ÉRICA NÃO CITOU ENVOLVIMENTO DE NICE NOS MALFEITOS PRATICADOS POR ELA

Uma notícia veiculada pelo jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, e repercutida em redes sociais, aqui em Jales, está causando uma certa confusão. Ao contrário do que estão dando a entender os comentários nas redes sociais, a ex-tesoureira Érica Carpi não citou a ex-prefeita Nice e sua nora Angélica como envolvidas nos malfeitos praticados por ela.

Eis o trecho da notícia do Diário da Região:

ÉRICA APONTA OUTRAS FRAUDES

No segundo depoimento que prestou ao delegado Cristiano Pádua da Silva, na última quinta-feira, 9, a ex-tesoureira Érica Cristina Carpi disse que, entre os anos de 2013 a 2014, “é possível” a existência de irregularidades na devolução e prestação de contas relacionadas a viagens. Ela cita duas servidoras que trabalhavam no setor e o número de uma conta bancária.

A citação ao nome da ex-prefeita foi feita “en passant”, quando Érica respondeu a uma pergunta do delegado Cristiano Pádua. Eis o trecho do depoimento:

“Que ao ser questionada se tem conhecimento de alguma irregularidade praticada por outros servidores da Prefeitura, a depoente afirma que é possível que, entre 2013 e 2014, na época em que Nice era prefeita, tenha havido alguma irregularidade na devolução e prestação de contas relacionadas a viagens”.

Reparem que, em momento algum, ela afirma que Nice participou dos desvios praticados por ela. Érica disse, ainda, ao delegado, que nessa época, os responsáveis pelo setor era uma servidora de carreira, já aposentada, e a nora da então prefeita, Angélica Colombo Boleta.

A servidora de carreira é Sirlene Pacheco, que assumiu a Secretaria de Fazenda depois que o Ministério Público exigiu de Nice a demissão de sua nora, sob pena de ser processada por nepotismo. Quando Sirlene – uma servidora de ficha limpíssima – assumiu a Secretaria, em julho de 2014, os adiantamentos para as viagens da ex-prefeita já vinham sendo alvo de investigações.

Dois meses antes, em maio daquele mesmo ano, o juiz da Vara Especial Cível e Criminal de Jales, Fernando Antônio de Lima, ao determinar que Nice desse um jeito de arranjar vagas para as crianças que estavam fora de nossas creches, recomendou ao Tribunal de Contas que fizesse uma auditoria nos gastos com viagens da prefeita.

Por sinal, a ação do juiz e do TCE surtiu efeito, pois, depois da auditoria, os gastos de Nice com viagens diminuíram substancialmente. Antes da auditora, ela gastava, em média, R$ 15,1 mil por mês. Depois da visita do TCE, os gastos caíram para menos de R$ 5 mil mensais.

Portanto, esse assunto das viagens de Nice não é novo. Registre-se que, no tempo em que esteve prefeita, ela pegou adiantamentos num total de R$ 198 mil para gastos com viagens. Ou seja, quase nada diante do que a ex-tesoureira desviou.   

2 comentários

  • Betinho

    Ué….então tem gente que está faltando com a verdade.

    Esse outro blogueiro só dá bola fora. Pelo menos passou um susto na ex-prefeita. Uma hora dessas isso vai dar demanda judicial.

  • Arrependimento

    Aposto alto que nesta jogada da Érika tem peixe gordo e grande, por isso a mesma não abre o bico.
    Como pode roubar de 5 a 10 milhões e só aparecer em seu nome 3 milhões. Sera que o rato gordo comeu?

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