APÓS TRÊS DIAS PRESO, CONDENADO A DEZ ANOS DE PRISÃO É SOLTO EM RIO PRETO

O caso aconteceu em dezembro de 2005. O comerciante Ricardo Alexandre da Silva foi reclamar contra o som alto de um carro estacionado em frente à casa dele e acabou agredido pelos dois ocupantes do veículo, ficando 20 dias em coma.

Conseguiu sobreviver, mas perdeu dois sentidos – o olfato e o paladar – e ainda perdeu a audição de um dos ouvidos. A mulher do comerciante, da janela de sua casa, testemunhou toda a covarde agressão.

Na semana passada, um dos agressores foi julgado e condenado a 10 anos de prisão. O outro recorreu ao STF e graças a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, teve o seu julgamento adiado. Já o sujeito que foi condenado a dez anos ficou preso apenas 03 dias. Vejam a notícia do G1:

feira (18) o homem condenado a 10 anos de prisão por agredir um comerciante em São José do Rio Preto (SP), em 2005, durante uma briga por causa de som alto. 

O advogado do acusado conseguiu habeas corpus no Tribunal de Justiça e agora está em liberdade. O acusado foi a júri popular essa semana por tentativa de homicídio. Ele foi condenado na terça-feira (15), ficou na cadeia de Santa Fé do Sul  (SP) quarta, quinta e sexta-feira, quando saiu o habeas corpus.

O advogado argumentou ao Tribunal de Justiça que o cliente deve ficar em liberdade até que sejam esgotadas todas as possibilidades de recurso.

Ele e um amigo são acusados de agredir o comerciante Ricardo Alexandre da Silva depois que ele reclamou do som alto que vinha do carro de um deles, estacionado em frente à casa da vítima. Ricardo teve traumatismo craniano, permaneceu por mais de 20 dias internado e ficou com sequelas do espancamento.

O amigo do acusado conseguiu que o Supremo Tribunal Federal cancelasse o julgamento, alegando que não foi notificado a tempo de comprovar sua inocência. Ele ainda pode ir a júri popular, mas não há data prevista.

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