ILHA SOLTEIRA: EDSON GOMES ASSUME PREFEITURA E É PRESO EM SEGUIDA

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A notícia é do Diário da Região:

Quase seis meses depois da eleição de outubro, o candidato a prefeito mais votado em Ilha Solteira, Edson Gomes (PP), finalmente tomou posse na manhã desta terça-feira, 28. Só que em vez de ir para a Prefeitura foi para a cadeia. Gomes foi empossado na Câmara de Vereadores, de onde saiu escoltado por policiais para a delegacia de Ilha Solteira, em uma viatura da Polícia Civil. De lá, seguiu para a cadeia de Pereira Barreto. Como tem diploma de curso superior (é médico), foi levado depois para o Centro de Ressocialização de Araçatuba, que tem cela especial. 

Edson Gomes tomou posse a dois dias do fim do prazo estabelecido pela própria Câmara. “Já temos prefeito, mas ele está preso”, afirmou o vereador Valdecir Ferreira Lima (PV), que empossou o Gomes na condição de presidente do Legislativo. No mesmo dia, o presidente da Casa eleito em janeiro, Emanuel Zinezi Rodrigues (DEM), que estava interinamente no cargo de prefeito desde 1º de janeiro, retornou à Câmara.

Edson Gomes se entregou à Justiça após acordo entre os advogados dele e a polícia. Legalmente, não haveria empecilho de ele ser empossado, mesmo preso. O Diário apurou que Gomes vai pedir afastamento do cargo, o que abre caminho para o vice, Otávio Gomes (PP), seu filho, assuma o comando do município. A Lei Orgânica de Ilha Solteira prevê que o prefeito pode se ausentar da cidade por até 15 dias. A partir deste prazo, é preciso autorização da Câmara.

O prefeito preso articula a permanência do filho no cargo até que ele seja solto e possa assumir o posto, evitando que nova eleição seja realizada na cidade. Enquanto isso, Gomes tenta suspender o mandado de prisão contra ele no Tribunal de Justiça, em São Paulo. O prefeito eleito foi diplomado pela Justiça Eleitoral no início do mês, o que dá a ele foro privilegiado para responder o processo pelo qual foi preso.

“Eu refleti bastante. Viemos espontaneamente. Estamos agora à disposição da Justiça”, afirmou Edson Gomes, em entrevista à TV TEM, nesta terça, antes de deixar a Câmara e seguir para a cadeia. Ele estava foragido da Justiça desde o final de novembro. Gomes é réu em processo que o acusa de fraude em licitações na contratação de bandas para shows em feira agropecuária e outros eventos quando foi prefeito anteriormente, no período de 2009 a 2012. A suposta fraude somaria R$ 1,4 milhão.

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