Categoria: Política

DEVANIR RIBEIRO(PT) ENTREGA MAQUINÁRIOS EM FERNANDÓPOLIS E EM SANTA FÉ DO SUL

 

 

 

 

 

Devanir Ribeiro, em Fernandópolis(sexta-feira).     E em Santa Fé do Sul, no sábado.

O jornal Folha Noroeste, deste sábado, deu em manchete que o deputado federal Devanir Ribeiro, do PT, esteve em Santa Fé do Sul, no sábado passado, para a entrega de maquinários adquiridos pela Prefeitura daquela cidade, com recursos oriundos de uma emenda parlamentar feita por ele.

A Folha Noroeste não noticiou, mas, na sexta-feira, Devanir já havia  passado por Fernandópolis, como convidado especial do prefeito Villar, para entrega de uma esteira hidráulica que deverá ser utilizada no setor rural do município. De quebra, Villar anunciou que o deputado havia destinado mais R$ 783 mil para aquisição de outros maquinários, também  para o setor agrícola.

É provável que Devanir Ribeiro tenha feito o percurso Fernandópolis-Santa Fé do Sul de avião, para não correr o risco de, por algum engano, entrar em Jales. Depois das eleições de 2010, Devanir nunca mais botou suas famosas sandálias aqui em Jales. E, sejamos justos, ele está coberto de razão ao não aparecer mais por aqui.

Mesmo antes conhecer nossa cidade, Devanir – que é amigo pessoal do ex-presidente Lula – abriu as portas de seu gabinete, em 2005, para o prefeito Parini e foi o principal defensor das causas de Jales junto ao governo federal, até 2010. Porém (ai, porém), nas eleições daquele ano, Parini resolveu esquecer tudo que Devanir havia feito por ele e, sabe-se lá por quais motivos, trocou o deputado petista pelo mensaleiro Valdemar da Costa Neto(PR).

É certo que o apoio de Parini não renderia muita coisa a mais do que os míseros 131 votos que Devanir teve em Jales, em 2010. Ao contrário,  talvez até fizesse cair a votação do deputado. Entretanto, o problema nem são os números, mas a atitude desleal do nosso prefeito. Por isso mesmo,  perfeitamente compreensível a reação do deputado, que se afastou de Jales.

Ah!, ia me esquecendo de dizer: o prefeito de Fernandópolis, Luiz Villar, é filiado ao DEM, enquanto o de Santa Fé do Sul, Toninho Favaleça, é do PSDB.     

RESULTADO PARCIAL DA ENQUETE SOBRE ADMINISTRAÇÃO PARINI

Ontem, quando chegamos ao número de 100 votantes na enquete aí do lado, que propõe uma avaliação da administração Parini, o resultado parcial mostrava que 60% dos votantes avaliaram o governo petista de Jales como péssimo, enquanto 14% acham que ele é ruim, 13% o classificam como regular, 7% o consideram ótimo e 6% julgam boa a performance de Parini à frente da Prefeitura.

Se você ainda não votou, dê a sua opinião sobre a administração do nosso premiado estadista. Aliás, eu estou estranhando que ele ainda não recebeu nenhum prêmio em 2012. É possível, no entanto, que ele já tenha sido condecorado com alguma comenda agora em 2012, mas, por modéstia, não deu a devida divulgação. Por sinal, a se julgar pela atuação opaca de ontem, no Antena Ligada, quando o prefeito acompanhou  o Bexiga em mais uma entrevista sobre a Facip, periga de, em breve, ele ganhar o prêmio de pior ator coadjuvante.

PELO MENOS 1.700 CIDADES VÃO AMPLIAR CÂMARAS

Felizmente, em Jales, os vereadores tiveram o bom-senso de não aumentar o número de vagas na Câmara. Mas, em muitos municípios a história é diferente. A notícia é do blog do Josias:

O Congresso aprovou em 2009 uma emenda que era uma espécie de rabo escondido com o gato de fora. Autorizou-se a elevação do número de vereadores em 2.153 câmaras municipais espalhadas pelo país. Dizia-se que o gato não miaria.

Pois bem. Chegou a hora da verdade. Às portas das eleições municipais de 2012, pelo menos 1.700 cidades decidiram engordar suas câmaras. Há no Brasil 51.748 vereadores. A partir de 2013, haverá algo como 7 mil a mais.

Não há, por ora, levantamento oficial consolidando os gastos adicionais que estão por vir. Mas uma apuração feita pela repórter Silvia Amorim não deixa dúvidas: o miado do gato vai custar milhões. A conta ja começou a ser apresentada.

Na cidade de São Gonçalo (RJ), por exemplo, o plenário da câmara será ampliado de 21 cadeiras para 27. Afora os novos contracheques, decidiu-se construir uma nova sede para o legislativo local. Coisa de R$ 6 milhões.

Em Maceió, capital alagoana, o número de vereadores subirá de 21 para 31. Para acomodar tanta gente, optou-se por comprar um novo prédio. Estimou-se a despesa imobiliária em R$ 5 milhões. E por aí vai.

CABURÉ TAMBÉM PODE SER BARRADO PELA LEI DA FICHA LIMPA

Tudo indica que o servidor público aposentado, Osvaldo Maurício da Rocha, o Caburé, um antigo peemedebista, terá que adiar, mais uma vez, o início de sua promissora carreira política. Nas eleições de 2008, Caburé estava bastante animado com a possibilidade de candidatar-se a uma vaga de vereador.

Ele chegou a se afastar de seu cargo na Prefeitura, mas foi justamente o prazo de desincompatibilização que jogou terra sobre a sua candidatura, quando os “santinhos” do quase-candidato já estavam até sendo preparados. O motivo: Caburé devia ter se afastado um pouco antes, segundo a Lei Eleitoral.

Dessa vez, é a Lei da Ficha Limpa quem está ameaçando desfalcar o PMDB da candidatura de Caburé. Tudo por conta de uma Ação Civil Pública  proposta, em 2007, pelo MP de Jales, que viu irregularidades em uma licitação iniciada por Caparroz e finalizada por Hilário Pupim.

Curiosamente, Hilário e o então super-secretário Ézio Assunção de Lima, os principais acusados, não foram condenados pela Justiça. O abacaxi acabou sobrando para a Comissão de Licitação, da qual Caburé fazia parte. O caso já bateu no TJ-SP, que confirmou a sentença de Jales. Ainda restam alguns recursos, mas é bom que o PMDB já vá preparando um substituto para Caburé. Eu sugiro a companheira Marynilda.      

NOVA ENQUETE

Já temos uma nova enquete aí do lado direito. O objetivo é tão-somente  medir o humor dos visitantes do blog com relação à administração Parini, mas – sempre é bom lembrar – nossas enquetes não têm nenhum valor científico.

Há duas semanas, tomei conhecimento dos números de uma pesquisa, onde um dos quesitos era a avaliação do governo petista de Jales.  Infelizmente, não posso contar prá vocês o resultado da avaliação. Posso garantir, apenas, que os índices me deixaram – por assim dizer – contente. Ou melhor, muito contente!

Com relação à enquete anterior – na qual se perguntava sobre quem deveria ser o cabeça-de-chapa, numa possível dobradinha Garça/Flá ou Flá/Garça – as opiniões estavam equilibradas até alguns dias atrás. Ao final, 261 (ou 58%) dos 453 votantes escolheram Garça como cabeça de chapa, enquanto 192 (42%) preferiram a chapa encabeçada por Flá.   

LEI DA FICHA LIMPA BARRA PARINI, RATO E JR

Matéria do jornal A Tribuna, deste domingo, trata dos efeitos da aprovação da chamada Lei da Ficha Limpa sobre os planos futuros de algumas figuras conhecidas no mundo político aqui de Jales. É o caso do prefeito Humberto Parini e do ex-prefeito Rato, que foram condenados, em segunda instância, por conta das notas frias utilizadas na Facip 97.

Rato filiou-se recentemente ao PP – do Paulo Maluf e do Vadão Gomes – e pretendia disputar uma vaga de vereador. Muita gente já dava como certa a sua eleição. Já o prefeito Parini, embora negue que tivesse a intenção de candidatar-se, está impedido de disputar uma cadeira de deputado, em 2014, ou até mesmo a de prefeito, em 2016.

O cunhado do prefeito e chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura, Ronaldo José Alves de Souza, é outro que foi apanhado com a boca na botija, no caso Facip 97, e, por conta disso, também vai estar impedido de disputar eleições, por oito anos. Ronaldo nunca foi candidato a nada, embora tivesse vontade de ser. Ao final de 2011, ele deixou o PT e filiou-se ao PR, para, segundo se especulava, sair como candidato a vereador, com o apoio da sua irmã, a nossa doce e generosa primeira-dama, Rosângela Parini.

Por fim, o tucano Jota Erre é outro dos atingidos pela Lei da Ficha Limpa.  Por inspiração do prefeito Parini, a Câmara Municipal abriu, em 2005, a chamada “CPI do Lixo Reciclável”. Levado ao Ministério Público, o relatório da CPI virou uma Ação Civil Pública, na qual Jota Erre e a ex-primeira-dama Isabel Minto Guisso foram condenados à perda dos direitos políticos, por cinco anos, e à devolução de R$ 40 mil aos cofres públicos, acrescidos de juros e correção.

O caso de Jota Erre já passou pelo TJ-SP,  onde os desembargadores da 2ª Câmara de Direito Público negaram provimento ao recurso dos réus. Por conta dessa decisão, ele pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.

A matéria de A Tribuna tem mais detalhes e pode ser lida aqui

SHIMOMURA DEVE SE AFASTAR EM ABRIL PARA DISPUTAR ELEIÇÕES

Segundo a coluna do jornalista Paulo Reis Aruca, de A Tribuna, o secretário municipal de Administração, José Shimomura, vai mesmo disputar um dos dez assentos da Câmara de Jales, nas próximas eleições. A coluna garante, inclusive, que Shimomura deverá se afastar do cargo em abril, como recomenda a Lei Eleitoral.

Não será a primeira vez que Shimomura fará o teste das urnas. Em 1988, ele disputou as eleições como um dos favoritos do PT, mas, naquele ano, o partido conseguiu eleger apenas o novato Antonio Sanches Cardoso, o Rato. Na verdade, o PT não elegeu ninguém, uma vez que Rato havia sido expulso do partido um mês antes das eleições. Mas, por força da Lei Eleitoral, os votos confiados ao PT, inclusive os dados em  Shimomura, ajudaram a eleger Rato.

Shimomura, que era ligado ao Sindicato dos Bancários e à Igreja Católica, ficou como suplente. Sua candidatura sofreu um tremendo baque, nos últimos dias de campanha, depois que o repórter Artur Filho, da Rádio Assunção – por ironia, da Igreja Católica – entrevistou um candidato a vereador do Partido Comunista (outra ironia: os comunistas são ateus).

Por conta do sorteio de um telefone, que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para a campanha petista, o rapaz que – mais uma ironia – era aliado do PT naquelas eleições, atirou em todo mundo do partido, inclusive na então candidata a prefeita, Esmarlei Melfi. O maior prejudicado, no entanto, foi Shimomura,  que perdeu alguns votos no eleitorado católico.

Não bastasse isso, naquela época – ainda sob os resquícios da ditadura militar – os petistas eram mal vistos e, por conta disso, Shimomura foi boicotado até por alguns de seus colegas do Banco do Brasil, principalmente os mais graduados, que, por não gostarem do PT e nem de petistas, fizeram campanha contra o colega candidato.

TJ-SP ARQUIVA INVESTIGAÇÃO CONTRA PREFEITO OTÁVIO CIANCI, DE MESÓPOLIS

Até que enfim, uma boa notícia para o prefeito Tavinho Cianci, de Mesópolis. A novidade está no jornal Folha Noroeste:

Os juizes da 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinaram por unanimidade, o arquivamento do procedimento investigatório com fundamento no artigo 3º, inciso I, da Lei nº 8.038/90, de conformidade com o voto do relator, ressalvado o disposto no artigo 18 do Código de Processo Penal, que era investigado o prefeito Municipal de Mesópolis, Otávio Cianci.

O julgamento teve a participação dos desembargadores Toloza Neto (presidente), Luiz Antonio Cardoso, Ruy Alberto Leme Cavalheiro, Fernando Simão e Geraldo Wolhers (relator).

Trata-se de Inquérito Policial instaurado a partir de ofício enviado pelo Promotor de Justiça da Comarca de Jales, a quem fora dirigida representação ofertada pelos vereadores Luiz Olímpio, João Luiz de Britto e Valdeir Lima de Oliveira, visando à apuração de eventual prática do delito previsto no artigo 89 da Lei nº 8.666/93 pelo prefeito Otávio Cianci, que teria deixado de promover prévia licitação para a contratação da Caixa Econômica Federal objetivando “a centralização e processamentos de créditos provenientes de 100% da folha de pagamento da prefeitura e IPREM”.

A Procuradoria-Geral de Justiça entendendo que a contratação da Caixa Econômica Federal para a “prestação de serviços financeiros” não gerou “qualquer dispêndio de dinheiro pelo município e, portanto, qualquer prejuízo”, requereu o arquivamento do procedimento.

Diante o parecer da PGJ, o relator Geraldo Wolhers opinou pelo arquivamento do IP que foi acompanhado em seu voto pelos demais juizes. A decisão da 3ª Câmara de Direito Criminal foi proferida no dia 7 de fevereiro de 2012. 

BETH SAHÃO ASSUME MANDATO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO

Esta é a segunda vez que a deputada Beth Sahão(PT) entra em campo depois de iniciado o jogo. Desta vez, ela está entrando ainda no primeiro tempo. Da outra vez, o jogo estava mais ou menos no intervalo, quando ela assumiu uma vaga de titular.

Explicando melhor: na legislatura anterior (2007-2010), Beth Sahão era a segunda suplente do PT e assumiu uma cadeira no início de 2009, depois que alguns deputados petistas foram eleitos prefeitos de suas respectivas cidades. Na atual legislatura (2011-2014), a deputada ficou no banco de reservas como primeira suplente do PT e, depois de um ano na regra três, ela está assumindo a vaga deixada pelo falecido deputado José Cândido.

Aqui na região, o falecido deputado José Cândido mantinha contatos com o ex-prefeito de Paranapuã, Cláudio Pereira da Silva, o Caju. Já a deputada Beth Sahão, que é de Catanduva, mantém contatos em várias cidades da região, mas não nutre nenhuma simpatia pelo prefeito de Jales. E com alguma razão! Mas, vamos à notícia do blog do Murilo Pohl:

A psicóloga Beth Sahão (PT) foi empossada deputada estadual na tarde de quinta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ela substitui o saudoso deputado José Cândido, falecido no dia 12 passado.

A cerimônia de posse foi marcada pelas lembranças do trabalho do parlamentar que se notabilizou pela defesa intransigente da inclusão social e da igualdade racial.

Psicóloga formada pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), Beth é Mestre em Sociologia pela UNESP de Araraquara.

Beth Sahão é, até hoje, a primeira e única mulher a representar a região Noroeste na Assembléia de São Paulo.

A notícia completa, do blog do Murilo, pode ser lida aqui.

SUPREMO VALIDA LEI DA FICHA LIMPA PARA ELEIÇÕES DESTE ANO

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, ontem, por 7 votos a 4, a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais deste ano. A decisão torna inelegíveis por oito anos os políticos cassados, os que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação e os condenados criminalmente por órgão colegiado, independente de o caso ter sido ou não julgado em última instância.

A Lei da Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso e promulgada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, a partir de um projeto de iniciativa popular que coletou 1,3 milhão de assinaturas. O julgamento da lei era aguardado com expectativa pelos partidos políticos, devido ao seu impacto na escolha dos candidatos a prefeitos e vereadores para o próximo pleito. A decisão do STF deve aposentar políticos de expressão nacional.

Em nível local, o prefeito Humberto Parini será um dos atingidos pela Lei da Ficha Limpa. Embora não possa concorrer às eleições deste ano, uma vez que já foi reeleito uma vez, Parini poderia tentar voltar em 2016, o que já não será mais possível. O nosso estadista, que considera estar fazendo um ótimo governo, poderia estar pensando, ainda, em concorrer a uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo, coisa que, para azar de todos os paulistas, também não será possível.

Mas, além do premiado estadista, a Lei da Ficha Limpa vai aposentar – temporariamente, pelo menos – outros políticos aqui de Jales. Na edição de domingo, o jornal A Tribuna terá uma matéria sobre o assunto.    

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