ALCKMIN TIRA PROFESSORES DE PROJETOS E OS RECONDUZ A SALAS DE AULA

Há algum tempo, professores de Jales relataram ao blog a intenção do governo estadual de “acabar” com as Salas de Leitura, um projeto que vinha trazendo bons resultados. A notícia é do Diário da Região:

Resoluções publicadas entre a última quinzena de 2016 e a primeira semana deste ano pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo reconduziram para as salas de aula de escolas estaduais 3 mil professores que ocupavam cargos de mediador, vice-diretor e coordenador. O Diário apurou que cerca de 300 deles são da região de Rio Preto.

As medidas causaram polêmica e geraram revolta de alguns docentes, que foram obrigados a abandonar projetos sem saber se vão conseguir retomá-los. As resoluções atingiram funções administrativas como vice-direção, coordenação e mediação e também projetos, como a sala de leitura. Elas também interferiram nas atribuições de aulas dos professores.

“Muitos professores estão até sem aula. Não sei o que vai ser de nós. A diretora já tinha me reconduzido [à sala de leitura]. Minha avaliação foi muito boa. Fica essa insegurança sem saber o que vai ser da nossa vida profissional”, comenta Ana (nome fictício), 55 anos, que há cinco era professora de uma sala de leitura em Mirassol.

Antes os projetos, como sala de leitura, eram atribuídos juntamente com as aulas. Ao chegar sua vez, os docentes que já haviam se inscrito e apresentado projetos de trabalho escolhiam o que pegar. Em 2017, como as aulas foram atribuídas antes da sala de leitura, os professores foram forçados a pegá-las, ficando impedidos de tocar os projetos. Para a Apeoesp, isso pode significar que algumas salas ficarão sem responsável, já que para isso era preciso se inscrever.

Para Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a medida é sinal da intenção do Estado de enxugar a máquina. “Mas e a qualidade do ensino? Por outro lado cria uma angústia nos professores porque eles começam projeto e não terminam”, acredita.

Para Vera Campos de Araújo, presidente da Apeoesp de Rio Preto, a situação criou um conflito já que os professores que tinham o projeto anteriormente tiveram que voltar para as salas. “Aquele professor que lecionou no ano passado ficou sem aulas por conta daquele que estava com o projeto.”

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