RECAPEAMENTO DO JARDIM DO BOSQUE E DO JARDIM MORUMBI: SÓ EMPRESA-IRMÃ DA DEMOP APRESENTOU PROPOSTAS

O Diário Oficial de hoje está trazendo novidades: a empresa Scamatti & Seller Infraestrutura Ltda, de Votuporanga, foi a única a apresentar proposta para duas tomadas de preços abertas pela Prefeitura de Jales. Uma das licitações prevê o recapeamento de trechos de quatro ruas do Jardim do Bosque, enquanto a outra visa o recape de algumas ruas do Jardim Morumbi.

Para quem está estranhando o fato de a Demop Participações Ltda ter ficado fora da licitação, um aviso: a Scamatti & Seller Ltda é uma empresa-irmã da Demop. Trata-se apenas de uma estratégia. Abaixo, uma notícia do jornal Diário do Grande ABC, cuja manchete é “Grupo suspeito faz o recapeamento de Mauá”. Dêem uma olhada:

A Scamatti & Seller Infraestrutura, que executa o plano de recapeamento de 60 quilômetros de ruas e avenidas de Mauá, é empresa-irmã da Demop Participações, investigada pelo Ministério Público Estadual por participar de licitações no Interior paulista que teriam sido abertas para captar verbas oriundas do suposto esquema de venda de emendas na Assembleia Legislativa – caso denunciado em agosto pelo deputado Roque Barbiere (PTB).

O dono da companhia criada em Votuporanga que presta serviço em Mauá é Olívio Scamatti, detentor de R$ 3,96 milhões dos R$ 4 milhões do capital da firma. Olívio e quatro irmãos são os sócios-fundadores da Demop que, entre 2007 e 2010, teria se beneficiado de emendas ao Orçamento do Estado assinadas pelo deputado Gilmaci Santos (PRB).

Em Olímpia, a Demop venceu concorrência pública no valor de R$ 8 milhões para obras de pavimentação, recapeamento e infraestrutura urbana – há suspeita de improbidade no processo. Em Guaraci, teria se beneficiado de esquema de fracionamento de licitações motivado pela destinação de emendas.

Em Mauá, porém, o grupo não participou da licitação. A vencedora do certame foi a Petrobras Distribuidora, que recebe R$ 22 milhões da Prefeitura para entregar o serviço até março. A ganhadora, no entanto, subcontratou a Scamatti & Seller para executar a obra, o que é permitido pelo edital e pela lei de licitações.

Pela falta de informações disponibilizadas pela Prefeitura (o processo não consta no Portal da Transparência e não há placas na obra informando valores e o nome da empresa que venceu a licitação), vereadores indicam que o governo Oswaldo Dias (PT) tem tentado acobertar ilegalidades. Os oposicionistas Manoel Lopes (DEM) e Atila Jacomussi (PPS) pediram detalhes do certame para o prefeito, mas ainda não foram atendidos. “Isso está com cheiro de fraude”, diz o popular-socialista.

A Prefeitura de Mauá não quis se pronunciar sobre o assunto. Olívio Scamatti foi procurado em seus escritórios da Capital e de Votuporanga, mas, em ambos os casos, a equipe do Diário foi informada de que ele estava viajando. A Petrobras Distribuidora não informou o valor pela qual subcontratou a Scamatti & Seller.

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