SETORES DA IMPRENSA LOCAL TRATAM COMO ‘NOVIDADE’ DÍVIDA DEIXADA POR PARINI

Setores da imprensa local estão noticiando como “novidade” a nova dívida que a Prefeitura de Jales arranjou junto à família Jalles, por conta de um terreno localizado na Avenida “Paulo Marcondes”. O terreno, que nunca pertenceu à Prefeitura, foi “doado” – na verdade, cedido através de uma “concessão a título precário” – a uma empresa de Jales, em maio de 2008.

O assunto foi levado à Câmara na sessão de ontem, segunda-feira, pelo vereador Deley. Segundo ele, a dívida referente ao terreno já estaria em cerca de R$ 1,4 milhão. Deley quer ver toda a documentação para analisar se teria havido má-fé por parte de alguém nessa “doação” e, se for o caso, encaminhar ao Ministério Público para que eventuais culpados sejam cobrados.

A “novidade”, porém, não é tão nova assim. Em maio de 2012, quando Parini ainda estava no poder, este blog e o jornal A Tribuna noticiaram a “novidade”, mas parte da nossa imprensa, muito mais interessada em afagar o então prefeito, ignorou o assunto.

Naquela ocasião, sob a manchete “Prefeitura cedeu área que não lhe pertencia“, o jornal A Tribuna noticiou que o caso estava na justiça desde outubro de 2008, quando o escritório do advogado Silvério Polotto ajuizou uma “Ação de Desapropriação Indireta”, cobrando uma indenização pela ocupação do terreno de 9.571 metros quadrados, pertencente à família Jalles.

Em abril de 2014, o jornal voltou ao assunto com a manchete “Prefeitura de Jales foi condenada a pagar mais R$ 375 mil aos herdeiros do fundador”. A notícia dizia que a Justiça local – depois de designar um perito para dar um pitaco especializado – deu razão aos advogados dos Jalles e condenou a Prefeitura a pagar uma indenização que, corrigida, já chegava, àquela época, em cerca de R$ 500 mil.

Em outubro de 2017, nova manchete do jornal A Tribuna: “Prefeitura terá que pagar R$ 1 milhão à família Jalles por invasão de terreno no Distrito I”. A notícia dizia, ainda, que a dívida já poderia estar em R$ 1,4 milhão não fossem os advogados da Prefeitura, que impugnaram um cálculo feito pelos advogados da família. A impugnação foi julgada procedente pelo juiz da 1ª Vara de Jales, Eduardo Henrique de Moraes Nogueira, cuja sentença foi confirmada pelo TJ-SP.

Tudo isso, repito, foi noticiado pelo jornal e por este blog. Da mesma forma que foi noticiada, em 2011, a dívida ocasionada pela 29ª Facip (1998), presidida pelo então vice-prefeito Humberto Parini. Em 2012, o valor da dívida – que era de R$ 70 mil em 1999 – já estava em R$ 700 mil.

Na Facip de 1998 – onde pudemos ouvir os trinados de Chitãozinho & Chororó, Bruno & Marrone, Gian & Giovani, Chrystian & Ralf e outros menos votados – Parini, que já tinha apelado às famosas “notas frias” na Facip anterior, cismou de não pagar a taxa cobrada pelo Escritório Central de Arrecadação dos Direitos Autorais – ECAD.

Os advogados do Escritório correram, é claro, à Justiça, mas, assim como ocorreu no caso do terreno, setores da nossa imprensa, preferiram ignorar o caso ECAD.

2 comentários

  • Marconi

    Algu´[em sabe dizer qual o real interesse do vereador Deley neste assunto? Também lí na Tribuna que o mesmo vereador andou de implicância com as empresas de caçamba. Teriam os dois casos a mesma motivação?

  • FIEL TORCEDOR

    NÃO ENTENDI …DEVOLVE AOS DONOS E MANDA A EMPRESA IR PARA OUTRO LUGAR QUE ELA COMPRAR…..PRONTO

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