Pelo jeito, a moça das fotos – a ex-BBB Anamara – é fã do cantor e compositor Osvaldo Montenegro. Reparem que ela tatuou, em cada lado de seu lindo costado, um trecho de uma música do Osvaldo, chamada “Metade”. Eis o trecho: “E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor… e a outra metade também.”
“Metade” já foi, há alguns anos, uma das músicas mais solicitadas lá no programa dominical que apresento na Regional FM, o Brasil & Cia. Por sinal, essa música já foi alvo de uma polêmica.
Há uns três anos, o jornalista Ancelmo Góis, de o Globo, noticiou que Montenegro estaria sendo acusado de plágio, pelo poeta Ferreira Gullar. Segundo o jornalista, Gullar dizia que “Metade” seria um plágio do poema “Traduzir-se”, de sua autoria, e que ficou nacionalmente conhecido depois de ter sido musicado pelo Fagner.
À época, Montenegro rebateu a suposta acusação de Gullar, afirmando que as duas obras eram completamente distintas, embora abordassem, ambas, a dualidade humana. Particularmente, também não vejo muita semelhança entre as letras das duas músicas. Talvez o professor Belon, um estudioso da nossa poesia, possa nos esclarecer se, realmente, existe alguma semelhança.
Por enquanto, fiquemos com o ensaio da Anamara para o Paparazzo – que pode ser visto aqui – e com os vídeos abaixo, onde Osvaldo Montenegro aparece interpretando “Metade” e o Fagner canta “Traduzir-se”.
Me parece que ele clonou só o mote,nesse caso,o primeiro compositor de música romântica, poderia acusar todo letrista que versasse sobre a temática amorosa de plágio.
No meu entendimento, entre os dois textos há relações, fenômeno conceituado como intertextualidade, um dos mais repetidos no mundo da linguagem.
Me parece que ele clonou só o mote,nesse caso,o primeiro compositor de música romântica, poderia acusar todo letrista que versasse sobre a temática amorosa de plágio.