Categoria: Política

DOMINGO, NA TRIBUNA

O jornalista Paulo Reis Aruca teve acesso, no final da tarde dessa sexta-feira, ao famoso processo da Facip 1997, que envolve o prefeito Humberto Parini, seu cunhado Ronaldo José Alves de Souza, o ex-prefeito Rato, o empresário João Luiz Tressi e mais duas pessoas. A devolução do processo, que estava no Tribunal de Justiça-SP, à 4a. Vara de Justiça de Jales causou uma série de boatos durante a semana e um festival de informações desencontradas.  

Na edição de domingo, de A Tribuna, a reportagem de Paulo Aruca vai contar tudo sobre o pedido de cumprimento da sentença, feito pelo Ministério Público, o que inclui a cassação do prefeito Humberto Parini, a devolução de mais ou menos R$ 300 mil, e outras punições. Aruca vai contar também qual foi a decisão tomada pela juíza Renata Vilalba Nunes, com direito a fotos de partes interessantes do processo. A matéria vai esclarecer se o mandato de Parini depende ou não do ministro Joaquim Barboza (foto), do Supremo Tribunal Federal.

Além do caso Parini, a Tribuna vai estar falando da Facip 2011, que começa na quarta-feira; dos R$ 9,5 milhões conseguidos pelo Hospital de Câncer, inclusive com o nome da senhora que doou R$ 5 milhões ao hospital; do atraso na entrega dos uniformes escolares na rede municipal de ensino; dos graves problemas das estradas rurais do município; da intenção do prefeito Parini de doar uma parte do terreno da Rodoviária para o Sesi; e muitas outras matérias interessantes.

O PRESTÍGIO DO PREFEITO PARINI NO PT

Depois da sua brilhante “atuação” durante as eleições 2010 e  dos 1.770 votos que os candidatos do PT a deputado federal obtiveram em Jales, parece que o prestígio do prefeito Humberto Parini, dentro do seu próprio partido, foi para o vinagre.

Senão vejamos. O Diretório Estadual do PT-SP produziu uma série de 43 propagandas políticas, veiculadas na TV, entre 18 de março e 2 de abril, no horário das 19h30, às 22h, oferecendo imagens das mudanças decorrentes da parceria do governo federal com os municípios.

Lideranças regionais, deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos e vice-prefeitos petistas foram chamados a dar seus depoimentos. Eu repito, foram 43 depoimentos, entre outros, dos prefeitos petistas de Santo Antonio do Pinhal, Ribeirão Branco, Porto Ferreira, São Joaquim da Barra, Penápolis, Andradina e Araçatuba; os vice-prefeitos de Marília, Garça, Bauru e Presidente Prudente; e até um vereador de Ourinhos.

E quanto ao nosso premiado prefeito, que, segundo o IBVG, administra uma das cinco cidades que mais crescem no país? Infelizmente, ele não foi convidado a dar seu depoimento sobre a experiência vitoriosa de botar Jales nos trilhos que vão nos levar ao primeiro mundo. Bem que ele poderia ter sido convidado a falar sobre como se livrar de retaliações e chantagens.

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MACETÃO GANHA MAIS UMA

Parece que a fase do prefeito Humberto Parini não é das melhores. Como se sabe, com a intenção de mostrar ao vereador Macetão quem é que manda na cidade,  o prefeito “estimulou” o PMDB a entrar com uma “Ação de Perda de Cargo Eletivo por Desfiliação Partidária”, contra o ex-peemedebista. E o vereador, de seu lado, até como forma de defesa, também entrou com uma “Ação de Justificação de Desfiliação Partidária”, contra o PMDB, sob a alegação de perseguição pessoal.

Pois bem, como noticiamos ontem, o TRE julgou improcedente a Ação do PMDB contra o vereador. E, hoje, tivemos outra novidade: além de dizer que o vereador não cometeu a tal  infidelidade partidária, o Tribunal Regional Eleitoral julgou procedente a Ação de Macetão, o que, salvo melhor juízo, significa que os juízes do TRE entenderam que, realmente, houve algum tipo de perseguição contra o moço dos cabelos cacheados. 

E, por falar em cabelo, isso é o que podemos chamar de barba, cabelo e bigode.

CLÓVIS VIOLA E PSDB, UM NAMORO QUE PODE DAR EM CASAMENTO

Parece que o novo presidente do PSDB de Jales, Carlos Roberto Cardoso da Silva, o Cardosão, está mesmo disposto a montar um time de galácticos. Depois de adquirir os direitos federativos do juiz aposentado, Pedro Callado, o tucanato local poderá ser reforçado pelo provedor da Santa Casa, José Devanir Rodrigues, o Garça (PMDB), e também pelo nosso futuro prefeito, Clóvis Viola, que já foi do PMDB, mas foi eleito vice-prefeito pelo PPS.

O namoro com Clóvis Viola vem sendo conduzido pelo secretário estadual de Gestão, o fernandopolense Júlio Semeghini, com o aval do governador Geraldo Alckmim. Uma fonte me garantiu que, provavelmente, neste final de semana, o prefeito de Votuporanga, Júnior Marão, estará em Jales para fechar as negociações com Clóvis e colher a assinatura dele na ficha de filiação do PSDB.

E tudo com o apoio dos deputados Itamar Borges (PMDB) e Carlão Pignatari (PSDB).

PIB SE REÚNE HOJE PARA REFERENDAR GARÇA COMO CANDIDATO A PREFEITO

O PIB jalesense vai se reunir mais uma vez, hoje, sob o comando do advogado e empresário das Comunicações, Wanderley Garcia. A reunião está marcada para a sede da Implalife, a empresa dos irmãos Cavalieri, e, segundo informações, a lista de convidados aumentou em relação à última reunião. 

Até onde se sabe, o PIB deverá confirmar o cartorário José Devanir Rodrigues, o Garça, como seu candidato oficial, mas exige, como parte da estratégia eleitoral, que ele abandone o PMDB e vá para o PSDB. Não sei até que ponto garças e tucanos podem conviver juntos, mas, enfim… 

Certamente, que os últimos boatos sobre os problemas judiciais do prefeito Humberto Parini e suas possíveis implicações no processo eleitoral estarão na pauta de discussões, mas o prato de resistência do encontro desta noite deverá ser mesmo a escolha do vice. O PIB espera convencer o ex-vereador Flávio Prandi a abrir mão de sua possível candidatura a prefeito e assumir a vaga de vice na chapa com Garça.

SEGUNDO PARINI, JALES ESTÁ NOS TRILHOS PARA SER UMA CIDADE DE PRIMEIRO MUNDO

É inacreditável!! Acabo de ler no site de notícias Mais Interativa que o prefeito Humberto Parini lançou, ontem pela manhã, um selo comemorativo aos setenta anos de Jales. Até aí, tudo bem. O incrível está no discurso proferido pelo nosso premiado prefeito em ocasião tão importante. Vejam o trecho que reproduzo abaixo e me digam se o homem está bem:

 “Hoje, Jales está nos trilhos para ser uma cidade para cidadãos de primeiro mundo. Temos nossa cidade como centro de região não apenas no discurso, mas na prática e os Jogos Regionais vão traduzir o desenvolvimento local”.

Acho que o prefeito anda exagerando no Prozac. Ou então, ele está acometido por um grave caso de autismo agudo. Por via das dúvidas, temos, abaixo, duas cenas primeiro-mundanas.

TRE-SP JULGA IMPROCEDENTE A AÇÃO DO PMDB CONTRA VEREADOR MACETÃO

E agora uma notícia que não vai agradar ao prefeito Humberto Parini. Mas quem é que está a fim de agradá-lo?

Em julgamento realizado na tarde desta terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral julgou improcedente a Ação de Perda de Cargo por Desfiliação Partidária movida pelo PMDB contra o vereador Luiz Henrique Viotto, o Macetão. Eleito pelo PMDB, com mais de 2.300 votos, Macetão deixou o partido, que integra a base de apoio ao prefeito Parini, em janeiro de 2010, sob a alegação de que estaria sofrendo “perseguições de cunho pessoal”.

O blog ainda não teve acesso ao inteiro teor da decisão de hoje, mas, segundo informações do presidente do PMDB local, João Missoni Filho, o relator do processo teria considerado que a infidelidade partidária não ficou completamente configurada, uma vez que Macetão deixou o partido, mas não se filiou a nenhuma outra agremiação partidária.

A posição do relator, Flávio Luiz Yarshell, contrariou tudo que havia sido dito até agora a respeito do desenlace PMDB x Macetão e deixou boquiabertos alguns advogados que acompanhavam o caso. Mas, cá entre nós, transferindo o caso da esfera política para o campo conjugal, poderemos compreender melhor a decisão do Tribunal. Afinal, se o sujeito abandona a esposa, mas não arruma nenhuma amancebada, não fica configurada nenhuma traição. Ou fica? Com a palavra, os entendidos. Abaixo, o resumo da decisão de hoje:

RELATOR(A):   JUIZ FLÁVIO LUIZ YARSHELL  
ASSUNTO:   AÇÃO DE PERDA DE CARGO ELETIVO POR DESFILIAÇÃO PARTIDÁRIA – AUSÊNCIA – JUSTA CAUSA – PEDIDO LIMINAR – VEREADOR – PEDIDO DE CASSAÇÃO/PERDA DE MANDATO ELETIVO – PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA – NOMEAÇÃO – PRIMEIRO SUPLENTE  
LOCALIZAÇÃO:   CS-COORDENADORIA DAS SESSÕES  
FASE ATUAL:   05/04/2011 17:26-Julgado Pet Nº 162-17.2010.6.26.0000 em 05/04/2011. Acórdão Julgado improcedente

FESTIVAL DE BOATOS QUE ASSOLA JALES

Todo boato tem um fundo de verdade, dizem os filósofos. Gonzaguinha, um de nossos grandes compositores, preferia dizer que todo boato tem um fundo musical. O fato é que, ultimamente, uma onda de boatos dá conta de que os buracos da cidade, em breve, passarão a ser problema do vice-prefeito, Clóvis Viola. 

Consta que já teria chegado à Justiça de Jales uma nova decisão no processo que envolve o prefeito Humberto Parini, por conta da Facip 1997. E a decisão, segundo pessoas bem informadas, não seria nada boa para o nosso atual prefeito. Uma dessas fontes, por sinal muito bem relacionada, me garantiu que, nos próximos dias, a Câmara Municipal receberá uma correspondência muito importante. Aguardemos!  

NOVIDADES DA SESSÃO DA CÂMARA

Na sessão da Câmara, desta segunda-feira, aconteceram algumas revelações e reações interessantes. O vereador Sérgio Nishimoto, por exemplo, revelou que a APAFUJ, cujo nome completo é Associação dos Pais e Amigos do Futsal de Jales, vai representar a cidade de Fernandópolis nos Jogos Regionais. O líder do prefeito, Luís Especiato, tratou de livrar a administração Parini.  

Já o tucano Jota Erre, a propósito de demonstrar a falta de organização e o desperdício da administração Parini, confidenciou ao microfone que, num dia desses, o chefe do almoxarifado utilizou um ônibus para levar e buscar apenas dois funcionários municipais que foram trabalhar no Córrego Quebra-Cabaça.  

Rivelino Rodrigues, atento ao que lê, protestou contra o convite distribuído pela Prefeitura com o calendário de eventos comemorativos ao aniversário da cidade. Rivelino observou que, no convite, não consta o horário dos eventos programados para comemorar os 70 anos da nossa fundação. “Eu quero ir na missa solene marcada pro dia 15 de abril, mas não sei se ela vai ser realizada cedo, à tarde ou à noite”, disse o vereador.

E o vereador Luís Especiato não gostou, mais uma vez, do adiamento da votação dos projetos que autorizam o prefeito Humberto Parini a vender alguns terrenos do município. Dessa vez, quem pediu o adiamento foi a vereadora Tatinha. Especiato votou contra e depois discursou  manifestando seu desagrado.

TIRIRICA EMPREGA DOIS HUMORISTAS DE “A PRAÇA É NOSSA”, COM SALÁRIOS DE R$ 8 MIL

Deu no portal de notícias Extra on Line, nesta sexta-feira:

O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), nomeou como secretários parlamentares no dia 23 fevereiro dois amigos que trabalham no humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal “O Estado de S. Paulo”, os comediantes Américo Niccolini e Ivan de Oliveira recebem o maior salário do gabinete – de até R$ 8 mil – somadas as gratificações.

Niccolini e Oliveira são os criadores dos slogans da campanha eleitoral do deputado: o “Vote no Tiririca, pior do que está não fica” e “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto”. Todas as semanas, Niccolini aparece na TV incorporando o personagem Dapena, uma sátira do apresentador José Luiz Datena. Durante as eleições do ano passado, foi a vez de interpretar os então presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

Segundo a reportagem, os dois humoristas moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara, já que Tiririca não tem escritório político na capital paulista. 

Ao jornal, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara:

– A gente é bom para dar ideias. Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias.

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