POLÍCIA CIVIL DE JALES PRENDE PASTOR CONDENADO POR ESTUPRO

Policiais Civis de Jales prenderam na tarde de ontem, sexta-feira, na cidade de Itapevi/SP, o pastor E. O. e S., de 56 anos. O autuado, que residiu na região de Jales, foi condenado em 2ª instância à pena de 8 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado pelo crime de estupro ocorrido no ano de 2008.

Os policiais civis jalesenses efetuaram diversas diligências em São Paulo e Mogi das Cruzes, conseguindo localizar o réu na cidade de Itapevi, onde residia atualmente. Uma vez preso, foi encaminhado ao Plantão Policial da cidade para registro da ocorrência.

O pastor molestou uma menina de 14 anos, que frequentava sua igreja. Para relembrar o caso, veja abaixo notícia de novembro de 2013, do jornal Diário da Região:

Pastor é condenado por estupro de fiel

O pastor Ezechiel de Oliveira e Silva foi condenado a oito anos e 7 meses de prisão pelo estupro de uma fiel que frequentava sua igreja evangélica em Jales (a 146 km de Rio Preto). O crime aconteceu em 2008 e na época a vítima S.T.M. tinha apenas 14 anos. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo e saiu no último dia 7 de novembro.

Ontem a secretaria do TJ expediu ofício para a 3ª Vara Judicial de Jales informando sobre o acórdão, que também determina a prisão imediata do acusado. O pastor deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A sentença é assinada pelo desembargador Julio Caio Farto Salles.

Ezechiel deixou a cidade de Jales com a família – ele é casado e tem um filho – logo após o escândalo e seu paradeiro atual é desconhecido. Além do estupro ele já foi condenado por tráfico de drogas. Atualmente estaria num município da Grande São Paulo.

Em 2010, no julgamento em primeira instância, ele foi absolvido pelo juiz José Pedro Curitiba. Alegou que a menina havia inventado a “estória” porque tinha rompido o namoro com seu filho. O Ministério Público Estadual recorreu da sentença e agora conseguiu reverter a decisão no TJ por unanimidade.

No acórdão, o relator Farto Salles afirma que o acusado aproveitou-se das necessidades econômicas que a família da vítima passava – além de frequentar a igreja mãe e filha prestavam serviços domésticos na casa do pastor – para abusar da garota.

Festa de aniversário

Ezechiel chegou a pagar parte dos custos da festa de 15 anos da menina. Em depoimento a mãe de S. justificou a presença do acusado no aniversário. Disse já saber dos fatos, “mas não quis tirar a festa da filha, pois os amigos já haviam sido convidados, sendo ainda parte das despesas paga por ele, que também devia dinheiro por conta de serviços da faxina prestados pela testemunha na igreja”.

O acórdão confirma ainda que, embora não tenha havia conjunção carnal, em três ocasiões o réu tentou abusar da vítima e em duas delas chegou a tocar seus órgãos íntimos. A ação traz ainda o depoimentos de outras duas testemunhas que confirmaram terem sido assediados pela pastor.

Em alguns vídeos na internet Ezechiel aparece pregando em várias igrejas evangélicas do estado como Assembleia de Deus entre outras. Ontem a direção da Assembleia de Deus em Jales negou que ele faça parte do quadro de pastores e disse desconhecer o caso.

Outro lado

A reportagem também tentou contato com dois advogados do acusado, mas teve retorno de apenas um deles. Debora Andrade Ghirotti, que hoje trabalha em Lençóis Paulista, confirmou que fez a defesa na fase inicial do processo mas deixou o caso há mais de dois anos.

Segundo ela, o atual patrono da ação é o advogado José Bonifácio dos Santos, do município de Osasco. Bonifácio foi procurado em seu escritório na tarde de ontem mas o telefone não atendeu as ligações.

A família da vítima não foi localizada para comentar o assunto. O Ministério Público de Jales informou que aguarda o retorno do processo da capital. O cartório da 3ª Vara de Jales também esperava o comunicado do TJ para confirmar o mandado de prisão do condenado.

2 comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *