MACETÃO DEBUTA COMO PRESIDENTE DA CÂMARA NA POSSE DE VENTURINI E REÚNE-SE COM PARINI NO PRIMEIRO DIA DE TRABALHO

Diz-se que os políticos em geral – exceto FHC, que não pode nem ver uma buchada de bode – possuem estômago de avestruz. Apesar disso, hoje pela manhã, quando adentrou o gabinete do prefeito Humberto Parini, é possível que o vereador Luiz Henrique Viotto, o Macetão, tenha repetido o gesto de levar a mão ao nariz.

Afinal, o novo presidente sabe que o panfleto apócrifo que circulou durante a campanha eleitoral de 2008, com ofensas morais à família dele, teria sido – segundo testemunhas – obra de figuras ligadas ao Paço. É sabido, também, que a fracassada tentativa do PMDB de tomar o mandato do vereador, por infidelidade partidária, teve um “empurrãozinho” do prefeito. Além disso, no caso da CEI da Certidão, o vereador foi acusado pelo prefeito Parini de tentar fazer “chantagem”. 

Não bastasse isso, vale lembrar que, durante todo o ano de 2011, quando ocupou o cargo de vice-presidente da Câmara, o vereador Macetão não foi escalado uma única vez para representar o Legislativo, embora tenha comparecido a muitos eventos onde o presidente Claudir Aranda não estava presente. 

O normal é que, nos eventos onde o presidente não comparece, a Câmara seja representada pelo vice, mas, quando Claudir não podia estar presente, escalava-se qualquer outro vereador do grupo situacionista, menos o vice. A ordem era não dar “moral” para Macetão. E é bem possível que a ordem tenha vindo do Paço.

Por isso mesmo, ontem, quando foi convidado pelo mestre de cerimônias, Deonel Rosa Júnior, para falar em nome do Legislativo, na posse do provedor José Pedro Venturini, Macetão deve ter pensado em tudo isso. Era a primeira vez que ele sentava-se à mesa das autoridades, como representante da Câmara.

E vejam como a vida dá voltas: hoje, Macetão foi convidado pelo prefeito Humberto Parini, para uma conversa no gabinete do petista. Não se sabe, ainda, o que eles conversaram, mas, com certeza, o prefeito deve ter pedido a colaboração do presidente da Câmara. Afinal, o mundo pode até não acabar em 2012, mas vai ser um ano muito difícil para muitos prefeitos. Resta saber qual vai ser o posicionamento de Macetão.     

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