Matéria do jornal A Tribuna, deste domingo, trata dos efeitos da aprovação da chamada Lei da Ficha Limpa sobre os planos futuros de algumas figuras conhecidas no mundo político aqui de Jales. É o caso do prefeito Humberto Parini e do ex-prefeito Rato, que foram condenados, em segunda instância, por conta das notas frias utilizadas na Facip 97.

Rato filiou-se recentemente ao PP - do Paulo Maluf e do Vadão Gomes - e pretendia disputar uma vaga de vereador. Muita gente já dava como certa a sua eleição. Já o prefeito Parini, embora negue que tivesse a intenção de candidatar-se, está impedido de disputar uma cadeira de deputado, em 2014, ou até mesmo a de prefeito, em 2016.

O cunhado do prefeito e chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura, Ronaldo José Alves de Souza, é outro que foi apanhado com a boca na botija, no caso Facip 97, e, por conta disso, também vai estar impedido de disputar eleições, por oito anos. Ronaldo nunca foi candidato a nada, embora tivesse vontade de ser. Ao final de 2011, ele deixou o PT e filiou-se ao PR, para, segundo se especulava, sair como candidato a vereador, com o apoio da sua irmã, a nossa doce e generosa primeira-dama, Rosângela Parini.

Por fim, o tucano Jota Erre é outro dos atingidos pela Lei da Ficha Limpa.  Por inspiração do prefeito Parini, a Câmara Municipal abriu, em 2005, a chamada “CPI do Lixo Reciclável”. Levado ao Ministério Público, o relatório da CPI virou uma Ação Civil Pública, na qual Jota Erre e a ex-primeira-dama Isabel Minto Guisso foram condenados à perda dos direitos políticos, por cinco anos, e à devolução de R$ 40 mil aos cofres públicos, acrescidos de juros e correção.

O caso de Jota Erre já passou pelo TJ-SP,  onde os desembargadores da 2ª Câmara de Direito Público negaram provimento ao recurso dos réus. Por conta dessa decisão, ele pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.

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