TCE DIZ QUE JALES PAGAVA PREÇO ACIMA DA MÉDIA PELA COLETA DE LIXO

A matéria completa está no jornal A Tribuna, desse domingo. Aqui vai um resumo: o Tribunal de Contas do Estado deu parecer favorável às contas de 2009 da Prefeitura de Jales, mas fez algumas ressalvas. Uma dessas ressalvas anota que a nossa Prefeitura pagava em 2009, um preço acima da média regional para a coleta do lixo.

E a diferença não era pequena: enquanto em Jales a Ecopav recebia R$ 85,27 por tonelada, as demais prefeituras, na média, pagavam R$ 63,63 pelo mesmo serviço. E o Tribunal deve ter alguma razão, pois, em 2010, aberta uma nova licitação, a própria Ecopav baixou o preço para R$ 73,39. E não foi só isso. A operação do aterro sanitário, que nos custava R$ 53,02 por tonelada, baixou para R$ 38,82.

Tudo somado, a economia mensal da nossa Prefeitura poderia – a partir de julho/2010 – chegar a R$ 30 mil, ou seja, R$ 180 mil por semestre. Poderia. Por algum misterioso motivo, em todo o segundo semestre do ano passado, a economia foi de apenas R$ 4 mil. E agora no primeiro semestre de 2011, economizou-se, em relação aos primeiros seis meses de 2010, algo em torno de R$ 80 mil.

É preciso esclarecer que os preços só baixaram porque – muito a contragosto do prefeito Parini e da Ecopav – a Prefeitura foi obrigada a realizar uma nova licitação, onde apareceu pelo menos uma empresa disposta a concorrer com a Ecopav. Esse foi, aliás, um dos motivos – teve outros, é claro! – do meu desgaste junto ao prefeito Parini. 

No início de 2009, depois de tentativas verbais,  protocolei um documento endereçado ao prefeito, solicitando providências para a realização de uma nova licitação para a coleta do lixo. Afinal, a licitação anterior e as prorrogações contratuais estavam sendo contestadas pelo Tribunal, pelo Ministério Público e até pelos advogados da própria Prefeitura, que, por duas vezes, já haviam recomendado a abertura de nova concorrência. Prefeito e Ecopav não gostaram da idéia, mas tiveram que aceitá-la.

Como eu já disse, a nova licitação e os novos preços deveriam estar proporcionando uma economia de, no mínimo, R$ 30 mil, por mês, à nossa Prefeitura. Infelizmente, em 2010 não houve nenhuma economia e, em 2011, ela está chegando a apenas R$ 13 mil mensais.     

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