A CRÔNICA DO PASCOALINO – “A COPA QUE PERDEMOS”

O Pascoalino S. Azords me mandou um email esclarecendo que o nome dele não tem o “h”. Pois eu sempre achei que tivesse! Na crônica que reproduzo abaixo, Pascoalino fala de uma experiência que os torcedores jalesenses vivenciaram durante a Copa do Mundo de 66, quando ainda não existia televisão em Jales. 

Eu ainda era garoto, mas me lembro de ter “assistido” a um jogo da seleção brasileira na geringonça que instalaram sobre a nossa antiga Rodoviária, na Praça do Jacaré. O Brasil perdeu aquele jogo, mas não me lembro prá quem. Lembro-me, porém, que a Rua Oito foi invadida por um bando de babacas, como eu, que ficou olhando aquelas luzes que se acendiam onde, supostamente, estava a bola.

Era um negócio rídiculo, mas, na época, nos sentíamos como se estívessemos vendo o jogo lá na Inglaterra. O Pascoalino, que engraxava sapatos bem ali na frente da Rodoviária, se lembra de muito mais detalhes. Vamos à crônica:

A Copa que perdemos

Eu não faço a mínima idéia da carta que o Brasil tinha na manga para vencer a disputa pelo direito de sediar a Copa do Mundo de 2014. O que será que o comitê executivo da Fifa viu no Brasil que a revista Veja não consegue ver? Quanto mais eu penso no assunto, mais inconcebível me parece, afinal, qual foi o nosso trunfo.

Tão acirrada quanto a batalha campal de um mundial deve ser o jogo de interesses disputado do vestiário para trás, entre cartolas e chefes de estado, mega-empresários, sindicatos, flanelinhas e pipoqueiros. Recentemente, o Japão perdeu para o Qatar a Copa de 2022. Eu não faço a mínima idéia do que a Fifa ouviu do Qatar, mas a proposta do Japão de projeção holográfica dos jogos para o mundo inteiro me parecia imbatível.

Ao invés de assistir às partidas em telões que não param de crescer, em 2022 as pessoas se dirigiriam ao estádio da sua cidade onde poderiam ver, ao vivo, o jogo que naquele instante estivesse sendo disputado no outro lado do mundo. Para tanto, bastaria se acomodar na arquibancada e olhar fixamente para o campo vazio. Ali, um palmo acima do gramado, a bola rolaria entre destros e canhoteiros. E poderíamos ver os gols perdidos e aqueles que os jogadores não conseguissem perder, os impecáveis ternos dos técnicos no banco de reservas… Dependendo da evolução da holografia na próxima década, talvez o torcedor pudesse até xingar a mãe do juiz, lançar bananas no gramado, etc.

Parece fusão da Sony com a Seicho-No-Iê – e talvez fosse isso mesmo a proposta japonesa. A imagem verdadeira seria filmada por 200 câmeras de alta definição espalhadas pelos estádios do Japão. A restituição da imagem holográfica (em relevo) dependeria apenas da instalação de projetores a laser onde se quisesse ver o jogo. Assim, garantiam os japoneses, as partidas da Copa de 2022 poderiam ser vistas em qualquer canto do planeta: no campo da santacruzense, em Canitar ou Santo Antonio do Aracanguá, por exemplo.

Ninguém precisaria tirar passaporte nem comprar dólares. O torcedor poderia ir a pé ao estádio da sua cidade para ver em campo Brasil X Argentina, Itália X Alemanha. De chinelo mesmo, e camiseta regata, com a vuvuzela e uma caixa de fogos Caramuru debaixo do braço, um trocado no bolso da bermuda para uma latinha e, o que não é pouco: sem ter que agüentar o inguinal Galvão Bueno.

Pois os árabes do Qatar nos privaram dessa Copa!

Não é a mesma coisa, mas, há quase 50 anos, eu tive uma experiência parecida. A televisão ainda não pegava na minha cidade quando nas férias de julho de 1966 a seleção brasileira voou em missão histórica para a Inglaterra dos Beatles. Vínhamos do primeiro título na Suécia, em 1958; e do bi-campeonato, no Chile, em 1962. Com Pelé, Garrincha, Tostão e Gerson, todos ainda com vinte e poucos anos de idade, a conquista do tri-campeonato parecia um simples problema de fuso horário: bastava pegar o avião, andar para trás no relógio, erguer a taça e voltar pra casa – tudo devidamente registrado pelos fotógrafos de “O Cruzeiro”. Mais rápido do que as revistas semanais tinha o rádio.

Pois a poucos dias do início da Copa de 1966, sobre a marquise do estacionamento rodoviário, começaram a erguer um painel quase do comprimento da laje. Eu engraxava sapatos no banco da farmácia em frente, entre o Jeca Bar e a portinha do Luiz fumeiro, e acompanhei toda aquela mão de obra.

A rodoviária era uma espécie de marco zero das cidades de então. Hoje, as autoridades do trânsito escurraçaram os terminais rodoviários para longe do centro congestionado. A nossa velha rodoviária cheirava a urina, mas era vazada pela luz do sol. Não tinha esse ar de purgatório dos terminais de hoje, aonde a gente fica esperando que nos levem para longe. As nossas estradas eram todas de terra, como as nossas ruas, e os ônibus, coitados, só iam até ali e voltavam.

Num dia de semana, logo depois do almoço, eu vi o Brasil bater a Bulgária por 2X0, ali da soleira da farmácia do Morais, enquanto entravam e saiam os ônibus empoeirados levando no teto os passageiros e a bagagem excedente. Era uma gente feia e honrada, com camisa de manga comprida, chapéu e sempre crianças no pé.

Depois, perdemos de 3 a 1 para a Hungria, em plena luz do dia! Daí, a terceira e decisiva partida levou ainda mais gente para a frente da rodoviária. O rádio dizia que Pelé estava contundido, que o técnico do Brasil dormia no banco dos reservas durante o jogo, mas quando Fiori Gigliotti disse que as cortinas do espetáculo estavam se abrindo em Liverpool, a minha cidade parou para ver Brasil X Portugal.

A cidade inteira comprimida entre o Posto São Paulo, a selaria do Pegolo e o Jeca Bar; de costas para o carrinho de doces da esquina e para o resto do mundo.

O painel sobre a rodoviária era um retângulo que tentava imitar um campo de futebol, com a linha divisória e o círculo central, as grandes e as pequenas áreas, as linhas de fundo e as laterais. Milhares de lâmpadas brancas cobriam o que seria o campo e uma lâmpada maior, e vermelha, aguardava dentro da caixinha que correspondia ao gol. Guiadas pela locução do serviço de alto-falante, as lâmpadas iam se acendendo a partir do pontapé inicial, na posição aonde a bola devia estar naquele instante lá na Inglaterra. E também ia para o corner, para o tiro de meta, para a marca do pênalti… Quando se marcava um gol, a lâmpada vermelha piscava dentro da caçapa, e todo mundo gritava, se abraçava, e se sentia no direito de soltar rojões. Só o falecido Cido da farmácia não gostou do painel. “É que nem ver o jogo no rádio”, disse com o incisivo de ouro no meio do sorriso triste daqueles que nascem para ver algumas poucas copas.

Os jogos eram vistos assim. Isso pode explicar a tática portuguesa para neutralizar Pelé, Garrincha e companhia. A carnificina com que os discípulos de Eusébio caçaram e abateram os brasileiros naquele mundial levou a Fifa a criar, a partir da Copa de 1970, os cartões amarelo e vermelho no bolso do juiz – que a gente via em branco e preto na televisão do vizinho, trepado no muro, quando não chovia.

SECRETÁRIA DE ZECA DO PT ABRE O BICO E MOSTRA COMO FUNCIONAVA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

Esta notícia não é nova, mas, nestes tempos em que alguns compram imóveis de milhões, enquanto outros adquirem apartamentos mais modestos, ela, por ser uma matéria bastante didática, merece ser relembrada. Deu no portal JusBrasil, em setembro de 2010:

Vídeo postado no Youtube, em poder da Polícia Federal, revela como o governo Zeca do PT desviava dinheiro da publicidade. Assessora de confiança e responsável pelo setor financeiro da comunicação na administração petista, Ivanete Martins, incrimina o ex-governador, o deputado federal Vander Loubet e o ex-secretário Ralf Marques.

No vídeo, Ivanete mostra os caminhos da farra da publicidade, como ficou conhecida as denúncias que ganharam manchetes nacionais. Segundo ela, o governo Zeca do PT desviou R$ 120 milhões dos cofres públicos. No depoimento, a assessora diz que as gráficas e agências de publicidades, contratadas pelo governo petista, eram obrigadas a devolver 10% em propina para Zeca, Ralfi e Vander.

Abaixo, o vídeo. Vale a pena dar uma olhada:

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AOS AMIGOS, TUDO

Nos tempos em que fui colunista do jornal Folha D’Oeste colecionei desafetos. Um deles, o doutor Lair Seixas, me lascou um processo que me dá dores de cabeça até hoje. O ex-super-secretário de Finanças da Prefeitura, Ézio Assunção de Lima, é outro dos desafetos que arranjei. No caso de Ézio, parece que as minhas opiniões desagradaram a família inteira, pois, há algum tempo, um de seus filhos – um advogado cujo nome não me lembro – tentou me arrumar uns probleminhas.

Uma das minhas críticas ao Ézio se deu pelo fato de ele, no cargo de secretário de Finanças, ter pago a si mesmo algumas férias vencidas, um privilégio que ele não permitia aos outros funcionários de carreira. Pois agora parece que a história está se repetindo. Matéria do jornal A Tribuna, escrita pelo repórter Alexandre Ribeiro, o Carioca, levanta a suspeita de que a mesma Prefeitura que atrasa o pagamento de seus fornecedores e diminui o repasse para entidades assistenciais, estaria pagando, em dinheiro, as férias e outros direitos trabalhistas de alguns privilegiados.

A denúncia não é nova e ela chega à imprensa através de funcionários descontentes com o tratamento diferenciado, já que à maioria deles, esse privilégio é negado. Há algum tempo, correu o boato de que o secretário de Finanças, Rubens Chaparim, era um dos que planejava receber suas férias em dinheiro. Desde que assumiu o cargo, há sete anos, Chaparim – talvez porque se ache imprescindível ou insubstituível – nunca tirou férias. E nem precisa tirar, pois ele falta ao trabalho quando lhe dá na telha – normalmente, às sextas-feiras – para cuidar de sua fazenda em Mato Grosso.

Em 2009, quando solicitei dois meses de férias, Chaparim me chamou ao gabinete do prefeito – Parini estava viajando, mas o secretário disse que falava em nome dele – e me sugeriu que eu recebesse aquelas férias em dinheiro. Achei aquilo muito estranho, pois o Chaparim não morria de amores por mim.  E como precaução nunca é demais, tratei de gozar minhas férias em descanso mesmo, apesar de não estar cansado.

Quando pedi demissão, no final de 2010, recebi quase um mês de férias em dinheiro. É o que vai acontecer com Chaparim, quando ele sair. O problema é que ele terá oito meses de férias para receber – se já não recebeu algum  – mesmo tendo faltado diversas vezes ao trabalho. Mais ou menos o que aconteceu com o Ézio. A diferença é que a fazenda do Ézio ficava em Minas Gerais.

PAULA TOLLER E KEVIN JOHANSEN – “GLASS”

E agora eu estou indo lá prá Regional FM, onde, das 10 às 14 horas, apresento o Brasil e Cia, com o melhor da MPB e algumas internacionais. Há algum tempo, postei um vídeo em que a Paula Toller canta “À Noite Eu Sonhei Contigo”, uma música do Kevin Johansen em que ela escreveu a letra na versão em português. Apesar do nome, Kevin é um compositor argentino, pouco conhecido no Brasil, mas com muito prestígio internacional. Na verdade, ele nasceu no Alaska e veio ainda chiquitito para a Argentina. No vídeo abaixo, Paula e Kevin cantam “Glass”, no original, em inglês:

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DESTAQUES DOS JORNAIS

Estas foram as manchetes dos jornais locais, neste final de semana:

Folha Noroeste: “PSDB e Júlio Semeghini discutem pré-candidatura com Pedro Callado”

Folha Regional: “Setenta municípios participaram da inauguração da Praça das Bandeiras”

Jornal de Jales: “Indisponibilidade de bens de Parini expõe riscos da atividade política”

A Tribuna: “Suspeita de ‘acerto’ para indenizar aliados”

Na Folha Noroeste, destaque para a reunião de tucanos que tentam convencer o juiz aposentado Pedro Callado a ser o candidato do PSDB para prefeito de Jales, em 2012. Destaque também para a Câmara Municipal de Urânia, que entregou uma “Moção de Aplausos” para a talentosa Daiane Nazzi de Souza. Ela atua como backing vocal do cantor Luan Santana e, segundo os vereadores uranienses, tem ajudado a divulgar o nome de Urânia por todo o país. A outra manchete de capa destaca a viagem do prefeito Parini e dos vereadores Luís Especiato e Claudir Aranda, que foram a Brasília reivindicar a instalação, em Jales, de um campus do Instituto Federal de Educação.

A Folha Regional destacou a inauguração da Praça das Bandeiras, um pré-aquecimento para os Jogos Regionais marcados para julho. Outras manchetes: “Dise de Jales recupera veículo furtado e apreende 44 gramas de crack”;  “Pontalinda se une contra a Esquistossomose”;  “Prefeito de Turmalina assina convênio de mais de três milhões para construção de 48 casas populares”  e  “Santa Albertina conclui obras de infra-estrurutura”. A homenagem da Câmara Municipal de Urânia para a backing vocal Daiane Nazzi de Souza também foi destaque na Folha Regional. Na coluna Ella, uma mulher praticamente sem defeitos: “a linda, inteligente e simpaticíssima Nathalia Galera Taha“.

No Jornal de Jales a principal manchete cita o caso do prefeito Parini para um alerta sobre os perigos da atividade política. A submanchete diz que, para a advogada de defesa do prefeito, ele “não teve a intenção de enganar a justiça”. Outras manchetes: “Prefeito e vereadores agora querem campus de instituto federal”;  “Integrantes do Grupo Jales Forever reúnem-se em São Sebastião”;  “Festa do Queijo, Bacalhau e Vinho já tem estrutura montada”. Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior conta que o objetivo da reunião dos tucanos, logo após evento na Santa Casa de Jales, “foi colocar pilha na pré-candidatura a prefeito do juiz aposentado Pedro Manoel Callado Moraes“. 

O jornal A Tribuna destacou que o prefeito Humberto Parini teria beneficiado aliados em cargos de comissão com “acertos”, visando o pagamento de indenizações trabalhistas. Destaque também para a AVCC, que está reduzindo em 90% o atendimento de seu Centro de Reabilitação, devido ao corte do auxílio que vinha sendo dado Prefeitura, determinado pelo prefeito Parini. Outras manchetes: “Especiato e JR disputam paternidade de conquistas”;  “Escolas municipais superam média em SP”;  “Hasteamento inaugura a Praça dos Jogos Regionais”. Na coluna Enfoque, o jornalista Paulo Reis Aruca também escreveu sobre a reunião de tucanos, onde, segundo ele, o cardápio incluía “dentre petiscos e iguarias, a provável pré-candidatura de Callado a prefeito de Jales”. 

CAPITAL DA FILHA DE SERRA CRESCEU 50 MIL VEZES EM 42 DIAS

Toda essa celeuma sobre o vertiginoso crescimento do patrimônio do ministro Palocci reacendeu uma questão que está sendo muito debatida na web. Trata-se do também vertiginoso crescimento – e bota vertiginoso nisso! – do patrimônio da filha do tucano José Serra. É claro que um crescimento não justifica o outro, mas vamos ao que foi publicado no blog Os Amigos do Brasil:

Verônica Allende Serra, filha de José Serra, era sócia da empresa DECIDIR.COM BRASIL, já conhecida de outras reportagens.

A empresa teve seu capital multiplicado por 50.000 (cinquenta mil vezes)… repetindo para você ter certeza do que está lendo: 50 MIL VEZES. E ISSO EM APENAS 42 DIAS.

A empresa foi criada no dia 8 de fevereiro de 2000, com capital de R$ 100,00 (cem reais).

Quinze dias depois, no dia 22 de fevereiro de 2000, o nome da empresa mudou para “Decidir.com Brasil S.A.” e a sócia Verônica Allende Serra (filha de José Serra) assumiu o cargo de Diretora e de Vice-presidente da empresa.

Em 21 de março de 2000, passados 42 dias da criação da empresa, o capital foi aumentado para R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), ou seja 50 mil vezes o valor incial.

Detalhes:

Verônica Allende Serra não era apenas filha de José Serra. Também era sócia do pai em outra empresa, de consultoria, simultaneamente: na ACP – ANÁLISE DA CONJUNTURA ECONÔMICA E PERSPECTIVAS LTDA (conforme citado na ação proposta do Ministério Público Federal)

José Serra era ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, nesta época, e pré-candidato à presidência da República.

O Ministério Público Federal apurou que José Serra NÃO DECLAROU sua empresa de consultoria à Justiça Eleitoral, nas eleições em que concorreu em 1994, 1996 e 2002.

 A matéria completa do blog Os Amigos do Brasil, inclusive com cópias de documentos, pode ser lida aqui.

COMENTARISTA ALEGA QUE REVITALIZAÇÃO DO BOSQUE MUNICIPAL FOI PARALISADA POR FALTA DE PAGAMENTO

Eu já escrevi alguma coisa sobre as várias obras iniciadas e não acabadas na atual administração, cujo maior exemplo é a “revitalização” do centro da cidade . A propósito, o amigo visitante “Edpo” enviou, hoje, um comentário para o post de 23/04, sobre a paralisação das obras de revitalização do Bosque Municipal. Reproduzo, ipsis litteris, o que ele enviou, ressalvando que não tenho conhecimento sobre os motivos da paralisação. Mas, pelo histórico da administração, não duvido do que foi relatado pelo “Edpo”. Vamos ao comentário:

Edpo
28 maio 2011 às 9:59

BOM DIA

EU ERA FUNCIONARIO DA ADMINISTRAÇAO DA EMPRESA WS MATTOS CONSTRUÇOES LTDA NA EPOCA QUE A EMPRESA FAZIA A REVITALIZAÇAO DO BOSQUE. BOM A EMPRESA NA EPOCA PARALIZOU A OBRA POR FALTA DE PAGAMENTO POR PARTE DA PREFEITURA E ATE A DATA DE HOJE A PREFEITURA DEVE 38,000,00 TRINTA E OITO MIL REAIS REFERENTE A ETAPA JA EXECULTADA DO BOSQUE E O MESMO ACONTECE COM A EMPRESA CONSTRUTORA MIRANDA E ALVES LTDA DE PONTALINDA.  O PREFEITO PARINE QUER FAZER OBRAS NAS CUSTA DAS EMPRESAS ISSO NAO TA CERTO, E SO ELE PAGAR AS EMPRESAS CONFORME AS MEDIÇOES QUE NADA DISSO ACONTECE. BANDO DE CALOTEIROS.

DIÁRIO OFICIAL ESTAMPA TODA A GENIALIDADE DO NOSSO PREFEITO ESTADISTA

Um dia desses, registramos aqui neste espaço que o prefeito Humberto Parini promoveu o leilão de um bem móvel – com direito a publicações nos jornais oficiais do estado e do município – que proporcionou aos combalidos cofres municipais a considerável arrecadação de, mais ou menos, R$ 200,00. Vou repetir por extenso, para que não restem dúvidas: duzentos reais.

Pois bem, o Diário Oficial do Estado, deste sábado, traz mais uma pequena demonstração da genialidade do nosso premiado estadista. A Prefeitura mandou publicar três extratos de contratos, firmados com empresas fornecedoras de material de higiene e limpeza, que, somados, totalizam R$ 386,22. O problema é que, para publicar contratos de tão expressivos valores, a municipalidade paga, no mínimo, R$ 200 reais. Isso significa que, se houve alguma economia na aquisição dos produtos, ela se foi pelo ralo.

Essa situação acontece porque o nosso grande estadista resolveu, há uns dois anos, implantar na Prefeitura de Jales as tais Atas de Registros de Preços, uma novidade permitida pela Lei das Licitações. Esse tipo de licitação – muito mais apropriado aos municípios maiores – obriga a Prefeitura a dar publicidade ao contrato toda vez que alguma secretaria resolve comprar, por exemplo, algumas caixas de saponáceo ou alguns fardos de papel higiênico.

Sejamos justos, o nosso prefeito mereceu aquele prêmio do tal Instituto Brasileiro de Verificação e Gestão – IBVG. Ele realmente é um grande administrador. E, para que não digam que estou mentindo, reproduzo, abaixo, a publicação do DOE:

PREFEITURA MUNICIPAL DE JALES
Extrato de Contrato nº.: 83/11 – Contratante: Prefeitura do Município de Jales – Contratado: LSV Indústria e Comércio Ltda.- EPP. – Assinatura: 20 de maio de 2011. Objeto: Aquisição de produtos de limpeza e higiene – Valor: R$ 214,58 – Processo: 85/10 – Modalidade: Pregão Presencial nº. 29/10 – Ata de Registro de Preços nº. 09/10 – Vigência: 02 (dois) meses.
Contrato nº.: 84/11 – Contratante: Prefeitura do Município de Jales – Contratado: Mercearia Vieira Ltda. – ME. – Assinatura: 20 de maio de 2011 – Objeto: Aquisição de produtos de limpezae higiene – Valor: R$ 63,50 – Processo: 85/10 – Modalidade: Pregão Presencial nº. 29/10 – Ata de Registro de Preços nº. 10/10 – Vigência: 02 (dois) meses.
Contrato nº.: 85/11 – Contratante: Prefeitura do Município de Jales – Contratado: Lucilene Moreira Bitencourt Sanches – EPP. – Assinatura: 20 de maio de 2011 – Objeto: Aquisição de produtos de limpeza e higiene – Valor: R$ 108,14 – Processo: 85/10 – Modalidade: Pregão Presencial nº. 29/10 – Ata de Registro de Preços nº. 11/10 – Vigência: 02 (dois) meses.

FERNANDÓPOLIS: ALCKIMIN ENTREGA CASAS POPULARES E ANUNCIA LIBERAÇÃO DE VERBAS

O governador Geraldo Alckmim – que há muitos anos não vem a Jales – esteve em Fernandópolis, onde anunciou a liberação de recursos para diversas melhorias, incluindo a construção de 267 casas populares pela CDHU. Enquanto isso, aqui em Jales, o prefeito Humberto Parini – que prometeu 1.000 moradias – só conseguiu entregar 24 casas, enquanto patina para terminar outras 29 e ensaia o início da construção de mais 60, nenhuma delas pela CDHU. A notícia sobre a vinda do governador a Fernandópolis está no Região Noroeste:

O Governador do Estado, Geraldo Alckmin acaba de anunciar a construção de mais 267 casas populares e investimentos em infraestrutura em Fernandópolis. O anúncio aconteceu durante a entrega de 253 casas no Conjunto Habitacional “Dr. Jayme Baptista Leone”. Nove delas foram destinadas a policiais militares civis, além de 14 para idosos e uma cota para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Além da entrega de mais 267 casas em Fernandópolis – que ficarão a cargo do Poder Executivo em escolher o local – o distrito de Brasitânia também deverá ganhar 60 novas moradias. Alckmim fez o anúncio acompanhado do Secretário de Gestão do Estado de São Paulo, Júlio Semeghini, e do Secretário Estadual da Habitação, Sílvio Torres.

O governador anunciou também o repasse de verba para a reforma e ampliação do Terminal Rodoviário de Fernandópolis. A obra faz parte de um convênio com a Prefeitura, realizado em junho do ano passado, com vigência de 24 meses. O Terminal Rodoviário de Passageiros do Município de Fernandópolis receberá cerca de R$ 624 mil, repassados em duas parcelas. A primeira será de R$ 208 mil e já possibilita o início das obras.

MINISTÉRIO PÚBLICO PREPARA AÇÃO CIVIL CONTRA COMISSÃO DA FACIP 2009

Não bastassem as dores de cabeça em relação ao Caso Facip 97, parece que o prefeito Parini poderá ter, também, alguns sobressaltos por conta da Facip 2009. Isso porque a Facip 2007, cujo rombo aproximou-se dos R$ 300 mil, não foi investigada.

Mas vamos ao que interessa: o Diário Oficial do Estado, de hoje, traz uma publicação onde o Ministério Público de Jales está pedindo a abertura da inquérito preparatório visando propor Ação Civil Pública, por improbidade administrativa, contra a Comissão Organizadora da Facip 2007, presidida pelo comerciante Alessandro Ramalho Flausino.

Na mesma publicação, o MP também pede abertura de inquérito civil para investigar a empresa Clássica Comércio de Eletrônicos e Produções Ltda. Para quem não se lembra, a Clássica, uma empresa de Goiás, foi contratada para “aplicar” os R$ 177 mil que o Ministério do Turismo enviou para a publicidade da Facip 2009.

Não tenho conhecimento do que está sendo alegado pelo Ministério Público, mas tenho conhecimento sobre alguns fatos, já que os vivenciei. A planilha proposta pela Clássica incluía a divulgação da Facip 2009 através de: caminhão de som (R$ 28.500); Confecção e distribuição de cartazes (R$ 20.000); veiculação de propaganda em 10 rádios da cidade e da região (R$ 45.000); veiculação em TV regional (R$ 73.500) e propaganda em jornais da cidade e região (R$ 10.000).

Disso tudo aí, pouquíssima coisa foi realizada, já que quase toda a propaganda daquela Facip foi paga pela própria Comissão, e não pela Clássica. A comprovação da confecção dos cartazes, por exemplo, foi feita mediante a apresentação de uma nota emitida por uma gráfica de Fernandópolis, cujo talão de notas era de 2000. Segundo informações, a gráfica estava inativa há muito tempo, mas a nota foi aceita, sem contestações, pelo secretário de Finanças, Rubens Chaparim. A propaganda na TV foi quase nenhuma e, pelo que consta, paga pela Comissão.

A ex-secretária municipal de Agricultura, Gláucia Alvarez Tonin, que era também a vice-presidente da Facip 2009, assinou um primeiro laudo de vistoria, no valor de R$ 117 mil, atestando a “realização” dos serviços. Alertada para as consequências, ela negou-se a assinar o segundo laudo, no valor de R$ 60 mil, que, posteriormente, foi assinado por Irineu de Carvalho, secretário de Esportes. Irineu não tinha nada a ver com a Facip, mas foi pego a laço para assinar o documento.

Por enquanto, parece que apenas a Comissão da Facip 2009 está sendo acusada de improbidade, mas não tenham dúvidas de que o prefeito Parini ainda vai acabar sendo envolvido nisso. Afinal, a fiscalização sobre a aplicação do dinheiro vindo do Ministério do Turismo era responsabilidade da Prefeitura. Daqui a alguns anos saberemos no que vai dar tudo isso.

PS: Um amigo visitante chamou a atenção para um equívoco cometido por este blogueiro, no trecho “Facip 2007, presidida pelo comerciante Alessandro Ramalho Flausino”. Na verdade, eu queria me referir à Comissão Organizadora da Facip 2009, que foi presidida pelo Alessandro.

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