PEDRO GEROMEL, O CAPITÃO AMÉRICA, JÁ JOGOU EM JALES

Matéria desta terça-feira, do portal UOL, relata que pouco antes de tentar a sorte na Europa, o zagueiro Pedro Geromel, do Grêmio, jogou alguns meses em Jales. Eis trechos da matéria:

O zagueiro Pedro Geromel foi o grande destaque do Grêmio na derrota para o Real Madrid, no Mundial de Clubes. Mas pouca gente sabe que o homem que levantou a terceira Taça Libertadores tricolor era palmeirense na infância e quase  desistiu do futebol precocemente para virar bancário.

Filho de uma família de classe média, Geromel sempre teve o futebol como pilar de sua vida desde a infância, quando participava de campeonatos escolares. Por influência de tios e primos, escolheu o Palmeiras como time do coração. Não foi uma escolha totalmente natural, já que dentro de casa a paixão clubística sempre foi dividida: seu pai, Valmir, é corintiano roxo, ao passo que o irmão Ricardo é são-paulino.

Portuguesa e Palmeiras, aliás, foram dois times pelos quais Geromel atuou na época da base. Da Portuguesa saiu após deslocar o fêmur durante um jogo. Do Palmeiras acabou sendo liberado por não ter muitas oportunidades de jogar em partidas importantes. A frustração por não conseguir se firmar no Palmeiras coincidiu com o fim do colegial, e o zagueiro encarou um dilema comum na vida de muitos jovens atletas: seguir o sonho de se profissionalizar no futebol ou seguir uma carreira tradicional.

Seu pai, dono de uma empresa bem estruturada na capital paulista, lhe ofereceu a oportunidade de trabalhar em um banco. Geromel cogitou largar o futebol para virar um “menor aprendiz”. Por pouco o atual capitão do Grêmio não se tornou um bancário.

Resolveu dar mais uma chance ao sonho e foi tentar a sorte em uma equipe de Jales, uma cidade de 50 mil habitantes no interior paulista, onde jogou por alguns meses. Até que um tio de Rodrigo Babu, que era presidente do clube português Chaves, então na segunda divisão, convidou os dois garotos a se aventurar na Europa.

Logo se destacou, ganhou prêmios individuais e finalmente deu certo como jogador, embora nunca tenha sido muito conhecido no Brasil. Foi jogar na Alemanha e na Espanha. Quando estava emprestado ao Grêmio (aonde chegou questionado e sob desconfiança), seu amigo Elias, então no Corinthians, tentou levá-lo ao Parque São Jorge. Mas ele preferiu ficar no Grêmio.

Sua boa atuação na final do Mundial deve aumentar ainda mais o prestígio do homem que levantou a terceira Taça Libertadores pelo Grêmio. E agora ele aparece como o favorito para assumir a quarta vaga de zagueiro na seleção brasileira. Pode ir a uma Copa do Mundo pela primeira vez aos 32 anos.

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