ONDE A PERSEGUIÇÃO? MINISTÉRIO PÚBLICO ARQUIVA DUAS RECLAMAÇÕES CONTRA PARINI

Numa semana em que o Ministério Público está sendo acusado de, no âmbito estadual, realizar ações orquestradas contra prefeituras do PT, e, na esfera municipal, de perseguir o prefeito Humberto Parini e macular irresponsavelmente a honra de pessoas probas, eis que o promotor Wellington Luiz Villar decide remeter ao arquivo um inquérito  e uma representação contra o nosso premiado estadista.

Não é a primeira vez que o MP local manda para o cesto de lixo representações contra Parini. E também não foram poucas as vezes em que o MP, ao invés de tomar medidas drásticas, chamou o prefeito para fechar Termos de Ajustamento de Conduta, como no caso da terceirização da Facip. Ainda assim, sempre haverá algum puxa-saco oficial disposto a dizer que o MP move uma feroz perseguição ao senhor prefeito.

É claro que, em alguns casos, o MP exagera nas acusações e nas cifras. É o caso da merenda, por exemplo. Está claro que a empresa prestou serviços durante esses anos todos, mas o MP, ao apegar-se na questão do suposto direcionamento, viu-se na obrigação de pedir a nulidade do contrato e a devolução daquilo que foi pago, ou seja, R$ 6,3 milhões. Evidente que não foi esse o prejuízo, já que, repito, a empresa prestou serviços. Se o MP tivesse focado apenas no possível superfaturamento de merendas, teria chegado a uma cifra bem mais próxima do suposto prejuízo, algo que, nas contas deste aprendiz de blogueiro, pode ter sido de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.

Eu estou denunciado em três casos e, em nenhum deles, exageros à parte, consegui enxergar alguma perseguição do MP. No caso da merenda, a denúncia de superfaturamento partiu de ex-merendeiras e os promotores encontraram também vestígios de direcionamento. No caso “Carroça”, foi o próprio envolvido que levou a denúncia ao MP e, ressalte-se, também foi condenado. E no caso das Praças, a denúncia chegou ao MP através de uma CEI da Câmara. E a Câmara – leia-se, Gilbertão e Pêgolo – só tomou conhecimento do caso, porque o secretário de Finanças, Rubens Chaparim, não pagou, no prazo combinado, a empresa que realizou os serviços. Que culpa tem os promotores?

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