SEGUNDO PRATA, FALTA DE REPASSES IMPEDE QUE HOSPITAL DE CÂNCER DE JALES ATENDA MAIS GENTE

estadãoO site do jornal Estado de São Paulo publicou matéria sobre atrasos, por parte do governo estadual, no repasse de verbas para o Hospital de Câncer de Barretos, incluindo a unidade de Jales.

Segundo a reportagem, o hospital foi obrigado a fazer um empréstimo de R$ 30 milhões, uma vez que ficou seis meses sem a verba de R$ 4 milhões mensais que o governo do estado repassa para auxiliar nas despesas.

Ouvido pela repórter do Estadão, Henrique Prata disse que “no hospital de Jales, por exemplo, poderíamos atender mais gente, porque temos quatro centros cirúrgicos e só dois estão funcionando, mas não tenho como atender mais gente se o repasse não é suficiente nem para o que já atendemos hoje“.

A matéria completa do Estadão pode ser lida aqui

19 comentários

  • isso ai

    obrigado deputada analice fernandes, obrigado governador alkcmin, um dia q vcs tiverem um caso na família de vcs com cancer talves vcs olhem com outros olhos esse hospital

  • MANÉ

    E a porcaria do governo federal….está repassando quanto para o Hospital de Câncer??????

  • anonimo

    Cadê a vereadora Perola e Cia Ltda esta turma do PT que fundou Jales, eles trouxeram Tudo..cade eles agora hein…..Chama o BISPO seu fiel escudeiro e vão para Brasília CREDENCIAR O HOSPITAL…..na época para o governo Serra quem o Prata tem muito sintonia, precisou Dr Callado em Barretos pois o prata não recebeu o Prefeito na época, Dr André representante MPEStadual, agilizou a substituição de Garantia saindo do antigo Predio UNIMED, para a decadente recito Juvebal Giraldelli( FACIP. Assim foi liberado a verba chefe da casa civil ná época titulo de cidadão Jalesense Hoje Senador da Republica Dr Aloysio Nunes Ferreira Filho. Tchau;; Muitas vezes o Dr Callado falou na rádio na posse do candidato eleito no pleito eleitoral (NICE/Callado) dia primeiro de janeiro nos anais da camara. fala sério nõs queremos a verba do PSDB e não o Psdb.

  • anonimo

    Isso é simplesmente vergonhoso, o hospital faz a parte dele e o governo, cade o governo, segundo a informação aí de cima é do estado, se não vão culpar o PT por isso também.

    • A VERDDADE

      Quem faz o credenciamento do hospital junto ao SUS É O GOVERNO FEDERAL, do PT,
      que depois de credenciado, passe a verba para o Estado e o Estado paga a entidade,
      mas vejo má vontade de todos, é DIFICIL DE ACREDITAR QUE ATÉ HOJE O CREDENCIAMENTO
      NÃO ACONTECEU….?????????

      Será que alguma coisa que a gente não pode saber?

  • anonimo

    Que lambança fez o anônimo aí de cima.

  • Cidadão

    Esses nossos políticos me envergonha !!!!

  • Saude chora

    Hora ruim para o dono do hostpital chorar pois o governo federal e, por consequencia, o governo estadul passam por crise economica.
    Estamos vendo o INSS, em greve, e parece que este ano nao vamos ter reajuste salarial para os servidores federais
    O governo estadual ja’ cortou varias verbas e diante da diminuiçao da arrecadaçao, diminuiu o dinheiro da saude
    E nao so’ e’ os hospitais que reclamam pois prefeituras tambem
    Nao adianta reclamar, tem que economizar

  • Abraham Lincoln

    Obviamente, li toda a matéria através do link fornecido pelo zeloso e seletivo blogueiro. É um absurdo que o governo paulista, ante à diminuição na arrecadação de impostos, escolha cortar na carne justamente onde estão localizadas as artérias mais frágeis. No entanto, lamento profundamente que o tema (sofrimento de doentes por ausência de repasses públicos) seja tratado com viés político, ou politiqueiro. O hospital de Câncer de Barretos – Unidade Jales, não recebe um único centavo sequer da União, pois, segundo a própria matéria, a unidade “ainda não foi credenciada” junto ao órgão federal. É verdade que dois erros não fazem um acerto; mas porque interessa ao Blog apenas o atraso de seis meses no repasse paulista e não interessa os cinco anos e três meses de inexistência de repasse federal? Sobre este tema, tomo de plágio palavras que, para mim, retratam com exatidão a situação parcial e seletivamente tratada pelo Nobre Blogueiro: “Na realidade, para os cidadãos, deve ser indiferente como o Estado se organiza para promover o direito à saúde. O importante é que efetivamente o assegure. Subsiste o direito das pessoas de exigir que o Estado intervenha ativamente para garanti-lo. Não é passível de omissão. O Poder Público, qualquer seja a esfera institucional no plano da organização federativa brasileira, não pode se mostrar indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional”.

    • Preclaro e ilustre ex-presidente, vossa excelência estaria prenhíssima de razão, se eu já não tivesse repercutido aqui no blog duas outras notícias que mostram a atuação vergonhosa do Ministério da Saúde no caso do credenciamento da unidade de Jales do Hospital de Câncer. As duas notícias podem ser vistas aqui:http://cardosinho.blog.br/cidade/tv-tem-hospital-de-cancer-de-jales-ainda-nao-e-credenciado-pelo-sus-e-vive-de-doacoes/ e aqui: http://cardosinho.blog.br/cidade/hospital-de-cancer-e-avcc-comemoram-aniversario/

    • Cap Joe

      Senhor “Ex-Lenhador”;

      “…O hospital de Câncer de Barretos – Unidade Jales, não recebe um único centavo sequer da União, pois, segundo a própria matéria, a unidade “ainda não foi credenciada” junto ao órgão federal..”

      Segundo a Portaria Nº 140, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2014, que Redefine os critérios e parâmetros para organização, planejamento, monitoramento, controle e avaliação dos estabelecimentos de saúde habilitados na atenção especializada em oncologia e define as condições estruturais, de funcionamento e de recursos humanos para a habilitação destes estabelecimentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
      (…)

      Art. 40. Compete às Secretarias de Estado de Saúde:

      I – planejar, junto aos gestores municipais, a necessidade de cobertura assistencial da atenção especializada em oncologia para o Estado/Regiões de Saúde, de acordo com os parâmetros e orientações estabelecidos nesta Portaria;

      II – identificar e definir, em conjunto com os gestores municipais, qual(is) o(s) estabelecimento(s) de saúde na RAS possui(em) as condições, descritas nesta Portaria, para prestar atendimento na atenção especializada em oncologia como estabelecimento de saúde habilitado como CACON ou UNACON;

      III – pactuar nas CIR e CIB:

      a) quais serão os estabelecimentos de saúde a serem habilitados como serviços especializados em oncologia nas Regiões de Saúde, inclusive identificando as referências para braquiterapia, procedimentos diagnósticos e terapêuticos em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Torácica e Cirurgia Plástica, Oncologia Pediátrica e Oncologia Hematológica e demais especialidades não contempladas pelos estabelecimentos de saúde habilitados como UNACON; e

      b) o território prioritário e a população de referência de cada estabelecimento de saúde habilitado como CACON ou UNACON;

      IV – encaminhar a solicitação de habilitação para o Gestor Federal do conjunto de estabelecimentos de saúde aptos para prestar atendimento às pessoas com suspeita/diagnóstico de câncer, conforme os critérios definidos nesta Portaria, contendo as seguintes informações:

      a) identificação da população a ser atendida;

      b) quantitativo de estabelecimentos de saúde necessários para tratar as pessoas com câncer; informações sobre a capacidade técnica, operacional e estrutural dos estabelecimentos de saúde considerados com condições de atender os critérios desta Portaria, de modo a permitir o tratamento adequado e oportuno das pessoas com câncer na RAS; e

      c) identificação dos sistemas de apoio e logístico que serão utilizados pelos gestores locais para garantir e facilitar o encaminhamento e acesso do usuário ao estabelecimento de saúde habilitado como especializado em oncologia;

      V – implantar processos regulatórios para garantir que pessoas com suspeita/diagnóstico de câncer que estão sendo assistidas por outros pontos de atenção da RAS possam ser encaminhadas para os estabelecimentos de saúde habilitados como CACON ou UNACON e contrarreferenciadas sempre que necessário;

      VI – acompanhar e avaliar os estabelecimentos de saúde habilitados como especializados em oncologia, de acordo com os indicadores de avaliação definidos no Capítulo V, bem como verificar a existência das demais estruturas exigidas nesta Portaria; e

      VII – definir, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, a classificação da habilitação dos estabelecimentos de saúde.

      Assim, acredito que o gestor estadual não nutri simpatia pelo HC de Barretos pelo simples fato que o Senhor HP é amigo do Serra. Amigo deste, inimigo meu. acho.

  • Jalesense

    MANÉ:- conforme a Constituição de 1988 a União deve repassar recursos para a Saúde, para os Estados e estes para os Municípios, por tanto a União não tem obrigação de repassar dinheiro para o Hospital do Cãncer
    ( CUJO HOSPITAL DEVE SIM SER TRATADO COM PRIORIDADE,POIS ATENDENTE SERES HUMANOS COM TODO O AMOR, RESPEITO, CARINHO E DIGNIDADE E É UM SÍMBOLO DE REFERÊNCIA NACIONAL NO PAIS), não esquecendo nunca da Santa Casa de Misericórdia de Jales, mas por favor quando se trata de saúde não devemos nunca, misturar, com politica como foi sua intenção, soltando o ódio pelos seus poros.
    Vou lhe mostrar agora, através de consulta feita ao FNS-Saúde do Governo Federal de 2015, como esta sendo esses repasses, para não fazer criticas sem fundamentos.
    TOTAL DE REPASSE POR BLOCOS PARA A SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO:–
    1. Assistência farmacêutica —————–133.472.282.45
    2. Atenção Básica —————1.593.026.167.24
    3.Gestão SUS ————— 2.681.800.00
    4.Investimento ————– 169.958.615.25
    5.Ambulatorial e Hospitalar ————–3.904.467.632.55
    6.Vigilância em Saúde ————– 145.106.425.05
    7. TOTAL ————–5.765.663.346.75

    Agora a baixo são os limites para a cidade de Jales, para a solicitação de recursos de custeios por meio de Emendas Parlamentares ( AI SIM EU PERGUNTO ONDE ESTÃO OS DEPUTADOS ESTADUAIS QUE TIVERAM VOTOS EM JALES , PRINCIPALMENTE ANALICE FERNANDES E ITAMAR BORGES ( O BEIJINHO) ).

    Jales CNPJ 13.841.190/0001-11

    TOTAL:- 6.574.633.86

    Esses são o limite para a solicitação de recursos de custeios por meio e Emenda ParlamentaresSem contar que o Ministério da Saúde já disponibilizou 143 Milhões a nove Estados e o Estado de São Paulo esta, entre eles, para pacientes que precisam de cirurgias eletivas, os recursos são um incentivo ao procedimentos eletivos. O órgão também informou que o cálculo dos valores estabelecidos consideram o saldo das verbas já repassadas e ainda disponível nos estados, além da quantidade dce cirurgias realizadas nos últimos dois anos. Ainda conforme os dados da pasta, o número de cirurgias no Brasil aumentou 11.7 % em dois anos e o investimento do ministério da Saúde saltou de $ 1.04 Bilhão para $ 1,33 Bilhão, ( crescimento de 27,2 % ).,
    Precisamos antes de falar pesquisar e cobrar, de quem realmente deve, e o devedor é o Estado de São Paulo, através de seu governador e dos deputados, que se abarrotarão de votos em Jales e depois sumiram.

  • anonimo

    Hoje o governo do Estado tem sua própria rede de câncer a REDE HEBE CAMARGO certo, nada contra o H.Cancer Barretos é muito louvável, aqui todo mundo odeia o PSDB, é governador vc está igual marido de mulher traidora, será que não sabe de nada, aqui é FLA, MDB e o bispo outras lojas da vida, por isso Jales tá crescendo igual filho de anão.

  • Show

    Roger Dib quando o Fla entra vc é o primeiro a vaza.kkkkk

  • Anônimo

    POR ISSO O SUS ESTA CORRENDO PERIGO NO BRASIL É UM DOS QUE QUEREM ACABAR COM ELE E AS SANTAS CASAS É O CUNHA E O SERRA.

    Cerco à ‘Máfia dos Transplantes’ atinge deputado do PSDB
    Justiça de Minas Gerais pede investigação de deputado Carlos Mosconi por suposta participação na quadrilha acusada de operar uma central clandestina de órgãos
    Santa Casa de Poços de Caldas
    Médicos acusados de envolvimento no tráfico de órgãos trabalhavam na Santa Casa de Poços de Caldas (MG)
    “São pessoas de bem e bons profissionais”, escreveu o médico e deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB-MG) no Facebook, no último dia 7 de fevereiro, sobre seus colegas de profissão: Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Sérgio Gaspar. Na mesma data em que ele postou a mensagem os três foram condenados à prisão pela Justiça de Minas Gerais. Os médicos retiraram os órgãos de um menino de 10 anos quando ele ainda estava vivo, em Poços de Caldas (MG), em abril de 2000. Segundo a Justiça mineira, a intenção dos réus era vender rins e córneas do garoto, em mais uma ação da ‘Máfia dos Transplantes’.
    A solidariedade do deputado em seu perfil na rede social é só mais um indício da estreita ligação entre ele e os condenados. Mas somente agora, após 14 anos da divulgação do caso, a relação poderá ser esclarecida. Além de determinar a pena dos colegas de Mosconi, a sentença do juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, determina que o deputado seja investigado o mais rápido possível por suas “supostas atividades ilícitas” ao lado dos réus. O escândalo foi divulgado por CartaCapital em três reportagens. Outro médico também citado nos processos, o nefrologista, Álvaro Ianhez, será levado a júri no próximo dia 31 de julho.

    Há 14 anos, o menino Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, deu entrada no Hospital Pedro Sanches, em Poços de Caldas, depois de cair de uma altura de 10 metros no playground de seu prédio. O garoto estava consciente e conversava, mas apresentava traumatismo craniano e teve que passar por uma cirurgia. No dia seguinte, o pai da criança, Paulo Pavesi, foi informado da morte do filho e da possibilidade de doar os órgãos. Ele autorizou a retirada.
    Algum tempo depois, Pavesi recebeu uma conta de R$ 11 mil do hospital. A cobrança incluía, entre outras coisas, os gastos com o transplante feito no garoto. Intrigado, ele resolveu pesquisar e descobriu que a operação para retirada de órgãos é feita com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e, portanto, não pode ser cobrada. O pai denunciou o hospital, então, ao programa Fantástico, da TV Globo. A reportagem levou o então ministro da Saúde José Serra (PSDB-SP) a pedir uma auditoria na unidade. O que se descobriu foi que a irregularidade era apenas parte de um esquema de venda de órgãos gerenciada por uma central clandestina, a MG Sul Transplantes. A central estava registrada como uma ONG e usava um nome similar ao do órgão estadual responsável por este tipo de procedimento, a MG Transplante.
    O menino Paulinho foi atendido pelo médico nefrologista Álvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, ao mesmo tempo, um dos fundadores da ONG MG Sul Transplantes. Com a ajuda de Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Sérgio Gaspar, Ianhez decretou a morte encefálica do garoto quando ele ainda estava sedado. O único exame feito pela equipe, contudo, atestou que não havia morte cerebral. Nada disso impediu que os médicos prosseguissem com a retirada dos órgãos.
    A reportagem de CartaCapital teve acesso à integra da sentença do juiz Narciso Alvarenga. De acordo com o magistrado, as investigações revelaram outros oito casos semelhantes. “Tudo corria bem, achavam que era mais um paciente pobre, de família com baixa instrução, e ainda era feriado. Até que tentaram cobrar também pelo transplante, a ganância foi muita. A partir daí se descobriu um verdadeiro filme de horror”, resumiu Alvarenga.
    E foi a apuração dessas denúncias que colocou em evidência o nome do deputado Mosconi. Na última sentença, ele é citado 70 vezes. Entre os indícios apontados pelo juiz do que seria sua participação no esquema estão provas que mostram que o tucano é um dos fundadores da MG Sul Transplantes, a ONG clandestina apontada como a agenciadora dos órgãos.
    “Os órgãos não foram distribuídos pela CNCDO (Central de Notificação e Captação de Órgãos), a MG Transplantes, e sim pela central clandestina MG Sul Transplantes, coordenada por Álvaro Ianhez e idealizada por Carlos Mosconi”, conclui o juiz na sentença.
    A prova de que ambos foram os criadores da instituição é um texto no Jornal Brasileiro dos Transplantes, que noticia a fundação da ONG. O documento que formaliza a criação e foi publicado pelo jornal é assinado por Mosconi e alguns dos médicos condenados, como Celso Scafi e Cláudio Rogério. “Tal entidade manipulava uma lista própria de receptores, interestadual, juntamente com outra entidade, a Pro Rim”. Ainda segundo o texto judicial a Pro Rim era dirigida por Lourival Batista, conhecido por ser o primeiro transplantado de Poços de Caldas. E quem fez a cirurgia em Batista? Justamente Carlos Mosconi.
    “A Pro Rim gerenciava uma lista própria de receptores de órgãos. Sendo que a lei fala que tem que ser uma lista única, municipal, estadual ou nacional. Essa lista era interestadual, e tinha pacientes de cidades vizinhas, no estado de são Paulo. São irregularidades e ilegalidades sérias”, explica o juiz.
    O pedido de investigação do tucano também se baseia em um depoimento do pai do menino Paulinho. No último mês de junho, a Justiça brasileira solicitou que Paulo Pavesi fosse ouvido por autoridades inglesas, pois o gerente de sistemas vive hoje em Londres sob proteção policial, após receber ameaças.
    “As investigações feitas por autoridades brasileiras descobriram dezenas de crimes, em diversos casos semelhantes ao do meu filho. Em geral, os pacientes tiveram seus tratamentos terapêuticos suspensos ou negligenciados propositalmente e foram empurrados para a morte a fim de fornecer órgãos para transplantes. Álvaro Ianhez criou uma rede de captação e distribuição de órgãos completamente clandestina, com o auxílio e proteção política de Carlos Mosconi. […]. Carlos Mosconi possui o controle política da cidade. Ele comanda a polícia, o Ministério Público, os órgãos de fiscalização municipal e até estadual”, afirmou Pavesi, em depoimento às autoridades inglesas.
    O deputado tucano teria usado, por exemplo, sua influência para desaparecer com provas. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou na época a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, segundo o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.
    Episódios como este levaram a Justiça e o Ministério Público a classificarem o esquema como uma “máfia”. Cerca de dois anos depois da morte do menino Paulinho, o diretor da Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas, Claudio Marcondes, foi encontrado morto dentro do próprio carro com um tiro na boca. Com base em depoimentos que constam nos autos, o juiz afirma que Marcondes teria gravações de conversas comprometedoras dos médicos envolvidos no tráfico de órgãos.
    A arma encontrada no local nunca foi periciada e sumiu. Além disso, as mãos de Marcondes foram lavadas, raspadas e enfaixadas, o que impossibilitou qualquer exame para saber se foi ele mesmo quem atirou contra si próprio. Segundo a Justiça, o carro da vítima ainda foi lavado duas vezes por Sérgio Roberto Lopes. Ex-PM, “Serjão” fecha o círculo em torno de Mosconi. Segundo o juiz Narciso Alvarenga, Sérgio era advogado da Santa Casa e foi levado para a política pelo deputado tucano. Ele seria ainda o responsável pelo estatuto da Pro Rim, a entidade parceira da MG Sul Transplantes.
    A sentença ainda alerta para a possibilidade de que o deputado esteja por trás de outros negócios escusos. Uma das maiores fornecedoras de equipamentos hospitalares da Santa Casa de Poços é a empresa Mantiqueira Distribuidora de Produtos Hospitalares. A companhia está registrada nos nomes dos filhos de Mosconi, mas ele seria o dono. O deputado destinaria emendas ou recursos para o hospital que, por sua vez, usaria a verba para comprar equipamentos da Mantiqueira.
    Se for mesmo investigado, Mosconi terá de conciliar sua defesa com mais uma campanha eleitoral. Ele é candidato a deputado federal pelo PSDB.

    Outro lado

    Os advogados de todos os acusados citados na reportagem negam que a MG Sul Transplantes tenha sido uma central clandestina. Eles se baseiam em uma decisão da Justiça Federal que desmente a existência tanto da “máfia” como afirma ainda que a ONG estava regularizada nos devidos órgãos.
    Em entrevista à reportagem, o deputado estadual Carlos Mosconi também afirmou que nunca participou de nenhum esquema de tráfico de órgãos. Na opinião dele, os médicos estão sendo injustiçados. “Eu não tenho nenhum envolvimento nessa história. Tem uma denúncia caluniosa feita pelo pai da criança, pelo Pavesi, que sempre teve um grande ódio em relação a minha pessoa”, afirma. Ele explica que entrou com várias representações na Justiça contra o juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro por conta de sua atuação e classifica as denúncias como “políticas”, ao citar que o caso também foi divulgado em blog do PT.
    Sobre as denúncias relacionadas à empresa Mantiqueira, o tucano confirma que a companhia é de um de seus filhos, mas diz que não sabe com quais hospitais ele tem negócios. “Vendem para o Brasil inteiro. Meu filho é empresário”, se defende. Ele garante, no entanto, que na época em que a Santa Casa recebeu um empréstimo para quitar dívidas, a empresa Mantiqueira não tinha negócios com a unidade de saúde.
    O defensor de Álvaro Ianhez, Leonardo Bandeira, nega que ele tenha participado, tanto do diagnóstico como do transplante do menino Paulinho. Bandeira também defende o médico João Alberto Góes, que é réu em outros casos relacionados à suposta máfia, mas critica a sentença do juiz por afirmar a existência do esquema de tráfico de órgãos. O advogado dos médicos Celso Scafi e Cláudio Fernandes, José Arthur Kalil, desmente a informação de que a criança não teria tido morte cerebral. Segundo ele, o exame confirmou que a criança teve morte encefálica. Ele ainda explica que seus clientes fizeram todos os exames.
    registrado em: Máfia dos Transplantes PSDB Carlos Mosconi PSDB mineiro Caso Pavesi Paulo Pavesi
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  • NOIS

    POR ISSO O SUS ESTA CORRENDO PERIGO NO BRASIL É UM DOS QUE QUEREM ACABAR COM ELE E AS SANTAS CASAS É O CUNHA E O SERRA.

    Cerco à ‘Máfia dos Transplantes’ atinge deputado do PSDB
    Justiça de Minas Gerais pede investigação de deputado Carlos Mosconi por suposta participação na quadrilha acusada de operar uma central clandestina de órgãos
    Santa Casa de Poços de Caldas
    Médicos acusados de envolvimento no tráfico de órgãos trabalhavam na Santa Casa de Poços de Caldas (MG)
    “São pessoas de bem e bons profissionais”, escreveu o médico e deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB-MG) no Facebook, no último dia 7 de fevereiro, sobre seus colegas de profissão: Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Sérgio Gaspar. Na mesma data em que ele postou a mensagem os três foram condenados à prisão pela Justiça de Minas Gerais. Os médicos retiraram os órgãos de um menino de 10 anos quando ele ainda estava vivo, em Poços de Caldas (MG), em abril de 2000. Segundo a Justiça mineira, a intenção dos réus era vender rins e córneas do garoto, em mais uma ação da ‘Máfia dos Transplantes’.
    A solidariedade do deputado em seu perfil na rede social é só mais um indício da estreita ligação entre ele e os condenados. Mas somente agora, após 14 anos da divulgação do caso, a relação poderá ser esclarecida. Além de determinar a pena dos colegas de Mosconi, a sentença do juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, determina que o deputado seja investigado o mais rápido possível por suas “supostas atividades ilícitas” ao lado dos réus. O escândalo foi divulgado por CartaCapital em três reportagens. Outro médico também citado nos processos, o nefrologista, Álvaro Ianhez, será levado a júri no próximo dia 31 de julho.

    Há 14 anos, o menino Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, deu entrada no Hospital Pedro Sanches, em Poços de Caldas, depois de cair de uma altura de 10 metros no playground de seu prédio. O garoto estava consciente e conversava, mas apresentava traumatismo craniano e teve que passar por uma cirurgia. No dia seguinte, o pai da criança, Paulo Pavesi, foi informado da morte do filho e da possibilidade de doar os órgãos. Ele autorizou a retirada.
    Algum tempo depois, Pavesi recebeu uma conta de R$ 11 mil do hospital. A cobrança incluía, entre outras coisas, os gastos com o transplante feito no garoto. Intrigado, ele resolveu pesquisar e descobriu que a operação para retirada de órgãos é feita com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e, portanto, não pode ser cobrada. O pai denunciou o hospital, então, ao programa Fantástico, da TV Globo. A reportagem levou o então ministro da Saúde José Serra (PSDB-SP) a pedir uma auditoria na unidade. O que se descobriu foi que a irregularidade era apenas parte de um esquema de venda de órgãos gerenciada por uma central clandestina, a MG Sul Transplantes. A central estava registrada como uma ONG e usava um nome similar ao do órgão estadual responsável por este tipo de procedimento, a MG Transplante.
    O menino Paulinho foi atendido pelo médico nefrologista Álvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, ao mesmo tempo, um dos fundadores da ONG MG Sul Transplantes. Com a ajuda de Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Sérgio Gaspar, Ianhez decretou a morte encefálica do garoto quando ele ainda estava sedado. O único exame feito pela equipe, contudo, atestou que não havia morte cerebral. Nada disso impediu que os médicos prosseguissem com a retirada dos órgãos.
    A reportagem de CartaCapital teve acesso à integra da sentença do juiz Narciso Alvarenga. De acordo com o magistrado, as investigações revelaram outros oito casos semelhantes. “Tudo corria bem, achavam que era mais um paciente pobre, de família com baixa instrução, e ainda era feriado. Até que tentaram cobrar também pelo transplante, a ganância foi muita. A partir daí se descobriu um verdadeiro filme de horror”, resumiu Alvarenga.
    E foi a apuração dessas denúncias que colocou em evidência o nome do deputado Mosconi. Na última sentença, ele é citado 70 vezes. Entre os indícios apontados pelo juiz do que seria sua participação no esquema estão provas que mostram que o tucano é um dos fundadores da MG Sul Transplantes, a ONG clandestina apontada como a agenciadora dos órgãos.
    “Os órgãos não foram distribuídos pela CNCDO (Central de Notificação e Captação de Órgãos), a MG Transplantes, e sim pela central clandestina MG Sul Transplantes, coordenada por Álvaro Ianhez e idealizada por Carlos Mosconi”, conclui o juiz na sentença.
    A prova de que ambos foram os criadores da instituição é um texto no Jornal Brasileiro dos Transplantes, que noticia a fundação da ONG. O documento que formaliza a criação e foi publicado pelo jornal é assinado por Mosconi e alguns dos médicos condenados, como Celso Scafi e Cláudio Rogério. “Tal entidade manipulava uma lista própria de receptores, interestadual, juntamente com outra entidade, a Pro Rim”. Ainda segundo o texto judicial a Pro Rim era dirigida por Lourival Batista, conhecido por ser o primeiro transplantado de Poços de Caldas. E quem fez a cirurgia em Batista? Justamente Carlos Mosconi.
    “A Pro Rim gerenciava uma lista própria de receptores de órgãos. Sendo que a lei fala que tem que ser uma lista única, municipal, estadual ou nacional. Essa lista era interestadual, e tinha pacientes de cidades vizinhas, no estado de são Paulo. São irregularidades e ilegalidades sérias”, explica o juiz.
    O pedido de investigação do tucano também se baseia em um depoimento do pai do menino Paulinho. No último mês de junho, a Justiça brasileira solicitou que Paulo Pavesi fosse ouvido por autoridades inglesas, pois o gerente de sistemas vive hoje em Londres sob proteção policial, após receber ameaças.
    “As investigações feitas por autoridades brasileiras descobriram dezenas de crimes, em diversos casos semelhantes ao do meu filho. Em geral, os pacientes tiveram seus tratamentos terapêuticos suspensos ou negligenciados propositalmente e foram empurrados para a morte a fim de fornecer órgãos para transplantes. Álvaro Ianhez criou uma rede de captação e distribuição de órgãos completamente clandestina, com o auxílio e proteção política de Carlos Mosconi. […]. Carlos Mosconi possui o controle política da cidade. Ele comanda a polícia, o Ministério Público, os órgãos de fiscalização municipal e até estadual”, afirmou Pavesi, em depoimento às autoridades inglesas.
    O deputado tucano teria usado, por exemplo, sua influência para desaparecer com provas. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou na época a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, segundo o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.
    Episódios como este levaram a Justiça e o Ministério Público a classificarem o esquema como uma “máfia”. Cerca de dois anos depois da morte do menino Paulinho, o diretor da Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas, Claudio Marcondes, foi encontrado morto dentro do próprio carro com um tiro na boca. Com base em depoimentos que constam nos autos, o juiz afirma que Marcondes teria gravações de conversas comprometedoras dos médicos envolvidos no tráfico de órgãos.
    A arma encontrada no local nunca foi periciada e sumiu. Além disso, as mãos de Marcondes foram lavadas, raspadas e enfaixadas, o que impossibilitou qualquer exame para saber se foi ele mesmo quem atirou contra si próprio. Segundo a Justiça, o carro da vítima ainda foi lavado duas vezes por Sérgio Roberto Lopes. Ex-PM, “Serjão” fecha o círculo em torno de Mosconi. Segundo o juiz Narciso Alvarenga, Sérgio era advogado da Santa Casa e foi levado para a política pelo deputado tucano. Ele seria ainda o responsável pelo estatuto da Pro Rim, a entidade parceira da MG Sul Transplantes.
    A sentença ainda alerta para a possibilidade de que o deputado esteja por trás de outros negócios escusos. Uma das maiores fornecedoras de equipamentos hospitalares da Santa Casa de Poços é a empresa Mantiqueira Distribuidora de Produtos Hospitalares. A companhia está registrada nos nomes dos filhos de Mosconi, mas ele seria o dono. O deputado destinaria emendas ou recursos para o hospital que, por sua vez, usaria a verba para comprar equipamentos da Mantiqueira.
    Se for mesmo investigado, Mosconi terá de conciliar sua defesa com mais uma campanha eleitoral. Ele é candidato a deputado federal pelo PSDB.

    Outro lado

    Os advogados de todos os acusados citados na reportagem negam que a MG Sul Transplantes tenha sido uma central clandestina. Eles se baseiam em uma decisão da Justiça Federal que desmente a existência tanto da “máfia” como afirma ainda que a ONG estava regularizada nos devidos órgãos.
    Em entrevista à reportagem, o deputado estadual Carlos Mosconi também afirmou que nunca participou de nenhum esquema de tráfico de órgãos. Na opinião dele, os médicos estão sendo injustiçados. “Eu não tenho nenhum envolvimento nessa história. Tem uma denúncia caluniosa feita pelo pai da criança, pelo Pavesi, que sempre teve um grande ódio em relação a minha pessoa”, afirma. Ele explica que entrou com várias representações na Justiça contra o juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro por conta de sua atuação e classifica as denúncias como “políticas”, ao citar que o caso também foi divulgado em blog do PT.
    Sobre as denúncias relacionadas à empresa Mantiqueira, o tucano confirma que a companhia é de um de seus filhos, mas diz que não sabe com quais hospitais ele tem negócios. “Vendem para o Brasil inteiro. Meu filho é empresário”, se defende. Ele garante, no entanto, que na época em que a Santa Casa recebeu um empréstimo para quitar dívidas, a empresa Mantiqueira não tinha negócios com a unidade de saúde.
    O defensor de Álvaro Ianhez, Leonardo Bandeira, nega que ele tenha participado, tanto do diagnóstico como do transplante do menino Paulinho. Bandeira também defende o médico João Alberto Góes, que é réu em outros casos relacionados à suposta máfia, mas critica a sentença do juiz por afirmar a existência do esquema de tráfico de órgãos. O advogado dos médicos Celso Scafi e Cláudio Fernandes, José Arthur Kalil, desmente a informação de que a criança não teria tido morte cerebral. Segundo ele, o exame confirmou que a criança teve morte encefálica. Ele ainda explica que seus clientes fizeram todos os exames.
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