NO PAÍS DA PIADA PRONTA: JOSÉ SIMÃO DIZ QUE EDUARDO BOLSONARO DEVERIA SER CHAPEIRO

A charge é do Pelicano. E a notícia é do Brasil 247:

O “currículo” apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos – como ter feito intercâmbio, fritado hambúrguer no Maine e aprimorado o inglês – continua sendo alvo de piada nas redes sociais.

O humorista José Simão defende que Eduardo seja então chapeiro – e não embaixador – e ironiza ao dizer que o McDonald´s “está cheio de embaixador”. “É espantoso!!!”, reagiu o jornalista Ricardo Noblat. “E é justamente essa turma que enchia o peito pra falar de ‘meritocracia’…”, lamentou Guilherme Boulos.

13 comentários

  • Enfermeiro cubano

    https://i0.wp.com/www.apostagem.com.br/wp-content/uploads/2017/09/wp-image-422388589.jpg?resize=800%2C445&ssl=1

    SURGE A PRIMEIRA PROVA MATERIAL CONTRA MORO POR SUPOSTA VENDA DE SENTENÇA: Esposa de Juiz recebeu pagamento de direito da Odebrecht.
    Em matéria publicada pelo Radar da Veja, que apresenta uma planilha de pagamento de funcionários do escritório do advogado Tecla Duran, Rosângela Moro, esposa do juiz Sérgio Moro, teria recebido repasse de valores do escritório do advogado que era, na verdade, doleiro da Odebrecht. Duran, é considerado foragido e foi justamente Moro que pediu sua prisão. Talvez, não por acaso, uma vez que Tecla Duran havia denunciado o ex-sócio e padrinho de casamento de Rosangela Moro, por compra de sentença na Lava Jato.
    Recentemente, Moro tentou explicar fato justificando que sua esposa não recebia pagamento que seriam sócios apenas no compartilhamento da infraestrutura do escritório. Com isso, acabou caindo em contradição, já que o juiz já havia dito em entrevista à Conjur que a sociedade era justamente o contrário, apenas para compartilhamento de honorários.
    Planilha de Pagamentos dos Funcionários do Escritório de Tecla Duran:

    https://i1.wp.com/www.apostagem.com.br/wp-content/uploads/2017/09/wp-image-1074603497.png?resize=554%2C600&ssl=1

    Na tentativa de justificar e não ser considerado impedido no passado, gerou a prova de hoje. Então, a pergunta que fica é: “Por que o MPF, que teve acesso a todos os documentos do sigilo fiscal de Duran, não usou a lista de pagamentos para pedir o afastamento e acusar Moro?”
    O que acabou de acontecer, foi o vazamento dessa planilha da Receita Federal de pagamentos dos funcionários do escritório de Tecla Duran contando um pagamento à esposa de Moro. Ou seja, corroborando para de Duran, que foi cobrado e pagou por redução de pena.
    Ou seja, Duran é acusado de recebimento de valores para amenizar e até mesmo inocentar réus na Lava Jato. Moro, juiz da operação, teria que ter recebido valores de alguma forma. Rosângela, esposa do juiz, era sócia do escritório de Zucolotto e recebeu pagamentos, é o que diz a planilha de Duran da Receita Federal publicada na veja. Com isso, além da contradição já verificada anteriormente, surge a primeira prova material de um possível crime
    O que o blogueiro da Veja verifica, é que o juiz deveria ser considerado impedido para julgar Duran. Mas, as consequências vão bem além de um simples impedimento. Por exemplo, surgem perguntas ainda sem resposta, como: “Por que a esposa de Cunha foi absurdamente inocentada e a esposa de Cabral também recebeu tratamento bem mais brando que as demais esposas de acusados e condenados na Lava Jato”?

  • Enfermeiro cubano

    JUSTIÇA ADMITE QUE SÍTIO DE ATIBAIA NUNCA FOI DE LULA E EXPÕE A FARSA DA CONDENAÇÃO.

    Fernando Bittar, dono do famoso sítio de Atibaia que era atribuído pela direita golpista ao ex-presidente Lula, foi autorizado pela justiça a vendê-lo. A autorização saiu do Ministério Público Federal (MPF). É o mesmo MPF que acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser “dono” do sítio para condená-lo por suposto recebimento de vantagens por meio de reformas feitas no sítio de Fernando Bittar.
    A direita golpista utilizou o Judiciário para realizar uma perseguição política contra o ex-presidente. Por isso seus processos estão cheios de anomalias jurídicas. E por isso suas condenações não são apoiadas por provas. Lula foi condenado por Sérgio Moro no caso do triplex por “ato indeterminado”, exclusivamente com base na delação de outro réu no processo, que mudou seu depoimento no meio do processo, obtendo vantagem por isso, por orientação de seu advogado.
    Agora, no caso do sítio de Atibaia, foi condenado por Gabriela Hardt, substituta de Moro, com uma sentença copiada do processo anterior, conforme ficou demonstrado por perícia apresentada pela defesa. Hardt inclusive esqueceu de tirar o triplex de sua sentença copiada. Na última página do processo, o sítio vira triplex.
    Nem é e nem não é, muito pelo contrário, ou não
    Com o reconhecimento da justiça de que o sítio não é de Lula, mas de Fernando Bittar, o Judiciário está afirmando que o sítio de Atibaia é de Lula mas não é de Lula. O sítio é de Lula, mas o dono é Fernando Bittar. O sítio é de Fernando Bittar, portanto ele pode vendê-lo, mas o sítio é de Lula, portanto ele pode ser condenado. O sítio é de Fernando Bittar mas é de Lula, é de Lula mas é de Fernando Bittar. O sítio é de Lula, mas não é de Lula, por isso outra pessoa vai vender o “sítio do Lula”, que não é de Lula. Seria divertido se não tivesse consequências. É com base nesse tipo de raciocínio que os golpistas estão mantendo Lula preso. Nem se dão ao trabalho de apresentar uma história crível para encobrir o arbítrio e a perseguição.

    Libertar Lula com o povo na rua.

    Já ficou mais do que comprovado que Lula não tem direitos. Sua defesa é massacrada nos tribunais por fora da lei, e seus advogados foram inclusive espionados, o que por si só já seria absurdo suficiente. Os processos contra Lula são políticos e não podem ser vencidos apenas por vias judiciais. Para que Lula seja solto, é preciso que haja mobilização popular. As instituições golpistas estão organizadas para mantê-lo preso, porque Lula desestabilizaria o regime político ainda mais, colocando o programa da direita golpista em risco e polarizando a situação ainda mais.
    Do ponto de vista dos trabalhadores, isso é justamente o que precisa acontecer, para derrotar a direita golpista e impedir os ataques aos trabalhadores. Por isso também, além de ser uma questão de autodefesa das organizações operárias, a defesa da liberdade de Lula tornou-se uma reivindicação central na atual crise nacional. É preciso ir às ruas exigir tanto a queda do governo quanto a liberdade de Lula, para que ele possa participar de novas eleições gerais, que seriam uma reversão da fraude do ano passado e uma saída para a crise política.

  • Enfermeiro cubano

    PARA MINISTROS DO stf, ATUAÇÃO DE MORO É GRAVÍSSIMA E INCOMUM.

    A atuação do hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como magistrado na Vara Federal Criminal em Curitiba já foi abertamente debatida no Supremo Tribunal Federal e classificada por ministros da corte como “gravíssima”, “incomum”, com evidentes “excessos” no exercício de poderes legais e passível de sanção administrativa.
    Em 2013, a Segunda Turma do STF julgou pedido de habeas corpus em que os impetrantes solicitavam a declaração de suspeição e impedimento de Moro, acusando-o de “atuação parcial” e pediam a nulidade de ação penal. A informação é do jornal Valor Econômico.
    Por 4 votos a 1, os ministros concluíram que, “apesar de censuráveis”, excessos cometidos por Moro não caracterizariam causa de impedimento ou suspeição, levando à anulação do processo, lembra o jornal. É, porém, no voto divergente, do ministro Celso de Mello, decano da Corte, para o qual se voltam as atenções, seis anos depois, quando a conduta de Moro está sob escrutínio público e será, mais uma vez, analisada no segundo semestre quando o Supremo retomar o julgamento do HC do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    O voto de Celso de Mello, recorda o Valor, foi “cancelado” do acórdão, e não é possível acessar a íntegra da explicação do ministro para sustentar sua decisão à época. Está registrada apenas versão simplificada da decisão do decano, para quem o magistrado sob análise da Corte, na ocasião, teria ofendido gravemente a cláusula constitucional do devido processo legal. “A situação exposta nos autos compromete, segundo penso, o direito de qualquer acusado ao ‘fair trial’, vale dizer, a um julgamento justo efetuado perante o Poder Judiciário que observe, em sua conduta, relação de equidistância em face dos sujeitos processuais, pois a ideia de imparcialidade compõe a noção mesma inerente à garantia constitucional do ‘due process of law'”, declarou Celso de Mello.
    O Valor solicitou ao gabinete de Celso de Mello e à assessoria do STF a íntegra do voto e questionou a razão para não constar no acórdão. Não é raro acórdãos serem publicados sem a íntegra dos votos, e ministros também podem solicitar a retirada da publicação. A assessoria do STF não respondeu aos questionamentos da reportagem até a conclusão desta edição. O HC julgado em 2013 foi impetrado em 2008 pelos advogados Cezar Roberto Bittencourt e Andrei Zenkner Schmidt, que defendiam Rubens Catenacci, acusado de crimes contra o sistema financeiro. Catenacci morreu em abril deste ano.

    Conjunto da obra

    Foi processado em três ações penais, tendo sido absolvido em uma delas. Em duas, segundo seus advogados, a punibilidade foi extinta por prescrição. Os dois advogados que pediram a suspeição de Moro consideram que, pelo “conjunto da obra”, a atuação do então juiz nos processos foi flagrantemente parcial. De dezembro de 2005 a julho de 2006, o então juiz da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba pediu a prisão preventiva de Catenacci cinco vezes.
    A Valor prossegue lembrando que em todos os casos os advogados conseguiram reverter sucessivamente, a decretação de prisão no Tribunal Regional Federal (TRF-4) ou em tribunais superiores. Bitencourt e Schmidt tiveram voos monitorados por ordem de Moro e houve também interceptação telefônica de um advogado colaborador, que residia em Foz do Iguaçu. Em outro fato citado no memorial elaborado pelos advogados, o então juiz Sergio Moro “selecionou documentos que, em sua visão, seriam pertinentes para o exame do caso pelo TRF da 4ª Região”. “Grande parte do volume de documentos é repetido e não é necessário para o julgamento”, informou Moro ao tribunal.
    “Houve sucessão de fatos indicando a parcialidade do juiz. Os mais graves foram o monitoramento de advogados, o descumprimento reiterado de decisões do TRF da 4ª Região, a manipulação de distribuição de processos, etc. Como bem disse o ministro Celso de Mello ao analisar esses fatos, ‘revela-se impressionante essa sucessão de medidas que foram relatadas nesta sede processual’, especialmente o ‘gravíssimo episódio do monitoramento dos advogados do ora paciente'”, disse Andrei Schmidt ao Valor.
    O voto de Celso de Mello, disse Bittencourt à reportagem, era “era contundente e reconhecia a parcialidade do Moro”. Já o ministro Gilmar Mendes, recorda-se, “viu o absurdo dos fatos, mas teve dificuldade de considerar isso como parcialidade”. Mendes pediu vista do HC e em seu voto alegou que “o conjunto de atos abusivos” não configurariam parcialidade.

    Sensacionalismo

    Porém, classificou a conduta do magistrado de censurável e pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria do TRF-4 abrissem processo disciplinar. Em nota ao Valor, o corregedor do CNJ, Humberto Martins, informou que a reclamação disciplinar contra Moro foi retirada de pauta na gestão do Corregedor ministro João Otávio de Noronha, em 26 de julho de 2018. “Foi juntado documento em novembro de 2018, e está sendo analisado em razão de novos documentos juntados, pela Corregedoria. Nada mais podendo acrescentar, pois o processo está em segredo de justiça”, disse.
    Prossegue o Valor: Na opinião de Bittencourt, a troca de mensagens de Moro com procuradores da Lava-Jato em Curitiba, em especial Deltan Dallagnol, revelada pelo site “The Intercept Brasil”, é vergonhosa”. “Isso de dizer que é normal esse contato entre o juiz e procuradores é mentira. Juiz fala nos autos. Moro comandava a Lava-Jato, decidia o que queria, era consultado sobre o que o Ministério Público poderia fazer. Isso é imoralidade, mas mais do que isso, é parcialidade, motivo para anular a condenação do julgamento de Lula”, diz Bittencourt.
    A assessoria de Moro, procurada pelo Valor, não respondeu ao pedido para que ele se manifestasse sobre o HC 95.518, em que foi acusado de suspeição e parcialidade. No processo, Moro justificou sua atuação à época. Disse que Catenacci intimidou e coagiu um co-acusado e gerou “tumulto processual”, o que justificaria a decretação de prisão preventiva mais de uma vez. Em relação às mensagens recentes divulgadas pelo “Intercept”, Moro não reconhece a autenticidade, ressalta que foram obtidas por crime (hacker), e acusa o site de sensacionalismo.

  • Tiririca

    *****Com chamada na capa, o Washington Post traz hoje reportagem de seu correspondente no Brasil, Terence McCoy, contando o que vive o jornalista Gleen Greenwald, sofrendo as ameaças “semioficiais” com que Sérgio Moro insufla os bolsonaristas.
    Enquanto eles acham que podem calá-lo com meia dúzia de rojões e uma caixa de som em Paraty, o caso vergonhoso para o Brasil se espalha pelo mundo.
    E Greenwald é claro: mesmo que o prendam, publicará todo o material das promiscuidades de Curitiba.
    Glenn Greenwald já enfrentou dificuldades para ser reporter antes. Mas não assim.
    Terence McCoy, no The Washington Post
    Glenn Greenwald ficou nervoso. Ele tinha outra grande história em andamento, e a atmosfera em torno de seu escritório em casa era frenética: cachorros latindo, 27 câmeras de segurança filmando, grandes homens armados de guarda.
    Durante semanas, de uma casa transformada em um bunker, Greenwald publicou alegações lançando dúvidas sobre a imparcialidade da investigação de corrupção que levou à prisão do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e contribuiu para a ascensão do presidente Jair Bolsonaro.
    Em dois dias, ele publicaria outra história alegando que o juiz que supervisionou o caso de Lula, Sérgio Moro, herói nacional no Brasil por seu papel na corrupção, havia conspirado com promotores para condená-lo.
    “Este material vai sair”, disse ele. “Mesmo que eles me ponham na prisão.”
    A perspectiva parecia real o suficiente. Greenwald, o jornalista norte-americano polarizador que ganhou proeminência relatando os programas de vigilância do governo dos EUA expostos por Edward Snowden, havia prometido meses de histórias – um constante vazamento de vazamentos que poderia pôr em perigo a agenda de Bolsonaro. Alguns membros do Congresso pediram sua deportação. Outros o acusaram de cometer um crime. Ameaças de morte estavam rolando.
    Mais recentemente, a Polícia Federal, comandada por Moro, hoje ministro da Justiça de Bolsonaro, começou a investigar as finanças de Greenwald em uma investigação que os defensores da imprensa vêem como uma tentativa de silenciá-lo.
    As ameaças públicas contra Greenwald representam um teste inicial para o Brasil sob Bolsonaro, o ex-oficial militar de direita que ganhou a presidência no ano passado com apelos ao nacionalismo, homofobia e nostalgia pela ditadura militar de duas décadas do país.
    Este governo tolerará denúncias prejudiciais de um jornalista gay? Ou será que vai silenciá-lo, confirmando os temores do potencial de autoritarismo de Bolsonaro?
    “Há todas essas perguntas ocultas que encontraram um veículo para expressão nesta história”, disse Greenwald. “É mais do que apenas Sérgio Moro. É sobre o tipo de governo que vamos ter.”
    Greenwald mudou-se para o Rio em 2005, depois de conhecer o homem que se tornaria seu marido durante as férias aqui. Na década seguinte, ao abordar questões americanas de longe, ele construiu uma vida brasileira. Seu marido, David Miranda, é um membro socialista do Congresso. Eles adotaram duas crianças brasileiras e abriram um abrigo para cães. Eles agora vivem em uma casa cavernosa, construída em torno de uma pedra gigante, em uma rua arborizada em um condomínio fechado perto de uma montanha.
    Suas reportagens e opiniões polêmicas há muito tempo atraem fãs nos Estados Unidos – e também críticos, alguns dos quais ele atacou ferozmente online: “You idiot” é o epíteto favorito no Twitter.
    A partir de 2016, no entanto, que ele se tornou uma figura polarizadora também no Brasil. O impeachment da presidente Dilma Rousseff, sucessora ungida de Lula, estava cortando o país em linhas partidárias. Greenwald começou a escrever colunas em português que criticavam os procedimentos. Eles encontraram uma audiência enorme, convencendo-o de que havia espaço aqui para um site de notícias investigativas.
    O Intercept Brasil, lançado em agosto de 2016 como um desdobramento da organização de notícias on-line Greenwald co-fundada dois anos antes, juntou-se a uma indústria de mídia que logo seria prejudicada por uma campanha política polarizada, a prisão de Lula e a ascensão de Bolsonaro. O candidato de direita fez ataques à grande mídia um pilar de sua campanha.
    “Bolsonaro usa Trump como modelo”, disse Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas, em Austin. “Parte do trumpismo está atacando a imprensa e tendo a imprensa como inimiga. Bolsonaro tentou jogar pelo mesmo manual.
    Os partidários de Bolsonaro perseguiram e ameaçaram os verificadores de fatos, dizem os defensores da imprensa . A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo contou quase 62 casos de agressão física contra jornalistas em 2018 em um contexto político.
    “O fato de que tivemos que criar um levantamento sistemático de instâncias – uma necessidade que não havia sido percebida até então – mostra que a última campanha foi atípica”, disse a gerente executiva da organização, Marina Iemini Atoji.
    Quando Bolsonaro ganhou a eleição, o Repórteres Sem Fronteiras, em Paris, chamou-o de “Uma séria ameaça à liberdade de imprensa e à democracia no Brasil”.
    Foi nesse contexto, diz Greenwald, que uma pessoa – ele se recusou a dizer quem – entrou em contato para oferecer informações que enviariam tremores através da ordem política.
    Uma figura central no arquivo de materiais que obteve foi Moro, uma das pessoas mais populares do Brasil, visto por muitos como um defensor da probidade pública.
    A primeira história do Intercept, publicada no início de junho, desafiou essa narrativa. Alegou que Moro havia trabalhado de forma inadequada com promotores federais para prender Lula, o líder nas eleições presidenciais, limpando o caminho de Bolsonaro para a presidência. Moro negou ter cometido erros.
    O relatório gerou respostas que refletiram as divisões do país. Embora a maioria tenha desaprovado suas alegadas comunicações com os promotores durante a investigação “Lava Jato”, as pesquisas mostraram que a maioria continua a apoiá-lo. E Greenwald, que nunca escondeu seu desdém por Bolsonaro, viu-se diante de uma acusação que ouviu antes : que ele é menos um jornalista do que um ativista.
    “Ele está muito claramente posicionado no Brasil”, disse Oliver Stuenkel, professor assistente de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. “Muitas pessoas dizem que ele tem uma agenda e ele não é objetivo”.
    Logo a história se tornou tanto sobre Greenwald – sua sexualidade, seu casamento com um homem brasileiro, sua condição de estrangeiro – quanto sobre as alegações que o Intercept publicava.
    Carlos Bolsonaro, o filho do presidente, divulgou teorias de conspiração e insinuou chamar de “menina” o marido de Greenwald . Uma petição online para a deportação do jornalista acumulou quase 100.000 assinaturas. Mensagens homofóbicas atravessaram as mídias sociais. Moro disse que o Intercept foi “aliado” de “hackers criminosos”.
    Na semana passada, o site Antagonista, que tem uma reputação no Brasil como anti-Lula, informou que a polícia federal estava investigando as finanças de Greenwald. As autoridades recusaram-se a confirmar ou negar uma investigação.
    “Nossa constituição é muito dura na defesa da liberdade de expressão e imprensa”, disse Leandro Demori, editor executivo da Intercept Brasil. “Mas as nossas instituições são fortes o suficiente para proteger a constituição? Acho que não. Eu realmente não sei. Estamos com medo.
    Greenwald está inclinado a concordar. Ele sofreu ameaças e denúncias após as revelações de Snowden. Mas isso parece diferente, ele disse. É mais pessoal.
    “Com Snowden, eu era apenas o repórter”, disse Greenwald. “Neste caso, não há fonte identificável, então eles me identificaram pessoalmente, como se eu fosse a pessoa que pegou o material.
    “Eu sou um bom alvo. Sou estrangeiro. Eu sou gay. Sou casado com um político socialista.”
    Ele olhou para fora por um momento, onde tudo era sol e folhagem. Ele diz que o Brasil ainda é “paraíso”. Mas além das árvores havia muros de concreto, agora recém-fortificados com espirais de arame farpado eletrificado. Atualmente, ele raramente se aventura além de sua barreira, ele disse, por medo de assassinato.
    Ainda assim, ele não tem planos de sair.
    “Eu não vejo o Brasil como um lugar estrangeiro”, disse ele. “É a minha casa.”

  • Zazu

    E O LULA TINHA CAPACIDADE PRO CARGO DE PRESIDENTE? KKKKKKKKK ANALFABETO COMEDOR DE CALANGO?

  • Marreta

    “SE HOUVE IRREGULARIDADEDA MINHA PARTE, EU SAIO, DIZ MORO NO SENAD”

    Ministro disse não ter nenhum apego ao cargo: ‘que se apresente tudo, vamos submeter ao escrutínio público’
    Em audiência no Senado Federal nesta quarta-feira 19, o ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que está disposto a deixar o cargo, caso sejam provadas irregularidades na sua conduta como juiz. Moro passa o dia em depoimento aos parlamentares para esclarecer os vazamentos noticiados pelo portal The Intercept Brasil.
    A fala ocorreu em resposta ao senador Jaques Wagner (PT-BA). O petista indagou se o ministro está disposto a se afastar do cargo, caso novos vazamentos do site resultem numa investigação da Polícia Federal. Para o senador, não é “razoável” que Moro continue no comando do Ministério da Justiça, já que a Polícia Federal precisa de independência para investigá-lo
    O ex-juiz da Lava Jato sinalizou que está disposto a se afastar, se todo o material adquirido pelo Intercept for divulgado na íntegra. “Não tenho nenhum apego com o cargo em si. Que se apresente tudo, vamos submeter ao escrutínio público. Se houver alguma irregularidade da minha parte, eu saio”, disse.
    A estratégia de argumentação de Moro no Senado tem sido exaltar o papel da Operação Lava Jato e identificar como “sensacionalistas” as divulgações do editor-chefe do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald. Além disso, reforça que o escândalo é produto de um ataque orquestrado por hackers que desejam, segundo sua teoria, anular condenações ou criar obstáculos aos processos em andamento.

  • Calunga

    ZAZU ME DESCULPE MAS O LULA TEVE, TEM E TERÁ CONDIÇÕES PARA SER NOVAMENTE PRESIDENTE DO BRASIL.
    ALÉM DISSO VOCÊ ESTA NERVOSO PORQUE ELE NA VERDADE N~;AO COME CALANGO MAS SIM CALANGA E QUEM SERÁ ESSA CALANGA ?

  • Jalesense

    Novos vazamentos e o silêncio ensurdecedor do STF e da PGR: ou se explicam ou reagem.

    Artigo da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia aponta para a necessidade de explicações por parte da Justiça e do Ministério Público.
    Enquanto o país aguardava mais um capítulo da série “The Intercept Brasil – As Mensagens Secretas da Lava Jato”, o Diário Oficial da União informou que o ex-juiz implicado nas denúncias estava indo para os Estados Unidos, como Ministro da Justiça e Segurança Pública, “fazer visitas técnicas a instituições”. E, claro, nós acreditamos no motivo. Parece muito lógico e inquestionável que viaje para fora do Brasil, diante da crise em que está envolvido, sobremaneira para os EUA, já que existem, desde sempre, acusações e suspeitas do comprometimento de autoridades americanas na Lava Jato, incluindo a NSA e a CIA, denunciadas por Edward Snowden de espionagem internacional, por meio do mesmo jornalista responsável pelo The Intercept, Glenn Greenwald. Sim, somos crédulos das “visitas técnicas a instituições”, assim como acreditamos na versão do “não lembro se disse, mas se disse não tem problema”.
    Ironias à parte, a verdade é que, a considerar a repercussão fora do Brasil, se a Polícia Federal tentar bancar a tese de Sérgio Moro, seremos uma piada internacional.
    Vejamos bem como é peculiar a narrativa desenvolvida.
    A segurança de um aplicativo usado no mundo inteiro foi quebrada pela primeira vez na história. E um hacker o fez para alterar conversas de um juiz com procuradores de uma operação de investigação no Brasil, e criar diálogos “que não tem nada de mais”. Para roubar descaradamente a metáfora do Gregório Duvivier, no seu programa “GregNews”, seria como um ladrão roubar seu cartão de crédito e adulterar sua senha, apenas para pagar suas contas. Parece piada? E é. Mas é sério.
    A nova divulgação veio na manhã deste domingo (23/06), desta vez pelo Jornal Folha de S. Paulo, em parceria com o portal The Intercept Brasil. São muitas implicações, que vão desde a menção a barrar qualquer tentativa de abertura de investigação no Conselho Nacional de Justiça – CNJ, por intermédio da Associação Nacional de Procuradores da República – ANPR, com menção de futuro diálogo com o representante do MPF no CNJ, até o fato de que a PF efetivamente vazava informações para a imprensa.
    Todo o conteúdo é muito grave. Porém, duas coisas, no meu entender, se apresentam mais impactantes. Em primeiro lugar a afirmação de que o parecer da PGR ao STF no caso da Reclamação sobre os grampos ilegais envolvendo a Presidenta da República seria enviado à Lava Jato, para “revisão”. Em segundo, a evidência que Moro e os coordenadores da força-tarefa jogavam com o STF, escondiam ou revelavam informações, de acordo com suas intenções

    Leia também De grampo na defesa à parcialidade do juiz, caso Lula é cheio de irregularidades;

    “Deltan (15:37:55) – Manifestação protocolada. Antes de protocolar, passou pelo ok da PGR.

    Deltan (16:04:57) – Os autos da reclamação do grampo estão indo para a PGR. Falei com pessoas de lá para trazer a bola pro chão e pra razão. A decisão do Teori ontem foi absurda. Na parte em que ele fala de responsabilização, foi teratológica. Qq decisão judicial pode ser revista para o sentido oposto em recurso. Trata-se de questão de entendimento jurídico no caso concreto. Acho provável que eles coloquem algo nesse sentido no parecer, que passará pela nossa revisão.” (grifei)

    “Moro (13:06:32) – Coloquei sigilo 4 no processo, embora já tenha sido publicizado. Tremenda bola nas costas da PF. Não vejo alternativa senão remeter o processo do Santana ao STF”.

    Parece tranquilo supor que um parecer da PGR ao STF possa ser submetido aos membros da força-tarefa da Lava Jato para “revisão”, haja vista serem todos membros do Ministério Público? Não, não é! É uma ilegalidade! É preciso entender que o Ministério Público Federal representado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba é PARTE no processo, enquanto a PGR, quando oferece parecer ao STF em qualquer ação, atua como “custos legis” (fiscal da lei), não podendo, por isso, ter qualquer interferência das partes envolvidas.
    De outro lado, a revelação de que Moro escondia informações do STF é dramática. Ele afirma que só enviou alguns processos ao STF quando – por uma “bola nas costas da PF” – vieram a público.

    O que nos dizem as duas instituições – STF e PGR – a respeito? Permanecerão “aguardando averiguações”? Que, a propósito, seriam quais, já que nenhuma teve a iniciativa de ambos os órgãos? As que Moro pediu para a PF abrir para investigar “ataque hacker”?
    A Procuradoria-Geral da República recebeu, desde o primeiro momento das divulgações, representações solicitando a investigação sobre o conteúdo dos diálogos. Até o momento a única manifestação da Procuradora-Geral Raquel Dodge, no entanto, ocorreu nos autos do HC apresentado pela defesa do ex-presidente Lula no STF, afirmando que “não é possível atestar a veracidade de conversas que teriam sido realizadas entre Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol”. O que, a propósito, foi muito estranho, já que o HC foi ajuizado em dezembro de 2018, não tendo, portanto, como objeto as revelações do The Intercept Brasil. Nenhuma resposta ou posição sobre as representações.
    O STF não pode se calar diante da obviedade, corroborada com os fatos que se sucedem aos diálogos, de que Sérgio Moro ocultava criminosamente informações ao relator naquela Corte, ministro Teori Zavascki.
    Não se pode descuidar de que as violações cometidas redundaram na prisão de pessoas. A liberdade é um bem maior que qualquer outro levado em consideração para relativizar os conteúdos que ora vêm a público. É preciso que se esclareça se as leis do nosso país ainda governam os homens ou há, de fato, homens do Estado acima das leis, que as manipulam e as governam. Nesse ponto, o silêncio dos dois órgãos pode ser ensurdecedor.

  • Policarpo Quaresma

    ”Quando o Bolsonaro for Presidente, vai acabar a MaMata” (Bolsominion Anônimo)

    • Zazu

      Enfia essa calanga onde tu bem entender, tenho do de pessoas com esse tipo de pensamento retrógrado, um analfabeto cachaceiro que desviou BILHÕES dos cofres públicos, dinheiro que ia pra Educação, Saúde, Moradia,, Infraestrutura, O PAC que foi só FOGO DE PALHA e no governo Dilma ficou completamente abandonado! Se enxerguem

  • Enfermeiro cubano

    NOVOS ESCÂNDALOS——

    *****O escândalo da #VazaJato chegou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Corte responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2ª instância, no processo da Lava-Jato.
    *****Novos trechos de diálogos entre promotores da força-tarefa revelados pelo site The Intercept Brasil, Folha de São Paulo e revista Veja mostram a citação do desembargador João Pedro Gebran Neto em suposta “tabelinha” com o procurador Deltan Dallagnol para embaraçar a defesa dos réus.
    Neste novo trecho, o personagem é Adir Assad, um dos operadores de propinas da Petrobras e de governos estaduais, preso pela primeira vez em 2015.
    Os diálogos foram extraídos de chats denominado “Grupo de Januario 1”, na plataforma Telegram. A citação do desembargador reforça as evidências de uma relação promíscua entre um membro do poder judiciário em 2ª instância e integrantes do ministério público, deixando as defesas dos réus às cegas durante julgamentos, conduta que pode destruir a confiança em todo o sistema jurídico.
    Aos poucos a #VazaJato também vai destruindo uma das principais linhas de defesa do ex-juiz Sérgio, que enfrenta denúncia de parcialidade e comprometimento nos julgamentos. Em várias ocasiões, ele argumenta que suas sentenças de primeira instância, que condenou o ex-presidente Lula, foram confirmadas por tribunais superiores.
    Moro tem repetido isso em entrevistas, e disse o mesmo em audiências no Senado e Câmara Federal. Em julho de 2017, no entanto, reportagem assinada pelo repórter Andreas Müller na revista Piauí, destaca as relações de intimidade entre Moro e o desembargador do TFR4. CONFIRA:
    “Sua trajetória reconhecida não o poupou de polêmicas, sobretudo por um detalhe pessoal nada irrelevante entre os réus condenados na Lava Jato: Gebran é amigo de Sérgio Moro, de quem foi colega de mestrado na Universidade Federal do Paraná, no início dos anos 2000. Os dois foram orientados pelo mesmo professor, o renomado constitucionalista Clèmerson Merlin Clève.
    Na seção de agradecimentos do livro A Aplicação Imediata dos Direitos e Garantias Individuais, com base na sua tese de mestrado, Gebran descreve Moro como um “homem culto e perspicaz”. “Nossa afinidade e amizade só fizeram crescer nesse período, sendo certo que [Moro] colaborou decisivamente com sugestões e críticas para o resultado deste trabalho”, escreveu Gebran.
    (…)
    “Se sou ou não sou amigo do juiz Sérgio Moro, isso é uma questão juridicamente irrelevante”, declarou Gebran, em abril, a uma emissora de tevê do Paraná.”

    RELAÇÕES PERIGOSAS

    Com as novas revelações, o The Intercept Brasil demonstra que o TRF4 também está sob suspeição nos julgamentos da Lava-Jato. Confira trechos da reportagem da revista Veja:
    “Cinco meses antes do julgamento do caso em segunda instância no TRF4, o procurador Deltan Dalla­gnol, chefe da força-tarefa em Curitiba, comenta em um chat com outros colegas do MPF:
    “O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad”.
    O assunto é tema de outra conversa, de 5 de junho de 2017, entre Dalla­gnol e o procurador Carlos Augusto da Silva Cazarré, da força-tarefa da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, que atua junto ao TRF4.
    No diálogo, ocorrido às vésperas do julgamento da apelação de Assad, Dalla­gnol mostra-se novamente preocupado com a possibilidade de Gebran absolver o condenado. Naquele momento, em paralelo, a força-tarefa negociava com o condenado um acordo de delação (esse acordo seria fechado em 21 de agosto de 2017).
    Daí a preocupação do MPF com a possibilidade de Assad ser absolvido e voltar atrás nas conversas sobre delação. No chat, Dallagnol aciona Cazarré, que fica em Porto Alegre, sede do TRF4. “Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? (…) se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…”, escreve Dalla­gnol.
    “Olha Quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fisse (sic) absolver… Acho difícil adiar”, responde Cazarré. Na sequência, Dalla­gnol volta a citar Gebran: “Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad…”. Dalla­gnol termina pedindo ao colega que não comente com Gebran o episódio do encontro fortuito “para evitar ruído”. (Clique aqui e leia a íntegra da reportagem na Veja, aberta para não-assinantes)
    8 de fevereiro de 2017;

    Grupo Filhos do Januario 1

    18:22:02 Deltan Tenho dúvidas. Tem que ver o que ele fala… pelo que Vc disse ele não falava nada…
    18:22:30 Deltan O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad
    18:22:40 Deltan Pode ser uma solução para isso

    5 Jun 17

    Chat ADIR ASSAD

    00:14:25 Cazarre PRR4 Pessoal Terça trf4 julga apelação de adir, duque, vaccari etc
    00:14:40 Cazarre PRR4 Estarei na sessão e informo desdibramentos
    00:30:40 Deltan Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? Parece que o Gebran tava tendendo a absolver… se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…
    00:33:43 Cazarre PRR4 Olha Quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fisse absolver… Acho difícil adiar. O processo está com ele desde fev/16 e nos últimos dias negou pedidos de afianento das defesas. Mas Vou ver o que descubro amanhã.
    00:37:11 Deltan Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad…
    00:37:34 Deltan Nova modalidade de investigação: encontro fortuito de desembargador
    00:37:47 Cazarre PRR4 Hahahaha
    00:38:09 Deltan Só não menciona que comentei, para evitar ruído… melhor perguntar se ele entende conveniente espeara em relação a Assad ou se sente seguro, dizendo que quer colocá-lo a par do andamento do acordo rs
    A série de reportagem publicada pelo The Intercept, Folha de São Paulo e revista Veja é um escândalo global, expondo as relações íntimas entre poderes que deveriam ser independentes.

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