DEPOIS DOS GATOS, PREFEITURA MIRA AS GALINHAS

Depois de conseguir uma ordem judicial para obrigar uma moradora do bairro São Judas Tadeu a dar um sumiço nas quase duas dezenas de gatos que ela criava em sua residência, a Prefeitura de Jales agora voltou suas baterias em direção às galinhas de uma moradora do Jardim Eldorado.

Na terça-feira passada, 17, os advogados do município conseguiram, na Justiça, a concessão de uma liminar contra a moradora, para obriga-la a retirar as galinhas que estão sendo criadas no quintal de sua residência, na rua “Arlindo Correa Júnior”. A criação de galinhas propicia a proliferação do mosquito palha, transmissor da leishmaniose.

A moradora terá o prazo de 15 dias para providenciar a retirada das galináceas do perímetro urbano, “sob pena de multa diária de R$ 300,00, até o limite de R$ 5 mil, sem prejuízo de outras medidas para assegurar o cumprimento da ordem judicial”. A decisão é do juiz da 3ª Vara, José Geraldo Nóbrega Curitiba.

A luta da Prefeitura para expulsar as penosas da área urbana começou há mais de um ano, em junho de 2018, quando a Vigilância Sanitária do município autuou a dona das galinhas. Mesmo diante da ameaça de punição, a moradora negou-se a atender aos apelos da Vigilância e transferir a criação para outro local, longe do perímetro urbano.

Esta não é a primeira vez que a Justiça, a pedido da Prefeitura, concede uma liminar envolvendo a criação de galinhas na zona urbana. Em julho de 2014, determinou que um morador da Cohab “José Antonio Caparroz Bogaz” (JACB), desse um fim na criação de galináceas que mantinha em sua propriedade.

Naquela ocasião, matéria do jornal A Tribuna registrou que a Secretaria Municipal de Saúde já tinha constatado alguns casos de leishmaniose em seres humanos e que pelo menos quatro pessoas já tinham morrido em Jales por conta da doença.

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