MORTES MÚLTIPLAS SOBEM E APREENSÕES DE ARMAS PESADAS CAEM EM CINCO MESES DE INTERVENÇÃO NO RIO

Para quem acha que intervenção militar é solução. A notícia é do UOL:

O número de ocorrências violentas com ao menos três mortos subiu 86% no Rio de Janeiro durante o período de intervenção federal –entre fevereiro e julho deste ano. Houve 15 casos no mesmo período de 2017 contra 28 neste ano, segundo pesquisa do Observatório da Intervenção, do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes), divulgada nesta segunda-feira (16).

Os 28 casos de “mortes múltiplas” registrados neste ano deixaram 119 vítimas –o número é 138% maior do que no mesmo período do ano passado, quando 50 pessoas morreram nas 15 ocorrências. O dado do observatório foi obtido por meio do laboratório de dados Fogo Cruzado, a partir de notificações feitas via aplicativo, mas confirmadas com registros publicados na imprensa e divulgados pelas forças de segurança.

O índice inclui todos os casos violentos que resultaram em três ou mais mortes, independentemente da motivação dos autores, nos cinco primeiros meses da intervenção, que tem previsão para terminar em dezembro. O dado inclui portanto mortos por criminosos e também em decorrência de confrontos com a polícia.

Ainda de acordo com o levantamento, o número de armas de grosso calibre apreendidas, como fuzis, metralhadoras e submetralhadoras, caiu 36,5% durante a intervenção federal em comparação com 2017, de 145 para 92. “Apesar de anúncios diários de operações com milhares de militares e policiais, os resultados são pífios”, avalia o Observatório da Intervenção.

“Nosso diagnóstico é que o comando da intervenção investe muito em operações militares e pouco em inteligência. O resultado é o aumento daquilo que a população tem mais medo: bala perdida, fogo cruzado e tiroteios. Até agora, a presença das Forças Armadas não resultou na percepção de que a segurança do Rio melhorou depois da intervenção”, complementa a organização.

1 comentário

  • Beto

    Mas os coxinhas diziam que a intervenção no Rio era a solução, assim como diziam que a reforma trabalhista acabaria com o desemprego no brasil. Se bem que eles (coxinhas) estão meio sumidos ultimamente, alguém sabe por onde andam?

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