LEILÕES, FESTAS E RIFAS AJUDAM A SALVAR CONTAS DE HOSPITAIS

A notícia do Diário da Região trata de alguns hospitais da região, mas dedica um grande espaço ao que é feito em Jales com o objetivo de arrecadar dinheiro para o Hospital de Câncer e a Santa Casa:

cidades_SilvaniaCom caixa deficitário, e uma eterna crise agravada ainda mais pelo atual cenário econômico do País, hospitais da região que atendem pelo SUS apelam a sorteios, leilões, festas, jantares e o que mobilizar a comunidade para captar recursos e conseguir manter as portas abertas, ou melhorar o atendimento oferecido. É o caso, por exemplo, da Santa Casa de Votuporanga, que opera no vermelho e, sem as doações, teria que encerrar as atividades. 

Na Campanha Saúde que dá Prêmio, por um valor de no mínimo R$ 5, pagos com a conta de água, o morador do município concorre todo mês a um notebook. Se sorteado, seus vizinhos mais próximos que também participem da campanha ganham uma bicicleta cada um. Todo ano um carro zero quilômetro é sorteado. Em 2016, já descontados os custos da ação, foram arrecadados R$ 369 mil. 

“Pode parecer pouco esse dinheiro, mas quando somado faz a diferença, pois nos ajuda na compra de materiais de consumos e medicamentos”, afirma o provedor Luiz Fernando Góes Liévana. A Santa Casa de Misericórdia de Jales realiza em abril o 9º Leilão de Gado. Além disso, para minimizar a falta de recursos, criou também o Cofrinho e o Telemarketing Ativo.

A despesa mensal do hospital é de pelo menos R$ 2,4 milhões e o déficit fica em torno dos R$ 150 mil. “Realizamos pesquisas para buscar novas ferramentas de captação de dinheiro para a Santa Casa, que está passando por uma série de dificuldades. Foram meses para conseguir estabelecer uma estratégia de trabalho sem que houvesse investimento”, afirma Luciana Vicente, gerente da Captação de Recursos.

Estabelecimentos comerciais de Jales arrecadam notas fiscais em cofrinhos fornecidos pela Santa Casa. Já o telemarketing funciona com ligações de um colaborador do hospital para possíveis doadores.

Carnaval da solidariedade

Na unidade do Hospital do Câncer de Jales (ligado ao do Hospital do Câncer de Barretos), as doações permitiram aos pacientes e aos acompanhantes confeccionarem máscaras que serão utilizadas em um baile de Carnaval no próximo dia 22. Lantejoulas, palitinhos, lãs, papéis, purpurina e miçangas para máscaras, mais o necessário para a festa, como pipoca e som, foram arrecadados pelo Grupo de Trabalho e Humanização (GTH) do hospital. O projeto fez tanto sucesso que o material para 100 máscaras que a equipe tinha já acabou.

“O nosso hospital não consegue arrecadação para fazer esse tipo de evento. Tudo isso foi através de doação, para humanizar o tratamento do paciente. A ideia é ele se sentir mais em casa”, afirma Priscila Mourão, presidente do grupo. O Hospital do Câncer de Barretos tem, como um todo, um déficit mensal de R$ 20 milhões. O Hospital de Jales mais a unidade de Fernandópolis custam juntos R$ 5 milhões.

Para Silvana Souza Felix (foto acima), dona de casa de 34 anos, confeccionar as máscaras ajudou os pacientes e familiares. Só ela fez pelo menos 20. Moradora de Santa Helena (GO), ela acompanha a irmã Sirlei Souza Costa, dona de casa de 43 anos que faz tratamento contra um câncer de mama. “Tem muitos pacientes que estavam desanimados. Agora, está todo mundo animado com o carnaval”, conta.

4 comentários

  • Populina

    Gracas a estas ajudas e o comprometimento de vários prefeitos e que os hospitais, santa casas ,se mantem de portas abertas e atendendo os pacientes pois de dependermos ta tão brutal tabela SUS, o quanto o governo paga por internações e cirurgias ,todos ja estariam com as portas fechadas.Fazer o bem e se comprometer com a causa de seu irmão é a melhor coisa que tem , todos ajudando um pouquinho no final se trona uma montanha .

  • Tambem funcionario de uma instituição.

    não publicou o caso da carne do HC Cardosinho? o que houve?

    • A acusação do amigo é grave e generaliza ao não citar nomes. Não creio que seja o caso de colocar sob suspeita vários funcionários por conta de supostos desvios de um ou dois deles. Se o amigo tem uma denúncia concreta – com provas – o correto é procurar a polícia ou o Ministério Público.

  • É mais um caso de misericórdia nacional.O Brasil faliu.

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