DANIEL ANTONIO GOMES

Daniel Antonio Gomes, o Daniel do Cartório, faleceu (ou desencarnou, como ele preferia) hoje pela manhã, aos 58 anos, vítima de um enfarto fulminante. Seu corpo está sendo velado no Centro Espírita “Adolfo Bezerra de Menezes”, na Rua Ângelo Scaramuzza, Jardim Primavera, onde ele era dirigente e fundador. O enterro está marcado para amanhã, às 10 horas.

Nos seus tempos de juventude, Daniel era um dos melhores cantores de nossa cidade. Participou de festivais de música, sempre obtendo boas colocações. Também foi um dos maiores astros de um programa de calouros que, no início dos anos 70, fez muito sucesso aqui em Jales. O programa, que lotava o Cine Jales nas manhãs de domingo se chamava “Chuveiro do Chiquito”. Os calouros cantavam bem embaixo de um chuveiro e, quando desafinavam, levavam uma chuveirada com água fria. Daniel gostava de cantar as músicas da Jovem Guarda, especialmente de um cantor chamado Nilton César.

Consta que o Daniel, reconhecidamente um cantor afinado, nunca tomou banho no “Chuveiro do Chiquito”.

Como dirigente e profundo conhecedor da doutrina espírita, ele mantinha uma página na internet, que você poderá acessar aqui.

11 comentários

  • Dalua

    O Daniel foi um batalhador. De familia muito humilde. Um vencedor.

    Na epoca do Chiquito Show ou logo em seguida tivemos um sucesso do Dila Garcia (composição) com interpretação da Célia Sakagushi. Mas acho que foi na MOCAP. Recorda do locutor Nho Sabido e os meninos catireiros?

  • Dalua, a Mocap – Mostra da Canção Popular – veio depois, já no Ginásio de Esportes. Se não me falha a memória, a canção do Dila, interpretada pela Célia, foi uma das primeiras colocadas em um Festival Regional da Canção Estudantil, organizado pelo professor Ariovaldo, ainda no Cine Jales. Eu e você éramos muito jovens prá nos lembrar disso. Com certeza o Zé Antonio ou o Célio Pirajá, que são bem mais antigos, vão saber de mais detalhes.

  • Zé Luiz

    Queridos leitores.

    Tive a alegria de nascer na casa ao lado da Família Antônio Gomes, talvez o Daniel seja o mais conhecido. Meus irmãos falam do ouvir o Daniel cantar no serviço de auto falante do Paraíso e, ainda, em cima do caminhão que levava os trabalhadores para “catar” algodão.
    Homem que gostava de lambretas e Ford V8 – eu brincava nos 70 com suas máquinas, em 72, se não me falha a memória, ele se despedia do pai.
    Daniel sempre foi meu amigo e cultivei respeito e admiração pelo seu trabalho e sua vida.
    Pra Finalizar, amigos Dalua e H de Doce, eu sempre ouvia a voz do meu irmão vizinho cantando Evaldo Braga – Sorria, Sorria ou A Cruz que Carrego.

    Então ficam – duas letras que o cantor Daniel continuará a cantar no Plano Espíritual. Vá em Paz, ou fique.

  • Você é um cara de sorte, Zé. Se fosse meu vizinho, teria crescido ouvindo minhas performances embaixo do chuveiro, quando penso que sou o Cauby Peixoto. No bom sentido, é claro!

  • Cardoso:

    No final dos anos sessenta, pelas manhãs de Domingo, como vc. citou, existia no Cine Jales um programa de calouro chamado de Chiquito Show. Muita gente confunde com o Calouros Cultura, que era no auditório da radio na rua nove. O conjunto do meu irmão, (tita), Os Tremendos era que fazia o acompanhamento dos calouros. A questão do chuveiro eu não me lembro, mas sim do gongo que era martelado pela Dalila filha do dono do Hotel Jales, na esquina da oito com sete (hoje a mansão do Rossafa). Resumo do sertanejo, digo ópera: a musica que revelou Daniel Gomes (o grande afilhado da Maria Jalles) foi esta

    http://www.kboing.com.br/pirapo-e-cambara/1-1031896/

    abraços fraternos

    Poletto

  • cardoso

    Preclaro oráculo, no tempo da Dalila eu não tinha nascido ainda. Mas ouvi falar do martelo dela. E você, pelo jeito, frequentava o programa infantil que aquela japonesa fazia na Rádio Cultura. Como era mesmo o nome dela?

  • Dalua

    A japonesa não era a Minai?

    Que a Minai apresentava um programa tenho certeza, mas não lembro se era infantil. Conheci a Minai porque engraxava sapatos pra ela.

  • Isso mesmo, Dalua. Se não me falha a memória era Minae Okuda. Tudo que eu sei sobre Lobo Mau, Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho e outros personagens eu aprendi ouvindo o programa dela.

  • Genésio

    Mas os valores de nosso Daniel são também vistos por outros prismas – um precioso arquivo histórico perdido para a eternidade. Para registro de meu livro, foi ele quem esclareceu os motivos detalhados que levaram à demolição da antiga Igreja Bom Jesus. Sabia quem foi o proprietário do terreno demarcado por Euphly Jalles no ano da fundação; sabia onde encontrar registros escriturais; o nome do prefeito; do comprador e as negociações que levaram à perda de nosso patrimônio histórico. Essas e outras informações eram dadas sem recorrer a arquivos, Daniel as tinha de memória.
    Familiares com sérios atritos decorrentes de heranças, a ponto de se ameaçarem fisicamente, onde encontraram palavras para refletirem, para baixar a fervura dos ânimos e entrarem em acordo? Era naquela mesa comprida do cartório onde ele tomava sua peculiar posição de mediador e orientador. Os contendores, saboreando um cafezinho, se desarmavam ao ouvirem a voz excelsa da razão e da harmonia. “O apego aos bens materiais costuma ser o maior dos empecilhos na busca de uma saída feliz”, dizia.
    Em contrapartida, gostava de ouvir explicações. Amante devoto da ciência. Qual a origem desse último cometa? Quando ressurgirá? De que é composto? Soube que um sinal eletrônico demora 28 minutos para ir e voltar de Marte; como ficam as comunicações? Qual o astrofísico que defende vidas em outros planetas? E assim foram nossos contatos, quando eu passava pela Rua Doze, com uma diferença: ele respondia a todas as perguntas enquanto eu consegui responder apenas metade delas. Adeus meu aluno-mestre! Genésio M Seixas

  • “seu” Genésio, bom saber que o senhor também visita o nosso modesto blog. Abraços! E lembranças à Marina, com certeza a estrela mais reluzente de todas as que o senhor conhece e aprecia.

  • josé dutra da silva

    O Daniel Gomes era jovem comigo, ele é primo do Candido Silva, casado com uma finada tia minha, Iraci dutra. Lembro-me do sucesso que ele fazia nos programas de calouros em Jales e região. Uma grande perda para o povo jalesense, só hoje fiquei sabendo da sua desencarnação, então, nesta oportunidade, envio meus pesares, mas é o processo.

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