RUA CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra …”

(Carlos Drumond de Andrade)

Se, ao invés de ficar ouvindo conversa de bêbados na praia de Copacabana, resolvesse andar pelas ruas do Jardim Arapuã, aqui em Jales, principalmente, pela rua que leva o seu nome, certamente que o poeta Carlos Drumond de Andrade encontraria muito mais do que uma pedra no meio do caminho. Encontraria várias pedras, buracos e costelas dos mais variados tamanhos e matizes.

Os moradores da Rua Carlos Drumond de Andrade já não sabem mais o que fazer. Um deles, o Onivaldo, me disse que se mudou para Jales há apenas dois anos, mas que, nesse período, já viu seus vizinhos organizar dois abaixo-assinados, sem, no entanto, conseguir sensibilizar o prefeito Humberto Parini. Onivaldo e os outros vizinhos não entendem porque a rua onde moram está tão esquecida. “Nós pagamos impostos como todos os outros cidadãos. Já falamos com vereadores, mas ninguém conseguiu convencer o prefeito.  A Prefeitura andou recapeando aquela avenida ali prá baixo. Por que não trouxe o recape até aqui?“, pergunta ele.

As fotos abaixo demonstram que Onivaldo tem motivos para estar descontente com a administração, mas mesmo assim ele consegue manter o bom humor: “passar de carro pela nossa rua, é só prá quem não tem problemas de coluna“, diz ele. Onivaldo faz bem em manter-se bem humorado. Afinal, como diria Drumond, ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

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