Categoria: Música

NEY MATOGROSSO, 80 ANOS – “JARDINS DA BABILÔNIA”

Nascido em 1º de agosto de 1941, o sul-matogrossense Ney de Souza Pereira chega aos 80 anos nesse domingo, esbanjando fôlego e vitalidade. Tanta vitalidade que ele, recentemente, confessou que ainda tem desejo sexual.

Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor disse que tinha uma vida sexual ativa até antes da pandemia começar e fala que está sofrendo por não poder ter relações durante todo esse período de isolamento social.

Ney, como se sabe, é gay. Em um livro – “À flor da pele” – ele confessa que já transou com homens e mulheres e teve quatro ou cinco grandes amores, um deles o saudoso Cazuza. Quando começou o namoro, Cazuza tinha 21 anos e Ney tinha 38.

Sexo à parte, Ney teve uma infância nômade, mudando de cidade frequentemente, em virtude do trabalho de seu pai, um oficial do Exército. Numa dessas mudanças, ele teria morado em Fernandópolis. Os fernandopolenses mais antigos dizem até que ele tinha uma irmã muito bonita e, por isso mesmo, muito paquerada.

Ney Matogrosso, que começou sua carreira no início dos anos 70, como vocalista do grupo Secos & Molhados, foi classificado pela revista Rolling Stones como um dos 30 maiores artistas brasileiros de todos os tempos.

Mas, vamos ao texto da IstoÉ desta semana:

Não é comum ver um artista mantendo o alto nível de produção criativa aos 80 anos. Mas quem disse que Ney Matogrosso é um artista comum?

Um dos maiores intérpretes da música brasileira faz aniversário em 1o de agosto e presenteia seus admiradores com o EP “Nu com Minha Música”, lançamento das primeiras quatro faixas do álbum que sai em novembro e que terá ao todo 12 canções.

Além da versão que batiza o EP, de autoria de Caetano Veloso, há ainda “Gita”, de Raul Seixas, “Mi Unicórnio Azul”, do cubano Silvio Rodríguez, e “Se Não For Amor, Eu Cegue”, de Lenine e Lula Queiroga.

Como Ney escolhe o repertório? “Se a letra é compatível com algo que eu diria se fosse o compositor, então eu a seleciono”, explica.

Ele afirma que seu desafio é seguir realizando novos projetos, mas perde o entusiasmo ao falar da situação do Brasil. “Voltamos a ser um país de mendigos, como éramos no passado. Isso é consequência de um governo que não soube lidar com a pandemia.”

Ele vê, no entanto, algo positivo sobre a crise: “o brasileiro mostrou sua solidariedade”. Em relação à vitalidade aos 80 anos, Ney diz que o segredo é manter a cabeça ativa: “Se eu me acomodar, vou perder a graça. Gosto de fazer sempre o inesperado”.

Há algo, porém, que não tem nada de inesperado: suas cinco décadas ininterruptas de sucesso.

No vídeo, Ney Matogrosso canta “Jardins da Babilônia”, um dos grandes sucessos da Rita Lee, lançada em 1978 quando a “Titia” ainda cantava com a banda Tutti-Frutti:

JUÍZA CONDENA JOÃO DÓRIA A PAGAR R$ 190 MIL POR USO INDEVIDO DE MÚSICA DE MARISA MONTE E ARNALDO ANTUNES

A notícia é do portal Conjur

A juíza Thania Pereira Teixeira de Carvalho Cardin, da 36ª Vara Cível de São Paulo, condenou o governador João Doria a pagar R$ 190 mil por usar indevidamente a música “Ainda Bem”, de Marisa Monte e Arnaldo Antunes. A decisão é de quarta-feira (28/7).

A demanda teve origem em 2017, quando Doria era prefeito de São Paulo. O tucano divulgou um vídeo sobre a revitalização de um campo de futebol que reproduziu trechos da canção.

Ao analisar o caso, a magistrada apontou que a violação cometida por Doria é ainda mais gravosa quando se constata que a “utilização desautorizada da canção deu-se em vídeo com nítido propósito de autopromoção para fins políticos, já que por meio dele o réu apresentava a seu público online, enquanto prefeito da cidade de São Paulo, projeto de revitalização decorrente de parceria público-privada”.

Diante disso, a juíza condenou Doria a indenizar cada uma das três produtoras que detêm os direitos da música em R$ 40 mil. Marisa Monte e Arnaldo Antunes vão receber R$ 30.000 cada um. O atual governador de São Paulo também foi condenado a indenizar Marisa Monte em R$ 10 mil por dano moral.

A julgadora considerou que o governador incitou comentários agressivos contra a cantora ao se pronunciar sobre o episódio. “Mencionar que a autora Marisa estava a exigir-lhe 300 mil reais de forma injustificada restou por ultrapassar os limites da boa-fé no trato da contenda”, diz trecho da decisão.

Ao responder nota pública que desautorizava o uso da música, Doria disse que os autores “são acostumados a mamar nas tetas do estado” e “vermes parasitas” que “querem tirar vantagem em tudo”. Também disse que são “mercenários” e “esquerdopatas que sempre querem ganhar dinheiro fácil”.

Eis a música:

CIRO ASSUME CASA CIVIL E GENERAL QUE FATUROU R$ 111 MIL DE SALÁRIOS EM JUNHO VAI PARA SECRETARIA GERAL

Tá explicado porque esses generais não largam o osso. Em junho, até o inservível Augusto Heleno ganhou mais de R$ 100 mil. E o Ramos vai mudar de cargo, mas salário será o mesmo. A notícia é da Revista Fórum:

Com rendimentos acumulados entre o governo e as Forças Armadas, que somaram mais de R$ 111 mil em junho, o general Luiz Ramos posou para foto ao lado de Jair Bolsonaro (Sem partido) e o novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), para anunciar que deixou a pasta nas mãos do senador do Centrão para ocupar a Secretaria-Geral da Presidência.

“Seja bem-vindo @ciro_nogueira ao time @jairbolsonaro. Desejo muito sucesso na Casa Civil. Agradeço aos servidores que estiveram comigo nessa jornada e sigo em nova missão determinada pelo PR na Secretaria-Geral. Tenham certeza que mais uma vez darei o meu melhor em defesa do Brasil”, tuitou Ramos, que vai manter o salário extra recebido no governo.

Um dos mais fiéis escudeiros de Bolsonaro, Luiz Ramos não foi avisado da troca e chegou a dizer que se sentiu “atropelado” quando soube de sua saída pela imprensa. Também pelas redes sociais, Ciro Nogueira anunciou que aceitou o convite de Bolsonaro e passa a comandar a Casa Civil.

Vejamos o que Ciro Nogueira pensava sobre Bolsonaro e Lula, em 2017:

 

MARIA BETHÂNIA – “EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ”

Iniciada em 1956, a parceria entre Tom Jobim e Vinícius de Moraes produziu pérolas da Música Popular Brasileira, como é o caso de “Garota de Ipanema” que, além de uma das mais regravadas no mundo, foi também, durante muito tempo, a segunda mais tocada do planeta, perdendo apenas para “Yesterday”, dos Beatles.

Entre essas pérolas podemos incluir a eterna “Eu Não Existo Sem Você”, cuja eternidade pode ser comprovada não apenas pelo tempo – como canta Gal Costa na lindíssima “Eternamente”, de Sérgio Natureza e Tunai – mas também pela quantidade de regravações que, nesse caso, já passa de uma centena.

Lançada em 1958, no histórico disco “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso – considerado o marco zero da Bossa Nova – com Tom Jobim no piano, João Gilberto ao violão e a Divina cantando, “Eu Não Existo Sem Você”, foi regravada já naquele mesmo ano pela Maysa Matarazzo (ou Maysa Monjardim, já que ela não gostava de ser chamada de Matarazzo, o sobrenome do ex-marido milionário, André).

De lá para cá, como já se disse, foram mais de 100 regravações, de Agostinho dos Santos a Chitãozinho e Xororó, passando por Jair Rodrigues, Emílio Santiago, Nana Caymmi, Oswaldo Montenegro, Toquinho e até o Fábio Júnior. Aqui mesmo, neste modesto blog, eu já postei uma bonita versão dessa música, com a Monique Kessous e o neto do Tom, Daniel Jobim.

A versão de hoje é com a Maria Bethânia. A nossa Abelha Rainha gravou “Eu Não Existo Sem Você” para o disco “Que Falta Você Me Faz”, de 2005, só com músicas de Vinícius de Moraes. O vídeo abaixo, no entanto, é de um ensaio da Bethânia.

 

OSWALDO MONTENEGRO E CLARISSA MÜLLER – “ESTRELAS”

Com esse rostinho de 15 anos, a atriz, cantora e influencer Clarissa Müller vai completar 22 aninhos em novembro. Ela virou uma celebridade da internet depois de participar do filme “Ana e Vitória”, que conta a origem do duo Anavitória, nascido no interior do Tocantins, formado pelas jovens Ana Caetano e Vitória Falcão.

No filme, de 2018, Clarissa interpreta uma personagem que ela mesma classificou como “escrota”. Ela é, também, uma das atrizes principais do filme “Me sinto bem com você”, lançado recentemente.

Em junho deste ano, ela lançou um EP com cinco músicas, para alegria dos fãs, que transformaram o lançamento no segundo assunto mais falado no Brasil, no Twitter, na madrugada de quinta (24/06) para a sexta-feira (25/06).

No vídeo, lançado há um mês, Clarissa e Oswaldo Montenegro regravam “Estrelas”, um dos grandes sucessos do menestrel que, de vez em quando, eu toco lá no Brasil & Cia, o programa musical que apresento aos domingos na Regional FM.

Não consegui descobrir em que ano o Montenegro compôs essa canção, mas, ela integra o álbum “Ao Vivo: 25 anos”, de 2004, que tem dois CDs.

Por sinal, o compositor Mongol (Arlindo Carlos Paixão), o parceiro mais efetivo de Oswaldo Montenegro foi uma das vítimas da covid. Ele morreu em maio, aos 64 anos, vítima do vírus.

Juntos, eles – que eram amigos desde os oito anos de idade – fizeram várias canções. No entanto, “Agonia”, vencedora do Festival MPB 80, da Globo, que catapultou a carreira de Montenegro, foi composta, letra e música, só por Mongol.

Já “Estrelas” foi composta só por Oswaldo Montenegro. Vejam o vídeo:

EDUARDO DUSSEK – “EU VELEJAVA EM VOCÊ”

Eduardo Dussek é um talento precoce que começou sua carreira como pianista de peças de teatro por volta de 1970, quando tinha apenas 15 anos. Em 1978, com 24 anos, já tinha algumas composições gravadas por artistas conhecidos, como era o caso de Ney Matogrosso, intérprete de “Seu Tipo”, uma parceria de Dussek com Luiz Carlos Góes.

A primeira grande aparição televisiva de Dussek foi em 1980, no festival MPB Shell, da Rede Globo. Vestindo apenas uma cueca, ele cantou “Nostradamuns”, um canção bem ao seu estilo, que alia a sátira ao bom humor. A música não obteve classificação para a final, mas Dussek ficou conhecido nacionalmente.

O sucesso chegou em 1982, com o lançamento do álbum Cantando no Banheiro, que trazia, entre outras canções, as satíricas “Barrados no Baile” e “Rock da Cachorra”. Em 1986, foi a vez do LP Dusek na Sua alcançar grande repercussão, puxado pelas românticas “Aventura” e “Eu Velejava em Você”

Reparem na capa disco que, naquela época, Dusek tinha apenas um “s”. O segundo “s” foi acrescentado ao seu sobrenome em 2000, por sugestão da numerologia. No vídeo abaixo, Dussek canta “Eu Velejava em Você”, uma linda canção que já foi gravada também por Zizi Possi e Maria Bethânia.

FRANCISCO, EL HOMBRE – “RODA VIVA”

A banda Francisco, el Hombre surgiu em Campinas, fundada por dois irmãos mexicanos – Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte – naturalizados brasileiros. A banda já foi um quinteto, mas, atualmente, é um quarteto integrado também por dois brasileiros de nomes esquisitos: Juliana Strassacapa (voz e percussão) e Andrei Martinez Kozyreff (guitarra).

O nome do grupo foi inspirado em uma figura de mesmo nome do folclore colombiano, conhecida por tocar acordeão pelas ruas das cidades. Em 2017, a banda foi indicada ao prêmio Grammy Latino na categoria “melhor canção em língua portuguesa”, pela canção “Triste, Louca ou Má”.

Recentemente, já em tempos de pandemia, a banda gravou uma versão do clássico “Roda Viva”, do Chico Buarque, para a trilha sonora do documentário “A Fantástica Fábrica de Golpes”. A nova releitura de “Roda Viva” traz uma citação incidental a outra canção emblemática da obra de Chico, “Apesar de Você”.

Ambas as canções são sinônimos de resistência à ditadura militar e a banda decidiu criar um elo entre as duas. Sobre “Apesar de Você”, seu papel desafiador frente à ditadura e sua atualidade, nem é preciso dizer muita coisa.

Anterior a “Apesar de Você” (1970), “Roda Viva” foi a terceira colocada do III Festival da TV Record, em 1967. A canção ganhou status de hino da resistência não exatamente por sua letra, mas por ter sido tema de uma peça homônima, escrita por Chico e montada por José Celso Martinez Correa.

Apresentada em 1968, o ano que não acabou, a peça gerou intensa reação de grupos de direita ligados ao regime militar. Em julho daquele ano, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas – Marília Pera entre eles – e depredou o cenário.

Dois meses depois, em setembro, a peça estava sendo encenada em Porto Alegre quando o Teatro Galpão também foi invadido pelo CCC e os atores foram novamente agredidos. Depois das agressões, eles foram enfiados em um ônibus e despachados para São Paulo, com a recomendação de não retornarem.

Segundo Mateo Piracés-Ugarte, um dos integrantes do grupo Francisco, el Hombre, a época em que “Roda Viva” foi criada, em meio à ditadura militar, “traz muitas semelhanças com o período que vivemos atualmente, com crises políticas, desrespeito aos direitos humanos, manipulação midiática…Tudo isso parece se repetir na história, que é cíclica como a canção”.

Vamos ao vídeo. Antes da música, Chico Buarque fala um pouco sobre o momento que estamos vivendo:

ROBERTA SÁ – “COVARDIA”

Quem ouve essa belíssima interpretação da Roberta Sá, extraída do espetáculo “Delírio no Circo”, de 2016, pode imaginar que “Covardia” é um fado composto por algum grande fadista português. Só que não.

“Covardia”, em verdade, é um samba triste composto pelo sambista mineiro Ataulfo Alves, em parceira com o carioca – e comunista – Mário Lago, lançado em 1938. A ideia de transformar o samba de Ataulfo e Lago em um fado foi, tudo indica, da própria Roberta Sá.

Na gravação original, feita em Lisboa para o álbum “Delírio”, de 2015, Roberta canta com o português Antonio Zambujo, o que empresta, ainda mais, ares de fado ao samba. Na versão abaixo, Roberta canta sozinha. É música para quem tem ouvidos:

 

NETO & FELIPE GRAVAM DVD COM PARTICIPAÇÃO DE GUILHERME & SANTIAGO

Da assessoria de imprensa da dupla:

Uma data para ficar na história de Neto & Felipe. No último sábado, dia 19, a dupla registrou em vídeo suas novas músicas, com lançamento previsto para o segundo semestre.

O cenário escolhido foi uma exuberante paineira com vista para a cidade de Jales ao fundo, alguns pequenos grupos de amigos ao ar livre e respeitando o distanciamento social trouxeram o clima intimista para o momento.

A participação de Guilherme & Santiago na música “Saudade é Mato” contribuiu com ainda mais brilho para o projeto que também tem as outras inéditas “Zerei a vida” e “A falta que faz”, além dos pot pourris de sucessos “Jogado na rua/Dona do meu destino/Frio da madrugada” e “Se eu chorar/ Logo eu/Sinto falta de você”.

Com direção artística de Luiz Henrique Paloni, produção musical de Gabriel Paschoal, direção de vídeo de Fernando Trevisan (Catatau) e estrutura da Lê Som, vem aí um trabalho diferenciado de uma dupla que tem sua própria identidade musical: Neto & Felipe.

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