PRESO PELA PF DE JALES, COMERCIANTE QUE MATOU PERITA É CONDENADO A 13 ANOS DE PRISÃO

O Tribunal do Júri instalado no plenário do Tribunal Regional Federal da 3ª Região condenou, na noite de segunda-feira (17), o comerciante José Correia Neto a 13 anos e 4 meses de prisão, pelo homicídio da perita contadora nomeada pela 42ª Vara do Trabalho de São Paulo, Célia Maria Galbetti. Os jurados também condenaram o réu a uma pena de 1 ano de detenção pelo crime de posse irregular da arma utilizada no crime.

O crime foi cometido em São Paulo, em dezembro de 2008, e José Correia Neto foi preso pela Polícia Federal de Jales, em março deste ano (veja aqui), depois de permanecer foragido por mais de sete anos. Ele foi preso em Cassilândia(MS), onde vivia com nome falso e atuava em um ramo comercial, sem levantar suspeitas.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o comerciante matou Célia Maria Galbetti a tiros, pelas costas, em razão do trabalho dela. Na data do crime, ela aferia os livros contábeis da Ótica Miragem, empresa de Correia Neto, localizada no bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, a fim de levantar recursos para a quitação de uma execução trabalhista.  

O assassinato da perita foi julgado na Justiça Federal pois Célia Maria foi morta no exercício de uma função federal e o crime ocorreu em razão da atividade que ela exercia. Foi a primeira vez que o plenário do TRF-3 foi utilizado para um Tribunal do Júri e apenas a quarta vez que a Justiça Federal de São Paulo (Capital) teve um júri popular federal.

O julgamento começou às 8h43 da segunda-feira (17) e durou mais de 11 horas. Três ex-funcionários da Ótica Miragem, de José Correia Neto, entre eles Daniel, enteado do réu, contaram o que ocorreu no dia do crime. Duas das testemunhas relataram que ouviram a vítima gritar por socorro antes dos disparos.

Após o depoimento em juízo das testemunhas, foi interrogado o réu José Correia Neto. Ele confessou o crime e admitiu que atirou pelas costas e que os disparos foram consecutivos, mas se disse arrependido: “Me arrependo e muito do que fiz. Se eu pudesse, eu voltaria atrás. Peço perdão a todos que foram prejudicados por isso”, disse o réu.

O arrependimento dele não convenceu os jurados. Quando foi morta, em 2008, Célia Maria tinha uma filha de apenas cinco anos.

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