Categoria: Música

NANDO REIS PEDE O FIM “DESSA MERDA DE GOVERNO” E É OVACIONADO PELO PÚBLICO

Nando Reis não é o único ex-Titã que pede o fim do governo Bolsonaro. Paulo Miklos, que participou da gravação da nova versão do clipe “Sem Medo de Ser Feliz”, também quer ver o Bozo pelas costas. E em 2019, Arnaldo Antunes foi um dos mais entusiasmados participantes do Festival Lula Livre.

Por fim, em maio passado, dois remanescentes da banda – Sérgio Britto e Tony Bellotto, o marido da Malu Mader – regeram um monumental “Fora Bolsonaro”, durante show em Brasília.

Vamos à notícia do UOL:

Nando Reis, de 59 anos, foi aclamado pelo público do festival Turá, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, ontem (3) ao gritar “Fora Bolsonaro” e também fazer o “L”, gesto associado ao ex-presidente e candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT), que respondeu ao aceno do cantor e compositor.

Ao cantar uma de suas músicas do repertório, a canção “N”, o cantor fez um apelo para que acabe o fim da gestão do governo de Jair Bolsonaro (PL). “Espero que o tempo passe e que essa merda de governo acabe”, disse ele, que foi aplaudido pelo público.

Em outro momento, o artista cantava a música “Do seu lado”, sua composição que ganhou fama na voz de Jota Quest, quando gritou “Fora Bolsonaro”. Na mesma canção, enquanto pulava e interagia com público, Nando levantou o braço e fez o gesto de “L” com a mão. Ao vê-lo, o público respondeu e acenou para o cantor e compositor.

Nas redes sociais, os vídeos ganharam destaque entre os assuntos mais comentados no Twitter, por exemplo. Diversos usuários comentaram a atitude do artista.

“Nando Reis mandando um Fora Bolsonaro hahahahah maravilhoso”, disse uma usuária. “Eu te amo, Nando Reis”, disse uma fã. “Nando Reis dando o recado”, comentou outro usuário da rede social.

ROBERTO CARLOS – “QUERO QUE VÁ TUDO PRO INFERNO”

A Justiça, vez em quanto, toma decisões que fogem à nossa compreensão. No mês passado o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que os direitos autorais de 27 músicas compostas por Roberto Carlos e Erasmo Carlos não pertencem mais aos seus autores.

Ou seja, eles ou seus herdeiros não receberão mais um único centavo por conta dessas 27 criações, entre elas algumas bem conhecidas, como “Parei na Contramão”, “Minha Fama de Mau”, “Mexerico da Candinha” e “Não Quero Ver Você Triste”.

Roberto e Erasmo entraram com um processo na Justiça em 2018 contra a editora Irmãos Vitale S/A pedindo a rescisão de contratos de cessão de direitos autorais assinados em 1964, 1965 e 1966.

Os advogados ressaltaram no processo que Roberto e Erasmo tinham 23 anos à época e “que não possuíam a mínima noção da grandiosidade de seu legado, mas a intenção deles, assim como de qualquer compositor brasileiro, jamais foi a cessão perpétua e irrestrita de seu legado”.

O TJ-SP não concordou com a argumentação e, em julgamento realizado no dia 7 de junho passado, manteve a decisão de primeira instância que tinha decidido que os direitos autorais das 27 músicas compostas por Roberto e Erasmo pertencem à editora. Algumas dessas canções nunca foram gravadas por eles, mas por outros cantores.

Uma dessas 27 músicas é a conhecidíssima “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, canção que Roberto Carlos ficou vários anos sem cantar, devido às suas convicções religiosas e ao TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), que o impedem de dizer algumas palavras negativas – “azar”, “inferno”, “ódio”, etc – e de usar roupas com cores escuras.

Em 1995, vários artistas se reuniram para gravar cinco CDs em comemoração aos 30 anos da Jovem Guarda. Caetano Veloso, que não participou do movimento, foi convidado e topou gravar “O Calhambeque”. Roberto Carlos, é claro, também foi convidado, mas quando ficou sabendo que “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” – uma das músicas mais representativas da Jovem Guarda – estaria no CD, ele declinou do convite.

Em 1999, Roberto Carlos autorizou Maria Bethânia a gravar uma música de sua autoria para a trilha sonora da nova novela da Globo. Bethânia chegou a gravar a música, mas quando Roberto ficou sabendo do nome da novela – “Suave Veneno” – retirou a autorização que tinha dado. Bethânia teve então que gravar às pressas outra música – “É o Amor”, do Zezé di Camargo – para substituir a música do Roberto.

No ano seguinte houve algo parecido. Daniela Mercury gravou uma música do rei para a trilha da novela “Laços de Família”, mas, por conta de algum detalhe da novela, ele novamente desautorizou a inclusão de sua música na trama. Daniela Mercury deu um jeitinho: ela regravou “Como Vai Você”, que ficou conhecida na voz de Roberto, mas foi composta por Antonio Marcos e aí não tinha como o rei dar pitaco. 

Em 2016, naquele especial de fim-de-ano da Rede Globo, depois de mais de 30 anos sem pronunciar a palavra inferno, Roberto Carlos voltou a cantar “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”. Ele próprio brincou com a situação, dizendo que estava melhorando do TOC.

É essa versão de 2016 que pode ser vista no vídeo abaixo:

GILBERTO GIL E CAETANO VELOSO – “DRÃO”

Nascido a 26 de junho de 1942, em Salvador, o baiano Gilberto Passos Gil Moreira, um dos maiores nomes da MPB e uma referência na cultura brasileira, completa 80 anos nesse domingo. Mesmo o mais arrebatado e ignorante eleitor de Jair Bolsonaro em algum momento da vida já se deixou envolver por alguma música de Gil.

Gil se casou pela primeira vez ainda muito jovem, em 1964, com Belinda, com quem viveu até 1967 e teve duas filhas, Nara e Marília. Em março de 1967, ele se separou de Belinda e passou a viver com a cantora Nana Caymmi, mas esse segundo casamento durou pouco mais de um ano e não produziu nenhum filho. Nana já tinha três filhos do primeiro casamento com um médico venezuelano.

Em novembro de 1968, ele começa a namorar a bancária Sandra Gadelha, com quem se casou em março do ano seguinte. Em meio a isso, Gilberto Gil foi preso pela ditadura militar e obrigado a deixar o país, exilando-se em Londres. Com Sandra, Gil teve três filhos: Pedro – que nasceu em 1970, em Londres, e faleceu aos 19 anos, depois de um acidente de carro, no Rio de Janeiro – Preta e Maria.

O casamento com Sandra durou 11 anos. Em 1979, ele se encantou pela comerciária Flora Nair Giordano, com quem juntou as escovas de dentes em 1980. Com Flora, sua atual mulher, Gil teve mais três filhos: Bem, Isabela (Bela) e José Gil. Este último nasceu em agosto de 1991, apenas três meses depois do falecimento do avô José Gil Moreira.

No vídeo abaixo, em que Gil canta “Drão”, a quarta mulher dele, Flora, aparece na plateia, ao lado da Preta Gil. Era natural que ela estivesse na plateia, mas a música foi feita para a terceira mulher de Gil, Sandra. “Drão”, uma música que fala de amor e desamor, foi feita pra ela, quando o casamento já estava terminando. Segundo Gil, foi uma música difícil de compor. “Drão” é o apelido de Sandra.

“Sua criação apresentou altos graus de dificuldade porque ela lidava com um assunto denso – o rompimento, o final de um casamento, porque era uma canção para Sandra e para mim. Foi uma música que consumiu dias e dias de trabalho”, explicou Gil no livro Todas as Letras

Vamos, então, ao vídeo. E vida longa ao Gilberto Gil.

MARISA MONTE FAZ HOMENAGEM A DOM E BRUNO DURANTE SHOW EM LONDRES

Deu no DCM:

Em show em Londres, na Inglaterra, a cantora e compositora Marisa Monte homenageou o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista pernambucano Bruno Pereira, assassinados no Vale do Javari, no Amazonas, após ficarem desaparecidos por mais de 10 dias.

Ao final da performance, no Barbican Concert Hall, a artista se reuniu com toda a banda e uma foto de Bruno e Dom foi projetada ao fundo do palco, recebendo os aplausos do público.

Em seu Instagram, Marisa postou um vídeo do momento com a legenda: “Obrigada Dom e Bruno. Vocês são nossos heróis. Nossa solidariedade aos amigos e familiares”.

Outros grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Emicida e Andreas Kisser, já fizeram homenagens aos dois durante apresentações, mostrando indignação com o descaso do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à morte deles.

PAULO DINIZ, COMPOSITOR DE “PINGOS DE AMOR”, MORRE AOS 82 ANOS

O cantor e compositor Paulo Diniz morreu nesta quarta-feira, 22 de junho, aos 82 anos, em sua casa no Recife (PE). Segundo o perfil oficial do artista, a morte foi de causas naturais. O nome verdadeiro dele era Paulo Lira de Oliveira.

Embora tenha cantado músicas como “Quero Voltar pra Bahia” ou que diziam coisas como “eu vim de Piri Piri” (cidade do Piauí), Paulo Diniz nasceu mesmo foi em Pesqueira, cidade do agreste pernambucano, atualmente com cerca de 68 mil habitantes.

A carreira começou lá mesmo em Pesqueira, como crooner e baterista de uma banda que tocava em bares e cabarés. Depois de tentar a carreira artística em Recife e Fortaleza, Diniz desembarcou em 1964 no Rio de Janeiro, onde, antes de iniciar a carreira de cantor, trabalhou como locutor na Rádio Tupi.

Por essa época, ele teve como colega de profissão uma pessoa muito conhecida aqui em Jales: o saudoso locutor Sebastião Marcos Felipe, o Marcos Alberto, que trabalhou na Rádio Assunção. Marcão dizia que, quando Paulo Diniz avisou aos colegas de trabalho que iria gravar um disco, alguns deles duvidaram, pois a voz não ajudava muito.

Contrariando os colegas, ele chegou a ser um dos maiores vendedores de discos no começo dos anos 1970. Seu maior sucesso, “Pingos de Amor”, atravessa gerações e já foi regravado por artistas como Paula Toller e Emílio Santiago. O mesmo Emílio regravou também “Um Chope pra Distrair”.

Em 2004, Daniela Mercury fez sua releitura de “Quero Voltar pra Bahia”, música inspirada nas cartas que Caetano Veloso escrevia para o Pasquim, do seu exílio em Londres. Recentemente, Zeca Baleiro e Fagner regravaram “O Meu Amor Chorou”, outro sucesso de Diniz.

Nos anos 1980, o cantor chegou a interromper a carreira artística por conta de uma esquistossomose contraída em um banho de rio no interior de Minas Gerais. Ele se recuperou, mas por volta de 2008 a doença voltou e o deixou em uma cadeira de rodas, com os membros inferiores paralisados.

No vídeo abaixo, Paulo Diniz canta “José”, um de seus maiores sucessos, gravado em 1974. “José” nada mais é que o poema “E agora, José?”, de Carlos Drumond de Andrade, musicado por Diniz, uma das canções preferidas do advogado jalesense Sidney Aldrigue.

CHICO BUARQUE E MARIA BETHÂNIA – “OLHOS NOS OLHOS”

Neste sábado, 18, Maria Bethânia, a nossa “Abelha Rainha”, está completando 76 anos. E amanhã, domingo, 19, será a vez de Chico Buarque fazer aniversário. Ele completará 78 anos de idade.

Chico e Bethânia são amigos desde antes de 1972, quando, juntos com Nara Leão, estrelaram o filme “Quando o Carnaval Chegar”. E há quem diga que Bethânia gosta mais de cantar as músicas do Chico do que as de seu irmão, Caetano Veloso. Ela própria admite que é verdade: “as músicas do Chico tem aquele lado feminino bem mais à mostra, com o qual me identifico”.

E uma dessas músicas compostas por Chico com o “eu lírico feminino” é a clássica “Olhos nos Olhos”, de 1976. Mário Prata, o escritor sogro do Pedro Bial, diz que essa música foi inspirada por ele.

“Um dia, depois de mais uma briga com a Marta, eu chorei na rede que o Chico tinha na casa dele. No dia seguinte, ele já tinha parte da música pronta. O Chico cantarolou pra mim e quando chegava no trecho que dizia ‘muitos homens me amaram bem mais e melhor que você’, ele dava muita risada da minha cara”.

Chico conta que mandou “Olhos nos Olhos” para Maria Bethânia e, três ou quatro semanas depois, quando já começava a desconfiar que ela não tinha gostado da música, eis que lhe chega uma fita com a música já gravada por Bethânia.

De seu lado, Bethânia considera que, de todas as músicas do Chico que ela gravou, “Olhos nos Olhos” é a mais significativa. Deixemos, porém, os aniversariantes falar sobre essa música, no vídeo abaixo:

 

GILSON DE SOUZA, COMPOSITOR DE “POXA”, FALECE NO DIA DO ANIVERSÁRIO

Adolfo Cirino de Souza, que ficou conhecido no mundo da música como Gílson de Souza, faleceu no domingo passado, 12 de junho, mesmo dia em que ele nasceu no longínquo 1944, em Marília(SP). Morreu, portanto, no dia em que completava 78 anos de idade.

Cantor e compositor, ele poderia ter passado a vida inteira cantando na noite de São Paulo, como tantos outros, sem se tornar conhecido. Quis o destino, no entanto, que numa noite de 1973, Jair Rodrigues apareceu no bar em que Gilson cantava e se encantou com um samba que ele cantou.

Tratava-se de “Orgulho de um Sambista”, de autoria do próprio Gílson. Jair gravou o samba ainda naquele ano de 1973, com enorme sucesso, projetando o nome de Gílson como compositor.

Em 1975, foi a vez do próprio Gílson gravar um samba de sua autoria: “Poxa”, que ele gravou acompanhado pelo grupo Originais do Samba, lançado em um compacto simples. Nos anos 80 e 90 ele chegou a gravar outros sambas, mas nenhum com o sucesso de “Poxa”, música que foi regravada por Teresa Cristina, no disco Três Meninas do Brasil.

Elymar Santos foi outro que regravou o samba de Gílson, assim como Zeca Pagodinho, cuja versão integrou a trilha sonora da novela “Insensato Coração”, com a lindíssima Paolla Oliveira no papel principal. No vídeo abaixo, quem canta “Poxa” é o Zeca Pagodinho.

ZÉLIA DUNCAN CANTA PARA LULA – “JUÍZO FINAL”

Na terça-feira, 31/05, foi lançado o livro “Querido Lula: cartas a um presidente na prisão”, da Editora Boitempo. O livro reúne 46 das mais de 25.000 cartas que o ex-presidente Lula recebeu durante os 580 dias de cárcere em Curitiba.

Durante esses 580 dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu presentes como livros, revistas, poemas, cordéis, fotografias, desenhos, roupas e até cobertores para espantar o frio da capital paranaense. E também não faltou conforto pelas palavras, através das 25 mil cartas que foram endereçadas a ele naquele período.

Essas cartas não tem nenhum equivalente na história. Existem, sim, cartas a outros grandes líderes presos, mas enviadas apenas por familiares ou companheiros de luta, como no caso de Nelson Mandela. Nenhum preso político, como foi Lula, suscitou um movimento parecido.

As 46 missivas escolhidas para compor o livro, procuram representar a imensa diversidade contida nas cartas, contemplando autores de diferentes origens sociais e regiões do país, com histórias de vida, tons e abordagens variadas.

No evento de terça-feira, algumas cartas foram lidas pelos próprios autores. Outras foram lidas por convidados, como a escritora, ativista e defensora dos direitos humanos, Preta Ferreira, as atrizes Denise Fraga, Debora Duboc, Cléo Pires e Camila Pitanga, e as cantoras Cida Moreira, Tulipa Ruiz e Zélia Duncan.

Coube a Zélia Duncan ler a carta de uma professora de Língua Portuguesa, que escreveu a Lula para falar das mudanças – para melhor – que o seu governo proporcionou ao Ensino Público. O detalhe é que Zélia emendou à carta da professora, a interpretação de “Juízo Final”, um clássico da nossa MPB.

Composta por Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, “Juízo Final”, que fala da eterna luta entre o bem e o mal, foi lançada por Nelson em 1973, em um disco que tinha outras obras primas, “Folhas Secas” entre elas. Ao contrário do que possa sugerir o nome da música, ela não trata do apocalipse. Fala de esperança e de um amanhã de plena paz. 

Dois anos depois da gravação original, em 1975, Clara Nunes, nossa eterna sabiazinha, regravou “Juízo Final” no disco Claridade, o de maior sucesso de sua carreira. Em 1999, foi a vez de Alcione gravar “Juízo Final”, versão que integrou a trilha sonora da novela A Regra do Jogo, exibida em 2015/16. Foi regravada também por Beth Carvalho, Dona Ivone Lara (2003), Seo Jorge (2010) e Fabiana Cozza (2013.

No vídeo, a carta de professora e canção de Nelson Cavaquinho, com Zélia Duncan:

“CORAL ACORDES VOCAIS” SE APRESENTA NO HOSPITAL DE AMOR DE JALES NESTA QUINTA-FEIRA

A Capela São Judas Tadeu, localizada no complexo do Hospital de Amor Jales, receberá, a partir das 19h desta quinta-feira (2), a apresentação do “Coral Acordes Vocais”, que será aberta a toda a comunidade.

O Coral Acordes Vocais, um projeto do Instituto Sociocultural do Hospital de Amor, é composto por colaboradores da instituição, incluindo Ambulatórios Médicos Hospitalares e Santa Casa de Misericórdia de Barretos, alunos da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos – Dr. Paulo Prata (FACISB) e população de Barretos (SP).

O grupo é focado na apresentação em hospitais, com a missão de contribuir com a missão de humanização da entidade. Traduzindo sentimentos e atitudes, a música envolve a todos na promoção do bem-estar, gerenciando o estresse e oferecendo conforto e alegria aos pacientes e acompanhantes.

Conforme explica a maestrina Angélica Amêndola de Oliveira, responsável pela regência do coral desde 2015, “o projeto tem a finalidade de levar, através da música, uma mensagem de paz e conforto, não só aos pacientes como a todos os familiares e pessoas dentro do ambiente hospitalar”.

Fundado em 2015, o projeto foi idealizado pelo diretor médico do Hospital Infantojuvenil do HA e integrante do grupo musical, Dr. Luiz Fernando Lopes. Desde 2017 o Coral integra o rol de projetos do Instituto Sociocultural, que fomenta a cultura não apenas no âmbito hospitalar, mas na comunidade onde o HA está inserido.

CAMILA MARIETA – “ALGUÉM ME DISSE”

A moçoila do lado é a Camila Marieta, cearense de Fortaleza, 24 anos. Cantora, compositora e multi-instrumentista, ela já era bastante conhecida no Ceará quando, em 2021, ganhou destaque nacional ao participar do The Voice Brasil. Camila impressionou logo em sua primeira apresentação, ao cantar “Espumas ao Vento”, música que ficou conhecida na voz de outro cearense, Raimundo Fagner.

No vídeo abaixo, ela canta “Alguém me Disse”, música de outro cearense famoso, o compositor Evaldo Gouveia, que nasceu em Orós e morreu em Fortaleza, em 29 de maio de 2020, vítima daquela gripezinha, a Covid-19.

Lançada em 1960 pelo baiano Anísio Silva, “Alguém me Disse” – composta por Evaldo e o parceiro Jair Amorim – já foi regravada por diversos intérpretes, Nelson Gonçalves, Gal Costa, Emílio Santiago, Ana Carolina, Maysa, Altemar Dutra e Cauby Peixoto entre eles.

O detalhe curioso é que Anísio Silva, um modesto balconista de farmácia, já tinha tentado a carreira artística sem, no entanto, conseguir sucesso. Ele só abandonou o balcão da farmácia aos 37 anos, depois de gravar “Alguém me Disse” e frequentar as paradas por alguns anos.

De outro lado, Evaldo Gouveia e Jair Amorim, que já tinham feito muitos sambas-canção, passaram a compor quase que exclusivamente boleros, influenciados pelo sucesso de “Alguém me Disse“. Entre os boleros mais famosos da dupla de compositores estão “Sentimental Demais”, gravado em 1965 pelo mineiro Altemar Dutra, “Que Queres Tu de Mim” e “Brigas”.

Não obstante a especialização em boleros, a última composição de sucesso de Evaldo e Jair foi, curiosamente, um tango – “Tango pra Tereza” – gravado em 1975, por Ângela Maria, a “Sapoti”, que ganhou esse apelido do presidente Getúlio Vargas. Diferentemente do atual presidente, um imbecil, Getúlio valorizava a classe artística e achava que a voz de Ângela era tão doce quanto a fruta produzida pelo sapotizeiro.

Deixemos, porém, a Ângela Maria descansar em paz e ouçamos a Camila Marieta:

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