EMPREGOS: JALES É A ÚNICA CIDADE DA REGIÃO COM RESULTADO NEGATIVO

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, nessa semana, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados-CAGED, relativos ao ano de 2010. O resultado demonstra que o número de vagas formais – empregos com carteira assinada – evoluiu em três das quatro principais cidades da região, na comparação entre 2009 e 2010. Votuporanga, Fernandópolis e Santa Fé do Sul apresentaram crescimento no número de carteiras assinadas. Somente em Jales, verificou-se uma diminuição nos empregos formais, em 2010, comparando-se com 2009.

Votuporanga foi uma das cidades da região em que o emprego cresceu. Conforme post anterior, o prefeito Júnior Marão está comemorando o crescimento recorde de 73%, ou seja, Votuporanga criou 1.853 novas vagas em 2010, enquanto, em 2009, haviam sido criadas 1.072. Mas foi Fernandópolis quem apresentou, em termos de percentual, o resultado mais expressivo da região. Foram criados 1.590 novos empregos, em 2010, enquanto em 2009, haviam sido criados apenas 365. Um crescimento, portanto de 335%.

Em Santa Fé do Sul, o crescimento bateu em 29%. A cidade criou 381 empregos em 2010, contra os 295 criados em 2009. Até Palmeira D’Oeste, apresentou resultado melhor que Jales. Em números absolutos, foram 40 novas vagas em 2010, mas, na comparação com 2009, quando foram criados apenas 07 novos empregos, Palmeira D’Oeste apresenta um crescimento superior a 400%.

E agora, os números de Jales: em 2009, o saldo foi de 373 novas carteiras assinadas. Em 2010, esse número caiu prá 367, significando um resultado negativo de quase 2%. Vejam bem, resultado negativo, enquanto a geração de empregos, em 2010, cresceu em toda a região, bateu recorde no Brasil, com crescimento de 153%, e no Estado de São Paulo, com saldo positivo de 161%.

A abertura de novos empregos, normalmente, não acontece por acaso. Na maioria das vezes, é fruto do esforço da administração municipal, bem como dos incentivos que os prefeitos se dispõem a conceder àquelas empresas que queiram se instalar em seus respectivos municípios. O resultado negativo de Jales nada mais é do que o resultado da falta de uma política de incentivo à instalação de novas indústrias e, pior ainda, o resultado da falta de empenho de uma administração incompetente e voltada apenas para o próprio umbigo.

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