Categoria: Região

PREFEITURA DE VITÓRIA BRASIL VAI ACABAR COM O 14o SALÁRIO

Vitória Brasil posse IMG_0618BBA prefeita de Vitória Brasil, Ana Lúcia Olhier, deverá enviar para a Câmara daquele município, nos próximos dias, um projeto que põe fim à gratificação de aniversário – também chamada de 14º salário – que é paga aos servidores municipais.

No início do mês, tanto a Prefeitura quanto a Câmara Municipal de Vitória Brasil receberam um ofício da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, onde o procurador geral solicita que se manifestem “sobre a constitucionalidade do artigo 66 da Lei Complementar 358, de 30 de outubro de 2009, que instituiu a gratificação de aniversário em Vitória Brasil”.

Ao que parece, a prefeita resolveu se adiantar – já que a gratificação já foi julgada inconstitucional em outros municípios – e acabar com o benefício. Tudo indica, no entanto, que a Prefeitura poderá compensar a perda do 14º com um reajuste no auxílio alimentação (cesta básica) pago mensalmente aos servidores.

Diferentemente de Jales, em Vitória Brasil os servidores recebem um salário mínimo como gratificação de aniversário, independentemente do valor do salário de cada um. Portanto, caso a prefeita resolva, realmente, compensar a perda, bastará dividir o valor do salário mínimo por doze.

Em Jales, o buraco é mais embaixo. Por aqui, a gratificação de aniversário corresponde ao salário-base de cada servidor e pode variar de – mais ou menos – R$ 900,00 a R$ 2.000,00. Ou seja, se o prefeito Flá seguir a fórmula de Ana Lúcia, alguns servidores sairão perdendo. Mas é melhor perder os anéis do que os dedos.

EX-DEPUTADO AYRES DA CUNHA FALECE EM RIO PRETO

A notícia é do Jornal de Jales:

AyresMarques_Divulgacao300Faleceu hoje, dia 19 de junho, aos 80 anos, o empresário Ayres da Cunha. Segundo apurou o Jornal de Jales, ele sofreu uma queda ontem, domingo, foi transferido para São José do Rio Preto, no Hospital Austa, mas não resistiu aos ferimentos.

Ele era casado com uma jalesense, Nancy Barbosa da Cunha Marques e, em razão deste vínculo, acabou se aproximando de Jales e da região, tendo recebido inclusive o título de “cidadão jalesense”.

Ayres da Cunha era médico e foi diretor-presidente da Blue Life, uma das potências brasileiras em planos de saúde, da qual a esposa era diretora administrativa.

Depois de vender a Blue Life para a Amil, resolveu fixar-se na região, onde tinha a Estância Juliana, no município de Urânia, voltada para a criação de gado em confinamento. Também montou uma estrutura em Aparecida do Tabuado-MS.

De espírito inquieto, investiu em piscicultura em Santa Clara d’Oeste.

Nos áureos tempos de Blue Life, dr. Ayres  enveredou pela política e se elegeu deputado federal .

Em Jales, foi patrocinador do Clube Atlético  Jalesense nos anos 90 e grande colaborador de entidades filantrópicas, principalmente o Lar Transitório São Francisco de Assis.

O corpo do extinto será cremado hoje, dia 19.

A notícia de seu falecimento causou grande consternação entre os que o conheciam.

EM MIRASSOL, ASSALTANTE TRAPALHÃO ESQUECE CELULAR NO LOCAL DO CRIME

A notícia é do Diário da Região:

Um ladrão deixou uma pista valiosa para polícia identificá-lo. Depois de roubar uma igreja evangélica, o rapaz, de 21 anos, deixou o celular em cima do muro que usou para fugir com os objetos. O caso aconteceu no início da manhã deste sábado, dia 17, em Mirassol.

Segundo o delegado Marcelo Rogério Barozzi, por volta das 6h30, o pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular do bairro Santa Rita chegou no templo e viu que havia alguns objetos eletrônicos deixados em cima do muro. Ele acionou a Polícia Militar que, foi até o local e achou também o celular de G.O.

Fotos do suspeito fizeram com que os policiais fossem até a casa dele. “Ele não tinha passagens pela polícia, mas já era conhecido em abordagens feitas anteriormente”, diz Barozzi. No imóvel estava o irmão gêmeo, cujas iniciais também são G.O., e os objetos furtados. 

O rapaz foi levado para a delegacia e os policiais saíram em busca do suspeito do furto, que foi encontrado minutos depois.

Na Central de Flagrantes de Mirassol, o delegado deu voz de prisão em flagrante aos irmãos. Um foi enquadrado por furto em flagrante e o outro por receptação. Eles serão encaminhados na segunda-feira para cadeia da região.

MANÍACO DA CALCINHA VOLTA A ATACAR EM RIO PRETO

Desde 2015 que ele ataca mulheres em Rio Preto, para roubar calcinhas, sem que a polícia descubra sua identidade. A notícia é do Diário da Região:

Duas jovens de 24 e 25 anos foram vítimas do maníaco da calcinha – homem que ataca as mulheres e rouba a calcinha delas. As duas moças foram atacadas na manhã de domingo, dia 11, na Vila Ercília, em Rio Preto. 

Em depoimento à polícia, as duas vítimas, abaladas após o ataque, apenas conseguiram identificar o tipo da moto usada pelo criminoso, uma Titan, mas elas não se lembraram dos números e letra de placa do veículo.

Segundo informações da Polícia Militar, o maníaco é um homem de moto que, armado de revólver, obriga as mulheres a entregar a peça de roupa íntima. Caso a vítima recuse entregar, ele faz ameaça de morte.

Os ataques do maníaco da calcinha estão sendo investigados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) desde 2015.

Em 2017 aconteceram dois ataques. No dia 18 de janeiro a vítima foi uma nutricionista de 25 anos, no Jardim Primavera, próximo a Represa Municipal.

Depois, em 23 de janeiro, mais duas jovens, de 20 e 17 anos, foram obrigadas a entregar as calcinhas para um motociclista armado com um revólver. As duas foram ameaçadas enquanto caminhavam na região da Represa Municipal.

Um dia depois, um maquinista de 42 anos registrou boletim de ocorrência de crime de calúnia por ter sido acusado de ser o maníaco da calcinha.

CARRO DE VOTUPORANGA CAPOTA PERTO DE ASPÁSIA E FERE MOTORISTA

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A notícia é da Folha Regional:

Um carro capotou após colidir com barranco nesta quinta-feira (8/6). Segundo informações obtidas pela reportagem do Jornal do Povo da Rádio Assunção, o condutor do Fiat/Bravo, cor branca com placas da cidade de Votuporanga, seguia sentido Santa Fé do Sul, quando pela manhã fez uma parada em um posto de combustíveis da região e seguiu viagem, em determinado momento perdeu o controle do veículo colidindo com um barranco.

O carro ficou com as rodas para cima, com danos de grande monta, deixando a pista interditada momentaneamente, sendo necessário que o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) desviasse o fluxo da via para o acostamento.

O Corpo de Bombeiros socorreu a vítima E.B.L. que foi conduzida com ferimentos leves para a Santa Casa de Urânia. Acompanhou a ocorrência a Polícia Militar de Aspásia.

EMPRESÁRIO QUE DENUNCIOU ESQUEMA DE PROPINA DIZ QUE PAGOU R$ 50 MIL PARA ENGENHEIRO

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A prisão em flagrante foi efetuada na Rua Onze, entre a Catedral e a Praça “Euphly Jalles”. A notícia é do G1:

O empresário que denunciou um esquema de propina de um engenheiro que vistoriava obras financiadas pela Caixa Econômica Federal disse para a Polícia Federal que teve de pagar cerca de R$ 50 mil para ter liberação em um contrato de empréstimo. O engenheiro foi preso em flagrante nesta sexta-feira (2).

O empresário que prefere não se identificar diz que, os pedidos de dinheiro começaram há dois anos, na primeira vistoria feita pelo engenheiro no conjunto habitacional e, continuaram no decorrer da obra.

“Por se tratar do primeiro empreendimento que eu fiz com a Caixa Econômica Federal eu não tinha noção de como isso funcionava. Não achei estranho, até então, porque eu depositava na conta bancária dele. Eu não me lembro se era dele, se era de uma empresa dele, mas era na conta bancária dele. Eu só descobri que não era normal depois que eu comecei a falar com superintendentes, com pessoas do alto escalão da caixa”, afirma.

O engenheiro foi levado para a cadeia de Santa Fé do Sul (SP). O advogado dele disse que ainda não tinha conhecimento da acusação por isso não ia comentar o assunto. A Caixa Econômica Federal disse que assim que for notificada vai contribuir com as investigações da Polícia Federal. O engenheiro era terceirizado pelo banco e segundo as investigações cobrava propina para liberar os contratos.

PF DE JALES PRENDE ENGENHEIRO DA CAIXA EM FLAGRANTE RECEBENDO PROPINA

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O engenheiro Paro foi secretário municipal de Obras de Votuporanga, entre janeiro e outubro de 2011, na gestão de Júnior Marão. A notícia é da assessoria de Comunicação da PF:

PF PRISÃO PAROPoliciais federais de Jales/SP prenderam, na manhã desta sexta-feira (02), um engenheiro civil que presta serviços de fiscalização em obras para a Caixa Econômica Federal. Antonio Eden Cabral Paro foi preso em flagrante no momento em que havia acabado de receber R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em cédulas e cheque, relativos a pagamento de propina exigida de um empresário do ramo da construção civil. A abordagem ocorreu nas proximidades da Caixa Econômica Federal de Jales/SP.

Paro, como é conhecido, tem 63 anos de idade e reside no município de Votuporanga/SP. Ele é credenciado pela Caixa Econômica Federal para fiscalizar obras financiadas em vários municípios da região de São José do Rio Preto/SP. O nome da Operação Liquidação foi utilizado em alusão à conduta do engenheiro que dava descontos e parcelava o pagamento da propina exigida bem como pelo fato da PF ter liquidado a ação do preso.

A PF recebeu informações indicando que o engenheiro estava exigindo que pagamentos de propina -chamados por ele de “consultoria”- fossem realizados por empresário do ramo de construção civil para que parcelas dos financiamentos concedidos pela Caixa fossem liberadas para pagamento. Enquanto o empresário não pagasse a quantia exigida, o engenheiro não aprovava o andamento da obra e a parcela do financiamento ficava bloqueada, ou seja, não era liberada pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com as informações recebidas, a Superintendência da Caixa Econômica Federal de São José do Rio Preto foi alertada pelo empresário em dezembro de 2016, mas até a presente data o engenheiro continuava trabalhando normalmente. A PF também vai apurar esta informação.

As investigações vão prosseguir objetivando a identificação da participação de outros envolvidos e vítimas do esquema criminoso desmantelado na data de hoje. Excepcionalmente, o nome e a imagem do preso estão sendo divulgadas haja vista informações que indicam a prática do mesmo crime em detrimento de outros clientes da Caixa Econômica Federal, que também tiveram que pagar valores indevidos para que as parcelas de seus financiamentos fossem liberadas.

Vítimas que identificarem o preso pelas imagens deverão procurar a Polícia Federal para que seja formalizada a informação. O preso será indiciado pelo crime de corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal) com pena de até 12 anos de prisão. Após ser ouvido pela autoridade policial, ele será encaminhado para presídio da região de Jales/SP onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.

PF DEFLAGRA OPERAÇÃO ‘ARRANJO’ PARA INVESTIGAR DESVIO DE RECURSOS FEDERAIS NA REGIÃO DE JALES

WhatsAppImage2017-06-01at08_24_36A nota da Polícia Federal não menciona as empresas que estão sendo investigadas, mas, aparentemente, pelo menos três empresas de Jales, uma de Mira Estrela e outra de Fernandópolis  seriam alvo da investigação. As cinco empresas firmaram, nos últimos dois anos, contratos com a Prefeitura de Urânia, foco da investigação. 

Um dos endereços visitados pela PF na manhã de hoje é a residência do ex-prefeito Humberto Parini (foto), mas a encrenca, ao que parece, não é com ele. Tudo leva a crer que o problema é com a empresa Em Foco Cursos e Serviços, que tem a ex-primeira-dama Rosângela Parini como sócia. Segundo informações, Parini e esposa estão viajando.

Na edição deste final de semana do jornal A Tribuna, mais detalhes sobre a atuação da empresa da ex-primeira-dama. Vamos, agora, à nota enviada pela assessoria de Comunicação da PF:

A Polícia Federal de Jales/SP deflagrou na manhã desta quinta-feira (01), a Operação Arranjo, que investiga desvios de recursos federais do Programa de Atenção Integral à Família – PAIF. Aproximadamente 50 policiais federais estão cumprindo 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Urânia (1), Jales (7), Mira Estrela (1), Fernandópolis (1) e Santa Fé do Sul/SP (1), que foram expedidos Justiça Federal de Jales/SP.

As investigações iniciaram no começo deste ano após a PF tomar conhecimento sobre licitações e pagamentos suspeitos realizados com a utilização de recursos federais do PAIF que eram destinados à Secretaria de Ação Social do município de Urânia/SP. As investigações apontaram que houve “fatiamento” nas licitações de cursos e palestras entre determinadas empresas, pois não havia disputa nas licitações, mas um “arranjo” (em alusão à função matemática da combinatória) entre as empresas. Também há fortes indícios de que vários cursos não foram realizados, embora os valores tenham sido integralmente pagos.

De acordo com levantamentos preliminares, notas fiscais suspeitas de serem “frias” totalizam R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) que foram pagos com recursos públicos da área social destinados ao PAIF somente no município de Urânia. Os mandados estão sendo cumpridos nas sedes das empresas envolvidas e nas residências dos seus proprietários, servidores e outros investigados.

Há dois meses, a PF de Jales deflagrou a Operação Repartição, que investigou e prendeu o ex-prefeito e outros 4 ex-assessores do município de Urânia. Nesta Operação, pagamentos realizados no último dia de 2016, com recursos da repatriação do governo federal foram o foco das investigações. Todos os investigados foram denunciados e continuam presos preventivamente à disposição da Justiça. O ex-prefeito preso F.A.S. também administrava o município de Urânia à época dos pagamentos e licitações suspeitas relativas aos pagamentos com recursos do PAIF.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude em licitação.Todo o material recolhido pelos federais será analisado na sede da Polícia Federal de Jales para que sejam realizados cruzamentos para confirmação de informações e identificação de outros possíveis delitos cometidos pelas empresas investigadas em outras cidades.

OPERAÇÃO POLICIAL PRENDE 07 PESSOAS EM PALMEIRA D’OESTE

A notícia é do portal da Rádio Assunção:

biasiForam aproximadamente 40 viaturas e 80 policiais envolvidos nesta operação que começou por volta das 6h com a chegada das viaturas na cidade de Palmeira d’ Oeste. Segundo o Delegado Operacional Dr. Sebastião Biazi ao Jornal do Povo da Rádio Assunção FM de Jales, a missão específica era a busca por armas, munições e drogas.

Em um prévio balanço o delegado Dr. Biazi acredita, que a operação foi finalizada com êxito, tendo em vista que foram cumpridos mandados de busca em 14 locais, com 6 pessoas presas por tráfico de entorpecente, e uma com agravante de posse de arma de fogo e munições.

Todos foram encaminhados á Central de Polícia Judiciária de Jales para serem ouvidas. Ainda segundo Biazi, uma alta quantidade de maconha, cocaína e crack foram apreendidas na operação.

ARTIGO – “A MÃO PESADA DO ESTADO”

Alan de AbreuO jornalista Alan de Abreu – um dos profissionais mais corajosos e uma das mais brilhantes penas da imprensa interiorana – do Diário da Região, publicou nessa quinta-feira interessante artigo sobre o caso Reinaldo Azevedo, que reproduzo abaixo.

Antes, lembro que Reinaldo Azevedo – que agora está protestando, com razão, contra o vazamento de sua conversa com Andrea Neves – é o mesmo jornalista que achou tudo normal (ou mais que isso: quase teve orgasmos) quando o juiz imparcial de Curitiba, Sérgio Moro, vazou as conversas de Lula com Dilma e de dona Marisa Letícia com um filho.

Vamos ao artigo: 

Reinaldo Azevedo sempre privilegiou o tom panfletário em detrimento do bom jornalismo. Nos últimos 12 anos, vendeu-se no programa “Os pingos nos is” na rádio “Jovem Pan” e em seu blog na “Veja” como um liberal antipetista, mas nunca deixou de ser um ultraconservador, sempre simpático a Temer e seus acólitos e aos tucanos de alta plumagem.

Enquanto a Operação Lava Jato se ocupava com os desmandos petistas, Azevedo permanecia na confortável posição de áulico da ética e da moralidade. Mas, quando os ventos da megainvestigação passaram a mirar também tucanos e peemedebistas com passado mais do que suspeito, o jornalista, com seu característico tom incendiário e picaresco, sobretudo na Jovem Pan, começou uma campanha com fortes críticas aos procuradores que conduzem a Lava Jato, sobretudo o procurador-geral Rodrigo Janot.

Na última semana, quando a delação de Joesley Batista, da JBS, veio à tona, Azevedo acentuou suas críticas à operação. Passou a argumentar que a Procuradoria Geral da República arquitetava um golpe para tirar Temer do poder.

A resposta da Lava Jato a Azevedo viria nesta terça-feira, dia 24, da pior maneira possível. O site Buzzfeed “encontrou”, entre as centenas de áudios do inquérito que investiga Temer e o tucano Aécio Neves, conversas entre o jornalista e Andrea Neves, irmã do senador Aécio. O sigilo fora levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

São diálogos fortuitos entre jornalista e fonte, sem o mínimo indício de crimes. Mas profundamente constrangedores para Azevedo, que qualifica a revista “Veja”, uma de suas empregadoras, de “nojenta”, por ter produzido, naqueles dias de abril, uma reportagem sobre as suspeitas contra o senador mineiro.

Azevedo pediu demissão da “Veja” e divulgou uma nota em que protesta contra a divulgação da conversa pelo STF e a consequente quebra do sigilo de fonte.

Pessoalmente, não gosto do trabalho do jornalista: incendiário, arrogante, que não raro beira o pedantismo. Mas não posso deixar de protestar contra a divulgação desses diálogos, que não prestam a nenhuma investigação e por isso nem deveriam estar no inquérito.

Sei bem como agem certos agentes públicos quando se veem contrariados por um jornalista. Em 2011, o então procurador do MPF em Rio Preto, Álvaro Stipp, ordenou o meu indiciamento na Polícia Federal pela divulgação de escutas em um esquema de corrupção na delegacia do Ministério do Trabalho em Rio Preto. Tudo porque me neguei a revelar a ele a fonte daquelas informações. Posteriormente, nesse mesmo caso, o juiz federal Dasser Letière Jr determinou a quebra do sigilo telefônico de toda a redação do Diário na tentativa de se chegar à fonte da minha reportagem. Hoje o caso está no STF, à espera de julgamento.

Nesse meio tempo, em 2015, fui indiciado novamente pelo mesmo crime, desta vez pelo delegado Airton Douglas Honório, por divulgar escutas telefônicas referentes à investigação de um sequestro em Rio Preto. Após forte reação de entidades, o caso foi arquivado e o indiciamento, anulado.

Nem Stipp nem Honório receberam qualquer reprimenda formal pelos seus atos claramente atentatórios à liberdade de imprensa. Pelo contrário: Stipp foi promovido a procurador do Tribunal Regional Federal, em São Paulo, e Honório teve arquivado um inquérito contra si na Corregedoria da corporação.

De minha parte, não me arrependo de nenhuma linha que escrevi nos dois casos. Faria tudo de novo. Nós, jornalistas, precisamos estar vigilantes e combativos diante da mão pesada do Estado, que nem sempre está a serviço do bem comum.

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