O Lula liderar com folga pesquisas no Nordeste é mais do que normal. Mas liderar no estado de São Paulo – a maior concentração de coxinhas e bolsominions do país – deve ser uma humilhação para a mídia golpista e o juiz imparcial de Curitiba, que passaram os últimos anos demonizando o “sapo barbudo” e o PT. Deu no Brasil 247:
Levantamento feito pelo Ibope e divulgado nesta noite mostra que o ex-presidente Luiz Inácio ula da Silva lidera a preferência dos eleitores do estado de São Paulo para as eleições de outubro.
Segundo o Ibope, Lula tem 23% dos votos, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 18%, Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 15%, Marina Silva (REDE), com 8%, Ciro Gomes (PDT), com 4%, e Alvaro Dias (PODE), com 3%.
Com 1% das intenções de voto aparecem os candidatos Henrique Meirelles (MDB), João Amôedo (NOVO), Levy Fidelix (PRTB), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Vera Lúcia (PSTU). Eymael (DC), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 18%. Não sabem ou não responderam são 6%.
Para o Senado, Eduardo Suplicy (PT) aparece com 32% das intenções de voto, seguido por Marta Suplicy (MDB), com 26%, Mario Covas Neto (PODE), com 17%, Major Olímpio (PSL), 12%, Ricardo Tripoli (PSDB), com 6%, Educador Daniel Cara (PSOL) e Mara Gabrilli (PSDB), ambos com 4%, Diogo da Luz (NOVO), Jair Andreoni (PRTB), Jilmar Tatto (PT) e Silvia Ferraro (PSOL) aparecem com 2% das intenções de voto.
O Ibope entrevistou 1008 eleitores entre os dias 29 de julho a 1 de agosto. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa foi contratada por Companhia Rio Bonito Comunicações. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº SP-02337/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo Nº BR-09683/2018.
O juiz eleitoral de Jales, Fernando Antônio de Lima, determinou a retirada do outdoor com a propaganda irregular do pré-candidato Bolsonaro, patrocinado por supostos admiradores do deputado que, em quase trinta anos de Câmara Federal, conseguiu aprovar apenas dois projetos de sua autoria.
De acordo com informações do Cartório Eleitoral, depois de um processo investigatório, o juiz deu prazo até segunda-feira para que a peça publicitária seja retirada. O problema é que os bolsominions se acham autorizados a continuar espalhando outdoors de Bolsonaro em função de uma decisão do atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux.
Em janeiro, ao julgar ação na qual a Procuradoria Geral da República (PGR) pedia a derrubada dos outdoors de Bolsonaro na Bahia, o ministro Fux – aquele mesmo que deseja impugnar a candidatura de Lula, antes de o ex-presidente registrá-la – decidiu que os outdoors deveriam ser mantidos porque não continham “um pedido explícito de voto”.
É claro que os seguidores de Bolsonaro, que gostariam de implantar a Lei do Velho Oeste no Brasil, se aproveitaram da esdrúxula decisão de Fux para fazer uso da Lei de Gerson – aquela que nos ensina a levar vantagem em tudo e envergonha até o ex-craque – para espalhar mais propagandas pelo país. É por decisões assim que o povo perdeu a confiança nos ministros do STF.
E o pior é que os seguidores de Bolsonaro se utilizam de velhas práticas – ou velhas malandragens, se preferirem – para tentar convencer o eleitorado de que seu candidato representa a “nova política”. A nossa sorte é que, segundo pesquisas, quanto mais o eleitorado conhece Bolsonaro, mais foge dele.
De qualquer forma, registre-se que a Justiça Eleitoral de Jales está tentando fazer a sua parte.
O outdoor acima, instalado por bolsonaristas na entrada da cidade, é alvo de uma reclamação levada à Prefeitura, na qual um morador pede providências para a retirada da peça publicitária. É provável, no entanto, que a Prefeitura não possa fazer nada, já que o outdoor está instalado em local privado.
O caso seria, aparentemente, da alçada da Justiça Eleitoral, já que se trata, em tese, de propaganda eleitoral antecipada, mas, a bem da verdade, talvez fosse melhor deixar o outdoor onde está. Afinal, segundo pesquisa, a rejeição a Bolsonaro é bem maior entre aqueles que o conhecem. Então, quanto mais conhecido, melhor para a democracia.
Parece que o velho provérbio “quem não te conhece que te compre” é perfeitamente aplicável a Bolsonaro. Eis a notícia sobre a pesquisa:
Pesquisa DataPoder360 de julho revela que 76% das pessoas que dizem conhecer Jair Bolsonaro (PSL) declaram que não votariam nele de jeito nenhum.
A taxa de rejeição cai para 55% no grupo de eleitores que afirmam conhecer Bolsonaro apenas “de ouvir falar”. Despenca para 33% entre os que não sabem quem ele é.
Essa combinação de percepções pode ser usada durante o período de propaganda eleitoral na TV e no rádio, quando Bolsonaro será exposto pelos adversários em comerciais ao longo de muitas semanas.
Com Ciro Gomes ocorre fenômeno parecido ao de Bolsonaro. Quanto mais os eleitores dizem conhecer o candidato do PDT a presidente, mais aumenta sua rejeição –no caso, de 63%.
Com os demais candidatos na corrida pelo Planalto, segundo o DataPoder360, dá-se o oposto do que se passa com Bolsonaro e Ciro: quanto mais as pessoas os conhecem, menor tende a ser a rejeição.
O levantamento do DataPoder360, divisão de pesquisas do portal Poder360, realizou 3.000 entrevistas por meio de telefones fixos e celulares de 25 a 28 de julho. Foram atingidas 182 cidades em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro do estudo no TSE é BR-09828/2018
Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta terça-feira, 31, pelo portal Poder360, mostra que nos cenários sem o ex-presidente Lula, o esquisitão Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto.
A pesquisa mostra, ainda, que, mesmo com o apoio das 5 legendas que compõem o bloco autodenominado Centrão (DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade), o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, não avançou nas intenções de voto. Nos 3 cenários pesquisados o tucano variou de 6,2% (com Lula) a 7,9% (sem Lula).
E quando os eleitores descobrirem que ele é o candidato do Alexandre Garcia e do governo Temer, vai ficar pior ainda. E agora, a notícia do Brasil 247 sobre a pesquisa para o Senado, em Minas Gerais:
A presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, registra 21,5% das intenções de voto na disputa pelo Senado em Minas Gerais, de acordo com pesquisa CNT/MDA. O senador Aécio Neves (PSDB), que ainda não decidiu se irá mesmo tentar a reeleição, aparece com 15%. O caso de Aécio será definido até o próximo domingo 5.
Os números confirmam pesquisas de outros institutos, como a DataTempo/CP2, divulgada nesta terça, que aponta que Dilma é citada por 21,2% dos mineiros como primeira escolha para o Senado.
Atrás de Dilma e Aécio, aparecem o apresentador Mauro Tramonte (PRB), com 10,6%, o empresário Josué Alencar (PR), com 10,4%, o jornalista Carlos Viana (PHS), com 7,7%, e a deputada Jô Moraes (PCdoB), com 7,5%.
O Festival Lula Livre terminou o sábado (28) em primeiro lugar nos assuntos mais comentados no Twitter do Brasil e foi tema de matérias publicadas em jornais de todo o mundo.
A agência estadunidense Associated Press (AP) publicou uma matéria intitulada “Celebridades brasileiras realizam show ‘Lula Livre’ no Rio”, onde afirma que, apesar de preso, Lula segue como o mais popular político brasileiro e lidera com folga as pesquisas eleitorais do país.
“A imagem de Da Silva podia ser vista em toda parte: em camisas, bandanas e máscaras, enquanto sua imagem animada dançava nas telas ao lado do palco. Entre os sets, seus apoiadores começaram a gritar ” Lula Livre!”, enquanto os organizadores incentivavam a gritar alto o suficiente para que Lula ouvisse da cidade de Curitiba”, destacou o texto da AP.
A agência francesa AFP também publicou texto, destacando os milhares de pessoas no festival e a liderança de Lula em todas as pesquisas eleitorais. “Os gigantes da música brasileira Gilberto Gil e Chico Buarque se apresentaram no sábado, no Rio de Janeiro, no festival Lula Livre, organizado para exigir a libertação do ex-presidente brasileiro preso desde abril”.
A revista alemã De Spiegel também publicou uma matéria em seu site, destacando a presença de 80 mil pessoas no festival e relembrando o novo golpe jurídico ocorrido no início de julho. Apesar de estar preso, ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. De acordo com levantamento CUT/Vox Populi, divulgado na semana passada, Lula vence no primeiro turno com 58% dos votos válidos.
O ex-presidente foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP). Segundo a acusação, ele receberia um apartamento reformado da OAS, mas, na apresentação da denúncia, em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia “prova cabal” de que Lula era o proprietário do imóvel.
Seiscentos juristas divulgaram uma carta em cinco idiomas para o mundo, em janeiro, denunciando o estado de exceção judicial no Brasil, que tem dentre os alvos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de intensa caçada judicial e condenado sem provas pelo juiz Sergio Moro no caso do tripléx do Guarujá (SP).
Com um público estimado em 50 mil pessoas, está acontecendo neste sábado o Festival Lula Livre, no Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, em defesa da liberdade de Lula. Grandes artistas já se apresentaram e outros – como Chico Buarque e Gilberto Gil – ainda irão se apresentar. Serão mais de 40 artistas, cantando músicas que exaltam a liberdade.
A atriz Lucélia Santos subiu ao palco para ler um Manifesto assinado por artistas de todo país por Lula Livre, que aponta o erro jurídico que levou Lula à prisão sem provas. “Queremos liberdade já!” e “Inadmissível é impedir que Lula seja candidato”. enfatizou Lucélia. O povo em coro bradou: “Lula!”.
O ator Herson Capri leu uma carta enviada por Lula. Ei-la:
Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?
Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores vencendo canhões.
Que se rebelaram contra o “Cale-se!” imposto pela censura, gritando que era proibido proibir.
Que disseram que o povo da favela só quer ser feliz e andar com tranquilidade e consciência.
Que denunciaram o sofrimento de quem sai do nordeste expulso não pela seca, mas pela miséria e ganância dos coronéis.
Ou que era expulso de sua casa e vê ela ser demolida para passar “o progresso” que não inclui o trabalhador, como cantou Adoniran.
Os que sempre estiveram onde o povo está, e que agora, nesta que é mais uma página infeliz da nossa história, se juntam novamente ao povo brasileiro para soltar a voz em nome da liberdade.
Onde querem silêncio, seguiremos cantando.
Vocês não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me ajudado a atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais e mães de família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer comida para casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais.
Porque a gente ainda vai festejar, e muito.A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.
O projeto de lei 347/18, da deputada Analice Fernandes(PSDB), que prevê a redução para 30 horas semanais da jornada de trabalho dos enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem, sofreu um pequeno contratempo na quinta-feira, 26.
Levado à análise de uma Comissão de Líderes de Bancada, antes de ser submetido à aprovação do plenário da Assembleia Legislativa, o projeto parece não ter agradado. Segundo fontes fidedignas, os deputados que formam a tal Comissão se retiraram da sala onde estava sendo realizada a reunião, deixando a nossa conterrânea Analice falando sozinha.
O projeto deverá voltar à pauta na terça-feira, 31, quando a Assembleia deverá receber a visita de diversos provedores de hospitais filantrópicos, contrários à redução da jornada. Os provedores alegam que a mudança poderá levar à diminuição de leitos, à demissão de funcionários, à precarização dos serviços ou, pior ainda, poderá causar uma “quebradeira” entre os hospitais filantrópicos.
De seu lado, a deputada Analice postou vídeo no Facebook onde garante que essa história de “quebradeira” é mentirosa. Ela diz que “o que quebra os filantrópicos é o congelamento da tabela do SUS e a má gestão”. Diz, também, que a jornada de 30 horas é recomendada pela Organização Mundial de Saúde e já é praticada em outros estados.
O detalhe é que Analice já está na Assembleia a quatro mandatos e só agora, em ano eleitoral, resolveu atender a uma reivindicação dos profissionais da enfermagem que, segundo ela, é antiga. O projeto foi apresentado por ela ao final de maio deste ano e, normalmente, levaria anos para ser votado, mas, como Analice é a atual presidente da Assembleia, está sendo levado à vitrine em regime de urgência.
Evidentemente que Analice quer faturar dividendos eleitorais com a aprovação. Igualmente de olho nas eleições, o bigodudo Itamar Borges – líder do MDB – garante que também é favorável ao projeto, mas acha que o assunto deve ser melhor discutido, até para que os hospitais filantrópicos tenham tempo de se preparar para o impacto na folha de pagamento. Na Santa Casa de Jales, por exemplo, o impacto inicial está estimado em R$ 53 mil mensais.
Itamar tem alguma razão. No falido Rio de Janeiro, onde a saúde está um caos, a redução da jornada dos enfermeiros começou a ser discutida em 2011 e só foi aprovada agora em 2018. É claro que aqui em São Paulo não precisa demorar tanto, mas é importante que se dê aos hospitais um tempo para adaptações.
Ele terá que esconder também o Temer, de quem o PSDB foi o principal apoiador. Sem falar no Aécio, que já está escondido. Deu no Brasil 247:
O tucano Geraldo Alckmin terá o maior tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, mas nenhum segundo será oferecido ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo informa o jornalista Maurício Lima, na coluna Radar. Assim como em 2006, Alkcmin esconderá FHC e seus vídeos de apoio passarão apenas nas redes sociais da candidatura tucana.
O motivo é simples: FHC, que ajudou a articular o golpe contra a presidente deposta Dilma Rousseff, é um dos políticos mais rejeitados do País. Alckmin quer evitar o contágio, uma vez que 69% dos brasileiros avaliam que a vida piorou após o golpe que instalou a coalizão PSDB-MDB no poder e entregou aos tucanos os cargos mais importantes, como os comandos da Petrobras e da Eletrobrás.
Alckmin também decidiu não comparecer à convenção tucana em Minas Gerais, para não sofrer o contágio da candidatura de Antonio Anastasia, que, na prática, é a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), flagrado negociando propinas de R$ 2 milhões da JBS.