O governador de São Paulo, João Doria, ironizou a consultoria estadunidense Eurasia Group, que produziu três relatórios sobre as prévias tucanas, prevendo sua derrota. Após a vitória, o governador paulista defendeu unidade interna no PSDB e disse que Arthur Virgílio e Eduardo Leite estarão na sua chapa. Confira:
Embora Doria garanta que Leite estará na sua chapa, um tweet do governador do Rio Grande do Sul, derrotado nas previas presidenciais do PSDB, sinaliza a possibilidade dele deixar o ninho tucano. No tweet, Leite diz que “onde estiver” buscará dar sua contribuição ao Brasil. Confira:
Edson Fachin, indicado para o STF pela Dilma (que bela escolha, hein Dilminha!) votou contra o Lula, como sempre. Já o Nunes Marques… Deu no portal da revista Fórum:
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), foi parar entre os assuntos mais comentados do Twitter, na manhã deste sábado (27), após votar a favor da liberação imediata dos bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Bolsonaristas furibundos xingaram o ministro, que passou a ser considerado como “o maior erro de Bolsonaro”, “um esgoto” entre outros.
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)determinou, na tarde desta sexta-feira (26), que os bens do ex-presidente Lula bloqueados no âmbito da Operação Lava Jato devem ser liberados imediatamente. O julgamento virtual havia começado há uma semana (19), após uma longa pausa por conta do pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski, que ao devolver o processo decidiu em favor do petista.
O relator da ação, Edson Fachin, votou contra o desbloqueio, mas foi vencido pelos votos favoráveis à liberação de Gilmar Mendes e Nunes Marques. A 2ª Turma tem um integrante a menos, em decorrência da aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, que ainda não foi substituído.
O Bozo, que se diz palmeirense, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que “amanhã somos todos Flamengo”. A notícia é do DCM:
O Palmeiras jogará a final da Libertadores neste sábado (27) contra o Flamengo e o Bolsonaro afirmou que torcerá para a equipe rubro-negra. Tal declaração irritou jogadores e diretoria do clube alviverde. Isto porque o presidente da República já se declarou palmeirense. Inclusive, em 2018, participou da festa do título Brasileiro ao lado de Felipe Melo e companhia.
Conforme apurou o DCM, atletas e diretores que apoiam o governante se sentiram traídos. Tanto que Felipe Melo foi perguntado sobre o presidente e ele optou por não comentar. Uma postura incomum, pois o volante sempre foi apoiador declarado de Bolsonaro.
Ele não assumiu seu descontentamento, mas esperava a torcida do presidente. Seus colegas também não gostaram nem um pouco da manifestação do governante a favor do Flamengo. Os dirigentes, que sempre abriram as portas do clube para Bolsonaro, ficaram insatisfeitos.
Só que os diretores do Palmeiras pediram aos atletas que não se manifestem. Mesmo com a chateação, seguirão buscando ter uma boa relação com o presidente. Caso vençam a competição continental, não vão criar barreiras se o chefe do executivo federal resolver visitá-los.
O deputado Tiririca (PL-SP) é o principal “opositor” de Jair Bolsonaro dentro do PL, futuro partido do presidente. Dados do Radar do Congresso, ferramenta do Congresso em Focoque compila e qualifica a participação de parlamentares, apontam que Tiririca é, de longe, o deputado da legenda que mais vota contra as orientações do governo Bolsonaro.
Desde o início do atual mandato, o primeiro palhaço profissional eleito para o Congresso acompanhou as recomendações do Planalto em apenas 58% das vezes. Tiririca e Bolsonaro serão companheiros de partido a partir da próxima terça-feira (30), quando o presidente deverá se filiar à legenda comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto.
A bancada do PL seguiu o governo em 93% das votações, o que faz dela a segunda mais fiel a Bolsonaro – atrás apenas do PSL, que votou com o governo em 95% das vezes. O percentual de adesão do partido é o mesmo do PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL).
O deputado artista votou, por exemplo, contra as privatizações dos Correios e da Eletrobras, a obrigatoriedade do voto impresso, o repasse de dinheiro do Fundeb a escolas religiosas e o veto aos reajustes de servidores, entre outras medidas defendidas pelo Executivo. No teste mais recente, porém, na análise da PEC dos Precatórios, ele votou sim, acompanhando o governo.
O segundo deputado do PL que menos votou com o Planalto é o sergipano Valdevan Noventa, com fidelidade de 78%. Os demais integrantes do futuro partido do presidente votaram em mais de 90% das ocasiões de acordo com a recomendação governista.
A imprensa chapa branca andou festejando, no início desta semana, o anúncio feito pelo vereador Ricardo Gouveia(PP), dando conta de que Jales conseguiu mais uma grande conquista junto ao governo João Doria. Segundo a notícia, Jales foi incluída no programa “Meu Pet”, do governo estadual, e deverá receber, em 60 dias, um consultório veterinário.
Registre-se que, aqui em Jales, a vereadora Carol Amador(MDB) foi a primeira – e única, por enquanto – a fazer um pedido, em junho deste ano, para que o prefeito Luís Henrique Moreira(PSDB) solicitasse junto ao governo estadual a inclusão de Jales no programa “Meu Pet”, que fornece serviços gratuitos no atendimento de cães e gatos.
A conquista é realmente importante, mas é igualmente importante ressaltar que, diferentemente do que sugerem as “notícias” que correm nas redes sociais, não se pode comparar o que será disponibilizado para Jales com o que já está sendo feito em Votuporanga, por exemplo.
Por lá, está sendo construída, desde maio deste ano, uma clínica veterinária com 480m², com salas cirúgicas, em um terreno de mais de 3.400m². Somente a construção da clínica deverá custar cerca de R$ 3,5 milhões, como mostra a placa da foto ao lado. Os equipamentos deverão consumir mais R$ 1,5 milhão. A mesma coisa será feita em Rio Preto, Araçatuba, Ribeirão Preto, Jundiaí e outras cinco cidades. Em dez cidades, o governo Doria planeja investir R$ 50 milhões no programa “Meu Pet”.
Já em Jales, o que nós teremos é alguma coisa parecida com o que se vê na foto lá de cima, ou seja, um contêiner de 60m², cedido pelo governo do estado. De qualquer forma, trata-se de um benefício a mais.
Alçado pela mídia ao posto de candidato da terceira via após filiação ao Podemos, o ex-juiz e ex-ministro deJair Bolsonaro (Sem partido), Sergio Moro, ainda tem um longo caminho a percorrer e muitos votos a conquistar caso queira chegar ao segundo turno das eleições de 2022.
Pesquisa interna, feita pela campanha do ex-juiz, confirma a liderança folgada do ex-presidente Lula, que soma 38% das intenções de voto. Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 22%, e seu ex-ministro em seguida, com 11%.
Ciro Gomes (PDT), que vinha mantendo a terceira posição antes da entrada definitiva de Moro na disputa, caiu para a quarta posição com 5%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que disputa a indicação do partido com Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, soma 2%.
A pesquisa, divulgada por Igor Gadelha no site Metrópoles, ouviu 2 mil eleitores por telefone e a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. O estudo foi feito pela agência de Fernando Vieira, marqueteiro da campanha de Moro.
Como uma criança travessa que aproveita a ausência da mãe para bagunçar a casa, Jair Bolsonaro aproveita que as instituições do país não estão funcionando para virar o Brasil de pernas para o ar. Sob seu (des)governo, o país se vê desorientado. Órgãos executores de políticas públicas que há décadas funcionavam bem hoje estão em crise. Acontece em praticamente todas as áreas, mas o alvo da vez é o Inep, que organiza o Enem.
Bolsonaro tanto fez que conseguiu desorientar o principal instrumento de acesso de milhões de estudantes à universidade pública. As primeiras tentativas, sob responsabilidade dos ex-ministros da Educação Vélez Rodriguez e Abraham Weintraub, renderam dificuldades na inscrição, erro na correção das provas e obstáculos no acesso aos resultados.
E também censura a 66 questões do exame de 2019, como mostrou reportagem do jornalista Luigi Mazza, da revista Piauí.
A edição deste ano, nas mãos do ministro Milton Ribeiro, teve, entre outras barbeiragens, a intervenção ideológica no trabalho técnico da equipe de preparação do Enem. O caso virou escândalo, com o pedido de demissão de 37 servidores do Inep.
A esculhambação é generalizada. Vai desde a quebra do rigoroso sigilo que sempre foi a marca do Enem (um policial federal teve acesso indevido à sala onde o conteúdo da prova fica guardado) até a tentativa descarada de maquiar a história, com Bolsonaro sugerindo que nas provas o Golpe Militar de 1964 seja tratado como “revolução”.
Uma ação da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) para afastar o presidente do Inep, Danilo Dupas, foi negada na Justiça. A entidade entra hoje com agravo, mas são poucas as esperanças de que tenha sucesso.
Tudo isso acontece a três dias da primeira prova, com estudantes acrescentando altos níveis de tensão a um período de preparação em que tiveram que lidar com a suspensão de aulas por causa da pandemia e com a incompetência do Ministério da Educação, que não garantiu recursos para as aulas remotas.
Em um dos momentos mais decisivos de suas vidas, os candidatos são jogados no meio da balbúrdia. Nenhuma das instituições republicanas (aquelas que dizem estar funcionando) se mostrou capaz de ajudá-los.
Por isso, o presidente e o ministro Milton Ribeiro continuam à vontade para esculhambar o exame. Falsificação histórica, censura, mentiras, assédio moral, quebra de sigilo, incompetência: essa é a cara do Enem no governo Bolsonaro.