EMPRESA LIGADA AO ITAÚ PREPARA PRIVATIZAÇÃO DO BANCO DO BRASIL

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Até o Marco Antônio Villa – um tucano disfarçado de professor de história e comentarista político – já está achando que as privatizações do governo Temer são uma forma de a quadrilha instalada em Brasília continuar roubando.

Ele deve ter chegado a essa conclusão depois de ficar sabendo que um empresário amigo do Temer comprou milhares de ações da Eletrobrás um dia antes do anúncio da privatização e chegou a lucrar R$ 1 bilhão em pouco mais de 24 horas.

Mas, vamos à notícia da Rede Brasil Atual. Parece que, no caso do Banco do Brasil, colocaram o vampiro pra tomar conta do banco de sangue:

Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, faz parte do conselho administrativo da empresa Falconi Consultores de Resultado, contratada, sem licitação, para preparar o desmonte do Banco do Brasil. O maior banco privado do país está de olho na privatização dos bancos públicos. A denúncia foi feita na sexta-feira (25) pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

“Colocaram a raposa no galinheiro dos ovos de ouro”. O ditado popular explica com exatidão o que vem acontecendo dentro do Banco do Brasil, para atender interesses privados, mais precisamente, do Itaú. Em 2016 foi contratada, sem licitação, por “notório saber”, a Falconi Consultores de Resultado para preparar o desmonte do BB, chamado oficialmente de “reestruturação”.

O trabalho desta empresa é enxugar a estrutura do banco público, preparando-o para a privatização, política do governo Fernando Henrique Cardoso, retomada pelo seu aliado, Michel Temer. Entre os membros do Conselho de Administração da Consultoria Falconi está Pedro Moreira Salles, à época da contratação Presidente do Conselho de Administração da holding Itaú Unibanco, atualmente Presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

O absurdo é um banco privado estar conduzindo as políticas de um banco público, que tem um papel estratégico, o de fomentar o desenvolvimento econômico e social do país. No mínimo a situação configura um conflito de interesses, já que o desmonte da rede de agências, com extinção de milhares de postos de trabalho, abriu espaço para os bancos privados, entre eles, o próprio Itaú. A primeira fase da reestruturação resultou no fechamento de 402 agências, extinção de 9.400 postos de trabalho e redução salarial drástica que atingiu quase 4 mil funcionários.

O concorrente continua dentro do BB. A mesma consultoria está fazendo o mapeamento dentro da Diretoria de Tecnologia do banco, um setor altamente estratégico a cujas informações o setor privado está tendo acesso. Seguindo a linha de “mãos de tesoura” da Falconi, de corte dos custos, há o temor de extinção de funções, abrindo espaço para a substituição de funcionários concursados por trabalhadores precarizados de empresas terceirizadas.

3 comentários

  • Égua

    Kem escolheu o temer foi o PT e seus eleitores…..agora ficam chorando…..

  • Pra que o governo tem bancos? E o povo passando fome!

    O governo tem 3 bancos oficiais (BB, BNDES e Caixa) que os politicos roubam atraves de propinas para dar emprestimos pois vejam caso do ex presidente/BB (de Dilma) preso, Cunha, Odebrecht, JBS e outros.
    Para que o governo quer banco pois com um governo quebrado? Para agiotar dinheiro? Tem que vender mesmo o BB alem disso vender os Correios (para que o governo quer entregar cartas?), Eletrobras, etc
    Na noticia do Cardozinho, o sindicato está reclamando (o que importa? Nada) que a empresa está “preparando” o banco para ser privatizado, tem um socio que é do Itaú!!!!!!
    Certamente o sindicato não quer que o banco seja vendido para os politicos continuem a roubar e nós pagando o rombo.
    O sindicato reclama que vai fechar agencias deficitarias, mandar gente embora, etc para que o governo continue com tantos bancos e o povo sem dinheiro para depositar.
    E os bancos emprestando dinheiro para os ricos, mediante pagamento de uma propina para eles.

  • Refinado

    Ja passou da hora de privatizar, péssimo atendimento e serviço prestado. Agora falta privatizar os correios.

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