MINAS GERAIS: CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA IMPULSIONA PROCURA POR ARMA

Não é só aqui na região Noroeste de São Paulo que as pessoas estão comprando armas para se defender da violência, como mostrou matéria do Diário da Região, da semana passada. Vejam, agora, a notícia do jornal O Tempo, de Minas Gerais:

Em 2012, enquanto os crimes violentos tiveram alta de 11% em Minas em relação ao ano anterior, a PF autorizou a compra de 772 novas armas por pessoas físicas – mais que o dobro do registrado em 2003, antes da aprovação do estatuto, quando houve 372 autorizações. Já em 2011, quando a violência no Estado cresceu 19% em relação a 2010, foram licenciadas 1.219 novas armas em Minas, o maior índice dos últimos dez anos.

O diretor financeiro do Clube de Tiro Protect, Leandro Silveira, confirma que o crescimento do interesse do mineiro em conseguir uma arma está ligado aos índices de violência. “A busca pelo curso de tiro tem crescido uma média de 30% ao ano, e a justificativa da maioria das pessoas é a busca pela segurança pessoal”, explica.

Em vista desse cenário, o Coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, Robson Sávio, considera o Estatuto do Desarmamento ineficaz. Para ele, a retirada das armas de circulação deveria ter sido acompanhada da garantia de segurança, fazendo com que os moradores não sentissem necessidade de se proteger por conta própria.

“Não há desarmamento sem redução dos índices de criminalidade. Enquanto não houver resposta do Estado, o cidadão vai continuar achando que ter arma vai lhe dar mais segurança”, avalia Robson.

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