BURACO SEM SOLUÇÃO

O buraco da foto aí do lado fica aqui pertinho da casa onde moro, bem na confluência da Rua Iugoslávia com a Rua Itália. Um dia desses, uma vizinha ligou aqui em casa, pedindo providências à vereadora Tatinha contra o pobre buraco. Na avaliação da moça, ele já estaria oferecendo perigo aos motoristas de carros e, principalmente, aos motociclistas. Achei até uma falta de consideração com o buraco, que é antigo, quase um buraco de estimação. O vizinho da frente, pelo que vejo, até já se afeiçoou a ele. Todas as tardes, ele pega o filhinho de 5 anos e, juntos, passam alguns minutos admirando o local e, provavelmente, conferindo a evolução do tal buraco.

Nem foi preciso, no entanto, a vereadora Tatinha pedir alguma providência. Aliás, prá dizer a verdade, a vereadora não está com essa bola toda lá no Paço, e um pedido dela, certamente, nem seria atendido. Por coincidência, horas depois do telefonema da vizinha, alguma boa alma já havia providenciado uma placa – como se pode ver na foto aí embaixo – para servir de alerta aos motoristas mais desatentos. O que não garante que não vá haver nenhum acidente: há uns dois ou três anos, não me lembro bem, a vizinhança teve que acionar o SAMU 192, depois que um motociclista distraído atropelou a placa que fora colocada ali. Era uma placa menorzinha, é verdade, mas, prá compensar, era uma placa mais reluzente, recém-pintada. Até mais charmosa, eu diria.    

Bem, mas o que eu quero dizer mesmo é que nem sempre a culpa por esse tipo de problema deve ser atribuída ao prefeito da vez. Posso garantir que, no caso desse buraco teimoso, a Prefeitura – nessa e em outras administrações – bem que tentou resolver o problema com soluções paliativas, mas, bastam umas duas ou três chuvas mais fortes e lá está ele de volta. Isso acontece porque, segundo me explicaram, bem ali embaixo do buraco passa uma tubulação já muito velha e mal acabada.

Na atual administração, sou testemunha disso, o ex-secretário Miranda e seu ex-braço direito, o França,  já dedicaram horas à tentativa de desaparecer com esse bendito buraco. Tudo em vão! Todo ano ele ressurge imponente e, aparentemente, cada vez mais revigorado. Claro que uma solução definitiva poderia ser encontrada, mas isso exigiria vontade política, estudos e investimentos. E, convenhamos, aí também já seria exigir demais.

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