PAI DE FAUSTO PINATO É CONDENADO A 12 ANOS DE PRISÃO POR ASSASSINATO DE ENGENHEIRO DA SABESP

Edilberto e José Carlos eram muito amigos, sendo que o primeiro advogava para uma empresa do segundo. Em depoimento, Edilberto disse que “a gente era muito próximo, quase irmãos. Saíamos juntos, pescávamos juntos…”. Mas um bilhete anônimo botou fim à amizade.

A notícia é do Diário da Região:

Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Fernandópolis condenou nesta segunda-feira, 24, o advogado Edilberto Donizeti Pinato a 12 anos de prisão por homicídio simples consumado que acabou na morte do engenheiro José Carlos Lemos, em novembro de 2002.

Durante o julgamento, os jurados afastaram a tese de legítima defesa colocada pela defesa do advogado. No dia do crime, Pinato procurou a vítima na sede da Sabesp, em Jales, como o engenheiro não estava, o advogado andou mais 30 quilômetros para encontrá-lo na sede da Sabesp em Fernandópolis, onde Lemos foi morto. Por essa razão, o Conselho de Sentença entendeu também que o crime foi premeditado. 

“O dolo é evidentemente muito intenso, nesse caso”, escreveu o juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Bufulin, que presidiu o júri. Tribunal entendeu também que a execução do engenheiro ainda trouxe risco para quatro pessoas que testemunharam o crime. 

Pela condenação, Pinato deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Junto com o relatório da sentença, também está o decreto da prisão do advogado. Pinato saiu do Fórum de Fernandópolis preso e foi encaminhado a cadeia de Santa Fé do Sul. Magistrado citou o Supremo Tribunal Federal para justificar a prisão, “firmou entendimento de que a condenação imposta pelo Tribunal do Júri impõe execução imediata da pena”, afirma trecho do relatório. 

O caso 

O engenheiro José Carlos Lemos foi morto com três tiros. Na versão de Pinato, o engenheiro tinha um caso com a mulher. O homicídio aconteceu durante uma discussão entre eles. Na ocasião, o advogado ficou 40 dias preso, mas depois foi liberado.

Em 2008, Pinato foi julgado pelo Tribunal de Júri e absolvido por quatro dos sete votos. O Ministério Público recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça, os procuradores acataram o recurso e dez anos depois Pinato voltou ao banco dos réus pelo crime e foi condenado. Julgamento começou às 9h30 e terminou por volta das 00h00. 

Na acusação esteve o promotor de Justiça Marcos Antônio Lélis. “Júri bastante complexo. Baseei não só nas testemunhas que relataram o ocorrido, mas também ao laudo necroscópico que indica o que a vítima sofreu e dá a posição bastante clara do atirador. Isso foi fundamental para convencer os jurados”, disse Lelis.

Já a defesa ficou por conta de de três advogados, entre eles Alberto Zacharias Toron conhecido no País pela defesa de políticos, como o senador Aécio Neves. Reportagem entrou em contato com os advogados, mas nenhum deles retornaram a ligação. Edilberto Pinato é pai do atual deputado federal pelo Partido Progressista, Fausto Pinato.

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