SHIMOMURA DEVE SE AFASTAR EM ABRIL PARA DISPUTAR ELEIÇÕES

Segundo a coluna do jornalista Paulo Reis Aruca, de A Tribuna, o secretário municipal de Administração, José Shimomura, vai mesmo disputar um dos dez assentos da Câmara de Jales, nas próximas eleições. A coluna garante, inclusive, que Shimomura deverá se afastar do cargo em abril, como recomenda a Lei Eleitoral.

Não será a primeira vez que Shimomura fará o teste das urnas. Em 1988, ele disputou as eleições como um dos favoritos do PT, mas, naquele ano, o partido conseguiu eleger apenas o novato Antonio Sanches Cardoso, o Rato. Na verdade, o PT não elegeu ninguém, uma vez que Rato havia sido expulso do partido um mês antes das eleições. Mas, por força da Lei Eleitoral, os votos confiados ao PT, inclusive os dados em  Shimomura, ajudaram a eleger Rato.

Shimomura, que era ligado ao Sindicato dos Bancários e à Igreja Católica, ficou como suplente. Sua candidatura sofreu um tremendo baque, nos últimos dias de campanha, depois que o repórter Artur Filho, da Rádio Assunção – por ironia, da Igreja Católica – entrevistou um candidato a vereador do Partido Comunista (outra ironia: os comunistas são ateus).

Por conta do sorteio de um telefone, que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para a campanha petista, o rapaz que – mais uma ironia – era aliado do PT naquelas eleições, atirou em todo mundo do partido, inclusive na então candidata a prefeita, Esmarlei Melfi. O maior prejudicado, no entanto, foi Shimomura,  que perdeu alguns votos no eleitorado católico.

Não bastasse isso, naquela época – ainda sob os resquícios da ditadura militar – os petistas eram mal vistos e, por conta disso, Shimomura foi boicotado até por alguns de seus colegas do Banco do Brasil, principalmente os mais graduados, que, por não gostarem do PT e nem de petistas, fizeram campanha contra o colega candidato.

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