OAB DIZ QUE CRIAÇÃO DE 34 NOVOS CURSOS DE DIREITO É UM ‘ESTELIONATO EDUCACIONAL’

Segundo a OAB, “a ampliação da oferta de vagas uma valiosa moeda de troca, especialmente em período pré-eleitoral – fragiliza a boa formação dos alunos, o que resulta na enxurrada de profissionais diplomados e muitos sem condições de enfrentar a realidade de um mercado de trabalho competitivo”.

A maioria dos cursos de Direito foram autorizados para instituições das regiões Norte, Nordeste e Centroeste. Em Mato Grosso, por exemplo, foram autorizados cursos em Cuiabá, Cáceres e São José dos Quatro Marcos.

No estado de São Paulo, três instituições foram autorizadas a criar cursos de Direito: em Campinas (Unita), em Indaiatuba (Anhanguera) e na capital (FMU do bairro Morumbi). A relação completa pode ser vista aqui. A notícia é do portal Conjur:

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil criticou nesta quarta-feira (16/5) recente portaria do Ministério da Educação autorizando a abertura de mais 34 cursos de Direito. Ao todo, são mais de 5 mil vagas liberadas nas cinco regiões do país.

“O MEC precisa urgentemente adotar uma política pública de fiscalização dos cursos existentes, para que os alunos deixem de ser vítimas de um verdadeiro estelionato promovido por instituições cujo interesse passa longe da qualidade da formação, mas prioritariamente pelo lucro”, afirma o presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia.

A entidade já havia soltado uma nota criticando o MEC em abril, quando o órgão autorizou a criação de cinco novos cursos de Direito.

Tensão:

As novas aulas de bacharelado representam mais um capítulo de briga entre a OAB e o Ministério da Educação. Em abril de 2017, como revelou a ConJur, a pasta autorizou curso de tecnólogos em Serviços Jurídicos numa faculdade do Paraná. O tecnólogo pode se formar em dois anos e sai com diploma considerado de ensino superior.

Também no ano passado, o Conselho Nacional de Educação mudou dispositivo sobre as diretrizes curriculares dos cursos de Direito para definir que cabe a cada instituição de ensino, e não à Ordem, regulamentar e aprovar regras sobre o funcionamento de núcleos de prática jurídica para estagiários. 

4 comentários

  • CAMARADA MARTINI

    Acho que OAB tem se preocupar com seus advogados.

    Maiorias das vezes uma pessoa faz curso de direito não para ser advogado e sim por ter

    um campo extenso para concurso.

    Eu vejo razões extensa no CFM-CRM por seus profissionais com muitas escolas sendo aberta.

    Hoje um bacharel em medicina só mesmo sendo medico e não igual um bacharelado em direito.

    Hoje em nosso país bacharel em direito que tem mais oportunidades em concurso em varias áreas.

  • O governo e suas conce$$ões

    Em todos os governos : Itamar, Sarney, FHC, Lula, Dilma, Temer e outros, sempre teve este comercio de concessões para tv, jornais, rádios (AM, FM e comunitaria), faculdades, etc.
    Essas empresas se tornaram moeda de troca para o governo ter apoio, sendo que o politico quer ter influencia politica através da sua mídia
    O governo sempre “sustentou” destas empresas dos políticos através de repasses de propaganda governamental (mídia), e o programa FIES (faculdades).
    O escandalo maior foi quando o ministro do STF, Gilmar Mendes, vendeu sua faculdade de direito, na pequena Diamantino/MT, para o ex governador (preso) Silval Barbosa, do Mato Grosso, por R$ 7,7 milhões
    que a estatizou. Oh, ministro sortudo! kkkkkk
    Depois que o Conselho Federal de Medicina, conseguiu junto ao MEC, a suspensão de novos cursos de Medicina no país por um período de cinco anos agora o CF de direito queria suspender a abertura de novos cursos de Direito no país por um período de 10 anos.
    Estava certo! Mas não conseguiu

  • É a mesma OAB que apoiou o golpe? A mesma OAB que apoiou o congelamento de gastos públicos com educação por 20 anos?
    Hmmmmm, interessante…

  • O diploma de nível superior foi vulgarizado,por isso se vê advogado que não sabe advogar,médico que não sabe medicar e professor que não sabe professorar,poucos dominam o beabá.

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