé do Picolé não tivesse desistido da disputa na véspera do registro das candidaturas. Enfim, coisas da política…

Lembrando que o quociente eleitoral resulta da divisão do total de votos válidos (26.812) pelo número de cadeiras na Câmara (10), o que dá 2.681. O quociente partidário, é o número de votos obtidos por cada coligação, dividido pelo quociente eleitoral (2.681)

Abaixo, um quadro com a votação de cada coligação e o respectivo quociente. Reparem que a coligação do DEM-PTN é a única com quociente acima de 2, e, por isso mesmo, elegeu três vereadores.

Coligação Votos nominais Votos legenda Total votos Quociente partidário
PDT-PTB-PSDC-PRP

2.723

924 3.647

1,36

PMDB

2.561

 99 2.660

0,99

PP – PT – PPS

4.020

280 4.300

1,60

PRB – PSC – PSD

3.144

81 3.225

1,20

PSB – PV – PCdoB

3.608

51 3.659

1,36

PSDB – PSL

2.437

122 2.559

0,95

PTN – DEM

6.044

718 6.762

2,52

CANDIDATOS INDEFERIDOS TIVERAM POUCOS VOTOS

Em Jales, como já se disse, tivemos seis candidatos a vereador com o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Por força de recursos interpostos no Tribunal Superior Eleitoral(TSE), eles puderam continuar concorrendo, mas os votos que tiveram não aparecem na relação oficial, divulgada na internet.

No entanto, através de uma visita ao Cartório Eleitoral, foi possível saber que a votação dos seis candidatos não foi lá grande coisa. Juntos, eles tiveram 849 votos, mas apenas os 471 votos dados ao vereador José Roberto Fávaro poderiam alterar alguma coisa na formação da Câmara.

Caso Jota Erre consiga reverter o indeferimento de sua candidatura no TSE – o que não vai ser fácil – os 471 votos dele se somariam aos outros 2.559 votos obtidos pelos candidatos da coligação PSDB-PSL e levariam Du Venturini ao trono. Nesse caso, Sérgio Nishimoto perderia sua vaga, mas, por pouco, a vítima não seria Tiago Abra.

A coligação de Tiago (PSB-PV-PCdoB) teve apenas 12 votos a mais que a coligação de Nishimoto (PDT-PTB-PSDC-PRP). 3.659 contra 3.647.  Abaixo, a votação dos candidatos indeferidos:

Mauro Hélio Lopes (PT), o Maurinho Enfermeiro  –  228 votos
Josiel Britos da Silva (PSL), o Jojô  –  28 votos
Altamira Maria Guimarães (PSC)  –  20 votos
Mara Regina de Souza (PSDC)  –  23 votos
José Roberto Fávaro (PSDB), o Jota Erre –  471 votos
Élcio de Souza Oliveira (PSD), o Élcio do Futsal  –  79 votos.

Post Scriptum: Só há uma possibilidade de Nishimoto não ser o degolado, caso Jota Erre consiga o deferimento de sua candidatura. Isso aconteceria se a candidata Mara Regina de Souza, a Mara Fontes, também conseguisse o deferimento. Com os 23 votos dela, a coligação de Nishimoto ultrapassaria a coligação de Tiago Abra, que ficaria na berlinda.

TREZE MIL ELEITORES “ABRAÇARAM” PROMESSAS DE NICE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Finda a contagem oficial do TSE, 13.153 eleitores jalesenses – 48,16% dos votos válidos – optaram por entregar as chaves da cidade à candidata Nice Mistilides(PTB), enquanto 12.613 eleitores – 46,18% – preferiram Flávio Prandi(DEM), uma diferença de  540 votos, ou 1,98%.  

Outros 1.545 eleitores – 5,66% dos que votaram para prefeito – ficaram com Clóvis Viola(PPS). E dos 29.925 jalesenses que foram às urnas, 1.038 votaram em branco para prefeito, enquanto outros 1.578 preferiram anular o voto.   

ABSTENÇÃO EM JALES BEIRA 20%

Nada menos que 7.292 eleitores deixaram de comparecer às urnas nas eleições de ontem, em Jales. Eles representam 19,59% dos 37.217 eleitores inscritos em nossa cidade. Em 2008, quando tínhamos 36.811 eleitores, a abstenção foi de 18,39%, correspondente a 6.772 eleitores ausentes.

Perguntei, um dia desses, ao experiente João Edson Rubello, do Cartório Eleitoral, qual seria o perfil dos eleitores que deixam de votar. Ele me disse que a maioria é de pessoas que estão trabalhando ou estudando fora da cidade. Normalmente, essas pessoas deixam para vir a Jales nos feriados prolongados. E o próximo feriado prolongado acontece justamente nesta semana.

Ouvi, também, o presidente do PMDB local, João Missoni, igualmente experiente em eleições. Ele me disse que, normalmente, as pessoas mais simples e com menos grau de instrução não deixam de votar. “Uma boa parte das pessoas que se ausentam são aquelas que possuem melhores condições e aproveitam para viajar ou ir pescar”, garante João.

Ele deve ter alguma razão! Agora, vejam o caso da moça da foto lá de cima. Ela teve uma dificuldade enorme para descer do carro que a trouxe. Foram quase dez minutos para conseguir sentar na cadeira de rodas e – ajudada pelo policial, o cabo Félix – se dirigir à sua seção, na EE “Onélia Faggioni”. Mas ela fez questão de votar!

Abaixo, um quadro com a abstenção nos 10 municípios vinculados ao Cartório Eleitoral de Jales. Reparem que a abstenção de Jales é a maior. No entanto, na comparação com as outras cidades maiores – Fernandópolis(19,73%), Santa Fé do Sul(19,77%) e Votuporanga(18,93%) – o índice de abstenção, em Jales, pode ser considerado normal. 

Município Eleitores Ausências Abstenção
Aspásia

1.786

118

6,61%

Dirce Reis

1.610

84

5,22%

Jales

37.217

7.292

19,59%

Mesópolis

1.740

206

11,84%

Paranapuã

2.931

249

8,50%

Pontalinda

3.377

483

14,30%

Santa Albertina

4.768

532

11,16%

Santa Salete

1.494

91

6,09%

Urânia

6.562

764

11,64%

Vitória Brasil

1.572

122

7,76%

 

EM PLENA CARREATA DA VITÓRIA, NICE CHAMA SERVIDOR DE VAGABUNDO

Eu não consegui falar com o principal envolvido – o servidor municipal Valdecir Ramalho, conhecido como Brito – mas fontes bastante fidedignas me informaram que, durante a carreata de ontem, a prefeita eleita, Nice Mistilides, teria feito um pit stop em frente a casa do servidor, no conjunto “Dercílio Joaquim de Carvalho”, para desacatá-lo.

De acordo com as fontes, Nice teria se dirigido de maneira desrespeitosa ao servidor, que – durante a campanha – pediu votos para Flávio Prandi Franco. Ela teria dito ao funcionário: “Vai trabalhar, vagabundo!”. Tudo indica que os servidores municipais – principalmente aqueles que manifestaram preferência por Flá – viverão tempos difíceis nos próximos quatro anos.

É provável que a nossa futura prefeita nunca tenha ouvido falar que um vencedor deve ser, no mínimo, respeitoso com os “vencidos”. Nem vamos falar em magnanimidade, que, para isso, além de ter valor, é preciso ter valores. Para quem passou a campanha inteira falando em Deus, é um mau começo! 

OS ELEITOS EM VITÓRIA BRASIL

Em Vitória Brasil deu o esperado. A candidata Ana Lúcia Olhier(PSDB) foi a vencedora com 903 votos, mais que o dobro do segundo colocado, o petebista Paulo Henrique Miotto – Paulinho do Açougue – que saiu das urnas com 400 votos.

O petista José Gomes, o Zequinha, ficou em terceiro lugar (só tinha três candidatos!) com heróicos 93 votos, 6,66% do total de votos válidos. No longo capítulo das abstenções, 122 eleitores (7,76%)  deixaram de votar. Entre os 1.450 eleitores que compareceram, 18 votaram em branco e 36 acharam mais conveniente anular o voto. Eis, agora, os vereadores eleitos:

Angélica do Alécio (DEM)  –  116
Leonel Amaral (PSDB)  –  94
Ricardo do Posto (PSDB)  –  89
José Carlos Olhier (PMDB)  –  77
Joaquim Moura (PSDB)  –  73
Tatu (PSDB)  –  64
Fernando (PP)  –  57
Val Oreia (PTB)  –  57
Bisteca (PMDB)  –  51
1 336 337 338 339 340 422