Categoria: Política

NICE BATE-BOCA COM CANDIDATO A VEREADOR EM ALMOÇO DO NIPO

“Quem entra na chuva é pra se queimar”, já dizia o grande filósofo contemporâneo Vicente Matheus. Mas, ao que parece, a candidata Nice Mistilides(PTB) não está a fim nem mesmo de se molhar. Conversei, hoje, com o candidato a vereador Tiquinho(DEM), que confirmou o comentado entrevero com Nice, durante o almoço de domingo, na Associação Nipo Jalesense.

De acordo com a versão de Tiquinho, já na saída do almoço, a candidata teria se dirigido a ele, em altos brados, acusando-o de estar “falando mal” dela em suas conversas com eleitores. Tiquinho teria, então, solicitado que ela apresentasse provas e a discussão seguiu.

A este aprendiz de blogueiro, Tiquinho disse que “eu simplesmente estou fazendo a minha campanha e me esforçando ao máximo pra ganhar os votos para o meu candidato prefeito e vou fazer isso até o final. Eu estou trabalhando, tô lutando por ele porque acredito que é o melhor pra cidade. Agora ela, infelizmente, está perturbada. A briga dela tinha que ser com os outros candidatos a prefeito, o Flá e o Viola. Eu sou apenas um candidato a vereador”.

Perguntado se havia ficado supreso com a atitude da candidata, Tiquinho respondeu que “me surpreendeu sim, porque eu via nela uma mulher equilibrada; nunca vi esse lado de desequilíbrio emocional dela. Infelizmente, aconteceu isso nesse domingo”.

Pelo visto, a campanha está começando a esquentar… 

PROPAGANDA DE CLÓVIS DIZ QUE PARINI CONSTRUIU 840 CASAS. ONDE?

Ontem, durante o intervalo comercial do programa Brasil & Cia, que apresento na Rádio Regional, ouvi uma inserção com a propaganda política da coligação dos meus amigos Clóvis Viola e Luís Especiato. Confesso que quase caí da cadeira, ao ouvir a propaganda.

Diz a peça publicitária, que o prefeito Humberto Parini, ao assumir a Prefeitura, em 2005, não encontrou uma única casa popular sendo construída. E mais: que, em quase oito anos de governo petista, foram construídas 840 casas populares em Jales, o que daria uma média de 106 casas construídas anualmente. E mais ainda: que, nos governos anteriores, essa média não passava de 48 casas por ano.

Não sei de onde a assessoria de Clóvis tirou essas informações, mas, ao contrário do que diz a propaganda, quando Parini assumiu a Prefeitura, em 2005, estavam sendo construídas as 250 casas do conjunto habitacional “Pedro Nogueira”. Aliás, o conjunto “Pedro Nogueira” foi inaugurado em dezembro de 2006, como se pode ver na foto ao lado, mas o convênio com a CDHU foi assinado bem antes, em 2003, e a construção das casas  começou em 2004. Parini só teve o trabalho de terminá-las. 

E, como já foi afirmado, reafirmado e confirmado por este aprendiz de blogueiro, em quase oito anos de administração, Parini iniciou, terminou e entregou apenas 53 casas populares. Portanto, é fantasiosa essa história de que ele construiu 840 casas. Eu desafio qualquer integrante do governo Parini a mostrar onde estão essas casas. A menos que elas tenham sido construídas embaixo da terra.

DATA VÊNIA…

Tem gente que ainda não entende como o prefeito Humberto Parini consegue se manter no cargo. Por extremamente didático, reproduzo, abaixo, um post do blogueiro Ricardo Noblat:

É com gosto de jiló no céu da boca, de mandioca-roxa e de beringela crua que passo a contar a história nada edificante de um prefeito do PT cassado pela Justiça Eleitoral do seu Estado.

E de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que por omissão, palavras e obras contribuíram até aqui para que o prefeito permanecesse no cargo, dando-se até ao luxo de concorrer a novo mandato em outubro próximo.

O prefeito atende pelo nome de Francisco Antônio de Souza Filho, o Chico do PT. E a cidade que ele governa se chama Esperantina. 

Com menos de 40 mil habitantes, ela existe há 90 anos e fica no norte do Piauí, a 174 quilômetros de Teresina. Seu orçamento anual é de quase R$ 56 milhões, sendo que R$ 36,5 milhões são repassados pelo governo federal.

Quando o atual senador Wellington Dias (PT) se reelegeu governador do Piauí em 2006, Chico foi nomeado Secretário de Articulação e Gestão.

De longe era o secretário mais poderoso. Ambicionava governar Esperantina a partir de 2008. E para facilitar sua eleição, arrancou de Dias dinheiro e obras para a cidade.

Esperantina ganhou pontes, poços artesianos e ruas asfaltadas.

Os programas de assistência social do governo estadual foram ampliados ali para atender ao maior número possível de pessoas – de preferência eleitores.

Chico derrotou meia dúzia de adversários – entre eles o prefeito da época, candidato à reeleição.

A porta do inferno se abriu para Chico assim que ele tomou posse.

O Ministério Público Eleitoral pediu sua cassação por “abuso do poder político” e de “prática de conduta vedada”. As obras feitas às pressas na cidade configuraram “abuso de poder político”. E o fato de Chico ter alardeado que era o pai das obras, “prática de conduta vedada”.

No dia 28 de fevereiro de 2011, por quatro votos contra três, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí cassou os diplomas de Chico e do seu vice.

Afastado do cargo de imediato, Chico entrou com ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pediu a concessão de liminar para reocupar o cargo enquanto recorresse da decisão do TRE.

A liminar foi concedida pela ministra Nancy Andrighi no dia 30 de junho daquele ano. Quase seis meses depois, o TSE começou a julgar o recurso especial impetrado por Chico contra a decisão do TRE.

Nancy “proveu” o recurso. Em linguagem de leigo, acatou-o. Um a zero para Chico. O ministro Gilson Dipp, não. Um a um. O ministro Marcelo Ribeiro pediu vista do processo.

Em 28 de fevereiro deste ano, ao devolver o processo, Marcelo acatou o recurso. Os ministros Carmem Lúcia e Arnaldo Versiani, não.

Placar no fim da sessão daquele dia: três votos contra a pretensão de Chico de reaver o mandato cassado um ano antes pelo TRE do Piauí; dois votos a favor.

Aí foi a vez do ministro Marco Aurélio Mello pedir vista do processo.

São sete os ministros titulares do TSE. Com quatro votos se decide qualquer parada.

Um mês depois, Marco Aurélio devolveu o processo e “desproveu” (rejeitou) o recurso, cassando Chico.

O voto que faltava ser dado não faria a menor diferença. O placar final seria 5 x 2 ou 4 x 3.

O dono do voto que faltava, ministro Ricardo Lewandowski, era o então presidente do TSE. O que ele fez?

Pediu vista do processo no dia em que Marco Aurélio o devolveu – 29 de março.

No dia 18 de abril esgotou-se o mandato de Lewandowski à frente do TSE. Ele passou o cargo para a ministra Carmem Lúcia. E foi embora sem votar o recurso de Chico. O julgamento ficou inconcluso.

Reunido no dia oito de maio, o TSE despachou o recurso para o ministro que ocuparia a vaga de Lewandowski. Quem mesmo? 

José Antonio Dias Toffoli, ministro substituto no TSE, que costumava votar na ausência de algum titular.

Toffoli estava familiarizado com os assuntos tratados ali. O recurso de Chico lhe foi entregue no dia 11 de maio. E esquecido por Toffoli até hoje no fundo de alguma gaveta.

É o que os advogados chamam, por gozação, de “embargo de gaveta”.

Enquanto isso…

Enquanto isso Chico lidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito. Garante a seus eleitores que vencerá a batalha no TSE.

Só haveria uma chance de isso acontecer: se algum ministro que rejeitou o recurso mudasse de lado – difícil. E se Toffoli acatasse o recurso. Bem…

Só para lembrar: Ricardo Lewandowski foi o mesmo ministro que concedeu uma liminar ao prefeito Humberto Parini, mantendo-o no cargo.

POLÍTICA É COISA SÉRIA…

 

 

 

 

 

 

Tá achando pouco? Então, dê uma olhada nos nove melhores slogans de campanha destas eleições:

1º lugar – Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto:
“Vote em Defunto, porque político bom é político morto’’.

 2º lugar – Candidato a prefeito de Aracati (CE):
“Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.”

 3º lugar – A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
“Vote com prazer!”

 4º lugar – E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu.
“Aquele que dá o que promete.”

5º lugar – Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
“Não vote sentado, vote em Pé.”

 6º lugar – Em Carmo do Rio Claro(MG), tem um candidato chamado Gê.
“Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.” 

7º lugar – Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é:
“Tudo Pela Dinha.” 

8º lugar – Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
“Lingüiça Neles!” 

9º lugar – Guilherme Bouças, com o slogan:
“Chega de malas, vote em Bouças.”

CANDIDATO A VEREADOR ADVERTIDO POR PROPAGANDA OSTENSIVA

O candidato a vereador Tiago Abra(PSB) está sendo advertido pela Justiça Eleitoral pela prática de propaganda ostensiva em empresas do centro da cidade. Como se sabe, a lei eleitoral proíbe a propaganda em estabelecimentos comerciais. Em diligência feita por servidores do Cartório Eleitoral, foram encontrados folhetos de Tiago grudados nas portas de algumas lojas.

Diga-se, por sinal, que alguns funcionários do Cartório Eleitoral vem fazendo diligências em vários pontos da cidade, inclusive em empresas comerciais. O objetivo é garantir que a Resolução 23.370/12 – que regula a propaganda eleitoral – seja respeitada pelos candidatos. Os deslizes são punidos com multa, cujo valor mínimo é de R$ 5 mil.

ANTENA LIGADA DIVULGA PESQUISA DE INTENÇÃO DE VOTOS EM JALES

O programa Antena Ligada desta quinta-feira divulgou pesquisa de intenção de votos encomendada pela Rádio Antena 102, ACIJ e SinComércio. Foram ouvidas 403 pessoas no final de semana passado, dias 25 e 26. Não me lembro dos números exatos, mas, na pesquisa espontânea, Nice estaria com 35%, Flá com 22% e Clóvis com pouco mais de 3%, enquanto os indecisos beiram 35%.

Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Nice aparece com 42%, Flá contabiliza 25% e Clóvis fica com 4%, enquanto os indecisos passam de 23%. A margem de erro da pesquisa feita por um Instituto de Fernandópolis, é de 4,9%.

Na pesquisa divulgada pela candidata Nice, na semana passada, ela aparecia com 26 pontos de vantagem. Na pesquisa da Antena 102, a diferença é de 17 pontos. Em tese, a vantagem de Nice teria caído 09 pontos, mas, ressalte-se, são pesquisas realizadas por institutos diferentes.

Chamou a atenção na pesquisa divulgada pelo Antena Ligada o índice de rejeição da dupla Clóvis-Especiato, coisa de 31%. Nesse quesito, Nice e Flá aparecem empatados com 9% de rejeição.

 

EM RIO PRETO, ELEITOR TROCA VOTO POR CHURRASCO E TIJOLO. SÓ LÁ?

Claro que não! Eleitor vagabundo que vende o voto existe em todo lugar. E depois, esse tipo de gente desclassificada ainda se acha no direito de falar mal dos políticos. Vejam a notícia do Diárioweb:

Eleitores de Rio Preto negociam seus votos em troca de tijolos, churrasco e cerveja no bairro Parque Nova Esperança, na região Norte da cidade. O Diário se passou por assessor de um candidato a vereador fictício e negociou diretamente com eleitores e comerciantes a doação de tijolos e realização de churrascos para promover a candidatura no bairro para obter votos na eleição do dia 7 de outubro.

A negociação caracteriza possível compra de votos, segundo o promotor de Justiça Sérgio Clementino, conforme previsto na lei eleitoral número 9.504/95. É proibido ao candidato “doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufir (entre R$ 1.060 a R$ 53 mil), e cassação do registro ou do diploma”.

Diversos candidatos a vereadores esparramaram suas plaquinhas pelo bairro. A moradora B.A.J disse que colocou uma placa de um candidato em troca de tijolos para construir um muro para sua casa. “Ele (candidato) tinha prometido me dar mil tijolos. Isso aí não suja não, né moço”, afirmou a mulher que se mostrou preocupada ao revelar a negociação. 

A notícia completa, do Diárioweb, pode ser lida aqui.

EMPRESA COMEÇA O RECAPE DO JARDIM DO BOSQUE

Jales é mesmo uma cidade diferente! Segundo se sabe, a lei proíbe o início de obras patrocinadas com recursos estaduais ou federais, durante o período das eleições municipais. Neste ano, o período eleitoral começou no dia 07 de julho e, após essa data, somente as obras já iniciadas poderiam ter continuidade.

Mas, no caso de Jales, parece que isso não está valendo. Nesta semana, em pleno período eleitoral, a empresa Scamatti & Seller Ltda começou, finalmente, o recape de algumas ruas do Jardim do Bosque. Tudo bem, o Jardim do Bosque estava mesmo esperando por isso há uns quatro anos e não será esse pequeno recape que vai mudar o resultado das eleições. Mas, cá entre nós, será que mudaram as regras eleitorais?

Essa é a Rua Vereador Domingos de Rosis Filho. Reparem que, além do asfalto novo, a rua ganhou uma placa à direita.

Esse trecho da Rua dos Escoteiros, é um dos beneficiados com o recape.

Já a Rua Altino Lourenço Cardoso, que cruza com a recapeada Rua Júlia Pereira de Lima, continuará esburacada.

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