JUSTIÇA ELEITORAL DE JALES VAI INVESTIGAR TÍTULOS SUSPEITOS

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O blog noticiou, na segunda-feira, que Santa Salete era a única cidade vinculada ao Cartório Eleitoral de Jales que tinha mais eleitores do que habitantes. A informação estava equivocada. Na verdade, Aspásia – onde o ex-fogueteiro Matogrosso quase foi prefeito – também vivencia esse estranho fenômeno. Os amigos leitores podem estar se perguntando: o Cartório Eleitoral não poderia ter evitado isso?

A resposta é não. Se o eleitor apresenta os documentos exigidos, os funcionários do Cartório não podem se negar a fazer o alistamento ou a transferência de um título. Eles podem, no máximo, avisar ao eleitor sobre os perigos de uma declaração falsa, por exemplo. E podem, também, pedir uma investigação, nos casos suspeitos.

E é o que está sendo feito. Segundo o blog apurou, a Justiça Eleitoral – mediante informação da chefia do Cartório – já determinou a investigação de cerca de 30 casos suspeitos. Os municípios não foram citados, mas é provável que Santa Salete e Aspásia tenham casos a ser investigados.

Um dos motivos que levaram os funcionários a suspeitar de possíveis fraudes: os eleitores poderiam comprovar a residência no município, através da apresentação de contas de luz, água, telefone, etc., mas grande parte deles preferiu apresentar declarações feitas pelos proprietários dos imóveis onde, supostamente, moram. Com um detalhe: boa parte das declarações foi preenchida por uma mesma pessoa, segundo indica a caligrafia.

Os quase 30 casos suspeitos poderão ser o fio da meada para se descobrir outros casos. A Polícia Federal poderá ser acionada e, se ficar comprovada alguma fraude, os autores poderão responder por crime de falsidade ideológica. Na região, já houve casos constatados em eleições passadas. E os envolvidos estão tendo dores-de-cabeça até hoje.

No jornal A Tribuna, do próximo final de semana, mais detalhes sobre as suspeitas e as investigações.

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