VEREADORES DECIDEM MANTER ASSINATURAS NA CEI DA FALSIDADE IDEOLÓGICA

Transcorreu sob clima tenso a reunião realizada hoje à tarde entre os cinco vereadores que assinaram a CEI para investigação de suposto crime de falsidade ideológica e o representante da empresa envolvida na história. A reunião durou mais de uma hora e, em alguns momentos, vozes se alteraram na defesa de seus pontos de vistas. Entre outras coisas, o empresário em questão alegou que não tinha nenhuma culpa em cartório. É bom que se diga, no entanto, que, até o momento, ninguém falou que ele ou a empresa tivessem alguma culpa.

Ao final, os vereadores – Macetão, Jota Erre, Salatiel, Nishimoto e Tatinha – continuavam coesos e decididos a manter suas assinaturas no pedido de investigaçao. É certo, porém, que no final de semana as pressões vão continuar. Se os vereadores conseguirem resistir até segunda-feira, quando teremos sessão da Câmara, poder-se-á dizer que eles são realmente independentes.  Vida de vereador não é tão fácil quanto se apregoa por aí: se não toma atitute, a imprensa e os contribuintes criticam; se resolvem cumprir uns dos papéis para os quais foram eleitos – o da fiscalização – sofrem pressões de todos os lados.

E já que estamos falando em reunião, conversei hoje com o vereador Macetão que, ontem, teve um encontro com o prefeito Parini. Depois de vários anos sem atender os pleitos do vereador; depois de ter incentivado o PMDB a abrir um processo contra ele; e depois de ter prejudicado a relação política do vereador com o deputado Valdemar da Costa Neto(PR), o prefeito Parini convidou Macetão para um chá no gabinete. Segundo Macetão, não se falou em CEI. O prefeito queria apenas pedir a intervenção do vereador junto ao deputado federal Guilherme Mussi(PV), a fim de que o parlamentar verde ajude Jales a obter mais recursos junto ao governo federal.

Durma-se com um barulho desses!

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