PROCURADOR DA REPÚBLICA CONFIRMA QUE CONVERSAS SOBRE SÉRGIO MORO SÃO VERDADEIRAS

A notícia mais lida no site do jornal Correio Braziliense foi publicada ontem à noite com a manchete “Procurador confirma ao Correio autenticidade de mensagens sobre Moro“.

Antes, o próprio juiz Sérgio já tinha tentado desacreditar a autenticidade das mensagens. E a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também tentou, divulgando uma nota onde mencionava a “impossibilidade de considerar como verdadeiras as mensagens divulgadas ontem pelo The Intercep“.

Agora, eles terão que correr para desmentir as novidades de hoje, trazidas pela Folha de S.Paulo. Mas, eis um trecho da notícia de ontem, do Correio Braziliense:

Ao Correio, um dos procuradores que estava no grupo em que ocorreram as conversas, disse, sob a condição de anonimato, que os trechos divulgados são verdadeiros. “Me recordo dos diálogos com os procuradores apontados pelo site. O grupo não existe mais. No entanto, me lembro do debate em torno do resultado das eleições e da expectativa sobre a ida de Moro para o Ministério da Justiça”, disse.

O integrante do Ministério Público Federal (MPF) também declarou que conseguiu recuperar parte do conteúdo. “Consegui recuperar alguns arquivos no celular. Percebi que os trechos divulgados não são de diálogos completos. Tem mensagens anteriores e posteriores às que foram publicadas. No entanto, realmente ocorreram. Não posso atestar que tudo que foi publicado até agora é real e não sofreu alterações. No entanto, aquelas mensagens que foram publicadas ontem (sexta) são autênticas”, completou.

13 comentários

  • Jales

    Veja como o corrupto Moro e o MP trabalhavam : o Balde dentro do Poço esta baixando cada vez mais.

    Nova bomba do Intercept prova que delação contra Lula foi forjada pela Lava Jato
    O empresário Léo Pinheiro, da OAS, só passou a ter credibilidade para a força-tarefa da Lava Jato depois que mudou sua versão e passou a acusar o ex-presidente Lula e dizer que as reformas no triplex do Guarujá eram contrapartida por contratos na Petrobrás. Ou seja: só virou um delator depois que disse exatamente aquilo que a Lava Jato exigia que dissesse
    *****Léo Pinheiro pede benefício ‘em grau máximo’ após incriminar Lula
    O ex-presidente Lula vem sendo mantido como preso político há mais de um ano em razão de uma delação premiada forjada pelo Ministério Público. É o que prova o novo lote de mensagens da Vaza Jato, divulgado neste domingo pela Folha de S. Paulo, em parceria com o Intercept.
    “O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso que o levou à prisão foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações”, aponta a reportagem deste domingo. “Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.”
    A reportagem lembra que Léo Pinheiro só apresentou a versão usada para condenar Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato. Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept ajudam a entender por que as negociações da delação da empreiteira, até hoje não concluídas, foram tão acidentadas — e sugerem que o depoimento sobre Lula e o tríplex foi decisivo para que os procuradores voltassem a conversar com Pinheiro, meses depois de rejeitar sua primeira proposta de acordo.” Ou seja: Léo Pinheiro foi levado a incriminar Lula para ter sua delação aceita.
    O empreiteiro foi recebido com ceticismo desde o início. “A primeira notícia de versão do LP [Léo Pinheiro] sobre o sítio já é bem contrária ao que apuramos aqui”, disse um dos procuradores, Paulo Roberto Galvão, no início de março. “Estamos abertos a ouvir a proposta da empresa mas não nos comprometemos com nada.”
    Finalizando as passeatas no Brasil estão uma merda, noticia politica da própria Globo, dentro do programa Globo Esporte, por enquanto só 16 cidades.

  • Jales

    Moro, Deltan e Mô esperneiam, mas procurador recupera arquivos e é o primeiro a reconhecer autenticidade das mensagens de colegas.

    O ministro Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol, a procuradora Monique Cheker — ou Mô, que foi como Deltan chamou a amiga ao entrar no twitter (ver acima) — e a própria Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) estão em uma campanha febril, nas últimas horas, para desqualificar as mensagens trocadas entre procuradores e publicadas pelo Intercept Brasil.
    A ofensiva começou depois de um erro de identificação cometido pelo site de Glenn Greenwald, já corrigido.
    A campanha, turbinada pelos robôs que organizam manifestação de apoio a Moro e à Lava Jato nas próximas horas, tenta tirar credibilidade das novas revelações feitas pelo Intercept.
    Elas demonstram que, em grupos do aplicativo Telegram, os próprios integrantes do MPF, ligados ou não à Lava Jato ou à Força Tarefa de Curitiba, fizeram críticas ao comportamento do então juiz federal Sérgio Moro, especialmente depois que ele aceitou tornar-se ministro do governo de Jair Bolsonaro.

    https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/captura-de-tela-2019-06-29-axxs-21.30.29-768×764.pn

    Abre as pernas que o fumo é grande.

  • Jales

    Vejamos essa conversa:–

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    “Acho que tem que prender o Leo Pinheiro. Eles falam pouco.”

    A frase do procurador da República Januário Paludo, um dos ais destacados da chamada Força Tarefa da Operação Lava Jato, resume o espírito que marcou mais de um ano de “negociações” entre a Procuradoria Geral da República: só haveria benefícios para “o empreiteiro com mais prova contra si” – José ademário, aliás Leo Pinheiro, da OAS – se este ” entregasse” o ex-presidente Lula.

    Para isso, valia usar a prisão do executivo, até que ele concordasse em fornecer alguma acusação contra o petista:

    “Januário Paludo – 12:21:54 – Acho que tem que prender o Leo Pinheiro. Eles falam pouco. Quer dizer, acho que tem que deixar o TRF prender.”

    Depois de meses, a OAS apresenta – curiosamente, através da revista Veja – o que está disposta a dizer: que haveria uma “conta” clandestina em favor de Lula, versão mantida até o final como justificativa da suposta vinculação do triplex do Guarujá com os contratos da Petrobras – algo que jamais fora mencionado nas conversas entre a OAS e os prucuradores :

    Anna Carolina (Garcia) – 19:52:11 – Tinha isso de conta clandestina de Lula? 19:52:19- Esses Advs não valem nada

    Jerusa(Viecili) – 19:53:02 – Não que eu lembre

    Ronaldo ( Queiroz)- 20:45:40 – Também não lembro. Creio que não há.

    Sérgio Bruno ( Cabral Fernandes) – 21:01:10 – Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja. Diziam q não tinha crime. Nunca falaram de conta.

    A “plantação” de suspeitas através de vazamentos era, para alguns procuradores, “uma estratégia dos advogados para despertar interesse pela proposta e torná-la irrecusável para o Ministério Público”. Outra – que saiu pela culatra – teria sido o pagamento de propina, na forma de obras de impermeabilização em sua casa, do ministro José Carlos Dias Toffoli.
    E como não havia materialidade algua no que os advogados de Léo Pinheiro traziam aos procuradores, durante mais de um ano as conversas não renderam acordo formal mas, afinal, com a alegação das reformas e de um suposto pedido de destruição de provas, a promessa de um, assim mesmo com muita prudência, para não evidenciar a barganha obtida com ele:

    Deltan (Dallagnol)-17:10:32 -Caros, acordo do OAS, é um ponto pensar no timing do acordo com o Léo Pinheiro. Não pode parecer um prêmio pela condenação do Lula.

    A única “prova” contra Lula, o depoimento do empreiteiro – que agora se vê como foi extraído – desmoronou estrepitosamente.

  • Jales

    ENCOLHIDAS–MANIFESTAÇÕES PRÓ-MORO PARECEM TER SENTIDO O GOLPE DO INTERCEPT::

    https://blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2019/06/moro-1-4.png

    Manifestações de extrema-direita pró Moro neste domingo parecem ter sentido o golpe das novas denúncias do Intercept, publicadas no sábado e neste domingo. De todos os atos pelo país afora, o maiorzinho é o do Rio. Até o fim da manhã, era pequeno.
    O ato do Rio de Janeiro concentra pequena multidão ocupando cerca de um quarteirão em Copacabana, em apenas uma das duas pistas da avenida.
    Em Brasília (abaixo), segundo o Correio Brasiliense apenas 500 pessoas se manifestam.

    https://blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2019/06/WhatsApp-Image-2019-06-30-at-11.29.161.jpeg

  • Enfermeiro cubano

    O número de cidades e de brasileiros são bem menores em defesa de Moro e da Reforma da Previdência.

    https://external-gru2-2.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQCexf7hkaD8UpP5&w=540&h=282&url=https%3A%2F%2Fs2.glbimg.com%2FvGaEH2iCB3qU_9j2lmqv44_qNKg%3D%2F1200x%2Fsmart%2Ffilters%3Acover%28%29%3Astrip_icc%28%29%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2019%2Ft%2FL%2F64hN1PSCOQNi1sUiJAdQ%2Fprotesto-campinas-1.jpeg&cfs=1&upscale=1&fallback=news_d_placeholder_publisher&_nc_hash=AQDN5bKZSnj4fe4a

    https://s2.glbimg.com/CXrZHCaDEksicHRIgRzcps2FIGk=/0x0:1280×960/1000×0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/4/x/Apft5hRraRMyGc6QAAnA/whatsapp-image-2019-06-30-at-10.37.06.jpeg

    Cidades brasileiras têm protestos em defesa da reforma da Previdência, da Lava Jato e de pacote anticrime,
    grupos começaram a se reunir nesta manhã. Até por volta de 15h, 27 cidades de nove estados e do Distrito Federal tinham registrado atos.
    Manifestantes protestam em defesa de Moro, Lava-Jato e reforma da Previdência em cidades brasileiras
    Cidades brasileiras tiveram neste domingo (30) protestos em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro e à reforma da Previdência, à operação Lava Jato e ao pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
    Até por volta de 14h30, 27 cidades de dez estados e do Distrito Federal tinham registrado atos.
    Grupos de manifestantes saíram em passeatas. Eles usavam roupas com cores da bandeira do Brasil e levavam faixas com frases de apoio a pautas defendidas por Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, os atos eram pacíficos.
    No Rio, os manifestantes chegaram a ocupar quatro quarteirões da orla de Copacabana e cantaram o hino nacional
    Em Brasília, manifestantes levaram para a frente do Congresso Nacional bonecos infláveis gigantes representando, por exemplo, Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
    Em São Paulo, ao menos 11 cidades do interior do estado tiveram atos pela manhã
    Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade e soltaram balões

  • eu

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    MORO OFERECE PROPINA A RENATO DUQUE: CONTE UMA MENTIRA SOBRE LULA QUE EU TE SOLTO
    Por Miguel do Rosário

    27 de junho de 2017 : 13h23 | INSCREVA-SE NA TV CAFEZINHO 52 comentários
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    No DCM

    Vale tudo contra Lula: por que Moro violou a lei ao negociar a delação de Renato Duque

    Naquela mesma Curitiba que anda espancando servidores públicos e protegendo militantes do MBL, o juiz Sergio Moro deu mais uma mostra de sua imparcialidade. Como se fosse preciso mais alguma.
    Moro tentou seduzir Renato Duque concedendo-lhe o benefício de redução de pena. Desde que, claro, o ex-diretor da Petrobras ‘colabore’. Em português atual: delate.
    Renato Duque tem 13 processos nas costas e se somadas todas as suas condenações totalizam 62 anos e 11 meses de prisão. O juiz Sergio Moro concedeu que Duque possa sair após cumprir cinco anos em regime fechado e devolver € 20,6 milhões (aproximadamente R$ 75 milhões).
    Tudo muito bonito, afinal de contas se Joesley Batista saiu completamente livre de qualquer condenação por ‘colaborar’ com a Justiça, fazer alguém pagar pelo menos 5 anos é melhor que nada, certo?

    *9**Moro não pode fazer isso. Juiz nenhum pode negociar delações, elas são responsabilidade do Ministério Público. “Ao juiz cabe apenas aferir se o acordo não violou nenhuma lei”, afirma Gustavo Badaró, professor de direito da USP.
    Nesse caso especificamente, quem violou a lei, foi Sergio Moro.
    “A lei veda que o juiz tome qualquer parte no acordo de colaboração. Ao oferecer um incentivo, ele violou esse vedação legal”, completou o professor. Renato Duque ainda não fechou o acordo de delação com o MP. Isso vem se arrastando há meses.

  • Enfermeiro cubano

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    Se Sergio Moro continuar a dizer que é normal o que evidentemente não é, sua permanência no governo vai se tornar insustentável.

    Defensores desde a primeira hora da Operação Lava Jato – inclusive de muitas de suas irregularidades –, os jornais Folha de S. Paulo (Folha) e Estado de S.Paulo (Estadão) decidiram abandonar o ex-juiz Sérgio Moro, em seus editoriais publicados nesta terça-feira (11). Os dois veículos criticam o atual ministro da Justiça e pedem sua renúncia do cargo, após a divulgação de conversas que mostram ações em conluio de Moro com procuradores da Lava Jato, em especial no processo que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão e o retirou da disputa das eleições presidenciais do ano passado.
    ***O Estadão lembra que, por muito menos, outros ministros já foram demitidos. “Se Sergio Moro continuar a dizer que é normal o que evidentemente não é, sua permanência no governo vai se tornar insustentável. Fariam bem o ministro e os procuradores envolvidos nesse escândalo, o primeiro, se renunciasse e, os outros, se se afastassem da força-tarefa, até que tudo se elucidasse”, diz o editorial.
    O jornal ainda aponta que os efeitos políticos da divulgação dessas conversas serão graves e que as respostas dadas, tanto por Moro quanto pelo Ministério Público Federal (MPF), fortalecem a veracidade do material divulgado. Eles ainda criticam a forma com que a Lava Jato lida com as críticas, ao sempre atribuí-las a “alguma iniciativa mal-intencionada para minar a luta contra a corrupção”.
    “Tanto o ministro Moro como os procuradores da Lava Jato não enxergam em sua relação bastante amistosa e às vezes colaborativa algo que fere um dos princípios mais comezinhos do Estado de Direito, aquele que presume simetria entre acusação e defesa no tribunal”, acrescenta o Estado.

    ***Já a Folha afirma que não se surpreende com a revelação feita pelo The Intercept Brasil e chama a relação do magistrado com os procuradores de “promíscua”. “Com alguma frequência, foi flagrada também a praticar heterodoxias processuais e a patrocinar invectivas que ameaçam direitos fundamentais de quem é perseguido por um braço do Estado (…) Não é forçando limites da lei que se debela a corrupção. Quando o devido processo não é estritamente seguido, só a delinquência vence”, afirma o jornal.

    Em quatro reportagens publicadas no domingo (9), o Intercept Brasil aponta diversas irregularidades, como a adoção de estratégias, por parte dos procuradores, para manter o processo do ex-presidente Lula com eles. Pela lei, procuradores não podem conduzir investigações para manter os processos em suas mãos pois isso violaria o princípio do promotor natural.
    Diversos juristas e advogados exigiram o afastamento imediato de Dallagnol e Moro de suas respectivas funções. Só nesta segunda-feira (10), mais de 320 profissionais de Direito assinaram manifesto em virtude do escândalo divulgado

  • Enfermeiro cubano

    https://external-gru2-2.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQC0Th1-19tTdSeZ&w=540&h=282&url=https%3A%2F%2Furbsmagna.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2019%2F06%2FTU%C3%8DTE-DE-M%C3%94-A-DALLAGNOL.jpg&cfs=1&upscale=1&fallback=news_d_placeholder_publisher&_nc_hash=AQCh-OR38J6TToSI

    Sergio Moro, Dallagnol e Monique Cheker (Mô) – e a própria Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) – estão em uma campanha febril para desqualificar as mensagens trocadas entre procuradores e bombardeadas na mídia pelo Intercept Brasil mas… “não vai dar boa”
    A ofensiva começou depois de um erro de identificação cometido pelo site de Glenn Greenwald, já corrigido. A campanha, turbinada pelos robôs que organizam manifestação de apoio a Moro e à Lava Jato nas próximas horas, tenta tirar credibilidade das novas revelações feitas pelo Intercept.
    Elas demonstram que, em grupos do aplicativo Telegram, os próprios integrantes do MPF, ligados ou não à Lava Jato ou à Força Tarefa de Curitiba, fizeram críticas ao comportamento do então juiz federal Sérgio Moro, especialmente depois que ele aceitou tornar-se ministro do governo de Jair Bolsonaro.
    Num vazamento especialmente danoso para o chefe da Força Tarefa, Deltan Dallagnol, ficou demonstrado que ele tentou acelerar ação inespecífica contra o principal articulador da candidatura de Fernando Haddad, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, na reta final da campanha de 2018.
    Wagner havia sido eleito senador pela Bahia e, em caso de vitória de Haddad, poderia ocupar um cargo chave no governo petista.
    Além disso, uma denúncia contra Wagner na véspera do segundo turno poderia repercutir na votação maciça da qual Haddad dependia — na Bahia e em todo o Nordeste — para ter chance de vencer.
    Como os arquivos aos quais o Intercept Brasil teve acesso incluem mensagens de caráter pessoal, é natural que procuradores ajam para desmentir ou lançar dúvidas sobre o conteúdo das mensagens.
    Afinal, a troca de fotos, vídeos e informações de caráter pessoal e de toda natureza, através do uso de aplicativos, é prática corriqueira entre usuários.
    O Intercept garante que mensagens de caráter pessoal não serão reveladas, mas na dúvida não é inesperado que as pessoas tentem se proteger em relação a colegas, amigos, parentes e familiares.
    Um balde de água fria na ofensiva capitaneada pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, no entanto, foi jogado por um procurador que recuperou alguns arquivos e confirmou a autenticidade das mensagens mais recentes publicadas pelo Intercept.
    O procurador, que preferiu não se identificar, falou ao Correio Braziliense. É a primeira pessoa a assumir que tem arquivos das conversas.
    O ex-juiz federal Sérgio Moro confirmou que já teve conta no Telegram, mas afirma que se desligou do aplicativo e, por isso, não tem os arquivos de suas mensagens.
    Em nota, a Força Tarefa havia dito que “os procuradores descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo ‘Telegram’ nos celulares, com a exclusão do histórico de mensagens tanto no celular como na nuvem. Houve reativação de contas para evitar sequestros de identidade virtual, o que não resgata o histórico de conversas excluídas”.
    A justificativa é de que foi resposta a um suposto ataque de hacker ou hackers, que está sendo investigado pela Polícia Federal.
    A ação da Força Tarefa, no entanto, recebeu críticas.
    “A destruição de documentos públicos armazenados em celulares funcionais é mais um ardil dos procuradores na luta desesperada pela sobrevivência e na guerra contra a verdade. Ao dar sumiço nas provas, eles ingenuamente pretendem impedir a eventual auditoria e a comparação dos conteúdos oficiais com aqueles já revelados e com os que ainda serão revelados pelo Intercept”, escreveu o colunista Jeferson Miola, em texto reproduzido noViomundo.
    O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão já havia desmontado a alegação de que a publicação das mensagens pelo Intercept violava a privacidade dos procuradores, argumentando que os aparelhos celulares utilizados eram funcionais, ou seja, fornecidos pelo Estado.
    O procurador ainda não identificado, entrevistado pelo Correio Braziliense, pode tornar-se testemunha-chave numa investigação oficial, já que deixou claro que “consegui recuperar alguns arquivos no celular”.

  • Marreta

    COLETIVO DE ADVOGADOS PEDE A PRISÃO PREVENTIVA DE MORO AO STJ.

    Notícia-crime pede a aplicação da mesma medida em relação a procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima (aposentado) e Maurício Gotardo Gerum
    Em função da descoberta das suas condutas criminosas, Moro e Dallagnol, estariam destruindo provas, o que justificaria a decretação das medidas cautelares.
    O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (Caad) protocolou no sábado (15), junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma notícia-crime contra o atual ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima (aposentado) e Maurício Gotardo Gerum. As informações são do site Viomundo.
    A peça dos advogados aponta que, com base nos conteúdos obtidos em arquivos digitais e divulgados pelo site The Intercept , é possível, em tese, verificar a prática dos seguintes crimes:

    a) Organização criminosa, art. 2º, Lei 12.850/13;
    b) Corrupção passiva, art. 317, CP;
    c) Prevaricação, art. 319, CP;
    d) Violação de sigilo funcional, art. 325, CP;
    e) Crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito, arts. 13, 14 e 26, Lei 7170/83.
    Segundo o coletivo, os denunciados, em função da descoberta das suas condutas criminosas, estariam destruindo provas, o que justificaria a decretação das medidas cautelares, como a prisão preventiva, para evitar essa destruição o uso da função pública para a prática de novos crimes.
    Além da prisão preventiva, o coletivo pede que seja “determinado à Polícia Federal a imediata busca e apreensão dos aparelhos eletrônicos dos denunciados (tablets, celulares, notebooks), especialmente os funcionais, seja nas respectivas residências, seja nas repartições públicas, sob grave risco de destruição de provas dos ilícitos perpetrados”. A notícia crime solicita também o “afastamento imediato dos cargos dos demais membros da Força Tarefa da Operação Lava Jato, sob grave risco de continuarem a usar os cargos para cometer novos crimes e acobertar os já praticados” e “a quebra dos sigilos das comunicações dos Noticiados”.

  • Eurico

    o JUDICIÁRIO BRASILEIRO É UMA VERGONHA A COMEÇAR PELO MORO E DEPOIS O MEMBROS DO MPF. VEJA UM EXEMPLO:—-

    Empreiteiro do triplex é pilantra, segundo Procuradores, Intercept : Leo Pinheiro disse o que Moro queria ouvir.

    A Folha e o Intercept confirmam nesse domingo 30 de junho o que sempre se soube e o Lula denunciou: que o Leo Pinheiro, delator-chave para o Conge prender o Lula , mentia descaradamente, nem os procuradores acreditavam nele, e , só na terceira versão (com um novo advogado…), ele incriminou Lula: “nada de mais”, diria o chefe da organização criminosa que se instalou na República Nostra de Curitiba.
    Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens.
    O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso que o levou à prisão foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações.
    Enviadas por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, as mensagens indicam que Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.
    “Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja”, escreveu o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes a outros integrantes da equipe que negociou com os advogados da OAS em agosto de 2016, numa discussão sobre a delação no aplicativo Telegram. “Diziam q não tinha crime.”

    Léo Pinheiro só apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato, quando foi interrogado pelo então juiz Sergio Moro no processo do tríplex e disse que a reforma do apartamento era parte dos acertos que fizera com o PT para garantir contratos da OAS com a Petrobras.
    Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept ajudam a entender por que as negociações da delação da empreiteira, até hoje não concluídas, foram tão acidentadas —e sugerem que o depoimento sobre Lula e o tríplex foi decisivo para que os procuradores voltassem a conversar com Pinheiro, meses depois de rejeitar sua primeira proposta de acordo.
    Os advogados da OAS abriram negociações com a Lava Jato em fevereiro de 2016. Nessa época, as investigações sobre as relações de Lula com as empreiteiras estavam avançando, e os procuradores já tinham muitas informações sobre o tríplex e as obras executadas pela OAS e pela Odebrecht num sítio que o líder petista frequentava em Atibaia (SP).
    Léo Pinheiro já havia sido condenado por Moro por ter pago propina a dirigentes da Petrobras e recorria em liberdade, mas temia ser preso se a apelação fosse rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde os processos de Curitiba são revistos.
    O empreiteiro foi recebido com ceticismo desde o início. “A primeira notícia de versão do LP [Léo Pinheiro] sobre o sítio já é bem contrária ao que apuramos aqui”, disse um dos procuradores, Paulo Roberto Galvão, no início de março. “Estamos abertos a ouvir a proposta da empresa mas não nos comprometemos com nada.”
    Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil indicam troca de colaboração entre Moro, então juiz, e Deltan, procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato.
    Segundo a lei, o juiz não pode auxiliar ou aconselhar nenhuma das partes do processo
    Vazamento pode levar à anulação de condenações proferidas por Moro, caso haja entendimento que ele era suspeito (comprometido com uma das partes). Isso inclui o julgamento do ex-presidente Lula
    Em abril, após analisar relatos anexados à primeira proposta entregue pelos advogados da OAS, outro integrante da força-tarefa de Curitiba, Januário Paludo, disse aos colegas que achava o esforço inútil.
    “Tem que prender Leo Pinheiro. Eles falam pouco”, escreveu. “Me parece que não está valendo a pena.”
    Uma pessoa que acompanhou as conversas da OAS com a Lava Jato na época disse à Folha que, inicialmente, Léo Pinheiro descreveu o tríplex como um presente que oferecera a Lula sem pedir nada em troca. Segundo essa pessoa, a insatisfação dos procuradores o levou a mudar sua versão pelo menos duas vezes até chegar àquela adotada em 2017.
    As mensagens analisadas pela Folha e pelo Intercept mostram que os relatos apresentados pela empreiteira sofreram várias alterações até que os procuradores aceitassem assinar um termo de confidencialidade com os advogados, passo essencial para que as negociações avançassem.
    Mas os ajustes feitos pela OAS pareciam sempre insuficientes. “Na última reunião dissemos que eles precisariam melhor[ar] consideravelmente os anexos”, disse o procurador Roberson Pozzobon aos colegas em julho, quando se preparavam para um novo encontro com os representantes da empresa.

  • Rapizodia

    Passei pela praça do jacaré ontem. Vi alguns manifestantes. São sempre os mesmos. Alguns amparados por políticos que esperam benesses por seu engajamento e outros trabalhando suas próprias benesses em possível movimento político futuro. Se estivessem realmente preocupados com o Brasil, não estariam defendendo corruptos do judiciário e apoiando malandragem de Governo que foi eleito prometendo um governo honesto. A administração tá cheia desses malandros oportunistas e incompetentes e ainda tem quem vai às ruas apoiar está baixaria corrupta e pior, enrolados na bandeira brasileira.

  • Tiririca

    Gilmar Mendes afirma que diálogos entre Moro e procuradores são provas válidas:
    Ministro do STF liberou o processo sobre um pedido de habeas corpus, que pode levar à anulação da condenação de presos na Lava-Jato, entre eles o ex-presidente Lula. Ele também anunciou que deve liberar para votação no plenário uma ação pela suspensão de Sergio Moro. Pressa em pautar essas ações expressa liderança de um processo que envolve empresários e banqueiros condenados.

  • Rapizodia

    Hipótese! Alguém entra sorrateiro na casa de juíz e rouba uma filmagem que é prova de assassinato e que inocenta alguém que é desafeto do juíz que o condenou. A prova não é válida!? A corja judiciária liderada por Moro, foi pega com as calças arriadas e agora querem que o foco fique no roubo das mensagem e não no seu conteúdo. E assistimos brasileiros patético enrolados na bandeira do Brasil como se fossem legítimos representantes de toda nossa sociedade. O povo humilde que está na periferia e a margem desta politicagem, só se preocupa com o que terá prá comer ou se haverá trabalho, mesmo que escravo. Este povo não tem voz, são pessoas simples que não sabem se defender, mas estes enrolados na bandeira sabem e não se importam se seus irmãos brasileiros serão jogados nos calabouços desde que não os veja mais, como lixo que se tira da frente da sua casa.

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