A VERSÃO QUE NÃO COLOU

Somente hoje me dei ao trabalho de ler a entrevista que o prefeito Humberto Parini deu ao Jornal de Jales. Duas coisas me deixaram comovido: os elogios endereçados ao “casal Cardoso” e o apoio que o prefeito diz vir recebendo do núcleo familiar, principalmente da primeira-dama. Mas o que me chamou mais a atenção foi o fato de o prefeito ter aderido à versão fantasiosa de que o ministro Joaquim Barbosa teria dado uma decisão favorável a ele. Vejamos um pouco do que o prefeito disse ao jornal:

“As últimas notícias do Supremo Tribunal Federal indicam que nossos argumentos foram acolhidos e que o processo deve voltar à sua origem em Jales para, se houver interesse da promotoria, ser reiniciado…  As demais decisões que envolvem o processo da Facip 97 também terão que ser revistas, inclusive as relativas aos meus bens…”. E por aí em diante.

Que a primeira-ministra Marli Mastelari – uma semianalfabeta funcional – tivesse acreditado na história de que o prefeito havia ganhado o recurso, vá lá. Que o grande jurisconsulto Léo Huber tenha corrido ao microfone amigo do Assis Duarte para espalhar uma besteira dessas, é igualmente aceitável. Que o vereador Luís Especiato – o defensor-mor do prefeito – tenha levado a sério a versão fantasiosa dos assessores palacianos, a ponto de postá-la em seu blog, também é compreensível.

Mas o próprio prefeito propagar, através de um jornal, uma estultice dessas, é simplesmente  risível. Felizmente, a mentira não durou nem uma semana. Os próprios advogados do prefeito, ao protocolar um Agravo Regimental no STF, desmentiram a versão espalhada em Jales sobre a volta do processo à estaca zero. Agora, só nos resta esperar as próximas versões.

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